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Chuvas sem trégua travam colheita e ameaçam safra de soja em Paranatinga

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Em Paranatinga, no médio-norte de Mato Grosso, o excesso de chuva aumenta a incerteza sobre o tamanho das perdas nas lavouras de soja e preocupa produtores em pleno período de colheita. No campo, cada dia de solo encharcado representa mais do que atraso no cronograma: significa renda comprometida e dificuldade para fechar as contas no fim da safra. Diante desse cenário, o município já estuda acionar o decreto de estado de emergência como forma de reconhecer oficialmente os impactos provocados pelo clima e buscar medidas de apoio ao setor produtivo.

O agricultor Rubilar Pedro Calgaro Filho é um dos que sente os impactos causados pelo volume de chuvas nos últimos dias em Paranatinga. Ele apostou alto na safra 2025/26, com 620 hectares cultivados e expectativa de produtividade acima da média. Nos primeiros dias de colheita, o resultado chegou a trazer esperança. “Nos primeiros dias que nós colhemos aqui uma soja com uma produtividade média de 70 sacas, só que infelizmente só conseguimos tirar uma amostra, depois não conseguimos mais entrar”, relata.

Uma extensão de 80 hectares foi dessecada há 16 dias e está pronta para a colheita há quase uma semana. No entanto, o excesso de umidade impede a entrada das máquinas, e os grãos permanecem expostos no campo, sob risco crescente de deterioração.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Perdas que aumentam a cada dia

Com o avanço das chuvas e sem previsão de trégua consistente, o produtor já observa sinais claros de perda de qualidade e produtividade. “Nesse momento hoje em que ela se encontra já é uma perda aí na faixa de uns 50%, aí a gente vai ter que aguardar para ver quando vamos ter a oportunidade, se o tempo vai permitir para que a gente consiga colher ela. É uma soja que a cada dia que passa vai se perdendo”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.

Segundo Rubilar, o comprometimento da lavoura se agrava rapidamente. “Soja brotada são grãos avariados e muitas delas vão acabar caindo no chão e a colheitadeira não vai conseguir nem recolher. Então eu estimo que se não passar a colheitadeira aqui dentro essa lavoura provavelmente será 100% perdida”.

O impacto financeiro é ainda mais preocupante em um ano de margens apertadas. “Esse ano já é um ano muito ajustado, custos elevados, o preço da soja está nos menores níveis dos últimos 5, 6 anos, então aquela esperança que a gente tinha, aquele mínimo de sobrar alguma coisa praticamente já foi pelo ralo infelizmente”, diz.

Com custo estimado em 60 sacas por hectare, ele acredita que o resultado esperado dificilmente será alcançado. “Essa lavoura aqui tem um custo médio estimado de 60 sacas por hectare. Eu acredito com essa perda já aí no início pelo excesso de chuva que dificilmente será alcançada essa média na fazenda, o lucro já foi embora na verdade”.

Além do prejuízo financeiro, o abalo emocional também é evidente entre os produtores de Paranatinga. “O sentimento é de tristeza, mas vamos olhar pra frente e pedir a Deus que a gente consiga…”, diz, emocionado. A preocupação agora é conseguir equilibrar as contas ao fim da safra. “Que no final a gente consiga ao menos pagar as contas…”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Preocupação coletiva e possível decreto

A apreensão é compartilhada por outros produtores do município, conforme o presidente do Sindicato Rural de Paranatinga, Carlinhos Rodrigues. Conforme ele, o excesso de chuva compromete diferentes fases da cultura e dificulta a maturação adequada das plantas.

“As lavouras estão todas chegando, a grande maioria dos produtores tem soja pronta. Dos 20 dias com chuvas, teve um ou dois dias que apareceu sol, no restante dos dias não”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Ele ressalta que o impacto vai além das áreas prontas e também afeta lavouras em outras fases. “Quando pega um longo período na nossa situação de chuva, 20 dias praticamente nublado e de chuva, ela vem acarretar em todo o ciclo da cultura. Então a soja que está pronta para colher, mas ela está aí igual a gente está vendo no campo, soja apodrecendo, soja brotando no pé”, afirma.

