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25 de maio de 2026

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Parceiros do Soja Brasil reforçam papel da oleaginosa como motor do desenvolvimento nacional

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Reprodução Canal Rural

No último dia 30 de janeiro, parceiros do projeto Soja Brasil se reuniram para a Abertura Nacional da Colheita da Soja, em um encontro que reforçou a relevância da cultura para a economia, sustentabilidade e o desenvolvimento regional. O evento contou com a presença de autoridades, produtores rurais e representantes do agronegócio.

Representando a Embrapa Soja, o chefe-geral Alexandre Nepomuceno enviou uma mensagem aos participantes, destacando a trajetória do projeto e os avanços da agricultura brasileira ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o Soja Brasil se consolidou como uma vitrine da sustentabilidade no campo.

“Queria saudar todos os produtores e, em especial, os parceiros do projeto Soja Brasil, que há quase 15 anos vêm mostrando a sustentabilidade da agricultura brasileira, em especial da cultura da soja. Estamos entrando em mais um período de colheita e, com certeza, batendo recordes mais uma vez”, afirmou.

Nepomuceno ressaltou que a produção nacional é baseada, em sua maioria, em sistemas sustentáveis. “A soja brasileira é produzida com plantio direto em larga escala, fixação biológica de nitrogênio e manejo integrado de pragas. Precisamos sempre falar isso para mostrar a qualidade da nossa produção”, disse. Ele também lembrou o peso econômico da cultura. “A soja representa hoje cerca de 6% do PIB nacional, gera milhares de empregos e traz qualidade de vida não só para os produtores, mas para a sociedade como um todo.”

Outro parceiro presente foi a Ihara. O administrador técnico de vendas da empresa, Guilherme Menezes, agradeceu aos anfitriões e aos parceiros do projeto, reforçando a proximidade com o produtor rural.

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“Gostaria de agradecer ao grupo VINC por disponibilizar a sua casa para um momento tão estratégico para o agronegócio, aos parceiros da Aprosoja Brasil, ao Canal Rural e ao projeto Soja Brasil, que nos dão a oportunidade de estar ao lado do agricultor, falando diretamente com ele”, afirmou.

Segundo Menezes, a soja é um orgulho nacional sustentado por três pilares fundamentais. “Produtividade, tecnologia e sustentabilidade são a base da soja brasileira. Para manter esse nível de referência mundial, o agricultor enfrenta desafios como instabilidade climática, doenças, pressão de insetos e plantas daninhas”, destacou.

Nesse contexto, ele reforçou o papel da Ihara. “Somos uma empresa que completa 60 anos em 2025 e sempre esteve ao lado do agricultor. Diante do avanço da mancha-alvo, por exemplo, reafirmamos nosso compromisso com a inovação ao lançar o Seiv, um fungicida altamente sistêmico, que contribui para a rentabilidade e a produtividade, entregando resultados reais no campo.”

A Bayer também marcou presença no evento. O diretor de negócios de soja da empresa, Rafael Mendes, destacou o protagonismo do agricultor brasileiro e a força da cultura para o desenvolvimento do país.

“O agronegócio é uma pujança nacional, e a soja é a grande força motriz desse movimento. Onde a soja cresce, a transformação acontece. Onde a soja é plantada, o Brasil se desenvolve. E onde a soja é colhida, o Brasil prospera”, afirmou.

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Mendes ressaltou o investimento contínuo da Bayer em pesquisa e inovação. “A Bayer investe cerca de 2,6 bilhões de euros por ano em pesquisa e inovação para trazer soluções em biotecnologia, proteção de cultivos e ferramentas digitais”, disse. Ele lembrou que a empresa acompanha a evolução da soja no Brasil há mais de duas décadas. “Hoje, cerca de 80% da área brasileira é plantada com biotecnologias Bayer.”

Segundo dados citados pelo executivo, tecnologias como a Intacta 2 Xtend adicionaram cerca de 22 milhões de toneladas à produção nacional nos últimos 10 anos. “Isso é rentabilidade na mão do agricultor e reforça nosso compromisso com a agricultura brasileira”, completou.

