Connect with us
24 de outubro de 2026

Business

Cooxupé discute regras para vínculo entre produtor e trabalhador na cafeicultura

Published

on


Foto: Divulgação

A relação entre trabalhador rural e empregador foi tema de uma capacitação promovida pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), em Minas Gerais, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O encontro reuniu representantes do setor produtivo, do governo e do mercado exportador para tratar de regras e procedimentos ligados à cafeicultura.

A iniciativa, chamada de “Café com conhecimento, fortalecendo o trabalho digno”, teve como foco o diálogo entre as partes e a construção de referências para a aplicação da legislação trabalhista no campo. Segundo os organizadores, a proposta é criar um ambiente de entendimento entre produtores e trabalhadores.

Um dos representantes da Cooxupé afirmou que a relação trabalhista é um dos principais desafios da cafeicultura regional. “Acreditamos que seja um dos maiores gargalos, problemas e desafios para a caficultura da nossa região especial do café”, disse. Ele explicou que é necessário que empregados e empregadores tenham entendimento para que o processo ocorra de forma regular. Para ele, o objetivo é “aproximar o máximo” as partes e dar continuidade ao trabalho iniciado com a presença do ministro do Trabalho em eventos anteriores.

Advertisement

O ministro Luiz Marinho participou do debate e afirmou que é importante o contato direto com produtores e trabalhadores. Segundo ele, sair de Brasília para conversar com as pessoas permite “entender a situação, entender problemas, entender ideias”. O ministro também destacou que experiências de outros países, como as da Europa, têm reflexos nas regras que chegam ao Brasil.

Confira:

Convenção coletiva no Sul de Minas

O encontro ocorreu em meio à construção de uma convenção coletiva específica para a cafeicultura no Sul de Minas Gerais, conduzida pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho. O acordo busca estabelecer regras de convivência e negociação entre trabalhadores rurais e empregadores, com o objetivo de criar parâmetros para a contratação, o alojamento e as condições de trabalho.

A expectativa apresentada é que a convenção entre em vigor na safra de 2026, oferecendo um marco regulatório para reduzir conflitos e coibir práticas irregulares.

Mercado e mão de obra

Ao comentar o tema, o analista Miguel Daoud afirmou que a cafeicultura é uma das atividades que mais dependem de mão de obra no Brasil, principalmente durante a colheita e a secagem do grão. Segundo ele, em regiões de Minas Gerais, parte dos trabalhadores vem do Vale do Jequitinhonha, o que exige estrutura para alojamento e alimentação durante o período da safra.

Daoud lembrou que, em anos recentes, produtores ligados à cooperativa foram autuados pelo Ministério do Trabalho por situações classificadas como trabalho análogo à escravidão. Ele afirmou que isso gera impacto no mercado externo, já que o Brasil é o maior exportador de café e os compradores, especialmente na Europa, exigem garantias sobre as condições de produção. “Os mercados são muito exigentes em relação à produção do café”, disse, citando a atenção de países como a Alemanha, que importam o produto brasileiro.

Advertisement

Segundo o comentarista, a iniciativa da Cooxupé busca responder a esse cenário. Ele explicou que a legislação trabalhista enfrenta dificuldades para se adaptar à realidade do campo e que o setor do café precisa de regras próprias. Para Daoud, a cooperativa passou a destacar o trabalhador da produção de café, estabelecendo condições para garantir um vínculo de trabalho reconhecido e orientado por treinamentos e procedimentos.

O post Cooxupé discute regras para vínculo entre produtor e trabalhador na cafeicultura apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Business

USP descobre como reduzir em 60% os sintomas de fungo no trigo

Published

on

Um estudo conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo (USP) reforça uma nova abordagem para o controle biológico de doenças do trigo. Em experimentos realizados em condições controladas, bactérias benéficas reduziram em aproximadamente 60% a severidade de doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana.

