Connect with us
17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Equilíbrio na oferta e demanda mantém preço estável – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de algodão em pluma continua apresentando sinais de equilíbrio. Enquanto a oferta segue estável, com a posição firme de parte dos vendedores, sobretudo para lotes de qualidade superior, a demanda não apresenta variações relevantes. Esse cenário mantém os preços estáveis e também limita uma maior liquidez no spot. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, com o recesso de carnaval, até mesmo por questões logísticas, parte dos agentes optou por adiar as negociações. Além disso, as empresas monitoram atentamente o desempenho das vendas de seus manufaturados, cuja performance, em diversos casos, segue inferior às expectativas. Já no campo, cotonicultores estão em reta final da semeadura da temporada 2025/26. E dados divulgados pela Conab apontam que a produção brasileira de algodão pode somar 3,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, sendo 6,7% abaixo da temporada anterior, mas ainda a segunda maior da história. Esse resultado se deve à redução de 3,2% na área cultivada frente à safra 2024/25, para 2,018 milhões de hectares, e à menor produtividade (-3,6% em relação à temporada anterior), estimada em 1.884 kg/ha.

Fonte: Cepea



 

FONTE
Advertisement

Autor:Cepea

Site: CEPEA

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Subsolagem ou escarificação? Diagnóstico do solo define operação mais adequada no campo – MAIS SOJA

Published

on


Foto de capa: Assessoria

A presença de camadas compactadas no solo pode limitar o desenvolvimento das raízes, dificultar a infiltração de água e comprometer o estabelecimento das culturas. Para corrigir o problema, operações como escarificação e subsolagem podem ser utilizadas, mas a escolha deve partir de um diagnóstico da área, principalmente da profundidade em que está localizada a camada compactada.

De acordo com Henrique Moscatelli, engenheiro agrônomo, inteligência de mercado e marketing da Piccin Equipamentos, a profundidade de trabalho é o principal fator que diferencia as duas operações. “A subsolagem é mais profunda, podendo chegar a 45 centímetros, com hastes mais robustas e maior espaçamento entre elas, o que também exige mais potência do trator. Já o escarificador atua nas camadas mais superficiais, até cerca de 30 centímetros, com possibilidade de menor revolvimento e manutenção da palhada na superfície”, explica.

Antes de levar o implemento ao campo, é importante identificar em qual profundidade a compactação ocorre. Alguns sinais podem ser observados diretamente na lavoura, como manchas de plantas com menor desenvolvimento, germinação desuniforme, pontos de encharcamento e alterações no crescimento das raízes. “Ao retirar uma planta com cuidado, é possível observar se as raízes estão verticalizadas e aprofundando normalmente ou se apresentam crescimento lateralizado, como se estivessem achatadas. Mas, para uma análise mais precisa, o penetrômetro é o equipamento mais indicado porque permite identificar em qual profundidade está a camada compactada”, afirma o especialista.

Em áreas maiores, diferentes pontos podem ser avaliados para a elaboração de um mapa de compactação do talhão. A abertura de trincheiras também permite observar diretamente o perfil do solo e o comportamento das raízes. A Embrapa recomenda que o diagnóstico combine observações de campo, análise do sistema radicular, abertura de trincheiras e uso de equipamentos capazes de medir a resistência do solo à penetração.

Advertisement

Quando a compactação está concentrada nos primeiros 30 centímetros, condição que pode ocorrer em áreas com histórico de gradagens e tráfego de máquinas, a escarificação pode atender à necessidade com menor mobilização do perfil. Dependendo da configuração do equipamento, a operação também pode contribuir para a manutenção da palhada na superfície e ser utilizada em situações específicas dentro de sistemas de plantio direto, desde que constatada a necessidade de intervenção.

Já quando a camada de impedimento está abaixo desse limite, a subsolagem pode ser uma alternativa. Entre as situações que podem exigir atuação em maior profundidade estão áreas com histórico de pisoteio animal, integração lavoura-pecuária, cabeceiras de talhões e pontos submetidos repetidamente ao tráfego de máquinas.