De acordo com o presidente, até áreas em enchimento de grãos podem sofrer perdas importantes. “A gente não sabe ainda onde vai chegar o tamanho desse nosso prejuízo, desse nosso problema, mas é muito preocupante, muito mesmo”, relata.

Diante da gravidade da situação, o setor produtivo já discute medidas institucionais. “Já estamos conversando sobre esse assunto, estamos levando para questão jurídica. Pelo longo período que nós estamos enfrentando de chuva, por esse início de colheita, estamos levantando alguns dados. Mas, acredita-se que vamos partir para tomar essa decisão juntamente com os órgãos públicos”, pontua.

O presidente do Sindicato Rural de Paranatinga explica que o pedido de estado de emergência é considerado necessário diante das perdas generalizadas. “Não é só a lavoura pronta que está perdendo, também estamos tendo perdas nas lavouras que não estão prontas, então há necessidade de que ocorra alguma medida em cima disso”, diz. O cenário amplia a incerteza no campo e pressiona toda a cadeia produtiva. “É uma conta que é difícil fechar para todo mundo, tanto para nós produtores como para as revendas. Então fica muito difícil pra gente esse cenário”.


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Agro Mato Grosso

Valtra destaca tratores eficientes para setor sucroenergético I MT

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Marca apresenta na Agrishow 2026 soluções que vão do desempenho da Série BH HiTech até a robustez da Série S6

O setor sucroenergético brasileiro entra na safra 2026/27 em um cenário de alta exigência técnica e econômica. Segundo estimativas da Datagro, a safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve alcançar 635 milhões de toneladas, um aumento de 4% ante a temporada anterior. Para dar conta desse volume operacional das usinas, a Valtra destaca um portfólio focado na robustez, inovação tecnológica e economia de combustível. As máquinas estarão presentes na Agrishow 2026, que acontece em Ribeirão-Preto (SP) de 27 de abril a 1º de maio.

A marca se consolidou como referência no segmento sucroenergético, oferecendo soluções que vão desde o preparo do solo até a entrega da cana na usina. “Nossas máquinas são fáceis de operar e foram pensadas para os produtores que precisam de resultados em produtividade com muita economia, simplicidade e sem perder o conforto”, ressalta Elizeu dos Santos, Gerente de Marketing de Produto da Valtra.

Uma das máquinas mais premiadas do setor por seu ótimo desempenho, o BH HiTech dispõe de modos automáticos para otimizar a operação e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, entregando a maior vazão do mercado. Isso economiza tempo no descarregamento e aumenta a agilidade do transbordo. O modelo conta ainda com eixo traseiro passante e eixo dianteiro com opção de 3 metros, que atende perfeitamente ao espaçamento entre as linhas e livra o canavial de pisoteios indesejáveis.

Pensando nas severas operações de preparo de solo, a Valtra destaca a “gigante” Série S6, a família de tratores mais forte da marca. Fabricado na Finlândia, o modelo alcança até 425 cv de potência e 1.750 Nm de torque. Equipado com transmissão CVT e um motor AGCO Power de 8,4L, o S6 entrega entre 10% a 15% menos consumo de combustível, garantindo máximo controle e conforto.

A força extrema também é garantida pelas Séries Q5 (265 cv a 305 cv) e T CVT. A Série T, especificamente, possui a maior tecnologia em tração da categoria, com transmissão continuamente variável que permite movimentar, parar ou arrancar o trator com carga em subidas apenas com o pedal do acelerador. O modelo gera economia média de 25% de combustível e conta com eixo dianteiro com opção de 3 metros, livrando o canavial de pisoteios indesejáveis.

Trator da Série T CVT no cultivo de Cana
Trator da Série T CVT no cultivo de Cana

A tradição da marca também se faz presente na quarta geração da Linha BM, que possui mais de 20 anos de história no setor sucroenergético, desempenhando os serviços com alto rendimento e levando até 15% de economia ao produtor. Já na fase de tratos culturais, os Pulverizadores da Série R garantem a aplicação precisa de insumos, eliminando desperdícios.

