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4 de maio de 2026

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Alta no preço do café em 2025 faz faturamento da indústria crescer 25,6%, aponta Abic

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Foto: Freepik

O preço do café para o consumidor aumentou em 2025, impulsionando o faturamento da indústria, mas resultando em queda no consumo da bebida no Brasil, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

No varejo, o café foi um dos poucos itens da cesta básica a registrar alta no ano, em um cenário marcado pela redução nos preços de alimentos como arroz, feijão, açúcar e leite. Em 2025, o preço do café torrado e moído subiu 5,8%, enquanto o preço médio da cesta básica caiu 4,8% no mesmo período.

A elevação do preço do café ocorreu de forma desigual entre as categorias. Os cafés especiais tiveram aumento médio de 4,3%, enquanto os gourmets subiram 20,1%. Já os cafés superiores registraram queda de 3,5%. Os produtos tradicionais e extrafortes tiveram alta de 5,8%, enquanto os cafés em cápsulas apresentaram recuo de 16,8%.

Apesar do aumento ao consumidor, a Abic destaca que o avanço dos preços no varejo foi menor do que a alta enfrentada pela indústria na compra da matéria-prima. Nos últimos cinco anos, os preços do café conilon subiram 201%, enquanto o arábica acumulou alta de 212%. No mesmo período, o café no varejo teve aumento de 116%.

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Em 2024, o café havia registrado alta de 37,4% ao consumidor. Já em 2025, o reajuste foi mais moderado, refletindo um repasse parcial dos custos acumulados ao longo dos últimos anos.

Queda no consumo

Como reflexo da alta dos preços, o consumo de café caiu no ano passado. Segundo a Abic, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo da bebida no Brasil recuou 2,31% na comparação com o período anterior.

O volume consumido representou 37,9% da safra nacional de 2025, estimada em 56,54 milhões de sacas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar da retração, o Brasil segue como o maior consumidor dos cafés produzidos no país, embora a participação do mercado interno tenha diminuído nos últimos anos: foi de 39,4% da produção em 2023, 40,4% em 2024 e 37,9% em 2025.

O país também permanece como o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com uma diferença estimada em cerca de 5 milhões de sacas. No consumo per capita, o Brasil supera os norte-americanos.

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Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo per capita foi de 6,02 kg por habitante ao ano de café cru e de 4,82 kg por habitante ao ano de café torrado e moído. Houve queda de 3,88% na comparação anual, influenciada pelo crescimento da base populacional. Em média, cada brasileiro consumiu cerca de 1.400 xícaras de café por ano.

Faturamento da indústria cresce

Mesmo com a queda no consumo, o faturamento da indústria de café torrado avançou em 2025. O setor encerrou o ano com receita de R$ 46,24 bilhões, alta de 25,6% em relação a 2024.

Segundo a Abic, o crescimento foi resultado direto do aumento do preço do café nas gôndolas, e não da expansão do volume vendido.

A expectativa da indústria é de que o preço do café siga em patamar elevado em 2026. Mesmo com a perspectiva de uma boa safra, os estoques mundiais seguem baixos, e a produção deve ser direcionada, em grande parte, para a recomposição dessas reservas.

Segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso, esse cenário tende a favorecer um mercado mais equilibrado, mas sem grandes recuos nos preços ao consumidor, mantendo o café como um dos itens mais pressionados da cesta básica.

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Plano Safra deve sair no início de junho, diz ministro da Agricultura

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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O governo trabalha para divulgar o novo Plano Safra no começo de junho. A perspectiva é do ministro da Agricultura, André de Paula, que participou nesta segunda-feira (4) de uma reunião com líderes do setor na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo.

A prioridade, segundo o ministro, é a questão dos juros. “Se você não constrói soluções que deem acesso ao produtor rural, esse esforço terá sido em vão”, disse. Vale destacar, entretanto, que no ano passado o Plano Safra foi divulgado em 1º de julho, data limite para o início da vigência.