Mais profundidade não significa melhor resultado

Um dos erros mais comuns é associar uma operação mais profunda a uma descompactação necessariamente mais eficiente. Na prática, trabalhar abaixo da camada que precisa ser rompida aumenta o esforço de tração, o consumo de combustível e o desgaste do equipamento, sem necessariamente proporcionar ganho agronômico.

O problema inverso também pode ocorrer. Quando o equipamento trabalha acima da camada compactada, rompe apenas a parte superficial do perfil e mantém o impedimento ao desenvolvimento das raízes. “Operar mais fundo do que o necessário aumenta a exigência de potência, o consumo de combustível e o desgaste do conjunto sem ganho. Se trabalhar mais raso que a camada compactada, existe uma impressão de que o serviço foi realizado, mas o impedimento continua ali e o comportamento da raiz não muda”, destaca Moscatelli.

Advertisement

O diagnóstico também ajuda a evitar que problemas de outra natureza sejam confundidos com compactação. Limitações químicas do solo, como acidez ou deficiência de nutrientes, por exemplo, exigem estratégias específicas de correção e não serão solucionadas apenas com uma operação mecânica.

Umidade interfere na eficiência

Além da profundidade, a condição de umidade do solo no momento da operação é determinante. O ideal é que o perfil esteja em condição friável, quando apresenta umidade suficiente, mas se desfaz com facilidade ao ser pressionado. Com o solo muito úmido, a haste pode comprimir as paredes do sulco em vez de promover a ruptura desejada.

Em condições excessivamente secas, aumenta a resistência à passagem do implemento e, consequentemente, a demanda de tração. “O solo precisa estar friável. Nessa condição, a haste consegue romper uma faixa maior do que apenas a linha de contato da ponteira. Solo úmido demais não traz bom resultado e solo seco demais exige muita tração”, explica o especialista.

O espaçamento das hastes também influencia a qualidade da operação. Segundo Moscatelli, uma referência é trabalhar com distância equivalente a aproximadamente uma a 1,5 vez a profundidade de atuação. Espaços excessivos podem deixar faixas sem rompimento, enquanto uma configuração muito fechada aumenta o revolvimento e a demanda energética. Orientações técnicas da Embrapa também apontam relações próximas a essa faixa para favorecer a ruptura do solo entre as hastes.

Advertisement

Nivelamento do implemento e estado das ponteiras completam os cuidados. O equipamento deve permanecer paralelo ao terreno para manter profundidade uniforme, enquanto ponteiras desgastadas podem perder eficiência de penetração e aumentar a demanda de potência.

Equipamento deve acompanhar a necessidade da área

A definição da profundidade de trabalho também deve orientar a escolha do equipamento. Para diferentes condições de campo, a Piccin possui linhas de escarificadores e subsoladores com configurações distintas. Entre os escarificadores está o EPCR 300, com configurações de cinco a 25 hastes e trabalho de até 260 milímetros de profundidade.

Para operações mais profundas, a empresa dispõe da linha de subsoladores SP, com versões de três a 11 hastes e profundidades entre 200 e 450 milímetros, além de configurações com sistemas de desarme para situações com pedras e outros obstáculos. Na linha com controle remoto, o SPCR 500 pode atingir 500 milímetros. A fabricante também possui a linha Advanced, com configuração modular e trabalho entre 200 e 550 milímetros de profundidade, além de opções de espaçamento e sistemas de desarme de acordo com a aplicação.

Para Moscatelli, a escolha deve começar pelo diagnóstico da área. “Observe como está a lavoura, faça uma avaliação com penetrômetro ou abra uma trincheira para descobrir em qual profundidade está a camada compactada. Com esse dado em mãos, é possível identificar o equipamento adequado para aquela condição. A profundidade da compactação é que deve definir a operação, e não o contrário”, conclui.

Advertisement

Fonte: Assessoria de imprensa



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Clima instável, produção menor – MAIS SOJA

Published

on


As lavouras de milho safrinha do Paraná enfrentaram condições climáticas adversas e distintas na temporada 2025/26. Estiagens pontuais e altas temperaturas afetaram o desenvolvimento das plantas na fase inicial da cultura.

No oeste do estado, Gabriel Redivo destinou 960 hectares ao milho. O plantio levou pouco mais de duas semanas, entre o final de janeiro e o dia 14 de fevereiro. As chuvas foram escassas em março e abril, e reduziram o potencial produtivo em 40%, conta o produtor. A média ficou entre 82 e 90 sacas/hectare.

A família de Gabriel atua no agronegócio do Paraná desde os anos 1970. O avô materno dele, Adolfo Oto Midding, deixou o município catarinense de Videira para arrendar a propriedade de um familiar na divisa de Santa Tereza do Oeste e São Pedro do Iguaçu, em 1977. Pouco depois, com recursos relativos a uma herança, comprou uma área de terra vizinha aproveitando uma época em que os valores não eram tão elevados. Era um período em que a mecanização recém estava se iniciando e os produtores costumavam apostar em três culturas. Era soja no verão e trigo no inverno. Naquela época, já pelo início dos anos 1980, Adolfo começou a fazer experimento com o plantio do milho com matraca no meio das linhas de soja. Como a colheita ainda era manual, permitia o consórcio das duas culturas. Era o esboço da safrinha nascendo já que naquela época o milho era um cultivo de verão.

Atualmente, a soja ocupa 100% da área no verão enquanto o milho cobre 70% do total no inverno. Seis anos atrás, Gabriel e o avô Adolfo decidiram apostar em uma terceira cultura. Passaram a dedicar 190 hectares ao feijão. O plantio normalmente é no final de fevereiro e a colheita acontece entre maio e junho. A última safra rendeu 38 sacas/hectare para um nível médio de investimento.

Advertisement

Odelir, o pai de Gabriel, se ocupa de outra atividade da família em Santa Tereza do Oeste, próximo a Cascavel (PR). Assim, Adolfo, de 84 anos, é quem divide com Gabriel os afazeres e as decisões sobre a lavoura. “Ele se envolve e vai todo dia à lavoura”, diz o neto. Como um bom descendente de germânicos, ele fala fluentemente o idioma de seus antecessores. E foi no idioma de seus ancestrais, que ele lamentou a eliminação da seleção alemã de futebol pela derrota para o Paraguai pela Copa do Mundo.

Milho safrinha 2026

Produtividade média (sacas/hectare)

  • MT – 116,58 (+1,6%)
  • MS –    88,33 (+41,6%)
  • PR –     99,50 (+20,5%)
  • GO – 82,86 (-24,3%)
  • Brasil – 98,50 (-9%)

Produção por estado (milhões toneladas)

  • MT – 52,66 (-3,5%)
  • MS – 11,92 (-13,7%)
  • PR – 17,61 (-0,1%)
  • GO – 10,01 (-31%)
  • Brasil – 106,79 (-7,9%)
  • Fonte: IBGE, julho 2026
Centro-oeste        

Maior produtor agrícola brasileiro, o Mato Grosso colheu grandes volumes de milho apesar da redução da produtividade em 6,4%. Levantamento realizado pelo IBGE e divulgado em julho aponta a produção de 52,66 milhões de toneladas. Algumas regiões tiveram clima menos favorável que a área da atuação da C.Vale. “Os produtores conseguiram plantar, em sua grande maioria, dentro da melhor janela de plantio e o clima também ajudou com chuvas regulares e melhor distribuídas. Pragas e doenças foram bem manejadas e não tiveram impacto significativo. A soma destes fatores resultou em boas médias de produtividade”, avalia Renato Rambo, gerente da C.Vale para o Mato Grosso.

 Em Mato Grosso do Sul, a combinação de estiagens, ataque de lagartas e chuva no ciclo reprodutivo complicou o desempenho da cultura, segundo o gerente regional da cooperativa Jeferson Salatti. “Apesar dessas adversidades, a produtividade oscila entre 80 e 120 sacas por hectare, garantindo um resultado considerado normal para o estado. Segundo ele, o desempenho “comprova a eficiência da gestão do produtor no campo”.

Fonte: Assessoria de Imprensa C.Vale, disponível em Sistema Ocepar



FONTE
Advertisement

Autor:Assessoria de Imprensa C.Vale, disponível em Sistema Ocepar

Site: Sistema Ocepar

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Yamato, uma ferramenta inigualável no manejo de plantas daninhas do algodão – MAIS SOJA

Published

on


Em um cenário cada vez mais desafiador, o manejo e o controle eficientes das plantas daninhas na cultura do algodão tornam-se tarefas complexas e estratégicas. A elevada diversidade de espécies infestantes, associada a características fisiológicas que conferem alta capacidade competitiva, intensifica a matocompetição e compromete significativamente a produtividade da cultura. Além disso, muitas plantas daninhas atuam como hospedeiras de pragas e patógenos, favorecendo a sobrevivência e disseminação desses organismos na área de cultivo, o que agrava os problemas fitossanitários e reduz a sanidade da lavoura.

Entre as principais espécies infestantes do algodoeiro, destacam-se plantas de difícil controle, como as do gênero Amaranthus spp., popularmente conhecidas como caruru, além de gramíneas como capim-colchão (Digitaria horizontalis) e capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), entre outras. Grande parte dessas espécies apresenta casos confirmados de resistência a herbicidas, incluindo resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação (Heap, 2026).

Em conjunto a esses fatores, há uma limitada disponibilidade de herbicidas seletivos ao algodão que possam ser utilizados para o controle de espécies daninhas na pós-emergência da cultura, principalmente se tratando de espécies de folha larga. Essa condição restringe as opções de manejo, dificultando ainda mais o controle efetivo das planta daninhas após o estabelecimento do algodão, tornando ainda mais importante o uso de ferramentas pré-emergentes.

O lento estabelecimento inicial do algodão associado ao espaçamento de entre linhas (76 cm e 90 cm) em que a cultura é cultivada, reduz sua capacidade competitiva nas fases iniciais de desenvolvimento (IMA, 2025). Essa característica reforça a necessidade do uso dos herbicidas pré-emergentes de forma integrada no manejo das plantas daninhas para reduzir a matocompetição inicial e estabelecer a cultura “no limpo” (livre de plantas daninhas).

Advertisement

O uso dos herbicidas pré-emergentes contribui para a supressão dos fluxos iniciais de emergência das plantas daninhas (Joaquim Júnior et al., 2021). No entanto, principalmente se tratando da cultura do algodão cujas opções de pós-emergência são limitadas, o adequado posicionamento dos herbicidas pré-emergentes é determinante para o sucesso no manejo das plantas daninhas. Considerando as característica da cultura e a diversidade de espécies daninhas de difícil controle presentes no sistema de cultivo do algodoeiro, é essencial que o pré-emergente utilizado apresente amplo espectro de ação, alta seletividade à cultura e elevado efeito residual, proporcionando um controle eficaz dos fluxos de emergência durante o período inicial do desenvolvimento do algodão.

Estudos demonstram que o período crítico de prevenção à interferência pode se estender por até 98 dias após a emergência da cultura, portanto, é indiscutível a necessidade de herbicidas pré-emergentes que proporcionem um maior período de controle das plantas daninhas, sem causar danos a cultura do algodão (Joaquim Júnior et al., 2021). Além disso, algumas espécies daninhas, são extremamente complexas de se manejar, seja pela elevada habilidade competitiva, ou pela resistência a herbicidas.

A exemplo, caruru-gigante (Amaranthus palmeri), pode crescer até 3 cm por dia, e causar perdas de produtividade de até 77% no algodoeiro (Andrade Junior et al., 2015), além de reduzir a qualidade da pluma e fibra produzida, e dificultar o processo de colheita do algodão. Características como essas, em plantas daninhas resistentes, dificultam o posicionamento das aplicações de herbicida, limitando a eficácia do controle.

