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3 de julho de 2026

Business

Exportações de café do Brasil caem 31% em janeiro, indica Cecafé

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

As exportações brasileiras de café começaram 2026 em ritmo mais lento. Dados do Cecafé mostram que o país embarcou 2,780 milhões de sacas de 60 kg em janeiro, volume 30,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em receita cambial, os embarques renderam US$ 1,175 bilhão, o que representa recuo de 11,7% na comparação anual.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho reflete uma combinação de fatores de mercado. O movimento de baixa dos preços internacionais, observado desde janeiro e intensificado em fevereiro, aliado à valorização do real frente ao dólar, reduziu a competitividade do produto brasileiro. Além disso, o cenário doméstico também influenciou o fluxo de negócios com o exterior.

De acordo com Ferreira, os produtores seguem capitalizados após anos de preços firmes, o que diminui a pressão por vendas imediatas. Ao mesmo tempo, os estoques de café arábica permanecem limitados durante a entressafra, enquanto os cafés canéforas, como conilon e robusta, têm sido direcionados majoritariamente ao abastecimento do mercado interno. Esse conjunto de condições ajuda a explicar a retração mais acentuada nos volumes exportados.

A expectativa da entidade é de uma possível reação nos próximos meses. No caso dos cafés canéforas, a aproximação da nova safra, a partir de maio, pode favorecer a retomada dos embarques. Para o arábica, a perspectiva é semelhante, mas condicionada à entrada mais efetiva da safra 2026/27, prevista para o segundo semestre.

Arábica lidera, mas registra queda

O café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras em janeiro. Foram embarcadas 2,347 milhões de sacas, o equivalente a 84,4% do total exportado no mês. Apesar da predominância, o segmento apresentou retração de 29,1% em relação a janeiro do ano passado.

Na sequência, o café solúvel respondeu por 9% das vendas externas, com 249.148 sacas enviadas ao exterior. O volume também recuou na comparação anual. Já os cafés canéforas (conilon e robusta) somaram 181.559 sacas, representando 6,5% do total e registrando queda de 45,6%.

O segmento de café torrado e torrado e moído teve participação residual. As exportações dessa categoria atingiram 2.317 sacas, mantendo baixa representatividade na pauta exportadora.

Alemanha e EUA lideram compras

A Alemanha permaneceu como o principal destino do café brasileiro em janeiro, com a importação de 391.704 sacas, o que corresponde a 14,1% dos embarques totais. Mesmo na liderança, o volume destinado ao país europeu recuou em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 385.841 sacas adquiridas e participação de 13,9%. Na sequência, figuram Itália, Bélgica e Japão, completando o grupo dos cinco maiores compradores do produto brasileiro no período.

Cafés diferenciados

Os chamados cafés diferenciados, que incluem produtos de qualidade superior ou com certificações de sustentabilidade, responderam por 21,2% das exportações totais em janeiro. O Brasil embarcou 588.259 sacas dessa categoria, volume inferior ao observado no mesmo mês de 2025.

A receita gerada pelos cafés especiais somou US$ 272,7 milhões, correspondendo a 23,2% do faturamento total obtido com as exportações de café no mês. A Alemanha também liderou as compras nesse segmento, seguida por Estados Unidos, Itália, Bélgica e Holanda.

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Rio Grande do Sul terá fim de semana seco e volta da chuva na próxima semana

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O Rio Grande do Sul deve ter tempo mais seco ao longo do fim de semana, antes da volta da instabilidade nos próximos dias. Segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, a chuva deve retornar entre segunda-feira (6) e terça-feira (7) em praticamente todo o estado, com os maiores volumes previstos para a metade Norte.

O boletim foi elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Para sexta-feira (3), a previsão indica declínio das temperaturas e possibilidade de geada em diversas regiões do estado. Também há chance de rajadas de vento nas regiões litorâneas e em áreas adjacentes.

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No sábado (4), e até a manhã de domingo (5), a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior deixa de influenciar o tempo no território gaúcho. Com isso, não há previsão de chuva significativa na maior parte das regiões.

Ao final de domingo (5), uma nova frente fria deve se aproximar do estado, favorecendo a volta da instabilidade. Na segunda-feira (6) e na terça-feira (7), a previsão é de chuva em todas as regiões, com maiores acumulados novamente concentrados na metade Norte.

Na quarta-feira (8), o sistema perde força e se afasta, reduzindo sua influência sobre o estado. A previsão indica apenas chuva isolada.

Ao longo da semana, os acumulados de precipitação devem variar entre zero e 50 milímetros, com pontos isolados podendo superar esse volume.