Mendes também destacou o lançamento da Intacta 5+, nova geração de biotecnologia para a soja, com foco em produtividade, manejo customizado e sustentabilidade. A tecnologia inédita marca um novo capítulo na proteção contra lagartas e no combate às plantas daninhas no Brasil.

Além das empresas de insumos, a Mitsubishi Motors, parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma condição especial voltada a produtores e associados às Aprosojas estaduais de todo o país. A ação contempla a All New Triton, a Agromonstra, com condição direto de fábrica e descontos de até R$ 40 mil. A promoção tem abrangência nacional e é válida até o dia 16 de fevereiro.

Com a iniciativa, a Mitsubishi Motors reforça seu compromisso com o agronegócio brasileiro neste início de colheita, período estratégico para planejamento e investimentos no campo, oferecendo mais conforto, tecnologia e desempenho para quem percorre longas distâncias diariamente.

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O evento também contou com a participação da Profarm, empresa do grupo Bioceres Crop Solutions, referência global em biológicos. O gerente comercial regional, Ricardo Rossetti, destacou o avanço das biossoluções no campo.

“É uma satisfação ouvir dos produtores que os produtos biológicos têm ganhado cada vez mais espaço nas propriedades. Isso mostra que estamos no caminho certo, levando inovação e sustentabilidade ao manejo agrícola”, afirmou.

Rossetti ressaltou o investimento da empresa no Brasil. “Escolhemos Londrina como base, com investimento superior a R$ 40 milhões, ampliando em 15 vezes a produção de adjuvantes e gerando empregos diretos e indiretos. É um marco para o agro brasileiro e mundial”, disse.

Além de executivos e pesquisadores, o encontro reuniu autoridades políticas e lideranças do setor, como o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, parlamentares e o governador Vanderlei Barbosa. A programação seguiu com painéis temáticos, entre eles “Soja como política de desenvolvimento regional”, reforçando o papel estratégico da cultura para o presente e o futuro do Brasil.

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Estudo revela erro que compromete a produção de látex em seringueiras clonadas

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Foto: Breno Lobato/Embrapa

Apesar do advento da borracha sintética, que encerrou definitivamente o ciclo de opulência que teve seu auge na Amazônia brasileira na virada do século 19 para o 20, a borracha natural continua insubstituível para vários usos, como a confecção de pneus para aeronaves e de equipamentos médicos.

A borracha natural distingue-se por combinar, de maneira única, flexibilidade e robustez, oferecendo aos objetos produzidos alta elasticidade e poder de recuperação da forma original e resistência à fadiga, ao aquecimento, ao rasgamento e à abrasão. Além disso, possui a virtude de ser uma matéria-prima de origem renovável e de as plantações poderem ajudar na captura de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

Mercado e produção

No entanto, o Brasil perdeu a primazia na produção de borracha natural, hoje liderada por Tailândia (35%), Indonésia (25%) e Vietnã (8-10%), seguidos por China (6-7%) e Índia (5-6%). Com menos de 2% da produção mundial, o Brasil não consegue abastecer o mercado interno e precisa importar a matéria-prima.

Um dado surpreendente para os não especialistas é que o epicentro da produção brasileira se deslocou da Amazônia para o estado de São Paulo. Como a seringueira leva cerca de dez anos para entrar em sua fase produtiva plena, alguns fazendeiros sediados no território paulista, que se dedicam a outros cultivares como atividade principal, reservam uma parte da propriedade para o plantio da seringueira, como uma espécie de poupança para o futuro.

Baixa produtividade

O grande problema é que, na hora de começar a colher o látex, muitos se surpreendem com a baixa produtividade das árvores, apesar de terem introduzido na fazenda os melhores clones disponíveis no mercado. A explicação foi dada agora, com o rigor do método científico, por um estudo conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Agronômico (IAC) e publicado no periódico The Plant Genome.

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A pesquisa mostrou que o porta-enxerto (isto é, a planta que sustenta o clone enxertado) desempenha papel decisivo na produtividade da seringueira, podendo determinar diferenças expressivas na produção de látex.

