Connect with us
20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Brasil registra recorde na importação de fertilizantes e amplia exportações agrícolas em 2025 – MAIS SOJA

Published

on


As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 45,5 milhões de toneladas durante o ano passado, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas no ano de 2024, estabelecendo um novo recorde da série histórica. Isso é o que mostra o Boletim Logístico | Ano IX – janeiro/2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (26).

Esse bom desempenho reforça um cenário positivo para a agricultura nacional, pois indica uma maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média de suas lavouras. Ao longo de 2025, o volume crescente de aquisições já sinalizava confiança do setor produtivo nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país, confirmando o protagonismo dessas unidades da federação na produção agrícola brasileira.

O resultado consolidado da entrada de fertilizantes pelos principais terminais portuários brasileiros reafirma a robustez da cadeia de suprimento de insumos e sustenta expectativas favoráveis para o avanço da produção agrícola brasileira. Somados os recebimentos nos Portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o volume importado em 2025 foi de 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024, o que significa dizer um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%).

Como principal canal de entrada de fertilizantes importados no país, manteve-se o Porto de Paranaguá (PR), terminal pelo qual foram internalizadas 10,89 milhões de toneladas no período, volume próximo ao registrado no ano anterior, que foi 11,04 milhões de toneladas, ou seja, uma leve redução de 150 mil toneladas (-1,36%). Também apresentaram desempenho positivo os portos do Arco Norte, com a movimentação de 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões de toneladas registradas no ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos (SP) recebeu 8,42 milhões de toneladas, em comparação com 8,88 milhões de toneladas no ano anterior, ou seja, uma diminuição de 5,18% nas importações de insumos.

Exportações

Em 2025, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, com crescimento dos volumes exportados e reconfiguração positiva da logística portuária, destaque para o avanço dos Portos de Paranaguá (PR) e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados do Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas. Ao todo, as exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas no ano passado, uma acréscimo de 6,21% – o que quer dizer 10,7 toneladas a mais que em 2024, ano no qual o resultado foi de 161,6 milhões de toneladas.

As exportações de milho em grãos em dezembro de 2025 alcançaram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram escoados 39,3% da movimentação, contra 46,4% no mesmo período do ano passado, enquanto o Porto de Santos respondeu por 35,8% dos volumes embarcados, frente a 42% no exercício anterior. O Porto de Paranaguá ampliou de forma expressiva sua participação, com 12,3% dos embarques, ante 3,1% no ano passado, e o Porto de São Francisco do Sul respondeu por 7,7%, contra 6% no exercício anterior. Os estados que mais atuaram nas vendas externas foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

As exportações brasileiras de soja em grãos, acumuladas até dezembro de 2025, somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 36,2% das exportações nacionais, acima dos 34,8% do exercício anterior, enquanto o Porto de Santos concentrou 32% dos embarques, contra 28,3% no mesmo período do ano passado. O Porto do Rio Grande respondeu por 8% do montante nacional, ante 10,9%, e o Porto de São Francisco do Sul por 5,7%, frente a 7% no exercício anterior. A origem das cargas ocorreu, prioritariamente, nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

As exportações de farelo de soja, no período de janeiro a dezembro de 2025, atingiram 23,3 milhões de toneladas, levemente acima das 23,1 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. O escoamento pelo Porto de Santos concentrou 43,2% da oferta nacional, contra 44,5% no mesmo intervalo de 2024, seguido por Paranaguá, com 27,8%, ante 27,2% do ano passado, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%, frente a 15,2%. O Porto de Salvador respondeu por 7,4% dos embarques, acima dos 6,6% registrados em igual período de 2024, com Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás aparecendo como os principais estados originadores das exportações.

Mercado de Fretes

O mercado de fretes rodoviários apresentou, em dezembro, um comportamento heterogêneo entre as regiões, entretanto em um quadro predominantemente de estabilidade nas cotações, com ajustes pontuais de alta ou queda conforme a intensidade da demanda local, os níveis de estoque e os custos operacionais. Em diversas regiões, a menor movimentação de grãos, típica do fim de ano, contribuiu para um comportamento mais equilibrado dos preços, enquanto a maior oferta de caminhões atuou como fator de contenção de pressões altistas, mesmo onde houve aumento no volume transportado.

Na Bahia e no Maranhão, a redução dos estoques e o menor fluxo de grãos mantiveram os fretes estáveis, com exceções pontuais de recuo em rotas menos demandadas. No Distrito Federal, houve aumento generalizado entre 1% e 4%, pressionado principalmente pelos custos do diesel e pelo ambiente financeiro restritivo, apesar da menor demanda agrícola. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja, sobretudo para exportação, sustentou o mercado, com leve valorização ou estabilidade das cotações, mesmo diante de maior oferta de caminhões.

Já em Mato Grosso, os fretes seguiram em patamar elevado na comparação anual, sustentados por estoques elevados, safra recorde e expectativa de intensificação da colheita da soja, com perspectiva de alta gradual nos próximos meses. No Paraná e em São Paulo, as variações foram discretas, refletindo o período de fim de ano, enquanto no Piauí predominou forte retração da demanda, com queda média de preços superior a 9%.

Para o início de 2026, a perspectiva é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com expectativa de aquecimento gradual do mercado de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, com possibilidade de elevação das cotações acompanhando o avanço da colheita da soja, o aumento da demanda por transporte e a intensificação do escoamento da produção agrícola.

O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, apresentando análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações brasileiras, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra, além de informações sobre o volume exportado de soja, milho e farelo de soja bem como dados de importação de adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico – Dezembro/2025 já está disponível no site da Companhia.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

Published

on


Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Published

on


Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT