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Soja inicia semana dividido entre alta em Chicago e pressão no Brasil; sojicultor de olho na colheita

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O mercado da soja iniciou a semana com movimentos distintos entre o cenário internacional e o doméstico. Em Chicago, o tom foi claramente positivo após declarações do ex-presidente Donald Trump envolvendo a China, que reacenderam expectativas de novos acordos comerciais. Segundo a plataforma Grão Direto, o mercado reagiu rapidamente, precificando a possibilidade de retomada das compras chinesas e sustentando uma forte valorização das cotações ao longo da semana.

A soja spot com vencimento em março de 2026 encerrou o período cotada a US$ 11,15 por bushel, acumulando alta expressiva de 4,79% na Bolsa de Chicago. O movimento refletiu o otimismo com a demanda externa, em especial da China, principal compradora global da oleaginosa.

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Cenário brasileiro

No Brasil, porém, o cenário seguiu ainda mais desafiador. Mesmo com o suporte externo, os preços internos permaneceram pressionados por uma combinação de dólar mais fraco, prêmios de exportação em queda e oferta elevada com o avanço saudável da colheita.

A moeda norte-americana encerrou o período em R$ 5,22, reduzindo o repasse das altas internacionais para os valores em reais e mantendo os negócios travados em diversas regiões produtoras. O resultado foi um mercado físico com mais baixas do que altas, apesar do desempenho positivo em Chicago.

O que esperar do mercado?

O principal fator de atenção da semana é a divulgação do relatório WASDE de fevereiro, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O WASDE é o relatório mensal que reúne estimativas globais de oferta, demanda, estoques e comércio agrícola, sendo uma das principais referências para a formação de preços no mercado internacional.

O mercado adota um viés mais cauteloso diante das revisões anteriores, que elevaram os estoques finais norte-americanos e mantiveram a produção brasileira em níveis elevados, próximos de 178 milhões de toneladas.

Caso o USDA indique que a demanda global, mesmo com possíveis compras chinesas, não seja suficiente para absorver a oferta recorde, Chicago pode voltar a testar níveis mais baixos. Diante disso, o produtor deve acompanhar de perto a divulgação e a reação do mercado, avaliando oportunidades pontuais de comercialização.

Clima e impactos regionais

As condições climáticas seguem divergentes conforme a região. No Sul, as altas temperaturas e a falta de chuvas no Rio Grande do Sul e na Argentina já provocam perdas visíveis de produção, consideradas irreversíveis em algumas áreas. A quebra argentina pode oferecer algum suporte às cotações internacionais, mesmo com a entrada de uma safra robusta no Mato Grosso.

Por outro lado, o excesso de chuvas no Centro-Norte do Brasil tende a pressionar a logística, elevando custos e exigindo atenção redobrada ao momento de venda. Com a colheita mato-grossense entrando no pico, a oferta imediata segue elevada, reforçando uma pressão típica de período de safra.

Oportunidades

O foco do produtor deve permanecer na paridade de exportação, atualmente pressionada pelo dólar fraco e pelos prêmios reduzidos. Sem expectativa de grandes movimentos no câmbio no curto prazo, a tendência é de manutenção desse cenário ao longo da semana. Assim, o mercado pode enfrentar novas baixas, influenciadas tanto pelo avanço da colheita quanto, eventualmente, pelas sinalizações do relatório WASDE.

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DOF apreende quase duas toneladas de maconha escondidas em carga de óleo de soja

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Reprodução DOF

Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, na tarde de segunda-feira (30), 1.810 quilos de maconha escondidos em uma carreta carregada com óleo de soja. A ação ocorreu na BR-163, nas proximidades do distrito de Vila Vargas, em Dourados, no Mato Grosso do Sul.

A apreensão aconteceu durante um bloqueio policial na rodovia. Ao abordar o caminhão com semirreboque, os agentes perceberam inconsistências nas informações prestadas pelo motorista, de 36 anos, além de sinais de nervosismo durante a entrevista.

