Sustentabilidade
‘A soja não é só do Brasil, ela alimenta o mundo’, diz Tereza Cristina

O painel “Soja como política de desenvolvimento regional” reuniu lideranças do agro durante a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, realizada na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). O debate tratou do papel da soja como eixo da produção de alimentos, da geração de energia e da movimentação econômica nas regiões produtoras.
“A soja não é só do Brasil, ela alimenta o mundo”, afirmou a senadora Tereza Cristina. Segundo ela, o grão sustenta a cadeia de proteína animal e a exportação brasileira. “Não existe frango, não existe suíno e não existe boi confinado sem a soja”, completou.
O painel contou ainda com a presença de Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil; Tereza Cristina, senadora; Alceu Moreira, deputado federal; e Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil.
Base da economia regional

Para Fabrício Rosa, a oleaginosa vai além da lavoura. “Quando a soja chega a uma região, ela puxa estrada, armazém, indústria, escola, hospital e renda. Ela transforma o território”, disse.
Tereza Cristina afirmou que o Brasil consolidou um modelo produtivo apoiado em tecnologia. “Nós conseguimos produzir mais na mesma área, com pesquisa, com ciência e com produtores que sabem o que estão fazendo”, declarou.
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Energia e alimento

O deputado federal Alceu Moreira destacou o papel do grão na transição energética. “A soja hoje não produz só comida, ela produz energia, renda e ela produz futuro”, afirmou. Segundo ele, a integração entre biodiesel, etanol e proteína animal fortalece a posição do país no comércio internacional.
Mauricio Buffon ressaltou que a cadeia da soja sustenta outras atividades. “Não existe pecuária intensiva, não existe indústria de proteína animal e não existe bioenergia sem a soja”, disse.
Produção e desafios
Buffon também abordou as dificuldades enfrentadas pelos produtores. “O produtor está fazendo a parte dele, mas precisa de crédito com custo menor, de seguro rural que funcione e de segurança jurídica para continuar investindo”, afirmou.
Fabrício Rosa acrescentou que a soja representa uma base econômica contínua. “Ela não é uma cultura isolada, ela organiza todo um sistema produtivo ao redor”, disse.
Ao encerrar o painel, Tereza Cristina defendeu a mobilização do setor para destravar pautas que considera centrais para a continuidade da produção, com destaque para o Seguro Rural, que aguarda relator na Câmara. Segundo ela, a medida pode ampliar o acesso ao crédito e reduzir o custo financeiro no campo.
“O nosso negócio alimenta o país e puxa a economia. Nós precisamos de pessoas que coloquem o Brasil no rumo da prosperidade”, concluiu.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.
O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.
Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.
A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.
A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.
“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.
Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Preço segue em queda com estoque elevado e maior oferta – MAIS SOJA

Influenciados pela maior oferta, em decorrência da colheita da safra de verão e dos estoques de passagem elevados da temporada 2024/25, os preços do milho seguem recuando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Neste cenário, compradores indicam facilidade na realização de efetivações e aguardam novas baixas.
Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores se mostra mais flexível nas negociações no spot. Com armazéns recebendo lotes da safra de verão (soja e milho) e os estoques de passagem remanescentes da última temporada, há maior necessidade de liberação de armazéns e de formar caixa.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as quedas só não foram mais intensas devido à preocupação com o atual clima nas regiões produtoras da segunda safra, já que algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas. Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes.
Caso isso se confirme, o potencial produtivo das lavouras pode ser reduzido. Até o momento, a Conab estima que serão produzidas 109,11 milhões de toneladas na segunda safra.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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