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Agro amplia mercados e consolida imagem de parceiro estratégico no mundo, diz gerente da Apex Brasil

Mesmo após um ano de forte desempenho em 2025, o agronegócio brasileiro segue diante de desafios em um cenário global cada vez mais complexo. Ainda assim, o setor mantém trajetória de crescimento, sustentada por abertura de mercados, diplomacia ativa e capacidade produtiva. A avaliação é de Laudemir Miller, gerente de Agronegócios da Apex Brasil, em entrevista ao Mercado & Cia.
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Segundo Miller, o Brasil encerrou o último ano com recorde de exportações agropecuárias e a abertura de mais de 500 novos mercados internacionais, resultado de um esforço conjunto entre governo e iniciativa privada.
“O desafio no agro é constante. O mundo está mais complexo, mas o Brasil tem mostrado uma postura muito consistente, de parceiro confiável, com escala, qualidade e estabilidade”, afirmou.
Diplomacia fortalece imagem do agro brasileiro
De acordo com o gerente da Apex Brasil, a atuação diplomática tem sido decisiva para ampliar o espaço do agro nacional no comércio global. Ele destaca que as missões internacionais lideradas pelo governo federal, com a participação do setor produtivo, têm reforçado a imagem do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos.
“O Brasil se apresenta como um parceiro amigo de todos, sem contenciosos, com capacidade de aumentar produção, manter qualidade e atender diferentes mercados”, pontuou.
Esse movimento, segundo Miller, gera impactos positivos tanto no mercado externo quanto interno. “Conseguimos aumentar a renda interna, ampliar o consumo de alimentos no país e, ao mesmo tempo, bater recordes de exportação”, completou.
Com os mercados abertos, o foco agora se volta para a promoção comercial, etapa considerada essencial para transformar acordos e autorizações em negócios concretos. É nesse ponto que a Apex Brasil atua diretamente, aproximando empresas brasileiras de compradores internacionais.
Como exemplo, Miller citou a participação do Brasil na Gulfood, uma das maiores feiras globais de alimentos e bebidas, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
“Há dois anos, o Brasil levava cerca de 100 empresas para a feira. Agora, estaremos com quase 200. Isso mostra o interesse do setor privado e o resultado de um trabalho coordenado”, explicou.
A Gulfood é considerada estratégica para o acesso aos mercados do Oriente Médio, Ásia e Norte da África, regiões com demanda crescente por alimentos e produtos agroindustriais.
Alinhamento político amplia oportunidades
Outro ponto destacado por Miller é o alinhamento entre Executivo e Legislativo em pautas estratégicas para o comércio exterior. Ele avaliou como positivo o movimento de lideranças do Parlamento brasileiro em dialogar com congressos de países do Mercosul.
“É um sinal claro de alinhamento. O agro é competitivo, cresce com tecnologia, sustentabilidade e promoção comercial. Agora, é hora de todo mundo trabalhar junto”, afirmou.
Segundo ele, o envolvimento do Parlamento fortalece a agenda de acordos internacionais e ajuda a acelerar processos que podem gerar ganhos econômicos para toda a cadeia produtiva.
Missões internacionais
Miller lembrou ainda que uma das próximas missões do governo brasileiro ao exterior ocorrerá justamente durante o período de carnaval, reforçando a estratégia de aproveitar todas as oportunidades para ampliar negócios.
“Enquanto muita gente estará em recesso, o Brasil estará lá fora buscando novos mercados e fortalecendo relações comerciais”, destacou.
Para o gerente da Apex Brasil, o momento é decisivo para consolidar os avanços recentes. “O trabalho do governo, do setor privado e das agências de promoção precisa seguir integrado. O mundo olha para o Brasil como um fornecedor confiável, e isso abre uma janela importante de oportunidades”, afirmou Miller.
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Eucalipto em Mato Grosso: técnica define sucesso na floresta

