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Agro Mato Grosso

Custo de produção do milho deve subir mais de 7% na safra 26/27 em MT

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O setor produtivo de Mato Grosso já acende o alerta para o planejamento da próxima temporada. De acordo com o relatório mais recente do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o custeio para o milho na safra 2026/27 deve apresentar uma alta de 7,19% em comparação ao ciclo 25/26, atingindo a média estimada de R$ 3.558,08 por hectare.

Segundo os analistas do instituto, essa elevação é impulsionada diretamente pela atualização dos pacotes tecnológicos entre as safras. O aumento dos custos operacionais reflete um cenário de maior desembolso direto por parte do produtor para manter a produtividade e a eficiência das lavouras no estado.

Desdobramento dos Custos Operacionais

O levantamento detalha diferentes indicadores que compõem o gasto total do agricultor, revelando que a manutenção da atividade exigirá uma gestão financeira ainda mais rigorosa:

  • Custo Operacional Efetivo (COE): Registrou a maior alta, com incremento de 9,46%, chegando a R$ 5.260,69/ha.
  • Custo Operacional Total (COT): Apresentou alta de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02/ha.
  • Custo Total (CT): A elevação frente à safra anterior foi de 6,36%, finalizando com média de R$ 7.153,73/ha.

Recomendação ao Produtor: Relação de Troca

Diante deste cenário de encarecimento, o Imea reforça a importância de monitorar as janelas de oportunidade. Como a comercialização da safra 26/27 ainda não foi iniciada oficialmente, os produtores devem ficar atentos às relações de troca — a quantidade de sacas de milho necessárias para adquirir insumos — para travar os custos nos melhores momentos do mercado.

Indicador de Custo (Milho)Valor Estimado (R$/ha)Variação vs 25/26
CusteioR$ 3.558,08+7,19%
Custo Operacional Efetivo (COE)R$ 5.260,69+9,46%
Custo Total (CT)R$ 7.153,73+6,36%

Destaque do Imea: “É fundamental aproveitar as oportunidades de preço para travar os custos, uma vez que o desembolso direto será maior nesta temporada.”

A gestão eficiente dos insumos e o acompanhamento das cotações diárias serão os principais aliados do produtor mato-grossense para garantir a rentabilidade no próximo ciclo do milho.

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Agro Mato Grosso

Se MT fosse um país seria o terceiro maior na produção de soja do mundo

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A produção de soja em Mato Grosso atinge números que colocam o estado em posição de destaque no cenário mundial do agronegócio. Com volumes que ultrapassam 50 milhões de toneladas por safra, o estado se consolida como o maior produtor de soja do Brasil e ganha destaque internacional: se fosse um país, Mato Grosso ocuparia a terceira posição no ranking mundial de produção de soja, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos. O dado evidencia a força do produtor rural mato-grossense e a relevância estratégica do estado para o abastecimento global.

Os números de Mato Grosso ganham ainda mais relevância quando analisados ao longo das últimas safras e comparados ao cenário internacional. Após colher 38,70 milhões de toneladas na safra 2023/24, o estado alcança um volume estimado de 50,89 milhões de toneladas na safra 2024/25, com projeção de 47,17 milhões de toneladas para a safra 2025/26. Esse patamar coloca Mato Grosso em nível de produção semelhante ao de países inteiros, como a Argentina, que produz em torno de 50 milhões de toneladas de soja.

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), esse resultado é reflexo direto de anos de investimento em tecnologia, manejo eficiente e compromisso com a produção sustentável. O desempenho alcançado pelo estado não apenas reforça sua liderança no agronegócio, como também destaca o papel de Mato Grosso na segurança alimentar mundial, demonstrando que é possível produzir em larga escala com responsabilidade, inovação e foco no futuro.

Para vice-presidente oeste da Aprosoja Mato Grosso, Gilson Antunes de Melo, o volume na produção alcançada por Mato Grosso evidencia a importância estratégica do agronegócio estadual para o Brasil, tanto no abastecimento quanto no fortalecimento do balanço comercial.

“Além da soja, a produção de milho ganha cada vez mais relevância, impulsionada pelas indústrias de etanol. Esse movimento fortalece a industrialização do estado, gera mais arrecadação, viabiliza investimentos em infraestrutura e cria uma cadeia positiva em que produtor, indústria e sociedade avançam juntos. Esse cenário deve se consolidar ainda mais nos próximos anos, ampliando a competitividade e o rendimento do produtor rural”, destaca o vice-presidente.

