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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Milho: Estudo quantifica os danos causados pela cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

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Considerada uma das principais pragas emergentes da cultura do milho, a cigarrinha Dalbulus maidis é responsável pela transmissão dos enfezamentos, os quais comprometem o desenvolvimento das plantas e reduzem significativamente o potencial produtivo da cultura. Entre os principais sintomas destacam-se a redução do porte (nanismo), o encurtamento de entrenós e o menor enchimento de grãos.

Estima-se que, em híbridos suscetíveis, as perdas de produtividade decorrentes dos enfezamentos possam alcançar até 70% (Sabato; Barros; Oliveira, 2016). No entanto, a quantificação precisa dos danos ainda apresenta elevada variabilidade, uma vez que se trata de uma praga de ocorrência relativamente recente, para a qual estudos mais aprofundados e regionalizados ainda são necessários.

Recentemente, um estudo realizado pela CNA, Embrapa e Epagri, buscou quantificar o impacto da cigarrinha-do-milho na produção da cultura. Os resultados obtidos de 34 municípios das principais regiões produtoras de milho do Brasil, demonstram que 79,4% das áreas analisadas apresentaram redução significativa da produtividade em função da incidência da praga.

Conforme destacado por Oliveira et al. (2026), as perdas estimadas associadas à presença de doenças que causam o nanismo no milho resultaram em uma perda média por safra de 22,7% na produção de milho do Brasil entre os anos-safra 2020/2021 e 2023/2024, variando de 16,71% (2023/2024) a 28,91% (2020/2021) (tabela 1).

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Tabela 1. Estimativa das perdas de safra e do impacto econômico das doenças que causam o nanismo do milho na produção brasileira de milho em grão (2020–2024).
Notas. a porcentagem média ponderada de perdas (WAPL). b produção total de milho. c produção estimada na ausência de doenças que causam atraso no crescimento (PACS). d PACS − ACBP, onde ACBP representa a produção real de milho no Brasil. e preço médio. f perda média (USD) com base no preço médio por saco (USD/sacos de 60 kg) (em USD – taxa de câmbio para BRL: 6,09 em 9 de dezembro de 2024); e. g soma dos valores das quatro safras avaliadas (*cálculo não aplicável). Os valores utilizados para os cálculos de produção foram obtidos do banco de dados da Conab. Adaptado: Oliveira et al. (2026)

Em termos gerais, essa perda média de produtividade (22,7%) representa aproximadamente 31,8 milhões de toneladas anualmente, resultando em uma perda financeira média anual estimada em 6,5 bilhões de dólares. Associado a isso, Oliveira et al. (2026) constataram que os custos de aplicação de inseticidas para o controle da cigarrinha-do-milho aumentaram 19% (2020/21–2023/24), ultrapassando 9 dólares por hectare.

Em síntese, a cigarrinha-do-milho tem causado perdas substanciais na cultura do milho, passando a ser considerada uma das principais se não a principal praga da cultura na atualidade. Vale destacar que além do elevado impacto produtivo, a praga apresenta ciclo de desenvolvimento extremamente curto, o que encurta o intervalo de reentrada para a aplicação de inseticidas, elevando os custos de controle.

Confira o estudo completo de Oliveira e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Efeito residual de inseticidas no controle da cigarrinha-do-milho: limites, riscos e oportunidades


Referências:

OLIVEIRA, C. M. et al. A DISEASE COMPLEX: CROP LOSSES AND ECONOMIC IMPACT OF CORN STUNT DISEASES ON BRAZILIAN CORN PRODUCTION. Crop Protection, 2026. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0261219426000153?dgcid=coauthor >, acesso em: 06/02/2026.

 

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Sustentabilidade

Preços recebidos pelos produtores rurais gaúchos saltam 7,54% em setembro – MAIS SOJA

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Os preços recebidos pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul registraram um salto expressivo no mês de setembro. Segundo o relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta segunda-feira (26/10/), o Índice de Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) subiu 7,54% em relação ao mês anterior. O resultado marca a quarta alta mensal consecutiva e representa a maior variação para o indicador desde fevereiro de 2022.

