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Nosso agro tem força e avança na direção certa em SP

O agro paulista cresce, gera empregos, movimenta a economia e passa por uma transformação histórica nos últimos três anos. Desde 2023, o governo de São Paulo colocou o campo no centro das prioridades e estruturou uma política consistente para garantir segurança jurídica, ampliar crédito, aumentar a produtividade e abrir novas oportunidades para quem produz. São resultados concretos que mostram que São Paulo está avançando na direção certa.
Um dos avanços mais simbólicos e aguardados há décadas é a regularização fundiária rural, realizada pela primeira vez na história do estado de São Paulo. A iniciativa enfrenta e soluciona um problema antigo, que se arrastava por gerações e mantinha milhares de famílias submetidas à insegurança jurídica.
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No Pontal do Paranapanema, região historicamente marcada por conflitos, invasões de terra, disputas judiciais e paralisação de investimentos, produtores rurais viviam sem previsibilidade, sem acesso a crédito e sem condições de planejar o futuro. Esse cenário travava o desenvolvimento local e penalizava justamente quem queria trabalhar e produzir. Ao transformar a posse da terra em título definitivo, o governo do estado resolveu um passivo histórico, pacificou a região e devolveu estabilidade ao campo.
O avanço inclui ainda a titulação de comunidades quilombolas em áreas estaduais, garantindo reconhecimento, segurança jurídica e inclusão produtiva a populações que aguardavam essa medida há muitos anos.
Sob a liderança do governador Tarcísio de Freitas, a política agrária paulista já beneficiou cerca de 5 mil famílias assentadas, em uma área total de 200 mil hectares, com 90% dos títulos concedidos a pequenos e médios produtores. Também foram entregues títulos fundiários a três importantes comunidades quilombolas estabelecidas em terras estaduais.
A regularização abre caminho para o Cadastro Ambiental Rural (CAR), para o acesso ao crédito rural — incluindo uma linha específica de até R$ 40 mil para produtores quilombolas — e para programas de apoio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), permitindo que o produtor invista, amplie a produção e gere renda de forma sustentável.
É nesse cenário que, em janeiro de 2026, assumo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado. Para dar continuidade à trajetória robusta construída desde 2023, sabemos que resultados não se mantêm por inércia. O agro opera em alto grau de competitividade. Os desafios mudam rapidamente, e o estado precisa acompanhar quem está no campo, ouvindo mais, reagindo com agilidade e oferecendo soluções duradouras.
Em 2025, o agro paulista fechou o ano com superávit superior a US$ 23 bilhões e respondeu por mais de 40% de tudo o que São Paulo exporta para o mundo. A potência produtiva também é sustentável: ultrapassamos a marca de 200 mil CARs validados, colocando metade das propriedades agrícolas em conformidade e posicionando São Paulo como referência nacional na implementação do Código Florestal.
Em três anos, a gestão estadual viabilizou mais de R$ 830 milhões em crédito e subvenções que beneficiaram diretamente cerca de 42 mil produtores rurais. Avançamos na habitação rural, com 630 moradias autorizadas em assentamentos, ampliamos a mecanização agrícola para pequenos municípios e estruturamos o Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III, um financiamento histórico de R$ 1,2 bilhão, com horizonte de dez anos, voltado ao desenvolvimento rural sustentável em todo o estado.
Nada disso acontece por acaso. O estado conta com uma rede robusta, formada por cerca de 3 mil profissionais que atuam em assistência técnica, extensão rural, pesquisa, sanidade animal e vegetal, organização setorial e regularização ambiental e fundiária. Esse trabalho ganha escala com as parcerias com o setor produtivo, levando inovação, tecnologia e eficiência para dentro da porteira.
Ainda assim, não ignoramos os desafios. A burocracia ainda dificulta o acesso ao crédito e atrasa processos essenciais. Isso custa tempo, dinheiro e previsibilidade. Modernizar a máquina pública, integrar cadastros, simplificar procedimentos e reduzir entraves é condição básica para que o agro continue crescendo.
Essa lógica exige trabalho conjunto e integração. As áreas ligadas a crédito, infraestrutura, logística, meio ambiente, inovação e desenvolvimento regional avançam com integração e alinhamento. É assim que São Paulo está fortalecendo áreas essenciais como sanidade e defesa agropecuária, extensão rural, pesquisa, inovação e organização setorial.
Mais do que executar políticas públicas, nosso compromisso é construir soluções permanentes e deixar legado. Diálogo, dignidade e desenvolvimento são os pilares do governo de São Paulo e orientam cada decisão na agricultura. Com base técnica, responsabilidade fiscal e foco em resultados, seguimos ao lado de quem faz a diferença no campo, fortalecendo um agro cada vez mais competitivo, sustentável e capaz de gerar oportunidades para toda a população.

*Geraldo Melo Filho é secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo
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Agro Mato Grosso
Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor
Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.
As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.
Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.
Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.
Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.
Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.
Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).
Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.
Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.
Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.
Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.
Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.
Business
Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.
“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.
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A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.
A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.
Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.
Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.
Quem pode aderir ao programa?
Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.
É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.
As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:
- Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
- Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
- Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.
Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados
Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.
Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.
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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.
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O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.
A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.
Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.
Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.
Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.
A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.
Solos coesos limitam produtividade agrícola
O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.
Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.
Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.
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