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Sustentabilidade

Chicago fecha em forte alta no trigo com temores pelo clima na Europa e geopolítica do Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quarta-feira com preços significativamente mais altos. O mercado consolidou uma recuperação técnica após a queda de cerca de 2% da terça-feira (17), sustentado por riscos climáticos no Leste Europeu e pelo aumento das incertezas geopolíticas. A formação de uma camada de gelo após o degelo passou a ameaçar as lavouras de inverno, elevando o risco de perdas produtivas e oferecendo suporte às cotações.

Ao mesmo tempo, o encerramento rápido de uma nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia reforçou a cautela dos agentes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, classificou as conversas como “difíceis”, ampliando as dúvidas sobre o impacto do conflito na oferta global do cereal.

Os contratos com entrega em maio de 2026 em Chicago fecharam cotados a US$ 5,52 1/2 por bushels, ganho de 10,00 centavos de dólar, ou 1,84%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2026 encerraram a US$ 5,59 3/4 por bushel, avanço de 8,50 centavos por dólar, ou 1,54%, em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Atualizações climáticas para os próximos dias no RS – MAIS SOJA

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A má distribuição das chuvas tem prejudicado importantes regiões produtoras, especialmente no Rio Grande do Sul, onde grande parte das lavouras de soja ainda se encontra nas fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos (Conab, 2026). Esse cenário impõe riscos ao potencial produtivo, uma vez que tais estádios fenológicos são altamente sensíveis ao déficit hídrico.

No entanto, o panorama climático pode apresentar mudanças nos próximos dias. Apesar da indicação de maior instabilidade atmosférica, a tendência é de ocorrência de precipitações mais expressivas, sobretudo na região Centro-Oeste e no Sul do estado.

Conforme atualizações climáticas apresentadas por Bárbara Sentelhas no Clima Cast – RTC, as chuvas associadas à instabilidade devem ocorrer com maior intensidade até o dia 22 de fevereiro. A partir desse período, há previsão de retorno da estabilidade sobre o território gaúcho, com redução significativa das precipitações.

Associada à instabilidade das chuvas, a tendência climática indica elevação gradual das temperaturas, com valores próximos aos 30 °C. O aumento térmico, especialmente em áreas que não vêm sendo beneficiadas por precipitações, pode intensificar o estresse das plantas, sobretudo em solos com disponibilidade hídrica limitada nos últimos dias. Nesse cenário, recomenda-se maior cautela na adoção de práticas de manejo em ambientes sem previsão de chuvas significativas, a fim de evitar o agravamento das condições de estresse.

Em relação à ocorrência dos fenômenos ENSO, o monitoramento da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial indica aquecimento gradual. De acordo com os modelos climáticos, esse comportamento sinaliza uma tendência de neutralidade. Caso as projeções se confirmem, a transição para condições neutras pode ocorrer a partir de Fevereiro ou Março (Figura 1), com possibilidade de evolução para um evento de El Niño na sequência, se o aquecimento se intensificar conforme indicado pelos cenários projetados.

Figura 1. Projeção das anomalias da temperatura da superfície do mar.
Fonte: Rede Técnica Cooperativa – RTC, 2026.

Para o trimestre Março/Abril/Maio, os prognósticos climáticos indicam elevada probabilidade de precipitações dentro da normal climatológica para o período, com alguns modelos apontando volumes ligeiramente acima da média no Rio Grande do Sul. Em contrapartida, as temperaturas tendem a permanecer acima da média histórica para essa época do ano.

Confira abaixo os prognósticos climáticos trazidos por Bárbara Sentelhas em mais um Clima Cast – RTC.


Inscreva-se agora no canal Rede Técnica Cooperativa – RTC clicando aqui!


Referências:

CONAB. MONITORAMENTO SEMANAL DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS: 16 DE FEVEREIRO DE 2026. Conab, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-09-02-a-15-02-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras >, acesso em: 19/02/2026.

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Sustentabilidade

Exportações de soja e milho garantem superávit de US$ 462 milhões em MS – MAIS SOJA

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O agronegócio de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com aumento nas exportações de soja e milho e saldo positivo na balança comercial. Em janeiro, o Estado exportou US$ 636,9 milhões e importou US$ 173,9 milhões, resultando em superávit de US$ 462,9 milhões.

Os dados indicam aumento expressivo na comparação com janeiro de 2025, embora tenha ocorrido retração em relação a dezembro, movimento comum para o período.

 “O aumento do superávit ocorreu principalmente devido à redução das importações em comparação com janeiro de 2025. Com uma queda de 17,1% nas compras externas, houve menor saída de dólares do Estado, o que fortaleceu o saldo da balança comercial. Assim, além do bom desempenho das exportações, a retração das importações teve papel decisivo para o resultado positivo no início do ano“, explica do analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul somaram 163,5 mil toneladas em janeiro, alta de 303% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, o total foi de US$ 72,3 milhões, aumento de 343% na comparação anual. A China foi o principal destino da soja sul-mato-grossense, com 63% do volume exportado, seguida por Iraque, com 19%, e Tailândia, com 13%.