“Investigamos, pela primeira vez, os mecanismos moleculares envolvidos na interação entre o enxerto e o porta-enxerto em seringueiras [Hevea brasiliensis], principal fonte mundial de borracha natural. Nossos achados evidenciam que os porta-enxertos não são apenas suportes para fixação dos clones, mas sim agentes ativos na regulação da expressão gênica do material enxertado, com impacto direto na produtividade e adaptabilidade da cultura”, afirma o pesquisador Wanderson Lima Cunha, primeiro autor do artigo.

Principais resultados

Para entender essa diferença tão marcante, os pesquisadores analisaram o transcriptoma – o conjunto de genes expressos) de árvores enxertadas em diferentes porta-enxertos. “Identificamos milhares de genes cuja expressão varia conforme a combinação enxerto-porta-enxerto, incluindo genes diretamente ligados à produção de látex”, informa Cunha.

Entre os principais resultados, o estudo identificou genes exclusivos e diferencialmente expressos relacionados às variações de produtividade, além de evidenciar a atuação de vias metabólicas, como a do jasmonato (hormônio vegetal ligado à resposta a estresses e à regulação metabólica) na produção de látex.

A pesquisa também apontou diferenças nas redes de coexpressão gênica, indicando distintos níveis de interação entre genes envolvidos na biossíntese da borracha. Os resultados reforçam que o porta-enxerto exerce um papel além do suporte físico, atuando diretamente na modulação da fisiologia da planta.

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Segundo os pesquisadores, o desconhecimento sobre a importância do porta-enxerto tem causado prejuízos significativos aos produtores.

“Quando o agricultor vai comprar a muda, ele pede o clone, mas não pede o porta-enxerto. E ninguém o informa sobre isso. Como a seringueira demora anos para entrar em produção, o erro só é percebido tarde demais. O fazendeiro espera mais de uma década para descobrir que está produzindo muito menos do que poderia”, sublinha a professora titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp, Anete Pereira de Souza.

Além do avanço científico, o estudo tem forte aplicação prática. Com base nos resultados, o IAC está preparando uma cartilha para orientar viveiristas e produtores sobre as melhores combinações entre clones e porta-enxertos. Os autores defendem também a criação de políticas que exijam a identificação do porta-enxerto na comercialização de mudas.

Os resultados apontam para uma mudança de paradigma na cultura da seringueira. Até agora, os programas de melhoramento focavam quase exclusivamente nos clones enxertados. O estudo mostra que isso é insuficiente.

Ao incorporar o porta-enxerto como componente ativo, abre-se a possibilidade de aumentar a produtividade, melhorar a adaptação a estresses (como seca), reduzir doenças e tornar a cultura mais competitiva.

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Com acordo entre EUA e China, soja brasileira corre risco de perder espaço?

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Reprodução Soja Brasil

O mercado internacional da soja foi surpreendido no início da semana com o anúncio de um novo acordo entre China e Estados Unidos envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos pelos chineses. A notícia provocou forte reação na Bolsa de Chicago, onde os contratos futuros da oleaginosa dispararam na segunda-feira, encerrando o dia na máxima de US$ 12,13 por bushel. O movimento também aqueceu as negociações nas principais praças de comercialização do Brasil.

Segundo a Casa Branca, a China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O compromisso foi firmado durante reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

O governo americano ressaltou que os valores anunciados não incluem os acordos anteriores relacionados à soja, firmados em outubro de 2025. O anúncio ocorre após a forte retração das exportações agrícolas americanas para a China, consequência direta da escalada tarifária entre os dois países no ano passado.

Para o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado segue atento aos desdobramentos da relação comercial entre China e Estados Unidos, especialmente após o novo entendimento entre as duas potências.

Segundo ele, até o momento, a presença chinesa na soja norte-americana ainda é considerada tímida, limitada basicamente ao cumprimento do acordo envolvendo cerca de 12 milhões de toneladas. “Ainda existe a expectativa de que a China adquira aproximadamente 25 milhões de toneladas da safra nova americana, movimento considerado normal dentro da sazonalidade do mercado, já que tradicionalmente os chineses intensificam as compras nos Estados Unidos a partir de outubro, período em que a oferta por lá ganha maior liquidez e competitividade”, explica o consultor.