O avanço do eucalipto em Mato Grosso abre uma nova frente de produção no campo, especialmente em áreas arenosas e menos competitivas com grãos. Apesar do potencial, especialistas alertam que o sucesso da cultura não acontece por acaso e depende diretamente de planejamento, conhecimento técnico e decisões assertivas desde a implantação.
Em meio à expansão do setor florestal no estado, produtores têm buscado diversificar a produção e aproveitar áreas antes consideradas marginais. Ainda assim, o manejo exige atenção aos detalhes, como escolha do material genético, preparo do solo e condução da floresta ao longo do ciclo produtivo.
A base de tudo, conforme o engenheiro florestal Ranieri Souza, é entender que o eucalipto não foge à lógica das demais culturas agrícolas. “A cultura florestal é como qualquer outra cultura. Ela demanda planejamento e, principalmente, conhecimento técnico ou no mínimo básico”, afirma, ao destacar que fatores como tipo de solo, regime de chuvas e potencial produtivo da área precisam ser analisados antes de qualquer decisão.
Esse diagnóstico inicial se torna ainda mais relevante em Mato Grosso, onde há grande diversidade de ambientes. Segundo ele, o produtor precisa conhecer bem a área para evitar erros que podem comprometer o desenvolvimento da floresta logo nos primeiros anos.

Escolha do clone e adaptação
A definição do clone é outro ponto-chave para o sucesso da produção. Ranieri explica que o estado apresenta diferentes condições climáticas e de solo, o que exige atenção redobrada na escolha do material genético. “Quando a gente fala de Mato Grosso, é uma colcha de retalhos. Tem várias nuances climáticas dentro do estado”, diz em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Na prática, isso significa que nem todo clone vai performar bem em qualquer região. Ele ressalta que já existem materiais mais versáteis, além de opções específicas para determinadas áreas, o que amplia as possibilidades de cultivo. “A gente tem clones que podem ser plantados em todos esses ambientes e clones mais adaptados a cada micro região”, pontua, ao reforçar a importância de evitar escolhas generalistas.
Essa definição impacta diretamente na produtividade e na sanidade da floresta, já que alguns materiais podem ser mais suscetíveis a doenças ou menos adaptados a determinadas condições de solo e clima.
Solo, espaçamento e manejo
Com a expansão do eucalipto sobre solos arenosos, o manejo da fertilidade e da correção química se torna indispensável. Apesar de a cultura apresentar certa tolerância à acidez, o engenheiro destaca que a produtividade está ligada ao bom preparo do solo. “Por mais que o eucalipto seja tolerante a solos ácidos, quando a gente faz uma calagem, eu tenho maior aproveitamento do fertilizante”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.
O espaçamento entre plantas também precisa ser bem ajustado para equilibrar crescimento e sanidade da floresta. Conforme Ranieri, a recomendação gira em torno de mil a 1.100 plantas por hectare, evitando extremos que possam comprometer o desenvolvimento. “Quando eu tenho uma floresta muito adensada, posso ter problemas com doenças. E quando eu tenho um estande mais ajustado, também reduzo o risco no período seco”, afirma.
Além disso, práticas como preparo adequado do solo, uso de pré-emergentes e atenção ao plantio das mudas fazem diferença no estabelecimento inicial, fase considerada crítica para o sucesso do cultivo.
Controle de pragas e implantação
O cuidado com pragas começa antes mesmo do plantio, sendo a formiga apontada como o principal desafio na silvicultura. Ranieri é direto ao tratar do tema: “Formiga é a maior e pior praga da silvicultura no Brasil. Então é indispensável que assim que você entre na área, faça o controle”.
Ele explica que a negligência nesse ponto pode comprometer toda a implantação da floresta, já que o ataque ocorre justamente no estágio inicial das mudas. Por isso, o manejo preventivo e contínuo é considerado essencial dentro do sistema produtivo.
Outras práticas também entram nesse pacote de cuidados, como o controle da matocompetição e o uso correto de insumos, que garantem melhores condições para o crescimento das plantas.
Produtividade em alta
Com o avanço tecnológico e o uso de materiais genéticos mais adaptados, o eucalipto em Mato Grosso tem apresentado ganhos expressivos de produtividade nos últimos anos. A combinação entre clima favorável, com bom volume de chuvas, e manejo adequado tem impulsionado os resultados no campo.
“A gente busca produtividade entre 420 e 520 metros estéreos no ciclo de seis anos”, afirma Ranieri, ao destacar que o estado reúne condições para alcançar esses patamares com consistência.
Ele reforça que, apesar do cenário positivo, atingir esses números exige investimento em tecnologia e acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo. “A gente tem tecnologia e material genético que vão permitir chegar próximo disso”, diz.
Nesse contexto, a assistência técnica aparece como fator determinante para reduzir riscos e garantir eficiência. “É importante buscar conhecimento e pessoas que já têm know-how na região para que você tenha sucesso na cultura”, conclui.
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Embaixador da China e cúpula do agro debatem o futuro do milho em Brasília