No cenário nacional, o Brasil exportou 1,87 milhão de toneladas de soja em janeiro, volume 75% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita foi de US$ 830 milhões.

Milho 

O milho sul-mato-grossense somou 170,1 mil toneladas exportadas em janeiro, aumento de 181% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o total foi de US$ 38,5 milhões, crescimento de 212%. O Irã liderou como destino do cereal, com 54% do volume, seguido por Vietnã, com 22%, e Bangladesh, com 13%.

No Brasil, as exportações de milho atingiram 4,24 milhões de toneladas em janeiro, alta de 18% frente a janeiro de 2025, com receita de US$ 928 milhões.

Apesar do crescimento anual, tanto soja quanto milho apresentaram retração no comparativo com dezembro, influenciados pelo ritmo de embarques no início do ano. “A queda nas exportações em relação a dezembro é um movimento sazonal e esperado para este período do ano. Janeiro marca a transição entre safras, com a colheita da soja ainda ganhando ritmo no Estado, o que reduz momentaneamente o volume disponível para embarque. Além disso, dezembro costuma concentrar maiores envios para fechamento de contratos e metas anuais, o que naturalmente eleva a base de comparação”, aponta Mateus.

Oferta elevada e impacto nas margens

O mercado internacional opera com oferta elevada de grãos, com produções robustas no Brasil, Estados Unidos e Argentina. A demanda segue presente, principalmente da China no caso da soja, mas os estoques limitam avanços nos preços.

Segundo dados dos boletins econômicos produzidos pela Aprosoja/MS, o cenário exige atenção à gestão de custos, à comercialização e ao comportamento do câmbio, que segue como fator relevante para a formação da rentabilidade em reais ao longo de 2026.

Os boletins econômico produzidos pela Aprosoja/MS podem ser acessados aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Mato Grosso do Sul ganha destaque internacional com agricultura regenerativa tropical – MAIS SOJA

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Em um momento em que o mundo discute a exigência crescente de sustentabilidade, a agricultura tropical brasileira ganhou destaque no debate internacional. Durante um encontro promovido pela Bayer, na Alemanha, três produtores foram convidados a apresentar modelos consolidados de produção agrícola: um representante da União Europeia, um dos Estados Unidos e o vice-presidente da Aprosoja/MS, Andre Dobashi, como representante da América do Sul.

O objetivo do encontro foi compreender como diferentes regiões estruturam seus sistemas produtivos diante dos desafios globais. A proposta era identificar caminhos viáveis para conciliar produtividade, gestão e sustentabilidade em larga escala.

De acordo com Dobashi, o modelo norte-americano destacou-se pela eficiência operacional, gestão comercial estruturada, agricultura digital e uso consolidado da biotecnologia. O europeu apresentou forte organização produtiva e capacidade de coordenação de múltiplos núcleos agrícolas, com ênfase na gestão de pessoas.

“Nós apresentamos uma perspectiva distinta: a capacidade de transformar áreas degradadas em sistemas regenerativos altamente produtivos, integrando biotecnologia, manejo técnico e captura de carbono no solo”.

O projeto apresentado por Dobashi envolveu recuperação do solo, intensificação da pecuária e posterior conversão para agricultura com rotação entre lavoura e pecuária.

“Eu peguei uma área de pasto degradada, transformei em pasto de alta produção, depois converti para agricultura e comecei a rotação entre lavoura e pecuária”, relatou.

Ainda de acordo com Andre, o uso da biotecnologia permitiu maior acúmulo de biomassa, incremento da matéria orgânica e manejo mais preciso do complexo de pragas, doenças e plantas daninhas.

“No meu caso, foi um exemplo de agricultura regenerativa tropical fundamentada em biotecnologia e no sequestro de carbono”, afirmou o vice-presidente da Aprosoja/MS.

Segundo ele, o sistema promove a preservação do solo e da água, biodiversidade e eficiência no uso de insumos, demonstrando que sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica caminham juntas.

“É uma tecnologia que está à disposição do produtor. A biotecnologia promove uso racional de defensivos e sustentabilidade não só ambiental, mas também financeira”.

Agricultura regenerativa

O reconhecimento internacional reforça a consolidação de práticas já incorporadas ao sistema produtivo tropical há décadas, como o plantio direto na palha, a rotação de culturas e o manejo integrado.

Para o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, a participação de Dobashi no encontro evidencia o protagonismo técnico do produtor sul-mato-grossense.

“O produtor de Mato Grosso do Sul sempre esteve na vanguarda da adoção de tecnologia. O que hoje o mundo chama de agricultura regenerativa faz parte da nossa realidade há muitos anos, com plantio direto, rotação de culturas e manejo responsável”, destacou Michelc.

Ele ressalta que o reconhecimento internacional valida o modelo tropical como solução concreta para os desafios globais.

“Produzir em escala, preservar recursos naturais e manter rentabilidade não são objetivos incompatíveis. O produtor brasileiro mostra diariamente que é possível conciliar eficiência produtiva com responsabilidade ambiental”.

Fonte: Aprosoja/MS


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