O grande motor dessa elevação foi a soja, que apresentou avanço de 8,7% no mês, quase quatro vezes superior ao padrão sazonal para o período, atingindo o maior patamar de cotação desde abril de 2023. O arroz também manteve forte ritmo de valorização, subindo 8,4% no mês e acumulando expressiva alta de 52,4% no ano. A sustentação nos preços do cereal é amparada pela projeção de uma redução de 36% nos estoques brasileiros para a próxima safra. Na contramão dos grãos, o boi gordo recuou 3,3%, movimento atribuído a fatores sazonais do mercado pecuário.

Com o resultado de setembro, o IIPR acumula alta de 16,29% no ano e saltou de 4,05% em agosto para 13,73% no acumulado em 12 meses.

Recomposição de perdas

Embora a variação acumulada do IIPR em 12 meses (13,73%) supere com margem o IPCA geral (4,58%) e o IPCA Alimentos e Bebidas (4,66%), a Assessoria Econômica da Farsul pontua que o cenário exige uma análise de longo prazo.

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Ao observar o horizonte dos últimos dois anos, constata-se que o preço recebido pelo produtor rural permanece praticamente estável, com leve variação de 0,7%, enquanto os preços dos alimentos ao consumidor final subiram 11,6% no mesmo período. Portanto, a alta recente reflete a recomposição de perdas acumuladas pelo setor produtivo, e não a origem de um novo ciclo inflacionário vindo do campo.

Custos de produção voltam a acelerar

Do lado da porteira para dentro, o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou alta de 1,44% em setembro, maior avanço mensal desde o mês de abril. No acumulado em 12 meses, o ritmo do IICP praticamente dobrou, passando de 1,65% em agosto para 3,35% em setembro, somando 5,13% no ano.

Os fertilizantes continuam sendo os principais ofensores dos custos, subindo 3,9% no mês e respondendo por mais da metade da variação positiva do índice. No acumulado do ano, o insumo explica mais do que a totalidade da inflação de custos. O impacto foi parcialmente mitigado pela retração nos preços dos defensivos agrícolas.

Além disso, a alta de 17% nas cotações internacionais do petróleo pressionou diretamente o mercado interno de combustíveis. O preço do diesel subiu 5,2% no Rio Grande do Sul em setembro, impulsionado pela defasagem frente à paridade de importação e por restrições pontuais na oferta. A elevação do combustível refletiu imediatamente nos serviços de frete (4,1%) e nos custos das operações mecânicas nas propriedades (2,1%).

Confira o relatório na íntegra.

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Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Frente fria deixa chuvas no Centro-Norte e volumes voltam a crescer no Sul no início de novembro – Rural Clima – MAIS SOJA

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A última semana de outubro começa com chuvas concentradas na faixa mais ao norte do Brasil, após a passagem de uma frente fria pela região Sudeste, segundo o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.

No Sul, o tempo abre no início da semana, com pancadas isoladas entre o Paraguai, Mato Grosso do Sul e Paraná. Também há áreas de instabilidade na faixa litorânea do Sudeste e no litoral paranaense. Entre segunda e terça-feira (27), as chuvas devem se concentrar principalmente em Mato Grosso, Goiás, norte de Minas Gerais e na região do Matopiba.

O cenário muda a partir de quarta-feira (28), quando áreas de instabilidade se formam sobre a faixa central do país. “Na quinta-feira, o tempo volta a fechar no Sul do Brasil, em especial no Paraná. Então, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais com muitas chuvas já no final dessa semana”, disse o especialista.

Segundo Santos, os volumes podem atrapalhar os trabalhos no campo. “Todas essas chuvas, como a gente falou na semana passada, podem trazer algumas paralisações no plantio da soja e nas atividades de campo, como a colheita da cana-de-açúcar. Deem muita atenção ao longo dessa semana”, alertou.