O 4º Congresso Abramilho reunirá, no dia 13 de maio, lideranças do governo, do mercado internacional e do setor produtivo para discutir as cadeias de milho e sorgo. O evento, realizado no Unique Palace, em Brasília, terá como destaque a participação do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A presença diplomática em dois painéis distintos ocorre em meio à consolidação do país asiático como destino estratégico para os grãos brasileiros.
Para a organização do encontro, a composição da mesa de debates visa aproximar os produtores dos centros de decisão. “Reunir o embaixador da China, o ministro da Agricultura e lideranças de toda a cadeia produtiva em um mesmo dia mostra a dimensão estratégica do congresso. São pessoas que tomam decisões que afetam diretamente o produtor brasileiro, e esse é exatamente o nível de interlocução que queremos proporcionar”, afirma Glauber Silveira, organizador do evento e diretor executivo da Abramilho.
O primeiro painel, mediado por Cassiano Ribeiro, do Globo Rural, focará nos desafios atuais e propostas para o fortalecimento do setor. Além do embaixador chinês, participam o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; o presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior; e o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, Manuel Ron, presidente da Aliança Internacional do Milho (Maizall); representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); Tânia Zanela, presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) e Paulo Bertolini, presidente da Abramilho.
Segurança alimentar e inovação
Zhu Qingqiao também integra o segundo debate do dia, voltado à segurança alimentar e ao futuro da inovação no campo. Ao seu lado estarão Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, e Mauro Murakami, presidente da CTNBio, além de Daniel Furlan Amaral, economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Glauber Silveira, diretor executivo da Abramilho. A mediação deste bloco será de Luiz Patroni, do Canal Rural.
O encerramento da programação tratará da geopolítica e da proteção do agronegócio frente às incertezas globais. O painel contará com Grace Tanno, do Ministério das Relações Exteriores, e representantes da CNA e da iniciativa privada. A discussão final será mediada pelo jornalista Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.
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Mato Grosso concentra 15% do faturamento agropecuário nacional

Mato Grosso deve faturar R$ 206 bilhões com a produção agropecuária em 2026, consolidando-se como o principal motor do setor no Brasil. O valor representa 15% do Valor Bruto da Produção (VBP) do país, estimado em R$ 1,38 trilhão. Os números, baseados em dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e compilados pelo DataHub (Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT), mostram o estado à frente de Minas Gerais (R$ 167 bilhões) e São Paulo (R$ 157 bilhões).
O desempenho é sustentado por um mix de commodities em que o estado detém a liderança nacional: soja, milho, algodão e bovinos. Sozinha, a soja é responsável por 43% de todo o VBP mato-grossense. O milho aparece na sequência, com 21,67%, seguido pela pecuária de corte, que responde por 17,96% da receita bruta dentro da porteira.
Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), o VBP mede o faturamento bruto real da produção (dentro da porteira), calculando o total produzido (lavoura e pecuária) multiplicado pelos preços médios recebidos pelos produtores. Na prática, é um indicador essencial para entender a saúde financeira do campo, contudo não deve ser confundido com lucro líquido, uma vez que não desconta os custos operacionais, como adubos, combustíveis e mão de obra.
Empregos e movimentação econômica
A circulação dessa receita impactou o mercado de trabalho no início do ano. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o setor agropecuário registrou 9.066 novas vagas formais em Mato Grosso. O saldo de contratações reforça a dependência da economia estadual em relação ao ciclo das commodities e à logística de escoamento.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o volume financeiro se traduz em capilaridade social. “Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”.
Além das três primeiras posições ocupadas por Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, o ranking das cinco maiores economias do campo no Brasil é completado por Paraná, com R$ 150 bilhões, e Goiás, com R$ 117 bilhões.
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