Em valores, o setor agropecuário espera um montante de pelo menos R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27, conforme documento entregue pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao governo, na semana passada. “Eu acho que é factível ter um número mais alto e estamos trabalhando para isso”, afirmou De Paula.

Nesse contexto, o ministro reforçou que a confirmação do novo plano agrícola depende do Ministério da Fazenda. “Essas reuniões acontecem quase todo dia. Mas quem bate o martelo das prioridades e media eventuais conflitos de interesse é o presidente da República”, completou.

Ministro da Agricultura, André de Paula, participou de reunião na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo

O novo Desenrola

A nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, lançado nesta segunda-feira (4), está sendo avaliada com cautela pelo agronegócio. Com o Desenrola 2.0, brasileiros de menor renda, estudantes, pequenas empresas e pequenos produtores rurais terão condições melhores para renegociar suas dívidas.

Apesar da nova fase do programa focar na agricultura familiar, que está sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), André de Paula disse que vai atuar como “advogado” do setor como um todo. Além disso, ele ressaltou que o Executivo tem plena consciência das dificuldades enfrentadas pelos produtores.

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“Nesse sentido, o Desenrola é um instrumento importante que o governo pode disponibilizar para mitigar os efeitos desse endividamento”, afirmou.

De acordo com a medida provisória que institui o Desenrola 2.0, os agricultores terão até 20 de dezembro para aderir ao programa.

Desenrola 2.0: bom ou ruim para o produtor?

Na avaliação do consultor em finanças do agronegócio, Ademiro Vian, medidas como o Desenrola levam a um endividamento sem precedentes.

“Ocorre que estão estimulando os produtores a entrarem nessa roda viva de dívidas com juros de mercado, estimulando o mercado de capitais e a emissão de CPRs”, alerta.

Segundo Vian, se para a sociedade geral a solução proposta pelo programa de renegociação de dívidas pode gerar uma inadimplência estrutural, para o setor rural essa avaliação é mais crítica. “Produtores rurais não têm renda mensal, não têm crédito consignado, não têm FGTS”, aponta.

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“Para o consumidor assalariado, o banco olha o comprometimento da renda mensal, se o valor da parcela consegue ser pago, podendo até ser diluído até caber no orçamento”, explica. No caso do produtor, contudo, a capacidade de pagamento é analisada ao fim da safra, independente do patrimônio dele.

Agro vive cenário de adversidades

O ministro reconheceu que o momento é desafiador para o setor e para a construção das políticas públicas. Segundo ele, o governo enfrenta “muitas adversidades” e trata o Plano Safra de forma transversal, envolvendo diferentes áreas.

Nesse sentido, André de Paula garantiu que não haverá hesitação na defesa do agro. “Não terei nenhum acanhamento de lutar para que a gente possa ter o maior sucesso possível nesse desafio”, afirmou, ao destacar que o resultado das medidas também impacta a confiança dos produtores.

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Milho inicia semana com alerta climático, dólar forte e demanda aquecida

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O estresse hídrico no Centro-Sul e Matopiba trouxe preocupações para o mercado do milho. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas, especialmente nas áreas plantadas fora da janela ideal, passaram a gerar expectativas de corte no potencial produtivo do cereal segunda safra, oferecendo suporte aos preços regionais.

Enquanto isso, a disparada nos preços globais do petróleo impulsionou a competitividade do etanol de milho nas bombas, estimulando as usinas do Centro-Oeste do Brasil a atuarem com força na originação do grão, o que ajudou a limitar quedas adicionais nas praças de negociação de Mato Grosso e Goiás.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta expressiva de US$ 2,86 no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu em direção contrária, fechando a R$ 67,88 por saca (-1,05%) na semana.

