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Sucessão familiar: 30% sobrevivem à segunda geração e apenas 5% à terceira

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Reprodução Soja Brasil

Sucessão familiar é um termo que carrega significado no agro, pois representa a continuidade do trabalho, dos valores e do patrimônio construídos de geração em geração. O Soja Brasil acompanhou de perto essa realidade na história da família Sampaio, em Arapongas, no norte do Paraná.

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O cenário, no entanto, não é simples. Cada vez mais, jovens deixam o campo em busca de outras atividades, atraídos por maior estabilidade financeira e qualidade de vida. Diante disso, surge uma pergunta central: como manter viva a tradição da sucessão familiar no agro?

A propriedade da família Sampaio passou por transformações ao longo dos anos. Antes dedicada ao café e à pecuária, hoje tem na soja sua principal atividade. Nesta safra, são mais de mil hectares cultivados, com expectativa de boa produção. Cada talhão carrega a dedicação de seu Antônio, que percebe, com o passar do tempo, as mudanças na rotina e nos desafios do campo.

Segundo ele, a rentabilidade tem sido um fator decisivo nas escolhas da nova geração. Dois dos filhos são agrônomos, enquanto a filha seguiu a carreira médica. “A rentabilidade é muito baixa e, muitas vezes, você consegue mais resultado em atividades urbanas do que na lavoura”, observa. Esse contexto torna a sucessão familiar um processo complexo, que vai muito além da transferência de terras e conhecimento técnico.

Fazer sucessão exige identificar perfis, incentivar vocações e, sobretudo, criar condições para que os herdeiros queiram permanecer no negócio. João, o filho do meio, é quem demonstra maior vontade de retornar à propriedade, mesmo estando hoje consolidado na carreira de agrônomo, atuando na área comercial. Ainda assim, ele reconhece as dificuldades.

A divisão da propriedade entre diferentes ramos da família gera incertezas sobre o futuro financeiro do negócio. “Pensando no longo prazo, essa fragmentação nos preocupava muito. Por isso, buscamos uma carreira profissional mais independente, menos sujeita a fatores externos”, relata.

Os dados reforçam o desafio. Segundo o consultor norte-americano John Ward, apenas 30% dos empreendimentos familiares sobrevivem à segunda geração e somente 5% chegam à terceira, em diferentes setores da economia. No agro, a sucessão bem-sucedida passa por planejamento, organização e mudança de mentalidade. O herdeiro precisa ter visão estratégica, entender seu papel como dono, participar da gestão e assumir uma função bem definida dentro do negócio.

Especialistas apontam que as novas gerações começam a perceber que o agronegócio mudou e que hoje oferece oportunidades reais de carreira e qualidade de vida. Para isso, é fundamental mostrar desde cedo o valor do patrimônio, como ele gera riqueza para a família e qual é a visão de longo prazo do negócio. Esse entendimento só se consolida em ambientes com diálogo, e não em contextos de conflito permanente.

A rotina no campo segue exigente: sol, chuva, fins de semana e feriados, sem férias. Sem renda atrativa, o desinteresse tende a aumentar. Ainda assim, o vínculo com a terra permanece. Mesmo à distância, os filhos colaboram em decisões estratégicas e mantêm vivo o desejo de um dia retornar à propriedade e viver o dia a dia da fazenda.

Enquanto isso, o ciclo da produção segue. Em algumas regiões, a soja está em fase final de desenvolvimento e, em outras, a colheita se aproxima ou já começou. Assim como a lavoura, a sucessão familiar também exige tempo, cuidado e planejamento para florescer e garantir a continuidade do legado no campo.

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Boi gordo sobe com oferta restrita e indústrias elevam preços no país

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Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da média nacional nesta quinta-feira, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e sete dias úteis, o que tem levado as indústrias a aumentarem os preços pagos pela arroba em diversas regiões do país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de curto prazo ainda exige atenção. Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, seguem no radar, assim como a evolução da demanda chinesa, principal destino da carne bovina brasileira, o que pode influenciar o fluxo de exportações ao longo do ano.

Preços no Brasil

  • São Paulo (SP): R$ 351,08 por arroba
  • Goiás (GO): R$ 338,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 340,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 338,41 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 343,38 por arroba

Atacado

No mercado atacadista, os preços apresentaram comportamento misto. A segunda quinzena do mês costuma ter consumo mais fraco, o que reduz o ritmo de reposição. Além disso, a carne bovina enfrenta maior concorrência de proteínas mais baratas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,60 por quilo, com alta de R$ 0,10. O quarto traseiro permaneceu em R$ 27,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha recuou para R$ 18,90 por quilo, com queda de R$ 0,10.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo da sessão.

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Soja tem dia travado no Brasil com volatilidade externa e poucos negócios

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira (19) de poucos negócios, com movimentações pontuais nos portos, mas sem volumes relevantes. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por volatilidade tanto no câmbio quanto na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios apresentaram pouca variação.

De modo geral, houve pequenos ajustes nas cotações, ao redor de R$ 1 por saca na maior parte das praças, mas sem uma direção definida. O mercado segue com baixa liquidez, já que produtores e tradings permanecem afastados das negociações. O cenário ao longo da semana foi de pouca movimentação, refletindo a cautela dos agentes diante das incertezas externas.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 107,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela expectativa de maior demanda por matéria-prima para biodiesel, impulsionada pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Ataques a instalações de energia aumentaram as preocupações com o fornecimento global, elevando o preço do petróleo Brent acima de US$ 119 por barril.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 298,2 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março para a temporada 2025/26, abaixo das expectativas do mercado. A China liderou as compras, com 79,9 mil toneladas. Para 2026/27, foram registradas mais 6,6 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato maio subiu 0,58%, fechando a US$ 11,68 1/2 por bushel, enquanto o julho avançou 0,57%, a US$ 11,83 1/4. Entre os subprodutos, o farelo teve forte alta de 3,35%, enquanto o óleo recuou levemente.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo do dia.

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Soja avança na colheita no RS, mas quebra de 9,7% reduz potencial produtivo

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A colheita da soja no Rio Grande do Sul começa a ganhar ritmo e já alcança 5% da área cultivada, segundo relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (19). A cultura se aproxima do final do ciclo, com predominância das fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (37%).

Apesar do avanço nas lavouras, as condições climáticas seguem impactando o desempenho da safra. A irregularidade das chuvas, combinada com temperaturas elevadas, tem provocado grande variabilidade entre áreas, inclusive dentro de uma mesma região.

De acordo com a Emater, as lavouras semeadas no início da janela já estão em fase de maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas plantadas mais tardiamente ainda dependem de melhores condições hídricas para garantir o enchimento adequado dos grãos e a definição da produtividade.

O estresse térmico e hídrico ao longo do período reprodutivo também acelerou o ciclo das plantas, com antecipação da senescência foliar, o que resultou em perda de potencial produtivo em parte das áreas. A heterogeneidade entre lavouras permanece elevada, refletindo diferenças de manejo, regime de chuvas e época de plantio.

No campo fitossanitário, sojicultores intensificam o controle de doenças e pragas, com destaque para a ferrugem-asiática, especialmente nas áreas ainda em fase de enchimento de grãos.

A estimativa atual aponta produtividade média de 2.871 quilos por hectare, uma queda de 9,7% em relação à projeção inicial da safra. A área cultivada no estado está estimada em 6,62 milhões de hectares.

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