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Para o fim de semana e, principalmente, o início de novembro, a tendência é de retorno de altos volumes ao Sul do país, com avanço gradual das chuvas para as regiões centrais. O ponto de atenção segue sendo o Matopiba.

De acordo com o agrometeorologista, tanto o modelo americano quanto o europeu indicam poucas chuvas para a região nas próximas semanas, embora o europeu seja um pouco mais úmido. A tendência é de concentração das precipitações entre Santa Catarina, Paraná, Sudeste e Centro-Oeste, alcançando apenas algumas áreas do sul do Matopiba, como o sul do Tocantins, o oeste da Bahia e o extremo sul do Maranhão, além de partes do Pará.

As temperaturas devem subir ao longo da semana, mas sem picos expressivos. “Por conta das chuvas, as temperaturas não sobem tanto, mas é uma semana que vai trazer chuvas em grande parte dessa faixa central do Brasil, chuvas um pouco menores e mais irregulares sobre o Sul, e o final de semana com muita chuva no Sul”, concluiu Santos.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Safra de grãos 2026/27 projeta recordes em São Paulo e no Brasil, aponta Faesp – MAIS SOJA

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A safra de grãos 2026/27 caminha para novos recordes de produção tanto no cenário paulista quanto no brasileiro. De acordo com análise do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), fundamentada no 1º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o avanço da área cultivada justifica o crescimento das projeções para o novo ciclo.

Em São Paulo, a produção total de grãos deve atingir a marca inédita de 12,43 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 1,2% (+146,9 mil toneladas) frente ao ciclo 2025/26. Esse resultado é sustentado pela ampliação de 3,5% na área plantada, estimada em 2,84 milhões de hectares, compensando a retração prevista de 2,2% na produtividade média estadual.

Carros-chefes da agricultura paulista, a soja e o milho concentram os maiores volumes do estado, previstos em 5,4 milhões e 5,0 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja tem previsão de avanço de 0,3% na colheita (+15,1 mil toneladas) e de 1,9% na área, embora a produtividade aponte recuo de 1,6% diante da postura cautelosa dos produtores em relação a possíveis efeitos do El Niño, fator que atrasou o início da semeadura em relação ao padrão histórico. Já o milho paulista projeta salto de 4,9% na produção (+229,6 mil toneladas), puxado pela expansão de 7,8% da área, com perspectivas positivas para todas as safras, especialmente a primeira.

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No panorama de outras culturas em território paulista, o algodão (+6,7%) e o sorgo (+6,1%) destacam-se com estimativas de crescimento. Por outro lado, há projeções de recuo para o feijão (-2,4%), pressionado por perdas em área e produtividade e pelo receio de alterações no regime de chuvas no sudoeste do estado, e para o amendoim (-12,4%), afetado por desestímulo decorrente de altos custos operacionais e cotações desfavoráveis.

BRASIL

No âmbito nacional, o 1º levantamento da Conab estima uma safra brasileira de grãos de 367,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% (+4,9 milhões de toneladas) sobre o período anterior. A área plantada no país deve avançar 2,3% (alcançando 1,9 milhão de hectares adicionais), enquanto a produtividade média registra ligeira queda de 0,9%.

O milho desponta como a principal alavanca do recorde nacional, com colheita prevista de mais de 148 milhões de toneladas (+2,4%), respondendo isoladamente por 71,7% do incremento total de grãos do país. O quadro reflete o fortalecimento do consumo doméstico para a produção de etanol do cereal, o ritmo consistente das exportações e preços mais vantajosos no mercado em relação a outras culturas. Crescimentos também são esperados para o sorgo (+9,0%), a soja (+0,7%) e o algodão (+0,3%).

Em contrapartida, as lavouras nacionais de arroz (-2,9%) e feijão (-0,7%) apontam retração de volume no país. A leguminosa tem sido desestimulada por ocorrências de mosca-branca em regiões produtoras, enquanto a cadeia orizícola projeta impactos na produtividade em razão de previsões de chuvas excessivas sobre a Região Sul ao longo do ciclo.

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Clique aqui para acessar o relatório completo elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:CNA

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Site: CNA

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