A solução foi baseada no manejo da comunidade de microrganismos associada às raízes. Se a descoberta for viabilizada comercialmente, tem potencial para diminuir a dependência de fungicidas químicos no cultivo de trigo.

A Embrapa destaca que o diferencial da pesquisa está em como esse controle ocorre. Em vez de eliminar diretamente o fungo causador da doença, os microrganismos reorganizam a comunidade microbiana que vive ao redor das raízes, restaurando funções ecológicas do solo que favorecem a resistência natural das plantas.

Coordenado pelo pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, o estudo investigou como três bactérias interferem na interação entre o trigo e o Bipolaris sorokiniana, causador de doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e black point (ponto preto). O patógeno é um dos de maior importância econômica para a cultura, especialmente em regiões de clima quente ou sujeitas à deficiência hídrica.

Controle biológico vai além do combate direto ao fungo

Caroline Nishisaka, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), explica mais: “os inoculantes bacterianos remodelam as comunidades microbianas do solo, restauram funções ecológicas importantes e reforçam os mecanismos naturais de resistência das plantas”.

Advertisement

Todas as tês bactérias estudadas apresentaram características importantes para uso agrícola, como capacidade de estimular o crescimento das plantas, aumentar a disponibilidade de fósforo e atuar contra o Bipolaris sorokiniana.

Para testar o efeito das bactérias, os pesquisadores compararam plantas expostas apenas ao fungo com outras que, além do fungo, receberam as bactérias benéficas. Nesse segundo grupo, a severidade da doença foi menor.

Um dos resultados mais relevantes foi a redução da doença mesmo quando a população do fungo permaneceu estável e, em alguns tratamentos, até aumentou.

Segundo Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), isso demonstra que o sucesso do controle biológico não depende necessariamente da eliminação do patógeno.

“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma.

Advertisement

Pesquisa amplia visão sobre o controle biológico

Além de eliminar o agente causador da doença, a nova abordagem busca fortalecer o equilíbrio da comunidade microbiana que protege naturalmente as plantas.

Entre as bactérias avaliadas, Pseudomonas inefficax apresentou os resultados mais expressivos. Não só reduziu a severidade da doença, como se destacou pela capacidade de aumentar a disponibilidade de fósforo para as plantas e de promover maior desenvolvimento do sistema radicular.

As análises mostraram que essa bactéria reorganizou profundamente a comunidade microbiana da raiz. Embora representasse menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao final dos experimentos, sua introdução foi suficiente para desencadear uma ampla reestruturação do microbioma do solo, o que beneficiou grupos associados à proteção vegetal.

Os pesquisadores observaram ainda que as bactérias exerceram mais influência sobre a organização do microbioma do que a própria presença do fungo patogênico, atuando como verdadeiros reguladores ecológicos da comunidade microbiana.

A infecção pelo fungo reduz a presença de genes associados ao crescimento vegetal e afeta processos importantes para a defesa natural das plantas. Por outro lado, os tratamentos com as bactérias Streptomyces virginiae e Pseudomonas inefficax restauraram essas funções, com aumento de genes associados à resistência a condições de estresse e à produção de substâncias envolvidas na proteção das plantas.

Advertisement

Para Mendes, coordenador do estudo, essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de fungicidas químicos e fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes.

O artigo Bacterial inoculation drives microbiome-mediated resistance to a soil-borne pathogen in wheat é assinado por Caroline Nishisaka (Cena-USP), Hélio Quevedo (bolsista da Embrapa Meio Ambiente), Thierry Pellegrinetti (Cena-USP), Fernanda Godoy (USP), Maike Rossmann (Cena-USP), Lucas Mendes (Cena-USP) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente) e foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Advertisement
Continue Reading

Business

Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

Published

on

Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.

Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.

Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?

É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.

Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.

Advertisement
Continue Reading

Business

Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

Published

on

O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).

De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.

Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.

Advertisement

O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT