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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Cotações do milho seguem recuando em janeiro com safra de verão, vendas de estoques e dificuldade de crédito – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho manteve o cenário de cotações em queda nesta última semana. Entre os fatores de pressão para os preços, estão a colheita da safra de verão os estoques de passagem significativos, com necessidade também de liberação de espaço em armazéns para a chegada da safra de soja e a dificuldade de crédito no país, fazendo com que os produtores tenham de vender para fazer caixa.

Como destaca o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as colheitas de verão começaram, como sazonalmente ocorre, pelo Rio Grande do Sul, refletindo boas produtividades iniciais. Nas demais regiões, um residual estoque em poder do produtor, o qual tinha a visão de que em janeiro os preços poderiam subir, agora vem ao mercado para vendas na pré-colheita da soja. “O crédito caro e difícil, além da baixa condição de se alongar dívidas ou comprar insumos para a safrinha com financiamento ou prazo safra, vai levando os produtores a venderem o estoque da safra velha. Para o produtor, os preços de porto não ajudam e esta pressão interna de venda acaba repercutindo no preço de curto prazo”, aponta Molinari.

Ele salienta que, apesar da ótima exportação de 2025, a qual vai sendo concluída em janeiro 2026, esta pressão de venda de estoques remanescentes limita uma alta no curto prazo, mesmo porque a safra de verão tem bons potenciais. “Mas, isto não garante a tranquilidade do mercado até a safrinha 2026. Portanto, tão logo este movimento mais acentuado de venda diminua e a colheita da soja se inicie, o quadro de preços de mercado interno deverá se alterar novamente”, pondera, colocando que as cotações tendem a ter melhor sustentação com a chegada da soja.

Porém, observa que é preciso entender que o quadro brasileiro de 2026, reflete uma situação de liquidez e crédito mais difícil e implica, sempre, em pressão de venda nos produtos finais. “Nem mesmo as exportações dentro do esperado, mas, em bons volumes, tem conseguido provocar um enxugamento das ofertas neste mês de janeiro. Inicialmente, muitos produtores aguardaram para vender milho em janeiro, sob a expectativa de alta de preços, quando, na verdade, o foco para alguma alta esta na medida que a safra de soja iniciar a colheita e assumir toda a logística interna”, comenta.

Molinari indica que a frustração com a falta deste movimento de alta neste momento acelera a liquidação da safra velha até por necessidade de liquidez. “Depois, a safra do Rio Grande do Sul vai sendo colhida e surpreendendo em produtividades, já sugerindo que as médias podem ser recordes em que pese a estiagem de 20 dias ocorrida no final de novembro e início de dezembro”, destaca.

O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 15 e 22 de janeiro, caiu de R$ 5,367 para R$ 5,2826, acumulando baixa de 1,6% no período.

No balanço desta semana, entre as quintas-feiras 15 e 22 de janeiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, caiu de R$ 64,00 a saca para R$ 63,50, perda de 0,8%. Em Campinas/CIF, o milho ficou estável na base de venda neste intervalo em R$ 68,50. Na região Mogiana paulista, o cereal permaneceu sem mudanças no comparativo semanal, em R$ 66,00 a saca.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação baixou na base de venda na semana de R$ 64,50 para R$ 60,00 a saca, queda de 7%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu de R$ 68,00 para R$ 67,00 a saca (-1,5%).

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 64,50 para R$ 63,50 a saca (-1,5%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda recuou no comparativo semanal de R$ 62,00 para R$ 60,00 (-3,2%).

No Porto de Paranaguá/Paraná, preço recuando na base de venda na semana de R$ 72,00 para R$ 70,00 a saca (-2,8%). No Porto de Santos/São Paulo, cotação caindo de R$ 72,00 para R$ 71,00 (-1,4%).

Fonte: Lessandro Carvalho / Agência Safras News

 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

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Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

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As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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