De maneira geral, espécies daninhas são melhor controladas em pós-emergência, durante as fases iniciais do desenvolvimento da planta, preferencialmente entre 2 e 4 folhas (Ikeda et al., 2025). No entanto, a desuniformidade dos fluxos de emergência tende a dificultar o posicionamento de herbicidas pós-emergentes, limitando a eficácia desses herbicidas.

Figura 1. Estádio limite para o controle em pós-emergência do caruru. Fonte: Mais Soja.

Associado a essas dificuldades, determinadas espécies de plantas daninhas apresentam elevada produção e dispersão de sementes, característica que favorece a manutenção e o aumento do banco de sementes no solo, intensificando os fluxos de emergência ao longo das safras. O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), por exemplo, pode produzir de 40 mil até 120 mil sementes por ciclo (HRAC-BR, 2022; Takano et al. 2016). Já espécies de caruru, como Amaranthus palmeri, apresentam potencial reprodutivo ainda mais elevado, com relatos de produção superior a 1 milhão de sementes por planta. Essa grande capacidade de multiplicação contribui para a rápida disseminação dessas espécies nas áreas de algodão e dificulta significativamente seu manejo e controle ao longo da safra (Gazziero & Silva, 2017).

Advertisement

Além das boas práticas agronômicas como a rotação de culturas, o controle de plantas daninhas na entressafra e a boa cobertura do solo, como alternativa para reduzir as infestações e mitigar os efeitos da matocompetição com a cultura do algodão, pode-se fazer uso dos herbicidas pré-emergentes. Esse grupo de herbicidas, atua diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das plantas daninhas, contribuindo para um melhor estabelecimento da cultura “no limpo”.

De acordo com Santos et al. (2018), além de reduzir os fluxos de emergência das planta daninhas, o emprego dos herbicidas pré-emergentes pode atuar positivamente na produtividade de algodão em caroço e pluma, possibilitando produtividades superiores ao observado em lavouras sem o uso desses herbicidas e uma maior qualidade da produção obtida.

Mesmo em cultivares transgênicas resistentes a herbicidas, os pré-emergentes seguem sendo ferramentas fundamentais no manejo de plantas daninhas, contribuindo para o controle de espécies tolerantes e para a prevenção da seleção de biótipos resistentes. Em cultivares resistentes ao glifosato, auxiliam no manejo de espécies como trapoeraba, corda-de-viola, capim-amargoso (Digitaria insularis), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), buva (Conyza spp.) e caruru (Amaranthus spp.). Já em variedades resistentes ao glufosinato, favorecem o controle de gramíneas e de latifoliadas, como o apaga-fogo (Alternanthera tenella) (Andrade Junior; Cavenaghi; Guimarães, 2025).

Na prática, os herbicidas pré-emergentes, quando empregados de forma estratégia, contribuem para o melhor estabelecimento da lavoura (figura 2) além de reduzir a densidade das plantas daninhas dos fluxos de emergência remanescentes e aumentar a uniformidade das populações infestantes, possibilitando um melhor posicionamento dos herbicidas pós-emergentes.

Figura 2. Á esquerda, parcela de algodão sem o uso de herbicidas pré-emergente. Á direita, parcela de algodão com o uso de herbicida pré-emergente. Fonte: Andrade Junior; Cavenaghi; Guimarães (2025).

No entanto, para que benefícios significativos sejam obtidos em função da utilização dos herbicidas pré-emergentes, alguns critérios devem ser levados em consideração na hora de posicionar esses produtos. É essencial conhecer as populações infestantes a serem controladas, a seletividade do herbicida e sua eficácia, dando preferência por moléculas de maior performance.