O que esperar do mercado do milho

A análise Grainsights, da Grão Direto, indica os pontos que merecem atenção no mercado do milho para a semana que se inicia:

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  • Clima no radar: a instabilidade climática segue como principal fator de preço para o milho safrinha, com o avanço de uma massa de ar polar elevando o risco de geadas no Sul e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando continuidade do tempo seco em regiões como Goiás e Mato Grosso do Sul. Esse cenário aumenta o risco de perdas, especialmente nas áreas plantadas mais tarde, e tende a elevar os prêmios nos contratos futuros da B3.
  • Safra norte-americana: o mercado global do cereal ajustará suas posições de médio prazo com base no relatório Crop Progress, do USDA, previsto para esta segunda-feira (4). O plantio do milho norte-americano tem andado dentro das margens projetadas pelo mercado. “Se o avanço das plantadeiras nos Estados Unidos confirmar um ritmo forte nesta próxima semana, isso poderá atuar como um fator de pressão baixista para as cotações em Chicago”, destaca o Grainsights.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Demanda interna aquecida: no mercado interno, a crescente demanda das indústrias de bioenergia atuará como o principal contrapeso de sustentação das cotações. O etanol de milho manteve excelente rentabilidade e competitividade devido à escalada internacional do petróleo, forçando as usinas do Centro-Oeste a atuarem agressivamente na originação do grão físico para garantir a robusta moagem do segundo semestre.
  • Exportações ameaçadas: o setor exportador nacional continuará avaliando a forte ameaça geopolítica à demanda, fruto da guerra no Oriente Médio. O Irã é um dos principais e mais fiéis importadores do milho brasileiro. “Com as tensões crescentes e as interrupções frequentes do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, o mercado teme que milhões de toneladas de milho nacional percam a segurança logística e sejam represadas, sobrecarregando ainda mais os estoques do mercado interno”, ressalta o Grainsights.

Macroeconomia e oportunidades

O cenário econômico abriu o mês de maio precificando as contundentes decisões da “Superquarta”, realizada na semana passada (29).

A manutenção das taxas de juros estadunidenses (entre 3,5% e 3,75%) pelo Fed, justificada pela pressão de custos advinda da guerra no Oriente Médio, combinada ao corte brando da Selic para 14,50% pelo Copom, firmaram um contexto propício à valorização constante do dólar frente ao real.

“Esse câmbio forte é a principal alavanca atual do produtor para compensar a queda dos prêmios portuários. É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, reforça o Grainsights.

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Produção de soja e milho no Paraná deve alcançar 39,1 milhões de toneladas

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A produção de grãos no Paraná deve atingir 39,1 milhões de toneladas, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

A soja tem estimativa de 21,7 milhões de toneladas, enquanto a área plantada chega a 5,75 milhões de hectares. O volume supera o ciclo anterior, mesmo com ajuste em relação ao mês passado.

“A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”, disse Edmar Gervasio, analista do Deral.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, acrescentou.

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Milho mantém projeção

A primeira safra de milho foi encerrada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra tem estimativa de 17,4 milhões de toneladas, com área de 2,9 milhões de hectares.

A falta de chuva nas últimas semanas afetou o desenvolvimento das lavouras, mas a retomada das precipitações mantém a projeção de produção.

Batata e tomate

A batata da primeira safra foi colhida. A segunda safra tem 97% da área plantada e 33% colhida. A colheita deve seguir pelos próximos dois meses.

O tomate da primeira safra tem 85% da colheita concluída. Na segunda safra, 36% da área foi colhida e 14% ainda será semeada. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, descreve Andrade.

Fruticultura e mercado

O boletim do Deral também apresenta dados da fruticultura. O kiwi registrou Valor Bruto de Produção de R$ 20,7 milhões, com destaque para municípios do Sul do estado.

O preço médio ao produtor em 2025 foi de R$ 11,89 por quilo, acima do registrado no ciclo anterior.

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Proteínas animais

O Paraná mantém participação nas exportações de carne de frango. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou US$ 1,088 bilhão, com aumento de 7,7% em volume e 5% em faturamento.

A produção de ovos férteis para incubação chegou a 270,4 milhões de dúzias em 2025, alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário é de queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca com insumos, como milho e farelo de soja, impacta a atividade. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

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