Sustentabilidade
Área de arroz plantada no Estado recua 8% na safra 2025/2026 – MAIS SOJA

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou, nesta quinta-feira (12/2), a estimativa para a safra 2025/2026 de arroz no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados durante encontro com a imprensa, na sede da autarquia, em Porto Alegre, pelo presidente do Irga, Alexandre Velho, e por técnicos do Instituto.
A projeção aponta retração de 8,06% na área semeada em relação ao ciclo anterior. Na safra 2024/2025, o Estado registrou 970.194 hectares cultivados. Para 2025/2026, o plantio foi de 891.908,5 hectares.
Segundo o presidente do Irga, a redução reflete o cenário desafiador enfrentado pelos produtores em 2025, marcado por dificuldades no acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção do cereal. A estimativa inicial de plantio, que era de 920 mil hectares, foi revisada para cerca de 892 mil hectares.
As seis regiões arrozeiras do Estado, distribuídas em 135 municípios, registraram queda na área plantada, com variações entre 4% e 11%, resultando na média geral de retração de 8,06%.
“Isso deve resultar em uma produção menor em relação à safra anterior. No entanto, o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura, especialmente na fase de floração, quando a luminosidade tem impacto significativo”, avaliou Alexandre Velho. A expectativa é que a produtividade fique entre 8.500 e 9.000 quilos por hectare na atual safra, projeta o presidente do Irga.
O presidente também destacou a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda. “Precisamos buscar alternativas para ampliar o consumo no mercado interno e fortalecer as exportações do grão”, afirmou.
Genética Irga
Representando a Diretoria Técnica do Irga, o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Siqueira apresentou os dados detalhados e contextualizou o cenário atual. Segundo ele, o Instituto realiza acompanhamento semanal desde o início da semeadura até o encerramento da colheita. As cultivares desenvolvidas pelo Irga estão presentes em 58,05% da área plantada, que corresponde a cerca de 70% da produção brasileira.
“A genética desenvolvida pelo Instituto e a atuação pública no setor demonstram a força do Rio Grande do Sul na orizicultura em relação a outras culturas agrícolas. O acompanhamento técnico e os levantamentos periódicos serão fundamentais para atualizar os dados ao longo do ciclo”, destacou.
O Irga reforça que seguirá monitorando a evolução da safra e as condições climáticas nos próximos meses — fatores que poderão influenciar diretamente o desempenho final da produção gaúcha, responsável pela maior parte do arroz colhido no país.
Dados apresentados
- Safra 2025/2026 – Arroz irrigado no RS
- Área semeada: 891.908,5 hectares
- Safra (2024/2025): 970.194 hectares
- Variação: redução de 8,06% na área plantada
A nova estimativa confirma retração na área destinada ao arroz irrigado no Rio Grande do Sul em comparação ao ciclo anterior.
Fonte: IRGA
Sustentabilidade
Negócios pontuais marcam o dia e preços variam entre estáveis e mais altos no Brasil

Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos no mercado brasileiro nesta quinta-feira (12), em um dia de negócios pontuais e envolvendo pequenos volumes. “No porto, até houve indicações melhores à tarde com a volta do dólar ao território positivo. De maneira geral, sem grandes movimentos hoje”, afirmou o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
O produtor segue focado na colheita e há dificuldade na formação dos preços. Segundo Silveira, as muitas chuvas no Centro-Oeste prejudicam o avanço dos trabalhos e afetam a qualidade da soja em algumas regiões por conta da umidade, o que pode gerar descontos no preço. No Sul, a irregularidade climática também mantém o mercado atento.
Cotações de soja mercado físico
- Passo Fundo (RS): R$ 125,00 estável
- Santa Rosa (RS): R$ 126,00 estável
- Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): R$ 107,00 estável
- Dourados (MS): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado encontrou sustentação na aproximação comercial entre China e Estados Unidos e nas preocupações com o clima na América do Sul.
Os agentes apostam em um possível aquecimento da demanda chinesa pela soja americana, ainda refletindo declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O excesso de chuvas no Centro-Oeste do Brasil e a falta de precipitações no Sul do país e na Argentina também deram suporte às cotações.
Por outro lado, novas estimativas reforçam a expectativa de safra cheia na América do Sul. A produção brasileira deverá totalizar 177,985 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,8% sobre as 171,48 milhões da temporada anterior, segundo o 5º levantamento da Conab. Na estimativa anterior, a projeção era de 176,124 milhões.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário elevou sua estimativa para 48 milhões de toneladas, um milhão acima da previsão anterior, citando condições favoráveis no oeste e no norte do país. Segundo a entidade, as chuvas nos próximos 10 a 15 dias serão cruciais, já que a safra está em estágio crítico de desenvolvimento.
Contratos futuros de soja
O contrato março da soja subiu 13,25 centavos de dólar (1,17%), fechando a US$ 11,37 1/4 por bushel. A posição maio avançou 12,75 centavos (1,11%), a US$ 11,52 1/4.
No farelo, março ganhou US$ 4,90 (1,61%), para US$ 307,90 por tonelada. No óleo, março subiu 0,49 centavo (0,85%), para 57,54 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial fechou a R$ 5,1993, com alta de 0,24%. O Dollar Index avançava 0,10%, a 96,94 pontos. O dólar futuro para março subiu 0,43%, a R$ 5,2210. A mudança de humor no cenário externo propiciou ajustes na moeda americana ao longo da tarde.
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Sustentabilidade
Influência das chuvas na colheita sobre a qualidade das sementes de soja – MAIS SOJA

Em lavouras destinadas a produção de sementes de soja, os cuidados com a implantação da cultura, tratos culturais e manejo fitossanitário são ainda maiores. Nessas lavouras, além da obtenção de altas produtividades, é essencial garantir a qualidade do produto, assegurando bons atributos fisiológicos, genéticos, físicos e sanitários das sementes produzidas.
Sobretudo, mesmo com uma boa condução da lavoura ao longo do ciclo, as sementes de soja estão sujeitas a influência de fatores que podem depreciá-las, reduzindo sua qualidade. Um desses fatores, é a deterioração por umidade. De acordo com Aguila; Agula; Theisen (2011), as condições climáticas que ocorrem da maturação à colheita podem determinar se uma semente poderá ser armazenada satisfatoriamente ou não.
Quando a planta atinge a maturidade fisiológica, há o máximo de germinação e vigor nas sementes. Após a maturação fisiológica, a semente pode ser considerada como armazenada a campo, enquanto a colheita não se processa (Aguila; Agula; Theisen, 2011). Nesse intervalo entre maturação e colheita, a ocorrência de chuvas, desencadeando processos de hidratação e desidratação das sementes pode acelerar a deterioração por umidade, reduzindo atributos quantitativos das sementes como germinação e vigor. Essa condição é ainda mais agravada quando a ocorrência de chuvas é associada a altas temperaturas.
As alterações fisiológicas das sementes em função desse processo ocorrem concomitantemente com o processo de alterações físicas, resultando em severa degradação dos principais componentes da soja que são lipídios e proteínas, na degradação de membranas celulares e de organelas subcelulares, interagindo com processos oxidativos, resultando em reduções de germinação e do vigor (França-Neto et al., 2016).
O atraso na colheita, expondo a semente a sucessivas hidratações e desidratações, provoca rugas no tegumento e a semente torna-se quebradiça quando seca, levando a um aumento da ocorrência de danos mecânicos por ocasião da trilha. Além disso, a ruptura do tegumento acaba servindo como porta de entrada para patógenos, como os fungos do gênero Phomopsis, reduzindo a tanto a qualidade fisiológica quanto a sanitária das sementes (Aguila; Agula; Theisen, 2011).
Figura 1. Processo de alterações físicas, devido à oscilação do teor de água da semente de soja em função das condições de umidade ambiental, que resultam no aparecimento de rugas na semente de soja, características da deterioração por umidade.
Nesse contexto, o atraso da colheita, especialmente em lavouras destinadas à produção de sementes, pode comprometer a qualidade da soja, afetando inclusive sua classificação. Assim, o planejamento das lavouras de sementes, desde a implantação até a condução e a colheita, é determinante para o sucesso da atividade, tornando o processo, sem dúvidas, mais complexo e criterioso do que a produção de grãos.

Referências:
AGUILA, L. S. H.; AGUILA, J. S.; THEISEN, G. PERDAS NA COLHEITA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 271, 2011. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/79567/1/comunicado-271.pdf >, acesso em: 12/02/2026.
FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTE DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

Sustentabilidade
Conab eleva estimativa da produção de soja para 178 milhões de t

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 178 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja na safra 2025/26, segundo o 5º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa aumento de 6,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior e configura novo recorde na série histórica da estatal.
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Na comparação com o levantamento anterior, quando a projeção era de 176,1 milhões de toneladas, houve um acréscimo de 1,9 milhão de toneladas, o que corresponde a uma alta de aproximadamente 1,1%.
De acordo com a Conab, as condições climáticas no período analisado favoreceram o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maior parte dos estados e atinge 17,4% da área cultivada, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado nesta semana.
Em Mato Grosso, principal estado produtor, a colheita alcança 46,8% da área plantada. As produtividades observadas até o momento estão próximas das estimativas iniciais, reforçando a perspectiva de safra cheia.
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