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CNA vai escolher melhor azeite, cachaça e doce de leite em concurso; prêmio chega a R$ 15 mil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta semana os editais do Prêmio Brasil Artesanal (PBA) 2026. Nesta edição, o programa terá três concursos voltados a produtores de azeite de oliva, cachaça de alambique e doce de leite.
A iniciativa tem como objetivo estimular a produção e agregar valor aos alimentos artesanais comercializados no mercado nacional. A expectativa da entidade é ampliar a participação de produtores em todo o país.
“Esperamos que a adesão seja expressiva, impulsionada pela trajetória do programa, que já realizou 14 edições de concursos e acumula credibilidade, reconhecimento e resultados concretos no campo”, afirmou a assessora técnica da CNA, Fernanda Silva, em comunicado.
Concurso de doce de leite
O concurso de doce de leite é realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Podem participar produtores com produção anual de até 300 toneladas.
As inscrições seguem abertas até 31 de março, com prazo para envio das amostras até 17 de abril. Cada participante pode inscrever um produto em cada categoria: doce de leite pastoso e doce de leite em barra. A seleção inclui júri técnico, avaliação da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.
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Concurso de cachaça de alambique
O concurso de cachaça de alambique é promovido em parceria com o Sebrae e é destinado a produtores com produção anual de até 20 mil litros. As inscrições também vão até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril.
A avaliação envolve júri técnico, júri popular, análise das histórias dos produtos e premiação. As categorias são cachaça branca e cachaça amarela, com envio de duas garrafas que somem, no mínimo, 1,4 litro da bebida.
Concurso de azeite de oliva
O edital do concurso de azeite de oliva é desenvolvido em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e o Sebrae.
As inscrições seguem abertas até 30 de abril, com prazo para envio das amostras até 15 de maio. Cada produtor pode inscrever um produto por categoria, nas modalidades blend ou monovarietal. A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e premiação.
Premiação e inscrições
Para cada produto, há um edital diferente com as condições para a participação no concursos. Os prêmios variam de R$ 4 mil para o quinto colocado até R$ 15 mil para o primeiro colocado. Os vencedores também recebem um certificado e divulgação nos canais digitais e redes sociais do Sistema CNA/Senar.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site da CNA (clique aqui).
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Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.
Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.
Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?
É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.
Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.
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Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).
De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.
Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.
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Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.
O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.
A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Brasil deve importar até 10 milhões de toneladas de trigo em 2027, diz especialista

A redução da produção brasileira de trigo e a maior dependência das importações estão entre os principais desafios para o abastecimento nacional no fechamento de 2026 e ao longo de 2027. O cenário foi discutido por especialistas no último dia da 33ª edição do Congresso Internacional da Indústria do Trigo, no Rio de Janeiro (RJ).
Promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a programação também debateu a importância da atuação regulatória de forma estratégica no setor.
No que se refere ao cenário externo, o diretor sênior de Originação e Trading de Trigo da Bunge Alimentos, Tito Marquetti Martinho estimou que o Brasil poderá importar entre 9,5 milhões e 10 milhões de toneladas de trigo no próximo ano.
“A combinação de menor volume produzido internamente e pior qualidade do cereal amplia a dependência do mercado externo e deve colocar à prova a capacidade portuária brasileira”, analisou.
Para esse crescente abastecimento interno, a Argentina permanecerá como principal fornecedora e, no cenário global, o conflito na região do Mar Negro continua como um dos principais fatores de incerteza para o mercado
Produção nacional e abastecimento
O especialista em mercado de trigo Elcio Bento alertou para os efeitos da queda da produção brasileira sobre o abastecimento, diante da redução da oferta doméstica e da maior necessidade de importação. A produção nacional está estimada em 5,12 milhões de toneladas, recuo de 37% em relação ao período de referência apresentado, volume suficiente para atender a cerca de 36% do consumo brasileiro, exigindo mais aquisição externa.
“A disponibilidade de trigo de melhor qualidade também preocupa. Em São Paulo, a estimativa é de que apenas 70 mil a 80 mil toneladas da produção correspondam ao Tipo 1. No Paraná, onde cerca de 70% da colheita havia sido realizada no momento da análise, o volume de trigo Tipo 1 foi estimado em 500 mil a 600 mil toneladas”, ponderou.
A redução da oferta altera, de acordo com o especialista, o papel tradicional dos estados do Sul no abastecimento nacional. Nesse cenário, o Paraná passa de um excedente de 100 mil toneladas para um déficit de 1,85 milhão de toneladas. No Rio Grande do Sul, o excedente estimado em 4,07 milhões de toneladas se aproxima do equilíbrio entre oferta e demanda.
Contudo, a logística e a eficiência industrial ganham relevância na operação dos moinhos. “A logística favorecerá os moinhos bem-posicionados e preparados para receber o trigo importado. Já a moagem de trigos nacionais heterogêneos exigirá maior eficiência”, afirmou.
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