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Produção de oliveiras cresce e coloca Brasil entre os destaques na produção de azeite extravirgem

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Foto: Pixabay,

A produção de oliveiras cresce especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e já posiciona o país entre os produtores de azeites extravirgens de alta qualidade. Em plena colheita, o setor vive o período mais decisivo do ano, quando a retirada das azeitonas e a extração imediata garantem aromas, frescor e compostos benéficos ao produto.

Nesse cenário, o parque Olivas de Gramado, na Serra Gaúcha, realiza a segunda edição do Festival do Azeite Nostra Oliva, que permite ao público acompanhar de perto o processo produtivo e vivenciar experiências sensoriais.

Colheita e variedades

Segundo o azeitólogo, André Bertolucci, a área de olivais do parque soma 29 hectares, com expectativa de colheita de cerca de 30 toneladas de azeitonas ao longo de pouco mais de um mês.

A produção envolve seis variedades: arbequina, picual, frantoio, coroneiki, ascolana e manzanilla. Cada cultivar contribui para características específicas do azeite, como intensidade aromática, amargor, estabilidade e perfil sensorial.

A colheita depende das condições climáticas, já que períodos de chuva interrompem os trabalhos. “Serão em torno de 32 dias de colheitas. Se São Pedro ajudar, porque quando chove, temos que interromper a colheita nesses dias de chuva e depois reiniciar quando vem o sol novamente”, explica.

Processo prioriza qualidade

Segundo Bertolucci, o ponto de colheita é definido pela curva de maturação da fruta. No Brasil, produtores têm optado por colher a azeitona mais verde para obter azeites com maior concentração de antioxidantes e maior estabilidade.

A retirada é manual, algumas redes são posicionadas no solo e os galhos são “penteados” com ferramentas específicas para que as frutas caiam sem danos. Em seguida, as azeitonas são levadas rapidamente ao lagar, onde passam por limpeza, moagem e batimento até formar uma pasta homogênea.

O azeite é separado por centrifugação, filtrado e armazenado em tanques de inox com controle de oxigênio, permanecendo em decantação por cerca de 20 a 25 dias antes do envase.

Festival aproxima público da olivicultura

O Festival do Azeite Nostra Oliva inicia dia 28 de fevereiro e termina dia 22 de março, sempre aos finais de semana, e inclui atividades como colheita guiada, extração ao vivo, degustações harmonizadas e experiências imersivas.

“O Festival do Azeite Nostra Oliva chega na sua segunda edição. São oito datas disponibilizada para que os visitantes possam vir e conhecer todo o processo de colheita e extração do nosso multipremiado azeite de oliva extra virgem aqui do Olivas de Gramado”, conclui.

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Agro Mato Grosso

Filas de caminhões para descarregar no porto de Miritituba chegam a cerca de 30 quilômetros

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A logística no Arco Norte enfrenta um novo colapso. No porto de Miritituba, em Itaituba, no Pará, as filas de caminhões carregados com soja já chegam a cerca de 30 quilômetros para descarregar nos terminais portuários. O gargalo afeta diretamente produtores do Mato Grosso, pressiona o frete e preocupa o setor em pleno pico da colheita.

Em janeiro, Mato Grosso enviou para o mercado externo 487,63 mil toneladas de soja. O grão teve como destino 11 países. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), deste volume 34% saíram pelos portos do Arco Norte. Já em 2025, das 32,06 milhões de toneladas de soja exportadas pelo estado, 49% saíram do país pelos portos do Arco Norte.

Paulo Roberto Almeida Ferreira, coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), explica que o cenário observado nos últimos dias na região do Tapajós, na BR-163, é frequente. “São filas quilométricas com toda a produção proveniente de Mato Grosso, que descarrega aqui no Porto de Miritituba”.

O problema, salienta o coordenador da Faepa, não é operacional no local, mas sim de logística. Por dia, cerca de 2,5 mil caminhões com soja e milho descarregam no porto de Miritituba, conta ele à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Lucas Nunes - Famato Estradeiro Fila Miritituba PA-1
Foto: Lucas Nunes/Sistema Famato

“Sabemos e temos a consciência que os portos possuem uma capacidade muito grande para trabalhar. O nosso problema é a logística. As condições das estradas muitas vezes não são favoráveis para escoar toda essa produção. Então, qualquer probleminha na estrada, um acidente, as filas ficam quilométricas. Chegam até a mais de 30 quilômetros por dia”.

No último dia 21 de fevereiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) iniciou o Estradeiro da BR-163 — Do Campo ao Porto, expedição técnica até os portos de Miritituba e Santarém (PA). A caravana, a qual o Canal Rural Mato Grosso acompanha, saiu de Cuiabá e conta com a participação de aproximadamente 20 presidentes de sindicatos rurais.

Nesta segunda-feira (23) o grupo saiu da região do KM 30 e seguiu até o porto, em um trajeto de pouco mais de 30 quilômetros, onde constatou a situação de filas de caminhões carregados com soja mato-grossense.

“É um movimento muito grande, mas não atende às nossas demandas. Só Mato Grosso, no ano passado enviou para cá 17 milhões de toneladas. E você já vê o caos que está acontecendo aqui, nessa movimentação dessa logística que está estrangulada”, frisa o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.

Logística Arco Norte foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso 2
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mais de 30 horas em filas

De acordo com ele, a estrutura da barcaça onde é realizado o descarregamento dos caminhões, o transbordo, é “de excelente qualidade, mas até você chegar aqui é uma dificuldade danada”.

“Tem caminhões que estão há mais de 30 horas na fila. É inadmissível num Brasil como o nosso ver esse caso dos nossos representantes com as riquezas desse país”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

Tomain afirma que um posicionamento será cobrado dos governantes estaduais e que a situação será levada tanto para os deputados estaduais, quanto federais. “Quer dizer, qual é a importância dessa riqueza para a economia de cada estado? Eles têm que ter compromisso com o trabalhador, com as pessoas que geram riqueza, com o produtor rural. O produtor rural gera riqueza para transformar isso em recurso para ele cada vez mais melhorar a estrutura do nosso estado”, completa.

Lucas Nunes - Famato Estradeiro Fila Miritituba PA-1
Foto: Lucas Nunes/Sistema Famato

Ainda conforme o presidente da Famato, “esse é um Brasil diferente. É um Brasil que transforma, um Brasil que gera muita riqueza. Só que nós temos que ter respeito com essas pessoas. Infelizmente não estou vendo respeito com as pessoas que estão trabalhando”.

O estradeiro, explica a Federação mato-grossense, tem o intuito de acompanhar, in loco, as condições logísticas da principal rota de escoamento da produção de grãos do estado, bem como reunir informações sobre os pontos críticos da rodovia federal no eixo norte, como trechos sem pavimentação, buracos, atoleiros e desbarrancamentos e qualidade da manutenção, que possam embasar propostas de melhoria em infraestrutura e segurança viária.

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São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável

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Foto: Pixabay

Diante de períodos cada vez mais frequentes de escassez hídrica, a irrigação tornou-se estratégica para garantir a continuidade da produção agrícola, o uso racional da água e a segurança alimentar no campo paulista.

Nesse cenário, o governo de São Paulo lançou, em 2025, a linha de crédito Irriga+SP, que em apenas um ano, o programa já contabiliza mais de 8 mil hectares beneficiados, somando R$56 milhões em investimentos.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a política de irrigação é uma agenda estratégica para garantir produção, renda e abastecimento.

“A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de aumento de produtividade e passou a ser um instrumento de segurança alimentar. Em um cenário de mudanças climáticas e eventos extremos, investir em eficiência hídrica significa proteger a produção de alimentos, dar previsibilidade ao produtor e assegurar abastecimento para a população”, afirmou.

Sobre a linha de crédito

A linha de crédito oferece prazo de até 60 meses, com carência de até 18 meses, financiamento de até R$ 5 milhões por projeto e limite de até 1000 hectares de área produtiva. As taxas de juros são subsidiadas, variando entre 4,81% e 9,87% ao ano.

Os recursos podem ser utilizados na aquisição de sistemas modernos de irrigação, como gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador, além de soluções em energia fotovoltaica e armazenamento, tecnologias de agricultura de precisão, como drones e sensores, estufas climatizadas, projetos de captação e reuso de água, infraestrutura para transporte hídrico e treinamentos.

O desempenho do programa também é destacado pela Desenvolve SP, que atua na operacionalização do crédito. “Só em 2026, já foram mais de R$ 15 milhões em financiamentos para irrigação e agricultura de precisão, contribuindo para mitigar os efeitos da estiagem que atingiu o estado nos últimos anos”, destacou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

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Ministério orienta renegociação de dívidas do Pronaf para produtores de cebola

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Foto: Paula Rodrigues/Embrapa

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), divulgou um documento com orientações a instituições financeiras que operam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O material trata da possibilidade de renegociação e prorrogação de parcelas de financiamentos para agricultores familiares dedicados à cultura da cebola em todo o país.

A medida considera as dificuldades enfrentadas por produtores da cadeia da cebola, como oscilações de preços, entraves na comercialização e impactos temporários na renda das famílias.

A orientação está amparada nas regras do Manual de Crédito Rural (MCR), que prevê mecanismos de renegociação em casos de comprovada dificuldade temporária de pagamento.

Como funciona a renegociação

As instituições financeiras poderão conceder prorrogação de operações de custeio por até 36 meses; prorrogação de parcelas de investimento por até um ano após o término do contrato; ou a diluição do valor nas parcelas ainda a vencer.

A renegociação, porém, não é automática. O produtor deve solicitar o pedido diretamente à instituição financeira onde contratou o financiamento. O MDA recomenda que os pedidos sejam formalizados preferencialmente antes do vencimento das parcelas, evitando a configuração de inadimplência.

Quando a dificuldade atingir uma quantidade maior de agricultores em determinado município ou região, poderá ser utilizado laudo técnico coletivo, sem prejuízo da análise individual das operações.

Para que a operação seja analisada, é necessário:

  • Comprovação da dificuldade temporária de pagamento;
  • Documentação ou laudo técnico que evidencie a redução da renda e o impacto econômico;
  • Avaliação da viabilidade econômica do empreendimento após a renegociação.

Programa

Além da possibilidade de renegociação, os produtores de cebola também podem contar com o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), política pública que protege a renda da agricultura familiar assegurando bônus de desconto nas parcelas de financiamentos do Pronaf sempre que o preço de comercialização do produto estiver inferior ao preço de garantia definido pelo Governo Federal, com base nos custos de produção.

O desconto é aplicado automaticamente pela instituição financeira no momento do pagamento da parcela, desde que o agricultor esteja adimplente. 

No caso da cebola, produto contemplado pelo programa, os agricultores familiares que optarem por realizar o pagamento de suas operações de financiamento no âmbito do Pronaf, em vez de solicitar a prorrogação, terão automaticamente um desconto no valor a ser pago.

O desconto, percentual determinado sobre o valor da operação e por Unidade da Federação, para o mês de fevereiro, é de 44,29% para o Paraná, 58,57% para o Rio Grande do Sul e de 46,43% para Santa Catarina, limitado a R$ 5 mil por beneficiário.

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