Um herbicida que supre essas demandas para uso no algodão é o YAMATO SC, herbicida pré-emergente que apresenta elevada seletividade à cultura, associada a um amplo espectro de ação e uma boa residualidade, favorecendo o desenvolvimento inicial e estabelecimento do algodão livre das daninhas. Com controle das principais espécies infestantes superior a 90% (IHARA, 2026), o YAMATO SC assume um papel estratégico no manejo das espécies daninhas do algodão, contribuindo não só para a manutenção do potencial produtivo da cultura, como também para a manutenção da qualidade da pluma produzida, reduzindo os impactos da matocompetição, minimizando o banco de sementes no solo e favorecendo o manejo de plantas infestantes em todo o sistema produtivo.

Advertisement

Considerando os aspectos observados, o uso dos herbicidas pré-emergentes em conjunto com boas práticas agronômicas torna-se indispensável para o manejo de plantas daninhas no algodão, especialmente tendo em vista o complexo cenário que inclui plantas de elevada habilidade competitiva e resistência aos principais herbicidas pós-emergentes. Nesse contexto, o YAMATO SC posiciona-se como uma ferramenta de manejo inigualável, concentrando performance, seletividade e residualidade em um único produto.



Referências:

ANDRADE JUNIOR, E. R. PRIMEIRO RELATO DE Amaranthus palmeri NO BRASIL EM ÁREAS AGRÍCOLAS NO ESTADO DE MATO GROSSO. IMA-MT, Circular Técnica, n. 19, 2015. Disponível em: < https://imamt.org.br/wp-content/uploads/2019/03/circular_tecnica_edicao19_bx_ok.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

ANDRADE JUNIOR, E. R.; CAVENAGHI, A. L.; GUIMARÃES, S. B. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODÃO. IMA-MT; AMPA, MANEUAL DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO DO ALGODOEIRO EM MATO GROSSO, AP. 5.5, 2025. Disponível em: < https://imamt.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Manual-de-Boas-Praticas_2025.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

HEAP. I. The International Herbicide-Resistant Weed Database, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/crop.aspx >, acesso em: 28/04/2026.

Advertisement

HRAC-BR. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: SAIBA MAIS SOBRE ESSA PLANTA DANINHA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2022. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/capim-p%C3%A9-de-galinha-saiba-mais-sobre-essa-planta-daninha >, acesso em: 15/05/2026.

IHARA. Em busca de eficiência aliada a seletividade, IHARA lança herbicida para a cultura do algodão. IHARA, 2026. Disponível em: < https://ihara.com.br/em-busca-de-eficiencia-aliada-a-seletividade-ihara-lanca-herbicida-para-a-cultura-do-algodao/?utm_source=&utm_medium=&utm_campaign=&utm_content=&gad_source=1&gad_campaignid=21273745355&gbraid=0AAAAACqHsuCSpJARDy2oMLEGyc8rxaaCr&gclid=CjwKCAjwn4vQBhBsEiwAq3hhN8lSCJbRmkCwBXcT0XPU8Nt9-Es_4sHDadmC_tgX7gh-O2vbBCprjBoCNjsQAvD_BwE >, acesso em: 15/05/2026.

IKEDA, F. S. et al. MANEJO DE VARROURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 15/05/2026.

JOAQUIM JÚNIOR, C. Z. et al. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODOEIRO: BREVE REVISÃO. Revista Agronômica Brasileira, 2021. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/359677214_Manejo_de_plantas_daninhas_na_cultura_do_algodoeiro_breve_revisao >, acesso em: 28/04/2026.

SANTOS, S; M; S. et al. CONTROLE DO COMPLEXO DE PLANTAS DANINHAS COM HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES NA CULTURA DO ALGODÃO. Rev. Cultivando o Saber, 2018. Disponível em: < https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/876/799 >, acesso em: 15/05/2026.

Advertisement

TAKANO, H.K. et al. GROWTH, DEVELOPMENT AND SEED PRODUCTION OF GOOSEGRASS. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 34, n. 2, p. 249-257, 2016. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/ghDFZ8G4XGG5wF8rjWYvcsm/?format=pdf&lang=en >, acesso em: 15/05/2026.

Redação: Equipe Mais Soja.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT