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11 de maio de 2026

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Nova cultivar de milho branco será lançada no Show Rural 2026

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Foto: divulgação Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) lança a cultivar de milho branco IPR W225 durante o Show Rural Coopavel 2026, em Cascavel. A apresentação oficial está marcada para a próxima quinta-feira (12), no espaço do Instituto na feira, que ocorre de 9 a 13 de fevereiro.

De acordo com a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, a iniciativa tem como objetivo oferecer soluções a indústria. “A iniciativa reforça o compromisso da pesquisa pública em oferecer soluções genéticas voltadas à indústria de canjica, fubá, farinha e amido de milho”, afirma.

Indicada para safra e segunda safra (safrinha), a IPR W225 surge como alternativa de alto potencial produtivo, grãos de qualidade superior e ampla adaptabilidade às características de solo e clima do Centro-Sul do país.

Cultivar ganha destaque

O desenvolvimento da cultivar foi orientado para estabilidade produtiva, o que é fundamental para nichos de alto valor agregado. O milho branco tem presença significativa no mercado brasileiro devido à demanda para fins culinários e gastronômicos e o IPR W225 se destaca pelo desempenho agronômico e grãos de alto valor agregado, base para o bom desempenho na indústria e na mesa das pessoas.

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“A cultivar oferece não somente produtividade robusta, mas também grãos que atendem à demanda da indústria de produtos diferenciados, o que pode resultar em maior rentabilidade ao agricultor e maior competitividade ao setor”, destaca o pesquisador do IDR-Paraná, Deoclécio Domingos Garbuglio.

Resistência e potencial

De acordo com Garbuglio, IPR W225 apresenta bom comportamento frente às principais doenças foliares e de espiga, ciclo precoce e potencial produtivo cerca de 12% superior em relação à cultivar IPR 127, tida atualmente como referência nesse mercado.

Uma curiosidade que talvez a maior parte dos apreciadores de canjica, ou mugunzá, como também é chamada em várias regiões brasileiras, nem saiba, é que a quase totalidade dessa iguaria consumida no país provém da cultivar de IPR 127, lançada pelo IDR-Paraná em 2005 e ainda hoje conquistando a preferência dos agricultores que atendem esse segmento, sendo cultivada também em Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Apresentação durante o evento

Pesquisadores do IDR-Paraná permanecerão à disposição do público para apresentar as características técnicas e prestar esclarecimentos sobre o desempenho da cultivar IPR W225 durante todos os dias do Show Rural 2026. Sementes de IPR W225 estarão disponíveis aos produtores já a partir da segunda safra de 2026.

Serviço

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Show Rural Coopavel 2026
Quando: de 9 a 13 de fevereiro
Endereço: Rodovia BR-277, KM 577 – Cascavel/PR

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Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra 2026/27 de soja em Mato Grosso deve registrar uma produção de 48,882 milhões de toneladas. É o que estima a primeira projeção para o ciclo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A cautela na oleaginosa aponta um volume 5,19% menor que o colhido no ciclo 2025/26, influenciada pelas incertezas climáticas e, principalmente, com os custos operacionais diante dos preços dos insumos, visto as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Fatores, inclusive, que preocupam em relação ao milho segunda safra, segundo o setor produtivo.

De acordo com o Imea, a área da safra futura deve crescer 0,25% e ficar em 13,046 milhões de hectares, “configurando como o possível menor crescimento dos últimos anos”, o que reflete um ambiente mais desafiador para o produtor rural.

Em relação a produtividade, a projeção aponta 62,44 sacas por hectare, decréscimo de quatro sacas por hectare em comparação às últimas duas safras, que registraram patamares recordes próximos a 66 sacas por hectare. O Instituto explica que a “redução está associada, principalmente, à mudança no padrão climático, com a transição de um cenário de La Niña, que favoreceu o desempenho recente das lavouras, para um ambiente com maior influência de El Niño, historicamente relacionado à impactos negativos no desenvolvimento da soja no estado”.

Milho é a maior preocupação

A perspectiva anunciada pelo Imea, na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, “é um número mais realistas” para o momento vivido. Conforme ele, além da questão do diesel, os fosfatados também passam pela região do Estreito de Ormuz.

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Beber afirma que são grandes as preocupações dos produtores rurais mato-grossenses com o ciclo 2026/27 diante das tensões geopolíticas, em especial com o milho.

“Nós temos uma forte preocupação, já que o milho tem segurado um pouco da rentabilidade do produtor rural. Nós já temos o conflito da Rússia com a Ucrânia e temos agora esse conflito no Irã, que é um grande fornecedor de nitrogenados aqui para o país e um grande importador de milho”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT frisa que a tendência para o próximo ciclo é uma redução de investimento em tecnologia, visando uma diminuição dos custos para que o produtor rural “consiga ter uma rentabilidade razoável”.


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Pesquisadores defendem bioinsumos e controle biológico diante de riscos climáticos no campo

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O avanço das mudanças climáticas tem ampliado a pressão sobre os sistemas produtivos, com aumento de temperatura, secas mais prolongadas e eventos extremos. Durante o BioSummit 2026, realizado entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em Campinas (SP), pesquisadores defenderam o uso de bioinsumos e do controle biológico como ferramentas para elevar a resiliência da agricultura e reduzir a dependência de insumos químicos.

Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio Ambiente (Embrapa Meio Ambiente), Wagner Bettiol afirmou que a preservação da biodiversidade microbiana é parte central desse processo. Segundo ele, microrganismos benéficos contribuem para o equilíbrio dos sistemas agrícolas, melhoram o aproveitamento de água pelas plantas e reduzem impactos ambientais.

Bettiol também destacou que o aquecimento global pode intensificar doenças causadas por vírus e molicutes transmitidos por vetores. De acordo com o pesquisador, temperaturas mais altas tendem a encurtar o ciclo de vida desses organismos, elevar sua atividade e aumentar a disseminação de patógenos, como já observado em casos de enfezamento do milho.

No aspecto ambiental, o pesquisador apresentou uma comparação entre insumos. Segundo ele, a produção de 1 quilo de defensivo químico pode emitir de 20 a 25 quilos de CO2 equivalente, enquanto 1 quilo de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos de CO2 equivalente. Bettiol acrescentou que o Brasil tem 277 produtos biológicos registrados com uso de apenas duas cepas de microrganismos, o que, segundo ele, indica espaço para ampliar o uso da biodiversidade microbiana nacional.

Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Carlos Alexandre Cruciol afirmou que agentes de biocontrole atuam além do combate a doenças. Segundo ele, bactérias como Bacillus ajudam plantas a enfrentar estresses abióticos, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam melhor resposta em condições de déficit hírico.

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No evento, a jornalista especializada em agro Renata Maron informou que a área potencial tratada com bioinsumos no Brasil alcançou cerca de 194 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a taxa de adoção passou de 22% para 47% em cinco anos.

Fonte: embrapa.br

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Preço do milho cai com avanço da colheita e pressão nos armazéns

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De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pressionados pelo avanço da colheita da safra de verão e pelo elevado volume de estoques remanescentes da temporada 2024/25.

Segundo o Cepea, a maior disponibilidade do cereal no mercado tem ampliado a oferta e favorecido os compradores, que relatam facilidade para fechar negócios e aguardam novas desvalorizações nas próximas semanas.

No mercado spot, parte dos vendedores também tem demonstrado maior flexibilidade nas negociações. O movimento ocorre em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns, atualmente ocupados pela chegada de novos lotes de soja e milho da safra de verão, além dos estoques ainda remanescentes da temporada anterior.

Além da pressão logística, produtores buscam reforçar o caixa, o que contribui para aumentar o volume disponível para comercialização.

Clima limita quedas mais intensas

Apesar do cenário de ampla oferta, o Cepea destaca que as quedas nos preços não foram ainda mais acentuadas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra de milho.

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Algumas regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, condição que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Além disso, previsões de avanço de frentes frias voltaram ao radar do mercado e aumentam a atenção dos agentes sobre possíveis impactos no potencial produtivo.

Caso o cenário climático adverso se confirme, a produtividade da segunda safra poderá ser reduzida.

Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas de milho na segunda safra brasileira.

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