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Agro de São Paulo fecha 2025 com superávit de US$ 23 bilhões

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Foto: Agência São Paulo

O agronegócio de São Paulo encerrou 2025 com superávit de US$ 23,09 bilhões na balança comercial, mesmo sob os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos no segundo semestre. As exportações do setor somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 5,73 bilhões, segundo levantamento da APTA, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

O agro respondeu por 40,5% de tudo o que São Paulo exportou em 2025, consolidando-se como o principal motor do comércio exterior paulista. Já as importações do setor representaram apenas 6,6% do total estadual.

De acordo com o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, o desempenho foi histórico.
“As exportações de 2025 registraram o segundo maior valor da série histórica. Isso gera emprego, renda e fortalece a economia do estado”, afirmou.

Açúcar, carnes e suco de laranja lideram exportações

O complexo sucroalcooleiro foi o principal destaque do agro paulista em 2025. O segmento movimentou US$ 8,95 bilhões, o equivalente a 31% de toda a pauta, com 93% em açúcar e 7% em etanol.

Na sequência aparecem:

  • Carnes: US$ 4,43 bilhões (15,4%), sendo 85% carne bovina
  • Sucos: US$ 2,98 bilhões (10,4%), com 97,9% de suco de laranja
  • Produtos florestais: US$ 2,97 bilhões (10,3%), liderados por celulose e papel
  • Complexo soja: US$ 2,32 bilhões (8%), puxado pela soja em grão

Esses cinco grupos responderam por 75,1% de todas as exportações do agro paulista.

O café veio na sequência, com US$ 1,82 bilhão (6,3%), majoritariamente café verde e solúvel.

Café e carnes puxam crescimento

Na comparação com 2024, as exportações de café cresceram 42,1%, enquanto as carnes avançaram 24,2% e o complexo soja subiu 2%.

Já os embarques do complexo sucroalcooleiro recuaram 28,4%, os produtos florestais caíram 5,2% e os sucos tiveram leve queda de 0,7%, reflexo de variações de preços e volumes.

China lidera compras; EUA sentem tarifaço

A China foi o principal destino do agro paulista em 2025, com 23,9% de participação, seguida por União Europeia (14,4%) e Estados Unidos (12,1%).

O tarifaço dos EUA, iniciado em agosto, derrubou as vendas no segundo semestre. As quedas chegaram a:

  • 14,6% em agosto
  • 32,7% em setembro
  • 32,8% em outubro
  • 54,9% em novembro

Parte da perda foi compensada por mais vendas para China, México, Canadá, Argentina e União Europeia.

Em 20 de novembro, os EUA retiraram tarifas de produtos como café, frutas, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina. Para o pesquisador do IEA-APTA, José Alberto Ângelo, o cenário volta a ser favorável. “As exportações para os Estados Unidos vêm crescendo nos últimos três anos. A expectativa é de retomada do fluxo comercial”, afirmou.

São Paulo é o segundo maior exportador do agro no Brasil

No ranking nacional, o agro paulista respondeu por 17% das exportações do setor em 2025, ficando em segundo lugar no país, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%). O resultado reforça o peso de São Paulo como um dos principais polos do agronegócio brasileiro no comércio global.

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Boi gordo avança com oferta restrita e escalas curtas no Brasil

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Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados

O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diversas praças do país ao longo da semana. O movimento foi sustentado, principalmente, pela restrição na oferta de animais terminados, que segue como o principal fator de sustentação dos preços em março.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para alongar suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria.

Apesar da firmeza nos preços, o mercado segue volátil. Entre os fatores de pressão estão o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 bastante instável.

Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram movimentos mistos na semana:

  • São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% frente aos R$ 345,00 da semana anterior
  • Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00
  • Uberaba (MG): R$ 345,00, estável
  • Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00
  • Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável
  • Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, sinalizando limitações para novos avanços. De acordo com Iglesias, esse comportamento reflete a maior competitividade de proteínas concorrentes.

O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.

Exportações

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.

Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.

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Banana ambrosia chega ao mercado após 20 anos de estudos trazendo alta resistência

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Foto: Incaper

A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.

A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova
variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.

Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro
diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.

Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.

Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma
banana tipo nanica para o Espírito Santo
. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.

Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.

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São Paulo abre inscrições para programa de apoio a produtores; saiba mais

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Foto: Divulgação/ADE SAMPA.

Estão abertas as inscrições para o Programa Semeando Negócios, iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada a produtores rurais da zona sul da capital. A ação contempla propriedades localizadas em Parelheiros, Marsilac, Grajaú e na Terra Indígena Tenondé Porã.

O programa oferece assessoria técnica e aporte financeiro de até R$ 30 mil para projetos ligados ao turismo rural e ao beneficiamento de produtos.

Foco em geração de renda

A região atendida reúne mais de 600 propriedades rurais e integra o Polo de Ecoturismo de São Paulo. As atividades incluem produção de alimentos e experiências como visitação, degustação e práticas ligadas ao meio rural.

Segundo a organização, o objetivo é apoiar a estruturação de negócios e ampliar a renda das propriedades.

“Este programa de aceleração ajuda a enfrentar um dos principais desafios da agricultura em grandes cidades: tornar a atividade economicamente viável e garantir que as famílias continuem no campo”, afirma Carlos Alberto Santos, diretor de desenvolvimento local da ADE SAMPA, em comunicado.

Resultados da primeira edição

Na primeira edição, o programa apoiou 29 projetos. Entre eles, o Recanto Magini utilizou os recursos para aquisição de equipamentos. O Sítio do Léo ampliou a produção de doce de leite de cabra. Já o Meliponário Mondury investiu em consultoria e expansão da produção de mel.

Inscrições abertas

O programa é destinado a produtores familiares, cooperativas e associações. As inscrições para a edição de 2026 podem ser feitas até 25 de março pelo site oficial do projeto (clique aqui).

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail semeandonegocios@adesampa.com.br ou pelo whatsapp: (11) 93484-5363.

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