Durante a vistoria no compartimento de carga, os policiais identificaram o odor característico da droga e localizaram 81 fardos de maconha ocultos entre os paletes do produto lícito.

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O condutor confessou que, após carregar o óleo de soja em uma empresa de Dourados, levou o veículo até um barracão, onde a droga foi inserida. Segundo ele, o destino final seria o estado de São Paulo, e o transporte renderia pagamento de R$ 30 mil.

O suspeito, o veículo e a carga apreendida, avaliada em aproximadamente R$ 3,35 milhões, foram encaminhados à Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira, também em Dourados.

A operação foi realizado no âmbito no Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, em parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de integrar a Operação Ágata Tempestade no Oeste I, com apoio do Exército Brasileiro.

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Energia e biocombustíveis sustentam preços do óleo e influenciam farelo de soja, aponta Itaú BBA

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Foto: United Soybean Board/CCommons

A correlação entre o mercado de petróleo e os óleos vegetais segue dando suporte ao complexo soja, segundo análise do Itaú BBA. Com a alta do petróleo, cresce a expectativa de maior demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, o que tem sustentado principalmente o óleo de soja no mercado internacional. Esse movimento também impacta o farelo, já que as margens de esmagamento influenciam diretamente a relação de preços entre os derivados.

Atualmente, a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil é de 15%. Embora o aumento para 16% estivesse previsto no cronograma de biocombustíveis para março, a medida não foi implementada. Diante da recente alta do petróleo e do diesel, o setor passou a defender a elevação para 17%, como forma de conter a pressão sobre os preços dos combustíveis.

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Nos últimos meses, as margens de esmagamento de soja no Brasil e nos Estados Unidos permaneceram em níveis elevados. O movimento é sustentado pela combinação de grão relativamente mais barato e valorização dos derivados, especialmente do óleo, o que mantém a participação do óleo no valor total do processamento acima da média histórica.

No Brasil, a ampla oferta de soja durante a safra também reforça a competitividade da indústria de esmagamento. Para os próximos meses, a manutenção dessas margens dependerá da evolução da demanda por derivados, principalmente o óleo, e do comportamento dos preços da soja, em um cenário ainda marcado pela volatilidade dos mercados de energia.

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Colheita de soja chega a 74,3% no Brasil, aponta Conab

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Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA

A colheita de soja no Brasil atingiu 74,3% da área total, segundo o mais recente boletim da Companhia Nacional de Abastecimento. O número representa um avanço de 9,7% em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 67,7%.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 72,4%, o ritmo atual está 2,6% acima, indicando um desempenho levemente superior ao padrão histórico.

Por outro lado, em relação ao mesmo período do ano passado, quando a colheita atingia 81,4%, o Brasil apresenta um atraso de 8,7%, evidenciando uma diferença mais significativa no andamento dos trabalhos.

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Por outro lado, na comparação anual, o atraso ainda é relevante: no mesmo período do ano passado, a colheita já alcançava 81,4%, o que coloca o atual ciclo 7,1 pontos percentuais atrás.

Colheita de soja no Brasil

Regionalmente, o avanço da colheita segue bastante desigual. Mato Grosso lidera com 98% da área já colhida, praticamente encerrando os trabalhos, seguido por Mato Grosso do Sul e Goiás, ambos com 89%. No Paraná, a colheita chega a 82%, enquanto São Paulo registra 75% e Minas Gerais 74%.

Na região do Matopiba, os índices são mais moderados. Tocantins aparece com 73%, Bahia com 60%, Piauí com 50% e Maranhão com 40%. Já no Sul do país, o ritmo é mais lento, com Santa Catarina em 37% e o Rio Grande do Sul com apenas 22% da área colhida.

O cenário reflete o impacto das condições climáticas ao longo do ciclo, que seguem influenciando o ritmo das operações no campo. Embora o Brasil esteja levemente à frente da média histórica, o atraso em relação ao ano passado ainda exige atenção nas próximas semanas.

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