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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

‘Sem produtor não há colheita e sem colheita não há alimento’, afirma presidente da Aprosoja TO

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Reprodução Canal Rural

A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 foi realizada nesta sexta-feira (30). Estão reunidos cerca de 1.500 produtores rurais, autoridades e representantes do setor na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO). O evento marca, de forma simbólica, o início da colheita da principal cultura agrícola do país.

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Os anfitriões do do evento, do Grupo Wink, foram ao palco o produtor rural Renato Schneider, acompanhado de toda a família, em um momento que destacou a importância da sucessão familiar no campo. A propriedade tem a agricultura como foco principal, com produção de soja, milho, sorgo e gergelim, além da pecuária de corte e genética. O manejo inclui ações de monitoramento de pragas, reforçando o cuidado com a produtividade e a sustentabilidade.

A programação também contou com a participação de crianças da escola rural, dentro da iniciativa “Se Liga na Fazenda”, aproximando o agronegócio das novas gerações. Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a abertura reforçou o papel social e econômico da atividade rural.

Durante sua fala, Renato Schneider destacou os desafios enfrentados pelo produtor. “Precisamos de um pouco mais de valorização, mas o agro precisa continuar pujante do jeito que é”, afirmou.

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Ao abordar as expectativas para a safra, Renato Schneider Jr. ressaltou as dificuldades climáticas ao longo do ciclo. Segundo ele, a escassez de chuvas foi um fator de atenção, mas, ainda assim, a expectativa é de boa produtividade neste ano.

Soja como motor do desenvolvimento

Autoridades e lideranças destacaram a relevância da soja para o estado do Tocantins, onde a cultura se consolidou como um verdadeiro divisor de águas, tornando-se o carro-chefe da produção agrícola e um pilar do desenvolvimento regional, com apoio de entidades como a Aprosoja.

O prefeito de Porto Nacional, Ronivon, reforçou o impacto positivo do agronegócio na economia local. Já o secretário de Agricultura do município, Fernando Roberto Windlin, chamou atenção para os desafios da logística, fundamental para garantir competitividade e escoamento da produção.

Durante os debates, foi ressaltado que é difícil imaginar a dinâmica econômica da região sem Porto Nacional e sem a soja, cultura que estrutura cadeias produtivas e transforma realidades, inclusive fora das áreas diretamente plantadas.

Custos elevados e pedido por respeito ao produtor

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, destacou que, mesmo diante de um cenário adverso, é fundamental mostrar à sociedade o que significa produzir no estado. ”A safra 2025/26 deve alcançar cerca de um milhão quinhentos e oitenta mil hectares de soja, com produção estimada em 6 milhões de toneladas, mas os números, sozinhos, não refletem a realidade do campo”, apontou.

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Ela também reforçou o compromisso ambiental do setor. “O Brasil preserva. No Tocantins, o Cerrado está dentro das nossas fazendas”, disse, destacando que o produtor rural não pode ser tratado como vilão. “Nós queremos transformar realidades, mas precisamos que as contas fechem. O produtor não pede privilégio, pede segurança jurídica, fiscal e respeito.”

Schneider lembrou do papel estratégico do produtor rural para o país. “Sem produtor não há colheita, sem colheita não há alimento e, sem alimento, não há país”, afirmou, defendendo mais reconhecimento, segurança jurídica e condições econômicas viáveis para quem produz e preserva no campo.

Expectativas para a safra e fortalecimento do agro

O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destacou a expectativa de mais uma grande safra, com produção nacional próxima de 180 milhões de toneladas. Em sua fala, Buffon agradeceu à família Schneider pela forma como conduz a atividade agrícola e reconheceu o trabalho da senadora Tereza Cristina em defesa do setor.

Ele também agradeceu às autoridades presentes, ao prefeito de Porto Nacional e à parceria com o Canal Rural, ressaltando que a transformação promovida pela agricultura é visível. “Mesmo quem não planta soja tem a vida impactada. A agricultura é um grande divisor”, afirmou.

Buffon lembrou ainda o trabalho das Aprosojas estaduais, presentes em dez estados, e pediu uma salva de palmas aos produtores rurais, destacando a importância das políticas agrícolas para o país. “Hoje é o dia do produtor rural”, ressaltou.

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Comunicação e protagonismo no campo

Representando o Canal Rural, Julio Cargnino agradeceu ao público que acompanha o evento pelas diferentes plataformas e à família anfitriã. Ele destacou o protagonismo feminino no campo e lembrou que o Tocantins reúne cerca de 2 mil produtores de soja.

Ao encerrar sua fala, Cargnino ressaltou que o fortalecimento dessas parcerias é essencial para aproximar o campo da sociedade e ampliar o entendimento sobre a realidade da produção agropecuária no país. Ele também lembrou que o projeto Soja Brasil completa 15 temporadas, enquanto o Canal Rural celebra 30 anos, marcos que reforçam o papel da comunicação na valorização do produtor rural e na conexão entre o agro e a sociedade.

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Sustentabilidade

Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chiacago

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Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja começou a semana com preços em alta na maior parte das praças, acompanhando o avanço firme dos contratos futuros na Bolsa de Chicago.

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o movimento garantiu melhores oportunidades de comercialização doméstica, tanto nos portos quanto no interior do país.

"Mesmo com o recuo dos prêmios de exportação em alguns momentos do dia, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para sustentar indicações mais positivas no mercado físico", disse.

Conforme Silveira, os agentes seguem atentos ao cenário internacional e, principalmente, à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 12 de maio.

A expectativa é de que os números possam provocar maior volatilidade e influenciar de forma significativa a formação dos preços nas próximas semanas.

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Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 127
  • Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 122
  • Rondonópolis (MT): elevou de R$ 110 para R$ 111
  • Dourados (MS): aumentou de R$ 112 para R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 111 para R$ 113
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande (RS): avançou de R$ 130 para R$ 132

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu o maior patamar em sete meses, acompanhando os fortes ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.

O mercado foi impulsionado ainda por sinais de aquecimento da demanda pelo produto norte-americano.

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A quantidade de soja esmagada/processada para obtenção de óleo bruto nos Estados Unidos foi de 6,82 milhões de toneladas (227 milhões de bushels) em março de 2026, em comparação com 6,43 milhões de toneladas (214 milhões de bushels) em fevereiro de 2026 e 6,20 milhões de toneladas (207 milhões de bushels) em março de 2025, conforme dados do USDA.

Além dos bons números de processamento, o mercado aguarda com expectativa o encontro ainda em maio dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, na China. Os participantes esperam que as conversas redundem em um acordo comercial, que envolveria também compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

Contratos futuros da soja

soja preço cotação pib Chicago dólar
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,62%, a US$ 12,22 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,16 por bushel, com elevação de 18,75 centavos de dólar ou 1,56%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 320,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,53 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavo ou 1,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,9666 para venda e a R$ 4,9646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9477 e a máxima de R$ 4,9827.

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Sustentabilidade

Colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 80,6%, indica Safras – MAIS SOJA

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A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingia 80,6% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até sexta-feira (1), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho chegou a 98,8% da área prevista de 946 mil hectares no Rio Grande do Sul e a 93,8% da área estimada de 607 mil hectares em Santa Catarina. No Paraná, a colheita atinge 98,1% da área plantada de 547 mil hectares.

Em São Paulo, os trabalhos chegam a 95,7% da área cultivada de 295 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul, a colheita atinge 9,4% na área plantada de 30 mil hectares. Em Goiás/Distrito Federal, a ceifa atinge 27,8% dos 287 mil hectares plantados. Em Minas Gerais, a colheita chega a 57,4% dos 854 mil hectares cultivados. Em Mato Grosso, os trabalhos atingiam 100% da área cultivada de 11 mil hectares.

No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 86,7% da área estimada de 3,499 milhões de hectares. Já a média de colheita nos últimos cinco anos atingia 84,2%.

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Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Fertilizantes disparam até 63% e levam relação de troca do agricultor ao pior nível em anos – MAIS SOJA

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A escalada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional, impulsionada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, tem deteriorado de forma significativa as relações de troca do agricultor brasileiro. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, em um cenário de forte dependência de importações, o Brasil sente de maneira direta os impactos desse choque externo, com valorização expressiva dos insumos no mercado doméstico.

Entre os nitrogenados, o avanço é ainda mais acentuado. Desde o início do conflito, os preços CFR da ureia subiram cerca de 63% no país. No mesmo período, o sulfato de amônio (SAM) acumula alta próxima de 30%, enquanto o nitrato de amônio (NAM) registra valorização de aproximadamente 60%.

Segundo o relatório, a disparada da ureia tem provocado uma piora relevante nas relações de troca, especialmente para os produtores de milho. Atualmente, são necessárias cerca de 60 sacas do cereal para a compra de uma tonelada do insumo, um dos piores patamares dos últimos anos.

“Estamos diante de uma deterioração importante das relações de troca, o que pressiona diretamente as margens do produtor e torna as decisões de compra mais complexas neste momento”, salienta o analista de Inteligência de Mercado, Tomas Pernías.

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O cenário também afeta produtores de soja, que enfrentam condições pouco atrativas para aquisição de fertilizantes fosfatados. Com custos elevados, a tendência é de uma demanda mais cautelosa, seletiva e focada na redução de gastos, o que pode desacelerar o ritmo de compras no país.

Apesar disso, o calendário agrícola impõe limites. A principal janela de aquisição de fertilizantes ocorre no segundo semestre, antes da safra de verão. Nas últimas semanas, parte dos produtores adotou uma postura defensiva, adiando decisões diante da volatilidade dos preços.

No entanto, esse adiamento não pode se estender indefinidamente. Com o avanço do calendário, os agricultores terão que optar entre absorver custos mais altos, com impacto direto nas margens, ou reduzir a aplicação de insumos, assumindo riscos potenciais para a produtividade.

“Em algum momento, o produtor terá que tomar uma decisão. Seja aceitando preços mais elevados, seja ajustando o pacote tecnológico, o que pode trazer reflexos na produtividade. Os próximos desdobramentos do conflito serão determinantes para o comportamento da demanda no Brasil”, conclui Pernías.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis. Mais informações, clique aqui.

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Fonte: Assessoria de imprensa StoneX



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