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Brasil segue como protagonista

Enquanto isso, o Brasil continua ocupando posição estratégica no comércio global da oleaginosa. De acordo com Silveira, o país mantém uma janela extremamente robusta de exportações, registrando volumes recordes de embarques no período.

“A China continua demonstrando firmeza na demanda por grandes volumes de soja brasileira, enquanto o país ainda sustenta um diferencial competitivo importante de preços, principalmente no curto prazo”, afirma o analista.

Ele destaca ainda que esse cenário está diretamente ligado aos prêmios praticados no mercado, reflexo do forte escoamento da safra e de um quadro confortável de oferta interna.

Apesar da reação positiva inicial em Chicago, o mercado passou a moderar os ganhos ao longo da semana diante dos fundamentos de oferta. Até a manhã de sexta-feira (22), o contrato julho, o mais negociado, acumulava valorização de 1,9%, sendo cotado próximo de US$ 11,99 por bushel.

A pressão sobre os preços veio principalmente das boas condições das lavouras nos Estados Unidos e da elevada oferta global, reforçada pela entrada de uma safra sul-americana acima das expectativas.

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Inteligência artificial no agro: alunos do interior de SP vencem prêmio mundial de robótica agrícola

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Foto: divulgação

A agricultura de precisão brasileira acaba de conquistar reconhecimento internacional. Alunos da Fatec Pompeia “Shunji Nishimura”, no interior de São Paulo, venceram o Farm Robotics Challenge 2026, na categoria Excellence in Artificial Intelligence (AI), uma das mais importantes competições globais voltadas à robótica e inteligência artificial aplicadas ao agro.

A disputa reuniu equipes universitárias de 13 países e cinco continentes. Entre os concorrentes estavam instituições de destaque mundial, como Carnegie Mellon University, Cornell University e universidades do sistema University of California.

Promovido pela UCANR Innovate, braço de inovação da Universidade da Califórnia para Agricultura e Recursos Naturais, o desafio é considerado uma das principais vitrines globais para tecnologias agrícolas ligadas à robótica, sensores e inteligência artificial.

Armadilha inteligente usa IA para identificar pragas

Batizada de V.A.R.D. (Agricultural Vigilance to Digital Response ou vigilância agrícola para resposta digital), a solução brasileira desenvolveu uma armadilha inteligente capaz de identificar e contabilizar insetos automaticamente em lavouras de algodão. O foco está em pragas como tripes e mosca-branca, que causam prejuízos significativos à cotonicultura.

O sistema utiliza câmeras de alta resolução, análise de imagens por inteligência artificial e iscas adesivas para monitorar os insetos em tempo real. A estrutura é alimentada por energia solar e integrada a um aplicativo móvel, permitindo que o produtor receba dados instantaneamente no campo.

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Além da contagem automatizada, a plataforma gera indicadores técnicos usados no manejo integrado de pragas, como o nível de controle (NC) e o nível de dano econômico (NDE). Esses parâmetros ajudam o produtor a decidir quando aplicar defensivos agrícolas, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.

Redução de custos e maior sustentabilidade

Segundo os organizadores da competição, os projetos foram avaliados com base em critérios como inovação, segurança, viabilidade comercial, precisão técnica e impacto social.

A expectativa é que a tecnologia desenvolvida pelos estudantes contribua para diminuir o uso de químicos nas lavouras, melhorar a janela de aplicação e reduzir custos de produção, além de ampliar a sustentabilidade da atividade agrícola.

A solução integra um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), liderado pelo pesquisador Mario Sato, do Instituto Biológico de São Paulo.

Interior paulista ganha projeção global

A equipe vencedora é formada por estudantes dos cursos de Tecnologia em Sistemas Inteligentes, Mecanização em Agricultura de Precisão e Big Data no Agronegócio. A combinação entre diferentes áreas foi apontada como um dos diferenciais do projeto.

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Para a diretora da Fatec Pompeia, Marisa Renaud Faulin, a conquista representa o reconhecimento internacional da capacidade brasileira de desenvolver inovação aplicada ao campo.

Segundo ela, o prêmio comprova que os estudantes da instituição conseguem competir em alto nível com algumas das universidades mais influentes do mundo nas áreas de robótica e inteligência artificial agrícola.

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