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Operação Bumerangue prende grupo por furto de R$ 300 mil em defensivos

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (12), a Operação Bumerangue para prender um grupo criminoso responsável pelo furto de mais de R$ 300 mil em defensivos agrícolas. O crime investigado ocorreu em outubro de 2025, em uma propriedade rural de Primavera do Leste, onde os suspeitos demonstraram conhecimento técnico ao selecionar apenas os produtos com maior valor de mercado.
As ordens judiciais foram cumpridas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste. Ao todo, os agentes executaram três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra o líder do grupo e dois comparsas.
As investigações apontam que o grupo agia de forma estratégica. Além da carga de defensivos avaliada em mais de R$ 300 mil, foram subtraídos óleo diesel e uma carreta para carga de gás e outros utensílios. De acordo com a Polícia Civil, chamou a atenção da perícia e dos investigadores o fato de os criminosos ignorarem itens comuns para focar em insumos caros, o que confirmou o perfil de especialistas da quadrilha.
Identificação dos veículos
A Polícia Civil pontua ter conseguido rastrear o grupo a partir da identificação de um micro-ônibus e uma caminhonete Chevrolet S-10 utilizados no dia do crime. Durante as diligências, os agentes localizaram a caminhonete estacionada na residência do líder da do grupo.
Com o cruzamento de dados, o delegado da GCCO, Antenor Junior Pimentel Marcondes, reuniu as provas necessárias para solicitar as prisões à 2ª Vara Criminal de Primavera do Leste.
Reincidência no crime
O nome da operação, Bumerangue, faz referência direta ao comportamento dos investigados. Conforme a Polícia Civil, o líder do grupo possui diversas passagens criminais e retornava imediatamente à prática de furtos logo após deixar o sistema prisional. A investigação reforça que a quadrilha operava em um ciclo contínuo de crimes contra o setor produtivo mato-grossense.
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Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, chegou a 66% até 31 de julho. O índice representa um leve atraso em relação ao mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já alcançavam 70%.
Segundo boletim da cooperativa, 46% do volume colhido já passou pelo beneficiamento, com rendimento médio de 500 litros por saca beneficiada de 60 quilos.
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O avanço da colheita perdeu força na última semana por causa das chuvas registradas entre os dias 24 e 25 de julho. Em algumas áreas, os volumes ficaram acima do previsto e interromperam temporariamente parte das operações no campo.
De acordo com os técnicos da Expocacer, a umidade do solo dificultou principalmente a colheita mecanizada, o recolhimento do café de chão e o transporte da produção. Em diversas propriedades, foi necessário suspender o uso de máquinas até que as condições voltassem a ser favoráveis.
Além disso, as rajadas de vento durante as chuvas aumentaram a queda de frutos secos que ainda estavam nas plantas, elevando o volume de café depositado no solo.
Qualidade exige atenção
A cooperativa também aponta aumento no percentual de catação, que segue acima de 15% de forma geral. As cargas continuam apresentando maior presença de grãos verdes e de café de chão, fatores que podem comprometer a qualidade física dos lotes e da bebida.
Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados nas etapas de beneficiamento e classificação do café.
Clima deve favorecer retomada
Após a passagem da instabilidade, o tempo voltou a ficar firme no Cerrado Mineiro. As temperaturas mais elevadas ajudaram na secagem dos frutos e na recuperação das condições de tráfego nas lavouras, permitindo a retomada gradual da colheita.
Para os próximos dias, a previsão é de continuidade do tempo seco, sem chuvas significativas até 5 de agosto. Esse cenário deve favorecer o avanço dos trabalhos em toda a região.
Os modelos meteorológicos, no entanto, indicam queda gradual das temperaturas ao longo da semana, com mínimas próximas de 8°C. A orientação da Expocacer é que os produtores acompanhem as atualizações da previsão do tempo para planejar as atividades no campo.
A cooperativa reúne mais de 800 cafeicultores e projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação em 2026.
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Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso

A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 28,67% da área cultivada na temporada 2025/26, um progresso de 15,56 pontos percentuais na variação semanal. Apesar do registro, ao se comparar com a média de 31,18% das últimas cinco temporadas os trabalhos apresentam atraso.
O levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre os trabalhos nas lavouras de algodão revela ainda que em relação ao ciclo 2024/25 a colheita está 10,40 pontos percentuais à frente.
Entre as regiões produtoras, o Nordeste mato-grossense já colheu 66,66% da área destinada para a fibra, enquanto o Médio-Norte 32,64% e o Sudeste 31,26%;
Já na região Oeste as máquinas passaram por 23,70% da área semeada e na Noroeste em 23,10%. No Centro-Sul do estado 18,79% do algodão foi colhido.
Até junho Mato Grosso, segundo o Instituto, contava com 73,01% da produção de pluma prevista negociada e 38,01% do caroço de algodão.
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Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.
A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.
Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.
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Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.
No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.
Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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