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Para 43% dos brasileiros, país é líder global na produção de alimentos

O Brasil é um dos grandes protagonistas na produção global de alimentos. Essa é a visão de 84% da população, conforme pesquisa da Ajinomoto do Brasil e da Nexus.
Para essa parcela, o país tem muita influência na produção, sendo que 43% o apontam na liderança global, enquanto 41% reforçam a importância em contexto nacional. Outros 9% veem algum destaque, 3% rejeitam qualquer influência e outros 4% não souberam ou não responderam.
Entre a região do país, o grau de escolaridade e a faixa etária das pessoas que mais enxergam o protagonismo brasileiro no debate produtivo mundial estão as de ensino superior (91%), do Sul (91%) e entre 45 e 60 anos (88%).
Por sua vez, a pesquisa mostra que a população que enxerga pouca importância ou nenhuma relevância do país são os maiores de 60 anos (19%), com ensino fundamental (19%) e moradores do Nordeste (17%).
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“É inspirador ver que tantos brasileiros reconhecem o papel ativo do país na produção global de alimentos. Esse número reforça a importância do setor e a responsabilidade que temos de liderar o debate sobre sistemas alimentares sustentáveis. Os dados indicam um público engajado e ciente do papel do Brasil no cenário mundial”, comenta a diretora de Marketing, Trade e Inteligência de Dados na Ajinomoto do Brasil, Adriana Moucherek.
Abastecimento interno como prioridade
A pesquisa mostrou que a maioria dos brasileiros deseja que o abastecimento interno deva ser prioridade total ou maior que a exportação de alimentos para outros países. Essa é a visão de 62% dos entrevistados.
Por sua vez, 26% defendem que haja um equilíbrio nesta produção (interna e exportações), enquanto 8% têm a expectativa de uma prioridade total ou maior para os embarques das commodities agropecuárias.
O foco no abastecimento interno de alimentos é demanda de pessoas do Sul e do Sudeste (66% cada), de brasileiros que recebem de dois a cinco salários mínimos (64%) e possuem ensino superior (64%).
Já aqueles que priorizam as exportações são do Norte e Centro-Oeste (12%), com ensino fundamental (11%), têm entre 45 e 60 anos (10%) e recebem até dois salários mínimos (10%).
Sistemas alimentares sustentáveis
A pesquisa da Ajinomoto do Brasil e da Nexus também identificou que para 84% dos brasileiros, o governo precisa criar políticas que incentivem a produção de alimentos mais sustentáveis e saudáveis.
Além disso, 83% dos entrevistados gostariam de ver mais alimentos produzidos de forma sustentável nas prateleiras dos mercados, e 80% avaliam que a forma de produção e consumo precisa mudar para proteger o meio ambiente.
Ao todo, 2.012 pessoas com idade a partir de 18 anos, nas 27 unidades da federação, foram entrevistadas entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, chegou a 66% até 31 de julho. O índice representa um leve atraso em relação ao mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já alcançavam 70%.
Segundo boletim da cooperativa, 46% do volume colhido já passou pelo beneficiamento, com rendimento médio de 500 litros por saca beneficiada de 60 quilos.
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O avanço da colheita perdeu força na última semana por causa das chuvas registradas entre os dias 24 e 25 de julho. Em algumas áreas, os volumes ficaram acima do previsto e interromperam temporariamente parte das operações no campo.
De acordo com os técnicos da Expocacer, a umidade do solo dificultou principalmente a colheita mecanizada, o recolhimento do café de chão e o transporte da produção. Em diversas propriedades, foi necessário suspender o uso de máquinas até que as condições voltassem a ser favoráveis.
Além disso, as rajadas de vento durante as chuvas aumentaram a queda de frutos secos que ainda estavam nas plantas, elevando o volume de café depositado no solo.
Qualidade exige atenção
A cooperativa também aponta aumento no percentual de catação, que segue acima de 15% de forma geral. As cargas continuam apresentando maior presença de grãos verdes e de café de chão, fatores que podem comprometer a qualidade física dos lotes e da bebida.
Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados nas etapas de beneficiamento e classificação do café.
Clima deve favorecer retomada
Após a passagem da instabilidade, o tempo voltou a ficar firme no Cerrado Mineiro. As temperaturas mais elevadas ajudaram na secagem dos frutos e na recuperação das condições de tráfego nas lavouras, permitindo a retomada gradual da colheita.
Para os próximos dias, a previsão é de continuidade do tempo seco, sem chuvas significativas até 5 de agosto. Esse cenário deve favorecer o avanço dos trabalhos em toda a região.
Os modelos meteorológicos, no entanto, indicam queda gradual das temperaturas ao longo da semana, com mínimas próximas de 8°C. A orientação da Expocacer é que os produtores acompanhem as atualizações da previsão do tempo para planejar as atividades no campo.
A cooperativa reúne mais de 800 cafeicultores e projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação em 2026.
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Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso

A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 28,67% da área cultivada na temporada 2025/26, um progresso de 15,56 pontos percentuais na variação semanal. Apesar do registro, ao se comparar com a média de 31,18% das últimas cinco temporadas os trabalhos apresentam atraso.
O levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre os trabalhos nas lavouras de algodão revela ainda que em relação ao ciclo 2024/25 a colheita está 10,40 pontos percentuais à frente.
Entre as regiões produtoras, o Nordeste mato-grossense já colheu 66,66% da área destinada para a fibra, enquanto o Médio-Norte 32,64% e o Sudeste 31,26%;
Já na região Oeste as máquinas passaram por 23,70% da área semeada e na Noroeste em 23,10%. No Centro-Sul do estado 18,79% do algodão foi colhido.
Até junho Mato Grosso, segundo o Instituto, contava com 73,01% da produção de pluma prevista negociada e 38,01% do caroço de algodão.
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Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.
A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.
Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.
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Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.
No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.
Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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