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19 de junho de 2026

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Tecnologia permite cultivo ecológico da pimenta-do-reino e reduz impactos ambientais

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Foto: Freepik

Uma nova tecnologia de manejo vem transformando o cultivo da pimenta-do-reino, uma das especiarias mais consumidas do mundo e uma das commodities mais relevantes do agro brasileiro.

O Brasil é o segundo maior produtor global, com o Pará concentrando mais da metade da produção nacional, e agora aposta em um sistema mais sustentável para garantir competitividade no mercado internacional.

Historicamente, o cultivo da pimenta-do-reino dependia do uso de mourões de madeira, principalmente da árvore acapu, utilizada como tutor para as plantas. Além do alto custo de reposição, o método gerava impactos ambientais e entrou em conflito com a legislação, que hoje proíbe o desmatamento da espécie.

Para enfrentar esses desafios, pesquisadores desenvolveram o sistema de cultivo da pimenteira-do-reino em gliricídia, uma planta que substitui as estacas de madeira nativa.

“A gllericídio uma planta bem adaptada fornece uma autossuficiência ao produtor rural onde ele poder ter as suas próprias estacas”, explica o diretor Fuchs Gruppe, André Kich.

A tecnologia, hoje em fase de consolidação, permite que o produtor implante a lavoura sem a necessidade de derrubar árvores da floresta.

“Hoje os produtores não precisam cortar uma árvore da floresta nativa para plantar pimeteira do reino”, destaca Oriel Lemos.

Ganhos ambientais e econômicos

A gliricídia contribui para o sequestro de carbono, fixa nitrogênio do ar e melhora as condições do solo. Como resultado, a pimenta produzida apresenta melhor aroma, sabor e pungência, além de maior longevidade da lavoura e aumento da produtividade.

“Ela tem mais longevidade e o produtor tem maior produtividade. maior produtividade, maior qualidade e significa mais dinheiro no bolso entrando no produtor”, diz Lemos.

Enquanto uma estaca de acapu pode custar entre R$ 25 e R$ 35, a estaca de gliricídia varia de R$ 3 a R$ 5. Considerando um plantio médio de até 2 mil plantas por hectare, a economia na implantação pode chegar a R$ 50 mil a R$ 60 mil por hectare.

A adoção do manejo evita a emissão de cerca de 57 toneladas de CO₂ por hectare, ao manter as árvores nativas em pé. Considerando que o Pará possui aproximadamente 17 mil hectares de pimenta-do-reino, a estimativa é de que o sistema possa evitar quase 1 milhão de toneladas de CO₂.

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Dia de Campo em Barbosa Ferraz apresenta tecnologias para milho silagem

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Barbosa Ferraz recebeu, na tarde da última quarta-feira (17), o 7º Dia de Campo de Milho Silagem, realizado pelo IDR-Paraná, pela Prefeitura e pela Família Bento. O encontro reuniu produtores, técnicos, empresas e agentes financeiros com foco na adoção de tecnologias para produção de silagem de qualidade e no apoio à bovinocultura leiteira, apontada no material como uma das principais atividades econômicas locais.

Segundo o material divulgado, o evento foi sediado na propriedade da Família Bento e teve nove estações técnicas. Nelas, empresas e profissionais especializados apresentaram diferentes híbridos de milho, com informações voltadas à escolha dos materiais mais adequados para cada propriedade.

Além do milho, foram mostradas duas variedades de sorgo para silagem. De acordo com o conteúdo fornecido, a cultura foi destacada por rusticidade, tolerância a condições adversas e potencial produtivo, sendo apresentada como alternativa para complementar os sistemas de produção da região.

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Outro eixo técnico do encontro foi a vitrine de plantas de cobertura para invasão das áreas após o cultivo do milho safrinha. Foram demonstrados mixes com aveia branca IPR-Esmeralda e nabo forrageiro IPR-116, além da combinação entre aveia IPR-Esmeralda, centeio IPR-89 e nabo forrageiro IPR-216. O material informa que esses itens estão disponíveis na região e podem ser incorporados pelos agricultores.

O evento também teve participação de empresas de insumos, máquinas e equipamentos, concessionárias de veículos, instituições financeiras e cooperativas de crédito. Um dos momentos registrados foi a assinatura de contratos de financiamento rural, incluindo operações do Pronaf Utilitário e do programa Banco do Agricultor Paranaense, formalizadas pelo Banco do Brasil e pelo Sicredi. A fonte não informou o número de contratos assinados nem os valores envolvidos.

De acordo com o texto original, o encontro contou com 10 representantes do IDR-Paraná e mais de 200 participantes, entre lideranças locais e regionais, produtores, agentes financeiros e profissionais da área agropecuária.

O 7º Dia de Campo de Milho Silagem concentrou demonstrações técnicas sobre materiais para silagem, cobertura de solo e acesso a crédito rural. O material divulgado informa que a edição de 2027 já começa a ser planejada, mas não detalha cronograma, metas técnicas ou novos investimentos previstos.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Embrapa Uva e Vinho inaugura novo prédio de laboratórios em Bento Gonçalves

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A Embrapa Uva e Vinho, com sede em Bento Gonçalves (RS), inaugurou nesta sexta-feira (19) um novo prédio de laboratórios. Segundo o material divulgado, a estrutura reforça as condições para o desenvolvimento de pesquisas estratégicas voltadas à qualidade e à saudabilidade dos alimentos. A inauguração teve a presença do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula, e da presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá.

De acordo com o conteúdo fornecido, os novos laboratórios foram viabilizados com recursos do Novo PAC e passam a integrar a infraestrutura científica da unidade. A Embrapa informa que a entrega amplia a capacidade analítica e tecnológica, além de fortalecer a inovação nas atividades de pesquisa.

O foco anunciado para a nova estrutura está em estudos considerados estratégicos pela instituição, com ênfase na qualidade e na saudabilidade dos alimentos. O material também cita a participação de parceiros nesse processo, embora não detalhe quais instituições atuarão em conjunto nem quais linhas de pesquisa serão conduzidas no novo prédio.

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Ainda segundo a fonte, a ampliação da infraestrutura busca dar suporte ao avanço de soluções com potencial de fortalecer a competitividade da agricultura e da agroindústria brasileiras. O texto original, no entanto, não informa o volume de recursos aplicados, a metragem da nova estrutura, o número de laboratórios inaugurados ou os equipamentos instalados.

Também não há, no material fornecido, cronograma de projetos, estimativa de atendimento a cadeias produtivas específicas ou detalhamento sobre impactos operacionais imediatos para produtores, agroindústrias ou mercados vinculados à atuação da unidade.

Com a inauguração, a Embrapa Uva e Vinho amplia sua estrutura de pesquisa em Bento Gonçalves. O material divulgado não informa prazos, valores ou metas operacionais associadas ao novo prédio de laboratórios.

Fonte: embrapa.br

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.

As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.

Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.

Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.

Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.

A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.

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