Com um dos maiores territórios do país, Mato Grosso apresenta uma ocupação do solo marcada pelo equilíbrio entre produção e preservação. A atividade agropecuária se desenvolve de forma concentrada em áreas já consolidadas, enquanto uma parcela significativa do estado permanece preservada, abrigando importantes biomas e áreas de vegetação nativa. Esse cenário reforça que o avanço da produção ocorre de forma planejada, com respeito ao uso racional do território, à legislação ambiental e à conservação dos recursos naturais, pilares que sustentam a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio mato-grossense.

O vice-presidente leste da Aprosoja MT, Lauri Pedro Jantsch, explica que o investimento em tecnologia, manejo e sustentabilidade contribuíram para que Mato Grosso atingisse esse nível de produção, elucidando esse protagonismo do produtor mato-grossense na produção de soja mundial.

“Mato Grosso é um estado repleto de oportunidades no agronegócio. O produtor mato-grossense tem uma grande capacidade de adaptação diante dos desafios que surgem ao longo do caminho. Com investimentos em tecnologia, manejo adequado e correção de solos, é possível transformar áreas degradadas em áreas altamente produtivas. Essa capacidade de evolução e resiliência faz com que o produtor de Mato Grosso consiga converter dificuldades em resultados, promovendo produtividade e sustentabilidade no campo”, ressalta Lauri.

Mesmo diante de números expressivos, os produtores do estado ainda enfrentam diversos desafios que, na prática, limitam o avanço da produção e a competitividade do setor. Entre os principais entraves, o vice-presidente da região Leste destaca a logística e a armazenagem de grãos, que, quando comparadas às de outros países, ainda apresentam defasagens significativas.

“Aqui em Mato Grosso, ainda temos diversas dificuldades que atrapalham o produtor, e uma delas é a logística. No Brasil, há um déficit muito grande: temos um dos custos mais altos do mundo para transportar os grãos até os portos. Essa capacidade logística ainda é limitada e traz grandes custos para o produtor. Há também a questão da armazenagem, já que nossa capacidade de estocagem ainda é pequena, ao contrário do que ocorre com o produtor americano, por exemplo”, finaliza ele.

Diante desse cenário, Mato Grosso segue como referência mundial na produção de grãos, unindo escala, eficiência e responsabilidade ambiental. Ao mesmo tempo em que celebra resultados expressivos, o estado reforça a necessidade de avanços em infraestrutura, logística e armazenagem para sustentar o crescimento e ampliar a competitividade do setor. Com produtores cada vez mais atualizados e comprometidos, o agronegócio mato-grossense se consolida como peça-chave para o desenvolvimento econômico do Brasil e para o abastecimento alimentar global.

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Agro Mato Grosso

Número de indústrias cresce 30% em MT impulsionado por novos investimentos

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Os investimentos massivos em infraestrutura logística realizados pelo Governo de Mato Grosso estão transformando a realidade econômica do Estado. Dados da Receita Federal, compilados pelo Observatório da Federação das Indústrias (Fiemt), revelam que o número de indústrias e empresas de grande porte cresceu 30%, consolidando Mato Grosso como um polo de atração para novos negócios.

Para o secretário adjunto da Sedec, Anderson Lombardi, a logística é o pilar que sustenta esse avanço. “Não adianta termos produção e indústrias se não conseguirmos escoar. Os investimentos em rodovias, ferrovias e novas rotas ampliam nossa competitividade e nos inserem de forma estratégica no mercado global”, afirmou em entrevista ao programa Apro 360.


Recorde histórico em pavimentação e recuperação de rodovias

Desde 2019, o Estado já asfaltou 6.189 quilômetros de rodovias, marca que supera metas estabelecidas e representa um recorde histórico. A expectativa é que, até o final de 2026, a atual gestão tenha pavimentado mais quilômetros do que todas as gestões anteriores somadas.

  • Pavimentação: 6.189 km concluídos desde 2019.
  • Recuperação: 3.732 km de malha asfáltica restaurados.
  • Segurança: Foco em trechos de intenso fluxo de veículos pesados para garantir eficiência no transporte.

A nova era das ferrovias em Mato Grosso

A expansão ferroviária é peça-chave para o futuro do escoamento da produção. A Ferrovia Estadual, operada pela Rumo, já alcançou cerca de 73% de execução em sua primeira fase, ligando Rondonópolis a Campo Verde e Dom Aquino. A previsão é que as operações comecem no segundo semestre de 2026.

Somado a isso, o projeto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) prevê conectar Mato Grosso a Goiás, alcançando os portos de Santos (SP) e Itaqui (MA). Segundo Lombardi, novas rotas como a Bioceânica podem reduzir em até 15 dias o tempo de transporte de produtos mato-grossenses para a China.

Projeto FerroviárioStatus / ExtensãoImpacto Estratégico
Ferrovia Estadual (Rumo)73% executada (162 km na 1ª fase)Ligação direta entre Rondonópolis e Campo Verde em 2026.
FICO1.641 km previstosConexão com a Ferrovia Norte-Sul e portos do Sudeste e Nordeste.
Rota BioceânicaPlanejamento estratégicoRedução de custos e tempo para exportações rumo à Ásia via Pacífico.

Crescimento industrial e visibilidade internacional

Somente entre janeiro e outubro de 2025, foram abertas 2.727 novas indústrias ativas no Estado (excluindo MEIs). Esse crescimento é reflexo de um ambiente de negócios favorável, segurança jurídica e uma política agressiva de promoção econômica, que inclui a participação de Mato Grosso nas maiores feiras de comércio do mundo.

Logística em Números: O investimento estadual em infraestrutura não apenas facilita o escoamento do agronegócio, mas diversifica a matriz econômica, permitindo que indústrias de transformação se instalem com menores custos operacionais.

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Exportação de carne bovina em MT registra maior volume da história em 1 mês

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Mato Grosso bateu recorde ao registrar o maior volume da história para o mês de janeiro nas exportações de carne bovina, com 83,06 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta segunda-feira (16).

O volume foi calculado em Tonelada Equivalente Carcaça (TEC), que padroniza o peso da carne bovina e permite comparar produtos com diferentes níveis de processamento, como cortes com osso, desossados e industrializados, em uma única medida.

O resultado representa um aumento de 53,18% em comparação com janeiro do ano passado. A receita também cresceu e chegou a US$ 356,45 milhões, alta de 68,02% no mesmo período. O avanço foi impulsionado tanto pelo aumento no volume exportado quanto pela valorização do preço médio da carne, que subiu 9,69% e atingiu US$ 4.291,52 por tonelada em equivalente carcaça.

A China foi o principal destino da carne bovina produzida no estado e respondeu por 57,5% das exportações em janeiro. O volume enviado ao país asiático aumentou 89,2% em relação ao mesmo mês de 2025, indicando forte demanda no mercado internacional.

O diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, afirmou que o resultado reflete ganhos de produtividade, qualidade e competitividade da pecuária estadual, além de reforçar a posição de Mato Grosso entre os principais fornecedores globais da proteína.

O desempenho mantém a tendência de crescimento observada em 2025, quando o estado exportou 978,4 mil toneladas de carne bovina ao longo do ano, o maior volume da série histórica. A produção chegou a mais de 90 países e gerou receita superior a US$ 4 bilhões, consolidando Mato Grosso como o maior exportador de carne bovina do país.

🚛Alta nas exportações

Há um mês, as exportações da carne mato-grossense aumentaram 43,12% apesar do tarifaço do presidente americano Donald Trump, de 50% que durou cerca de 99 dias, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O resultado representa a soma das vendas ao exterior de carne bovina, suína e de aves entre janeiro e novembro de 2025.

O bom desempenho de Mato Grosso na exportação de carne ocorreu especialmente pela estratégia de redirecionar os embarques e ampliar as vendas para mercados asiáticos, o que ajudou a passar praticamente à margem do impacto do tarifaço de Trump.

Somente naquele período, as exportações totais de carnes saltaram de aproximadamente US$ 2,7 bilhões, em 2024, para cerca de US$ 3,85 bilhões, em 2025, no acumulado de janeiro a novembro, conforme dados da Sedec.

Antes disso, em novembro, a exportação de carne bovina de Mato Grosso bateu recorde ao superar as 112 mil toneladas, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo a Sedec, o valor das vendas ao exterior da carne bovina passou de US$ 2,45 bilhões para US$ 3,62 bilhões no período, e pela carne suína, que avançou de US$ 59,97 milhões para US$ 68,55 milhões.

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