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Saiba como ficaram as cotações de soja após período de Carnaval

O mercado brasileiro de soja retomou as negociações após o Carnaval em ritmo lento e sem grandes movimentos nos preços. Segundo o analista de soja da equipe de Inteligência de Mercado da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve reporte de alguns negócios, mas de maneira geral as negociações foram pontuais e regionalizadas.
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Com Chicago volátil e o dólar um pouco melhor, não houve grandes ajustes nas indicações, resultando em cotações domésticas mistas. De acordo com o analista, poucos players marcaram presença no mercado, com ofertas consideradas pouco atrativas.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): recuo de R$ 125,00 para R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): queda de R$ 126,00 para R$ 124,00
- Cascavel (PR): queda de R$ 119,00 para R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): estável em R$ 107,00
- Dourados (MS): recuo de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): alta de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): seguiu em R$ 129,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos, perto da estabilidade, na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Após acumular ganhos desde que o presidente Donald Trump sinalizou um possível acordo comercial com a China, que envolveria maior demanda asiática pela oleaginosa norte-americana, o mercado realizou lucros.
Bons números de esmagamento nos Estados Unidos e a expectativa para o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos também estiveram no radar dos operadores.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 221,564 milhões de bushels em janeiro, ante 224,991 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 218,52 milhões. Em janeiro de 2024, o volume foi de 200,383 milhões de bushels.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos deverá submeter à Casa Branca as cotas de mistura de biocombustíveis propostas para 2026 para revisão final. O governo corre contra o tempo para cumprir o prazo autoimposto de finalizar as novas normas até o fim de março.
Fórum
Os agentes aguardam a divulgação das primeiras projeções oficiais para a safra 2026/27 dos Estados Unidos, durante o Fórum Anual do Departamento de Agricultura norte-americano, que ocorrerá amanhã (19) e sexta-feira (20).
Diante de margens mais apertadas e preços pressionados, agricultores norte-americanos planejam manter uma área robusta dedicada ao milho na safra 2026. De acordo com reportagem da Reuters, o cereal é visto como alternativa mais viável para alcançar o ponto de equilíbrio financeiro em um cenário de rentabilidade limitada.
Mesmo após a supersafra do ano passado, que ampliou estoques e derrubou cotações, o milho ainda apresenta melhores perspectivas econômicas, sustentado pelo forte consumo, exportações aquecidas e demanda da indústria de etanol. Analistas projetam plantio de cerca de 94,9 milhões de acres, um recuo modesto frente ao recorde anterior, mas ainda entre as maiores áreas dos últimos anos.
A soja, por sua vez, é considerada uma cultura de maior risco, influenciada por incertezas comerciais e pela concorrência internacional mais acirrada, especialmente com a colheita recorde sul-americana. Apesar do menor custo de produção, o mercado da oleaginosa tem mostrado maior volatilidade e dependência do ambiente geopolítico. A expectativa é de área de 84,9 milhões de acres para a soja.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 11,33 1/2 por bushel. A posição maio encerrou a US$ 11,49 por bushel, com elevação de 0,25 centavo, ou 0,02%.
Nos subprodutos, o farelo março fechou com baixa de US$ 1,90, ou 0,62%, a US$ 303,90 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em março, terminou a 58,59 centavos de dólar, com ganho de 1,30 centavo, ou 2,26%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a R$ 5,2293 para venda, com alta de 0,57%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de unidades, ficou estável a 96,92 pontos. O dólar futuro para março estava cotado a R$ 5.239,500, com alta de 0,21%. Em um dia de pouca liquidez, a moeda acompanhou o desempenho externo.
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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas
Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).
A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.
Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.
Fiscalização na fronteira
Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.
Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.
Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.
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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.
O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.
As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.
Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.
“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.
Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.
Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.
A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.
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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado
Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.
Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.
Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.
A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.
Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.
Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.
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