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Com foco em seguro rural e endividamento, Sérgio Bortolozzo é reeleito presidente da SRB

O Conselho Superior da Sociedade Rural Brasileira (SRB) reelegeu Sérgio Bortolozzo para a presidência da entidade no triênio 2026–2028. A decisão foi tomada nesta terça-feira (10), em São Paulo.
Produtor rural, Bortolozzo já ocupou cargos de liderança em organizações do agronegócio, como a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), a Maizall e a Câmara Setorial do Milho e Sorgo do Ministério da Agricultura, além da própria SRB.
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Na nova gestão, ele terá como vice-presidentes Marcelo Schunn Diniz Junqueira, João Adrien e Ricardo Sassi. Ao ser reconduzido ao cargo, Bortolozzo afirmou que a entidade pretende manter a atuação em defesa do produtor rural e da atividade agrícola.
Segundo o presidente, a agenda prioritária para os próximos três anos inclui temas como o endividamento do setor rural, a viabilidade econômica da produção, o fortalecimento do seguro rural e a defesa do direito de propriedade. A entidade também deve seguir na interlocução com governos estaduais e federal.
Balanço da gestão anterior
No mandato 2023–2025, a SRB ampliou a atuação institucional e a participação em debates sobre política agrícola, reforma tributária, segurança jurídica e direito de propriedade, além de reforçar a presença em discussões no Congresso Nacional e em órgãos do Executivo.
Entre as pautas acompanhadas pela entidade no período estão a discussão de um novo modelo de seguro rural voltado a regiões mais vulneráveis e a regulamentação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), como instrumento de incentivo econômico ao produtor.
Representatividade e articulação internacional
Durante a gestão, foi criado o Comitê de Mulheres da SRB, com o objetivo de ampliar a participação feminina na entidade e em agendas estratégicas do setor. A iniciativa também integrou missões internacionais aos Estados Unidos nos últimos dois anos.
A SRB participou ainda da elaboração de memorandos de intenções com a Indian Chamber of Food and Agriculture (ICFA) e com a Federação das Associações Rurais do Mercosul (FARM), voltados à cooperação internacional e a discussões relacionadas ao acordo entre União Europeia e Mercosul e à sanidade animal.
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Bolsa de Rosário eleva estimativa da safra de trigo da Argentina para 23,8 milhões de toneladas

A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou de 21 milhões para 23,8 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de trigo da Argentina em 2026/27. Segundo a entidade, o volume projetado seria o segundo maior dos últimos 17 anos, abaixo apenas do recorde de 28,5 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior. O rendimento médio nacional foi estimado em 3,53 toneladas por hectare.
A BCR informou que a nova projeção para o trigo coloca a safra 2026/27 como a terceira melhor marca de rendimento médio desde 2010. Ao mesmo tempo, a bolsa observou que as condições climáticas registradas em outubro seguem no radar dos produtores.
De acordo com a entidade, o mês tem sido marcado por temperaturas baixas, menor incidência de radiação solar e chuvas abaixo do esperado. Esse quadro, segundo a bolsa, pode comprometer o desenvolvimento das plantas e limitar os rendimentos.
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Para o milho, a estimativa é de uma área plantada de 10,6 milhões de hectares e produção de cerca de 67,5 milhões de toneladas. Mesmo com a perspectiva de uma safra expressiva, a área representa recuo de 3,6% em relação aos 11 milhões de hectares do ciclo anterior.
No caso da soja, o plantio começa sob incertezas climáticas. A Bolsa de Rosário afirmou que os produtores acompanham com perplexidade o comportamento do fenômeno El Niño, que até agora não se apresentou como esperado. As temperaturas baixas também têm dificultado o início dos trabalhos, com relatos de frio ainda excessivo para a semeadura.
A área destinada à oleaginosa foi estimada em 16,7 milhões de hectares, alta de 2% sobre o ciclo anterior. Se as condições climáticas permanecerem dentro da normalidade, a produção argentina poderá alcançar 47,8 milhões de toneladas, projetou a entidade.
As projeções da Bolsa de Rosário indicam expectativa de produção elevada para trigo, milho e soja na Argentina em 2026/27, enquanto o clima de outubro segue como um fator acompanhado pelos produtores no início do ciclo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Estudo estima alta de até 49% na soja sem manejo fitossanitário

Um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG), em cooperação técnico-científica com a CropLife Brasil, simulou um cenário extremo de ausência de controle de pragas, doenças e plantas daninhas na sojicultura. O levantamento indica perda média de 121,3 milhões de toneladas, valor econômico estimado em R$ 223,5 bilhões e alta potencial de até 49% no preço da soja. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (23), em São Paulo.
Segundo o estudo, a redução da oferta em relação à produção potencial pode chegar a cerca de 65% nos principais estados avaliados. O modelo também projeta contribuição de aproximadamente 0,26 ponto porcentual ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O pesquisador Emerson Del Ponte, docente da UFV e doutor em Fitopatologia, afirmou que a metodologia converteu perdas de produtividade em quebra de oferta e, com elasticidades calibradas com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), estimou a alta no preço da soja e o repasse para alimentos.
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Pelos cálculos do estudo, uma elevação de 10% no preço da soja poderia resultar em aumentos de 4,6% no óleo de soja, 1,7% no leite e 1,1% nos ovos. A pesquisa destaca que a soja é matéria-prima do óleo e que o farelo é usado na alimentação animal, o que conecta o preço do grão aos custos de produção de leite, ovos e carnes.
O trabalho também avaliou exportações e demanda por terra. Para repor o volume perdido em um cenário sem controle, seriam necessários 33,5 milhões de hectares adicionais, considerando a produtividade média de referência.
Foram realizadas 10 mil simulações por estado, com comparação entre ausência de controle, controle parcial e controle ótimo. No controle parcial, as medidas reduziriam em 40% os danos estimados sem controle. No controle ótimo, a redução considerada é de 80%. Com esses parâmetros, a perda média simulada cai para 72,8 milhões de toneladas no controle parcial e para 24,3 milhões de toneladas no controle ótimo.
A parceria entre UFV e CropLife Brasil, formalizada em setembro de 2025, prevê estudos sobre outras culturas de importância para a agricultura brasileira. No levantamento sobre soja, o cenário extremo foi usado para dimensionar os efeitos produtivos e econômicos associados ao manejo fitossanitário.
Fonte: Estadão Conteúdo
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CNA discute exportações, capacitação e sanidade da fruticultura em Juazeiro

A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu nesta quinta-feira (22), no Centro de Excelência em Fruticultura do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Juazeiro (BA), para discutir desafios e oportunidades das exportações de frutas e ações de formação profissional voltadas à cadeia produtiva. O encontro também tratou de manejo, controle de pragas e propostas para a atuação do centro.
Durante a reunião, os participantes apresentaram sugestões para fortalecer a fruticultura e debateram soluções ligadas ao manejo e ao controle de pragas nas culturas. A presidente da comissão, Mari Anna Batista, afirmou que o encontro buscou ampliar o intercâmbio de experiências e usar o trabalho desenvolvido no Vale do São Francisco como referência para atender demandas de outras regiões produtoras.
Representando a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Rui Dias destacou a organização da cadeia produtiva e a capacitação de jovens como pontos centrais. Segundo ele, o Centro de Excelência em Fruticultura tem papel na formação de mão de obra para o campo e na sucessão familiar.
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Na apresentação sobre os centros de excelência do Senar, a diretora de Operações da entidade, Monika Bergamaschi, informou que a instituição mantém atualmente quatro unidades: Fruticultura e Zootecnia, na Bahia; Bovinocultura de Corte, em Mato Grosso do Sul; e Café, em Minas Gerais. Ela afirmou ainda que o Senar prevê inaugurar, no início de 2027, o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar, em São Paulo, seguido por unidades de Bovinocultura de Leite, no Paraná, e de Grãos, em Mato Grosso.
O diretor do Centro de Excelência em Fruticultura, Murillo Alencar Bezerra, apresentou o modelo de gestão educacional da unidade. Segundo ele, foram mapeados 12 desafios da cadeia, que orientaram 11 frentes de atuação em quatro eixos: sanidade e genética; sustentabilidade produtiva; valor e mercado; e conhecimento e pessoas. Entre os temas estão fitossanidade e pragas quarentenárias, melhoramento genético, bioinsumos, polinização, segurança hídrica, irrigação de precisão, fertilidade do solo, pós-colheita, comercialização e pesquisa. Para 2027, o centro prevê 775 novas matrículas em 29 turmas.
Ao final da programação, o coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, Felipe Spaniol, apresentou recomendações para fortalecer a competitividade da uva, do melão e da banana no mercado internacional. Segundo ele, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,17 bilhão de janeiro a setembro de 2026, alta de 17% sobre o mesmo período do ano passado. A agenda da comissão durou dois dias e incluiu visitas, na quarta-feira (21), às fazendas Grand Valle e Nova Neruda, na região, com foco na produção local e nos modelos de packing house das propriedades.
Fonte: cnabrasil.org.br
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