Olhando para o futuro, a Valtra reafirma seu compromisso com a descarbonização ao investir em motores para combustíveis alternativos, como biometano e etanol. Essas soluções permitem que a usina utilize o combustível gerado em seu próprio ecossistema, fechando o ciclo de sustentabilidade. “Nosso investimento em combustíveis alternativos reflete o DNA de inovação da Valtra. Queremos que o produtor e a usina tenham autonomia, utilizando a própria cana ou seus resíduos para abastecer frotas de alta performance. É a eficiência operacional encontrando a economia circular”, conclui Elizeu Santos.

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Agro Mato Grosso

Visitas técnicas nos CTECNOS apresentam pesquisas aplicadas ao campo em MT

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Iniciativa da Aprosoja MT e Iagro-MT reúne produtores para acompanhar, na prática, estudos sobre manejo, nutrição e eficiência produtiva

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro-MT), promove em abril uma programação de visitas técnicas nos Centros Tecnológicos (CTECNOS) Araguaia e Parecis. A iniciativa reúne produtores, estudantes e profissionais do setor para apresentar, de forma prática, resultados de pesquisas voltadas às culturas de soja e milho no estado.

A primeira etapa será realizada no dia 23 de abril, no CTECNO Araguaia, em Nova Nazaré. A programação contará com estações que abordam desde o desempenho de híbridos de milho em diferentes condições de semeadura até estudos sobre a nutrição do gergelim, incluindo a resposta da cultura à aplicação de nutrientes como enxofre, nitrogênio e boro. Também serão apresentados conteúdos sobre manejo de herbicidas e estratégias de sistemas de produção com rotação de culturas.

No dia 29 de abril, a programação segue no CTECNO Parecis, com foco em temas relacionados à eficiência produtiva e ao uso de insumos. Entre os conteúdos previstos estão o manejo da adubação nitrogenada no milho, o manejo de herbicidas no sistema soja-milho, além de estratégias para otimizar o uso de nutrientes e o mercado de fertilizantes, considerando o aumento dos custos de produção. As visitas têm como objetivo levar ao campo informações aplicadas à realidade das lavouras, contribuindo para o aprimoramento do manejo e para decisões mais seguras por parte dos produtores.

CTECNO Araguaia
Data: 23 de abril
Local: Rodovia MT 326, entroncamento com a BR 158 – 1km sentido Nova Nazaré – MT
Inscreva-se: https://eventos.aprosoja.com.br/evento/257

CTECNO Parecis
Data: 29 de abril
Local: Rodovia MT 488, anexo à Fazenda Vô Arnoldo – Grupo Agroluz Agrícola
Inscreva-se: https://eventos.aprosoja.com.br/evento/256

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Produtores de goiaba descartam produção por falta de compradores

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Foto: reprodução/redes sociais Simoni Back

No interior do Rio Grande do Sul produtores enfrentam um cenário desafiador, mesmo com uma das melhores safras de goiaba dos últimos anos, parte da produção está sendo descartada por falta de compradores.

De acordo com publicações nas redes sociais da produtora Simone Back e do marido, Sidnei Rauber, da comunidade de Arroio Feliz, em Feliz (RS), o cenário é resultado de uma sequência de dificuldades no campo. Em 2024, enchentes atingiram a região, causando perdas significativas nas lavouras, com deslizamentos de áreas e redução no número de plantas.

Já em 2025, além de uma safra considerada mediana, os produtores ainda enfrentam atrasos nos pagamentos pelas vendas, o que agrava o cenário financeiro.

Com a alta produção em toda a região, as empresas compradoras ficaram sobrecarregadas e passaram a restringir ou até suspender a aquisição da fruta. Sem estrutura adequada para armazenar e escoar toda a produção, muitos produtores ficaram sem saída.

O impacto é direto na renda, afinal, os custos de produção permanecem, mas sem comercialização, o resultado é margem zerada e prejuízo no campo.

Enquanto o consumidor paga caro pela fruta, quem produz enfrenta dificuldades para vender e, muitas vezes, não consegue sequer cobrir os custos de produção.

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