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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Brasil registra recorde na importação de fertilizantes e amplia exportações agrícolas em 2025 – MAIS SOJA

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As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 45,5 milhões de toneladas durante o ano passado, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas no ano de 2024, estabelecendo um novo recorde da série histórica. Isso é o que mostra o Boletim Logístico | Ano IX – janeiro/2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (26).

Esse bom desempenho reforça um cenário positivo para a agricultura nacional, pois indica uma maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média de suas lavouras. Ao longo de 2025, o volume crescente de aquisições já sinalizava confiança do setor produtivo nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país, confirmando o protagonismo dessas unidades da federação na produção agrícola brasileira.

O resultado consolidado da entrada de fertilizantes pelos principais terminais portuários brasileiros reafirma a robustez da cadeia de suprimento de insumos e sustenta expectativas favoráveis para o avanço da produção agrícola brasileira. Somados os recebimentos nos Portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o volume importado em 2025 foi de 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024, o que significa dizer um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%).

Como principal canal de entrada de fertilizantes importados no país, manteve-se o Porto de Paranaguá (PR), terminal pelo qual foram internalizadas 10,89 milhões de toneladas no período, volume próximo ao registrado no ano anterior, que foi 11,04 milhões de toneladas, ou seja, uma leve redução de 150 mil toneladas (-1,36%). Também apresentaram desempenho positivo os portos do Arco Norte, com a movimentação de 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões de toneladas registradas no ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos (SP) recebeu 8,42 milhões de toneladas, em comparação com 8,88 milhões de toneladas no ano anterior, ou seja, uma diminuição de 5,18% nas importações de insumos.

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Exportações

Em 2025, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, com crescimento dos volumes exportados e reconfiguração positiva da logística portuária, destaque para o avanço dos Portos de Paranaguá (PR) e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados do Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas. Ao todo, as exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas no ano passado, uma acréscimo de 6,21% – o que quer dizer 10,7 toneladas a mais que em 2024, ano no qual o resultado foi de 161,6 milhões de toneladas.

As exportações de milho em grãos em dezembro de 2025 alcançaram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram escoados 39,3% da movimentação, contra 46,4% no mesmo período do ano passado, enquanto o Porto de Santos respondeu por 35,8% dos volumes embarcados, frente a 42% no exercício anterior. O Porto de Paranaguá ampliou de forma expressiva sua participação, com 12,3% dos embarques, ante 3,1% no ano passado, e o Porto de São Francisco do Sul respondeu por 7,7%, contra 6% no exercício anterior. Os estados que mais atuaram nas vendas externas foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

As exportações brasileiras de soja em grãos, acumuladas até dezembro de 2025, somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 36,2% das exportações nacionais, acima dos 34,8% do exercício anterior, enquanto o Porto de Santos concentrou 32% dos embarques, contra 28,3% no mesmo período do ano passado. O Porto do Rio Grande respondeu por 8% do montante nacional, ante 10,9%, e o Porto de São Francisco do Sul por 5,7%, frente a 7% no exercício anterior. A origem das cargas ocorreu, prioritariamente, nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

As exportações de farelo de soja, no período de janeiro a dezembro de 2025, atingiram 23,3 milhões de toneladas, levemente acima das 23,1 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. O escoamento pelo Porto de Santos concentrou 43,2% da oferta nacional, contra 44,5% no mesmo intervalo de 2024, seguido por Paranaguá, com 27,8%, ante 27,2% do ano passado, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%, frente a 15,2%. O Porto de Salvador respondeu por 7,4% dos embarques, acima dos 6,6% registrados em igual período de 2024, com Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás aparecendo como os principais estados originadores das exportações.

Mercado de Fretes

O mercado de fretes rodoviários apresentou, em dezembro, um comportamento heterogêneo entre as regiões, entretanto em um quadro predominantemente de estabilidade nas cotações, com ajustes pontuais de alta ou queda conforme a intensidade da demanda local, os níveis de estoque e os custos operacionais. Em diversas regiões, a menor movimentação de grãos, típica do fim de ano, contribuiu para um comportamento mais equilibrado dos preços, enquanto a maior oferta de caminhões atuou como fator de contenção de pressões altistas, mesmo onde houve aumento no volume transportado.

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Na Bahia e no Maranhão, a redução dos estoques e o menor fluxo de grãos mantiveram os fretes estáveis, com exceções pontuais de recuo em rotas menos demandadas. No Distrito Federal, houve aumento generalizado entre 1% e 4%, pressionado principalmente pelos custos do diesel e pelo ambiente financeiro restritivo, apesar da menor demanda agrícola. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja, sobretudo para exportação, sustentou o mercado, com leve valorização ou estabilidade das cotações, mesmo diante de maior oferta de caminhões.

Já em Mato Grosso, os fretes seguiram em patamar elevado na comparação anual, sustentados por estoques elevados, safra recorde e expectativa de intensificação da colheita da soja, com perspectiva de alta gradual nos próximos meses. No Paraná e em São Paulo, as variações foram discretas, refletindo o período de fim de ano, enquanto no Piauí predominou forte retração da demanda, com queda média de preços superior a 9%.

Para o início de 2026, a perspectiva é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com expectativa de aquecimento gradual do mercado de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, com possibilidade de elevação das cotações acompanhando o avanço da colheita da soja, o aumento da demanda por transporte e a intensificação do escoamento da produção agrícola.

O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, apresentando análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações brasileiras, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra, além de informações sobre o volume exportado de soja, milho e farelo de soja bem como dados de importação de adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico – Dezembro/2025 já está disponível no site da Companhia.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea

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As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.

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Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.

Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Colheita internacional

Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.

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Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

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Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.

No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

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A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

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Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

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Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

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