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Sustentabilidade

Cultivo de sorgo é alternativa para diversificar a produção – MAIS SOJA

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Valorizado pela sua tolerância à estiagem e menor custo de produção em comparação ao milho, o sorgo se mostra uma alternativa na rotação de culturas. Pela sua capacidade de suportar variações climáticas, especialmente na ocorrência de dias prolongados sem chuvas, a cultura se firma como uma oportunidade para o agricultor fazer cultivos de verão. “No aspecto agroeconômico, é uma excelente alternativa para melhorar as condições do solo. Por isso também se destaca como uma cultura importante para ser difundida”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera.

Nesse sentido, Baldissera afirma que, a partir dessa safra, a Instituição passa a fazer o levantamento e apuração das áreas cultivadas nas suas regiões administrativas.

A importância dessa cultura se reflete também no incentivo do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Programa Milho 100%, que alcança sementes de sorgo granífero e forrageiro aos produtores.

O diretor técnico, visitou uma lavoura de sorgo em Boa Vista do Incra, na localidade de Três Capões, onde o cultivo ocorreu com assistência técnica dos extensionistas rurais. Em busca de uma alternativa para enfrentar os efeitos dos eventos climáticos no Estado e garantir renda, o produtor rural Vinicius Knob (Knób) procurou a Emater/RS-Ascar. A visita foi acompanhada pelo prefeito, Gilmar Laurindo Bellini, pelo gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar, Bergson dos Santos e pelos assistente técnico estadual e o extensionista rural da Instituição, respectivamente, Alencar Rugeri e Rodimar Carvalho dos Santos.

A opção foi pelo grão, que é o 5° cereal mais produzido no mundo. “Esse trabalho, feito em parceria com a Emater, é fruto de uma inquietação, uma busca por alternativas, diante de um cenário extremamente agressivo, com seca e enchente, além de dificuldade de comercialização”, afirma Knob, junto à lavoura. Satisfeito com o resultado, ele já pensa no próximo plantio do sorgo.

O resultado desse experimento foi apresentado durante o Dia de Campo, realizado na terça-feira (20/01) na propriedade. Sorgo granífero foi o tema do evento, que abordou aspectos como tecnologia de secagem e armazenagem de grãos, além de propriedades físicas e conservação do solo e da água.

O extensionista rural Gilberto Bertolini afirma que a lavoura teve um custo de produção equivalente a 50 sacas por hectare, enquanto a produtividade chegou a 80 sacas por hectare. Ele afirma, no entanto, que o potencial produtivo pode chegar a cerca de 100 sacas por hectare. “Ali, nessa propriedade, houve uma chuva forte na época da semeadura, deixando menos sementes no solo”, esclarece.

Embora a colheita tenha ficado abaixo do esperado, Bertolini avalia que o resultado é favorável ao sorgo em comparação ao milho, visto que a cultura apresenta um custo de produção de 20% a 30% menor, diferença explicada principalmente pelo valor da semente.

Cultura estratégica

Bertolini afirma que a plantação do sorgo é uma estratégia na rotação de culturas. “É uma gramínea de clima tropical, que apresenta elevado número de raízes capazes de melhorar a estrutura do solo”, analisa. “Além de uma boa produção de palha de cobertura”, acrescenta. Esse grão é utilizado tanto na alimentação humana, em farinhas, como em ração para animais.

Manejo e conservação

O melhor período para o plantio do sorgo é na primavera. “Na nossa região, a partir de agosto, início de setembro já pode ser semeada”, acrescenta Bertolini. O extensionista rural esclarece que é necessário evitar períodos de temperaturas muito baixas.

No combate a plantas daninhas, ele observa que o esse grão tem um pouco de resistência a alguns herbicidas que são recomendados no cultivo do milho. “Uma vantagem do sorgo é ter poucas doenças, em relação ao milho”, analisa.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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