Atualizado semanalmente, o boletim agrometeorológico reúne informações sobre o tempo e acompanha a situação de diferentes culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Inmet prevê maior demanda hídrica nas lavouras em julho

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temperaturas acima da média histórica ao longo de julho em grande parte do Brasil, com maior intensidade na porção Centro-Norte do território nacional. Segundo o instituto, o cenário eleva a demanda hídrica das culturas agrícolas e pode reduzir o armazenamento de água no solo, com efeitos sobre lavouras em desenvolvimento, pastagens e sistemas produtivos mais dependentes das precipitações.

De acordo com o Inmet, o quadro climático terá efeitos distintos conforme a cultura e a região. No Centro-Oeste, grande parte das lavouras de milho segunda safra e algodão está na fase final do ciclo produtivo, período em que o tempo seco favorece a maturação.

Para o algodão, o instituto afirma que as temperaturas mais elevadas favorecem a abertura dos capulhos, reduzem a incidência de doenças associadas ao excesso de umidade e ampliam as janelas operacionais de colheita. No oeste do Estado da Bahia, a previsão também tende a beneficiar a fase final do ciclo da cultura e o avanço da colheita.

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Em outra direção, o Inmet indica maior necessidade de atenção ao manejo hídrico nas lavouras de feijão terceira safra na Região Nordeste e nos cultivos irrigados da Região Sudeste. Segundo o instituto, os efeitos do calor podem comprometer o florescimento e o enchimento de grãos do feijão terceira safra.

Em áreas dos Estados de Mato Grosso e Goiás, o tempo seco tende a reduzir os níveis de armazenamento de água no solo. Já na Região Sul, o prognóstico aponta volumes de chuva próximos ou acima da média climatológica na maior parte do período, condição que, segundo o Inmet, favorece o desenvolvimento das culturas de inverno pela adequada disponibilidade hídrica.

Ao mesmo tempo, o instituto destaca que, nas culturas de inverno da região Sul, a combinação de umidade e temperaturas elevadas favorece a ocorrência de doenças fúngicas.

O cenário projetado pelo Inmet para julho combina aquecimento acima da média em grande parte do País com efeitos distintos entre regiões e culturas, exigindo atenção ao manejo hídrico, ao desenvolvimento das lavouras e às condições fitossanitárias no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa entrega 36 máquinas do Promaq para municípios e governo do Piauí

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, na última quarta-feira (1º), 36 máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) no Piauí. A ação foi realizada por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Piauí (SFA-PI) e somou R$ 9,4 milhões em investimentos. Os equipamentos foram destinados a prefeituras piauienses e à Secretaria de Transportes do estado.

A entrega ocorreu em dois momentos, na sede da Embrapa Meio-Norte, em Teresina. Pela manhã, foram entregues 19 pás carregadeiras aos municípios de Angical do Piauí, Baixa Grande do Ribeiro, Barra D'Alcântara, Batalha, Campo Alegre do Fidalgo, Dom Expedito Lopes, Francinópolis, Francisco Macêdo, Fronteiras, Guadalupe, Isaías Coelho, Itainópolis, Lagoa do Piauí, Madeiro, Paes Landim, Pedro Laurentino, Piracuruca, Ribeiro Gonçalves e São Julião.

À tarde, o Mapa entregou outras 16 pás carregadeiras e uma motoniveladora à Secretaria de Transportes do Piauí, responsável pelo repasse dos equipamentos a outros municípios do estado.

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Participaram da solenidade o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; o secretário de Transportes do Piauí, Jonas Moura; o superintendente da SFA-PI, Vinício Ferreira; o senador Marcelo Castro; deputados federais e estaduais; prefeitos; e o chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Anísio Lima Neto.

Durante o evento, Vinício Ferreira afirmou que o Promaq contribui para fortalecer a infraestrutura rural, melhorar as condições de trabalho no campo, ampliar a capacidade operacional dos municípios e impulsionar o desenvolvimento da agropecuária.

Segundo o Mapa, as pás carregadeiras são usadas na movimentação de terra, areia, brita, grãos e outros materiais, além de operações de escavação. Os equipamentos também atendem obras de infraestrutura, manutenção de estradas vicinais e apoio às atividades agropecuárias. A motoniveladora é empregada na terraplenagem e no nivelamento de superfícies, com uso na conservação e recuperação de vias rurais.

Criado em fevereiro de 2025, o Promaq tem como objetivo modernizar o setor agropecuário por meio da mecanização agrícola, com foco em produtividade, redução de custos de produção, fortalecimento da infraestrutura rural, sustentabilidade e diminuição das desigualdades regionais.

Fonte: gov.br

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