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Sustentabilidade

Chuvas avançam, mas volumes seguem insuficientes para reverter perdas na soja

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Foto: Pixabay

O mapa de umidade do solo no Paraná mostra um cenário de contraste no estado. Enquanto a faixa leste, especialmente a região de Curitiba, ainda registra bons níveis de umidade, áreas do interior já apresentam sintomas claros de déficit hídrico, com índices abaixo dos 40%.

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Nos próximos cinco dias, a atuação de um cavado associada a uma frente fria no oceano deve espalhar temporais. Os acumulados variam entre 20 e 40 milímetros, podendo chegar a 50 mm em pontos isolados.

As chuvas ajudam a recompor parcialmente a umidade do solo. No entanto, para lavouras de soja em fase de enchimento de grãos, o volume ainda é insuficiente. Em muitas propriedades, seriam necessários até 100 mm para uma recuperação mais consistente do potencial produtivo. Assim, a precipitação prevista tende a aliviar o estresse hídrico, mas não a reverter totalmente as perdas já registradas.

17 a 21 de fevereiro

Entre os dias 17 e 21, a chuva deve se concentrar mais no norte do estado, enquanto o Centro-Sul terá predomínio de tempo mais quente e seco, com pancadas típicas de verão. Já entre 22 e 26 de fevereiro, o padrão se inverte: volta a chover mais na porção Sul, enquanto o Centro-Norte enfrenta nova redução nos volumes.

Para regiões como São João, os acumulados devem somar entre 30 e 40 mm nos próximos dias, com mais 20 mm na sequência. Ajuda, mas ainda é insuficiente para uma recuperação plena. O reforço mais significativo nas chuvas deve ocorrer apenas na virada do mês. Até lá, o cenário é de recuperação lenta para a soja mais castigada pela estiagem.

O período também traz duas janelas importantes de tempo firme, após o dia 15 e novamente por volta do dia 20, o que favorece o avanço da colheita e o plantio do milho segunda safra.

Março

Para março, a tendência é de chuva dentro da média histórica, com acumulados próximos de 150 mm em boa parte do estado, condição que favorece o estabelecimento do milho safrinha. Em municípios como Ouro Verde do Oeste, as chuvas retornam e mantêm volumes mais regulares.

Temperaturas

As temperaturas seguem elevadas em fevereiro e março, com máximas entre 30°C e 32°C. A partir do fim de abril, massas de ar mais frio começam a avançar, reduzindo gradualmente as temperaturas. Até o momento, não há indicativo de geadas antecipadas que possam comprometer o desenvolvimento do milho.

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Sustentabilidade

Área de arroz plantada no Estado recua 8% na safra 2025/2026 – MAIS SOJA

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O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou, nesta quinta-feira (12/2), a estimativa para a safra 2025/2026 de arroz no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados durante encontro com a imprensa, na sede da autarquia, em Porto Alegre, pelo presidente do Irga, Alexandre Velho, e por técnicos do Instituto.

A projeção aponta retração de 8,06% na área semeada em relação ao ciclo anterior. Na safra 2024/2025, o Estado registrou 970.194 hectares cultivados. Para 2025/2026, o plantio foi de 891.908,5 hectares.

Segundo o presidente do Irga, a redução reflete o cenário desafiador enfrentado pelos produtores em 2025, marcado por dificuldades no acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção do cereal. A estimativa inicial de plantio, que era de 920 mil hectares, foi revisada para cerca de 892 mil hectares.

As seis regiões arrozeiras do Estado, distribuídas em 135 municípios, registraram queda na área plantada, com variações entre 4% e 11%, resultando na média geral de retração de 8,06%.

“Isso deve resultar em uma produção menor em relação à safra anterior. No entanto, o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura, especialmente na fase de floração, quando a luminosidade tem impacto significativo”, avaliou Alexandre Velho. A expectativa é que a produtividade fique entre 8.500 e 9.000 quilos por hectare na atual safra, projeta o presidente do Irga.

O presidente também destacou a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda. “Precisamos buscar alternativas para ampliar o consumo no mercado interno e fortalecer as exportações do grão”, afirmou.

Genética Irga

Representando a Diretoria Técnica do Irga, o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Siqueira apresentou os dados detalhados e contextualizou o cenário atual. Segundo ele, o Instituto realiza acompanhamento semanal desde o início da semeadura até o encerramento da colheita. As cultivares desenvolvidas pelo Irga estão presentes em 58,05% da área plantada, que corresponde a cerca de 70% da produção brasileira.

“A genética desenvolvida pelo Instituto e a atuação pública no setor demonstram a força do Rio Grande do Sul na orizicultura em relação a outras culturas agrícolas. O acompanhamento técnico e os levantamentos periódicos serão fundamentais para atualizar os dados ao longo do ciclo”, destacou.

O Irga reforça que seguirá monitorando a evolução da safra e as condições climáticas nos próximos meses — fatores que poderão influenciar diretamente o desempenho final da produção gaúcha, responsável pela maior parte do arroz colhido no país.

Dados apresentados
  • Safra 2025/2026 – Arroz irrigado no RS
  • Área semeada: 891.908,5 hectares
  • Safra (2024/2025): 970.194 hectares
  • Variação: redução de 8,06% na área plantada

A nova estimativa confirma retração na área destinada ao arroz irrigado no Rio Grande do Sul em comparação ao ciclo anterior.

Fonte: IRGA



 

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Sustentabilidade

Influência das chuvas na colheita sobre a qualidade das sementes de soja – MAIS SOJA

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Em lavouras destinadas a produção de sementes de soja, os cuidados com a implantação da cultura, tratos culturais e manejo fitossanitário são ainda maiores. Nessas lavouras, além da obtenção de altas produtividades, é essencial garantir a qualidade do produto, assegurando bons atributos fisiológicos, genéticos, físicos e sanitários das sementes produzidas.

Sobretudo, mesmo com uma boa condução da lavoura ao longo do ciclo, as sementes de soja estão sujeitas a influência de fatores que podem depreciá-las, reduzindo sua qualidade. Um desses fatores, é a deterioração por umidade. De acordo com Aguila; Agula; Theisen (2011), as condições climáticas que ocorrem da maturação à colheita podem determinar se uma semente poderá ser armazenada satisfatoriamente ou não.

Quando a planta atinge a maturidade fisiológica, há o máximo de germinação e vigor nas sementes. Após a maturação fisiológica, a semente pode ser considerada como armazenada a campo, enquanto a colheita não se processa (Aguila; Agula; Theisen, 2011). Nesse intervalo entre maturação e colheita, a ocorrência de chuvas, desencadeando processos de hidratação e desidratação das sementes pode acelerar a deterioração por umidade, reduzindo atributos quantitativos das sementes como germinação e vigor. Essa condição é ainda mais agravada quando a ocorrência de chuvas é associada a altas temperaturas.

As alterações fisiológicas das sementes em função desse processo ocorrem concomitantemente com o processo de alterações físicas, resultando em severa degradação dos principais componentes da soja que são lipídios e proteínas, na degradação de membranas celulares e de organelas subcelulares, interagindo com processos oxidativos, resultando em reduções de germinação e do vigor (França-Neto et al., 2016).

O atraso na colheita, expondo a semente a sucessivas hidratações e desidratações, provoca rugas no tegumento e a semente torna-se quebradiça quando seca, levando a um aumento da ocorrência de danos mecânicos por ocasião da trilha. Além disso, a ruptura do tegumento acaba servindo como porta de entrada para patógenos, como os fungos do gênero Phomopsis, reduzindo a tanto a qualidade fisiológica quanto a sanitária das sementes (Aguila; Agula; Theisen, 2011).

Figura 1. Processo de alterações físicas, devido à oscilação do teor de água da semente de soja em função das condições de umidade ambiental, que resultam no aparecimento de rugas na semente de soja, características da deterioração por umidade.

Esquema: José de Barros França-Neto; arte: Danilo Estevão. Adaptado de França-Neto e Henning (1984). Fonte: França-Neto et al. (2016).

Nesse contexto, o atraso da colheita, especialmente em lavouras destinadas à produção de sementes, pode comprometer a qualidade da soja, afetando inclusive sua classificação. Assim, o planejamento das lavouras de sementes, desde a implantação até a condução e a colheita, é determinante para o sucesso da atividade, tornando o processo, sem dúvidas, mais complexo e criterioso do que a produção de grãos.

Referências:

AGUILA, L. S. H.; AGUILA, J. S.; THEISEN, G. PERDAS NA COLHEITA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 271, 2011. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/79567/1/comunicado-271.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTE DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

 

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Sustentabilidade

Conab eleva estimativa da produção de soja para 178 milhões de t

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 178 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja na safra 2025/26, segundo o 5º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa aumento de 6,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior e configura novo recorde na série histórica da estatal.

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Na comparação com o levantamento anterior, quando a projeção era de 176,1 milhões de toneladas, houve um acréscimo de 1,9 milhão de toneladas, o que corresponde a uma alta de aproximadamente 1,1%.

De acordo com a Conab, as condições climáticas no período analisado favoreceram o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maior parte dos estados e atinge 17,4% da área cultivada, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado nesta semana.

Em Mato Grosso, principal estado produtor, a colheita alcança 46,8% da área plantada. As produtividades observadas até o momento estão próximas das estimativas iniciais, reforçando a perspectiva de safra cheia.

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