Connect with us

Agro Mato Grosso

Secretaria de Meio Ambiente proíbe entrada de novos elefantes em santuário de MT

Published

on

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) suspendeu, de forma cautelar, a autorização para que o Santuário de Elefantes Brasil receba novos animais em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.

A decisão foi tomada no dia 23 de dezembro, mas só foi divulgada pela pasta nesta terça-feira (6), e ocorre após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informar que investiga as mortes das duas elefantas africanas Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, no local.

Em nota, o Santuário de Elefantes Brasil afirmou que a medida tem caráter preventivo e não afeta as atividades já em andamento. Segundo a instituição, a suspensão vale apenas para o recebimento de novos animais, enquanto a Sema analisa informações complementares solicitadas.

“É importante esclarecer que o Santuário possui licença ambiental e autorização de funcionamento plenamente vigentes, conforme reconhecido pela própria Sema. Todas as demais atividades essenciais seguem normalmente, incluindo o cuidado, manejo, alimentação, acompanhamento veterinário e bem-estar dos elefantes atualmente sob nossa responsabilidade”, diz trecho do comunicado.

O Santuário afirmou ainda que espera a revisão da decisão após a conclusão da análise técnica do órgão ambiental e disse acreditar que a medida será revogada assim que a apuração for finalizada.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, o Santuário possui licença ambiental e autorização de funcionamento válidas. No entanto, o órgão ambiental informou que a suspensão seguirá em vigor até a conclusão da análise sobre o cumprimento dos protocolos de biossegurança e dos padrões éticos de manejo adotados pela instituição.

Com essa decisão, a Associação Santuário de Elefantes Brasil tem prazo de 60 dias para apresentar os documentos e esclarecimentos solicitados pela secretaria estadual. Durante esse período, seguem autorizadas as atividades de cuidado, alimentação, manejo e acompanhamento veterinário dos elefantes que já vivem no local.

O Santuário destacou ainda que atua há mais de dez anos sob fiscalização dos órgãos ambientais e afirmou que nunca sofreu sanções ou apontamentos relevantes. A instituição também informou que mantém diálogo com a Sema e que parte da documentação solicitada já havia sido apresentada em fiscalizações anteriores.

Entenda a investigação

 

Da esquerda para direita: Kenya e Pupy — Foto: Reprodução

Da esquerda para direita: Kenya e Pupy — Foto: Reprodução

Há uma semana, o Ibama passou a investigar as mortes das elefantas africanas Pupy e Kenya no Santuário de Elefantes Brasil. A investigação começou após a divulgação de informações sobre os óbitos recentes de animais no local.

Pupy morreu há dois meses após colapsar repentinamente e Kenya morreu há duas semana, quatro dias depois de ser diagnosticada com problemas respiratórios e dores nas articulações.

Segundo o Ibama, o órgão atua de forma supletiva nesses casos, monitorando o funcionamento do espaço e as condições dos animais, além de ser responsável pela emissão de licenças de importação. O Instituto informou ainda que já realizou fiscalização no local e identificou estruturas consideradas adequadas, além da presença de profissionais habilitados, como biólogos e veterinários.

O órgão disse que solicitou formalmente os laudos de necropsia dos animais, que estão sendo realizados por uma equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A previsão é que os exames sejam concluídos em até 30 dias. Até lá, o Ibama afirmou que seguirá acompanhando o caso.

As mortes

 

Elefanta Pupy  — Foto: SEB

Elefanta Pupy — Foto: SEB

A elefanta africana Pupy morreu na noite de 10 de outubro, poucos meses após ser transferida de um ecoparque em Buenos Aires, na Argentina, onde vivia havia décadas. Segundo o santuário, Pupy colapsou repentinamente e morreu minutos depois, mesmo após receber atendimento veterinário imediato.

Nos dias que antecederam a morte, ela apresentava desconforto gastrointestinal, fraqueza e alterações no comportamento. Na tarde do mesmo dia, chegou a expelir pedras durante a evacuação e, pouco antes de morrer, caiu enquanto recebia água de um cuidador.

Elefanta Kenya — Foto: Governo de Mendoza/Reprodução

Elefanta Kenya — Foto: Governo de Mendoza/Reprodução

Já Kenya, elefanta africana de 44 anos, morreu no último dia 16 no Santuário de Elefantes Brasil . O animal havia sido diagnosticado quatro dias antes com problemas respiratórios e dores nas articulações.

Kenya chegou ao local em julho, percorrendo mais de 2 mil km para chegar ao novo lar, onde recebeu cuidados especializados.

Em nota, o Santuário lamentou a morte e afirmou que, nos últimos dias, Kenya não conseguia mais se deitar para dormir. Na noite anterior à morte, o animal conseguiu se deitar, mas não resistiu. A instituição destacou ainda o esforço para garantir conforto e cuidado durante o tempo do animal no local.

O santuário

 

Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT)  — Foto: Reprodução

Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: Reprodução

O SEB é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.

O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.

🐘 Conhecendo o Santuário

Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.

No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.

Quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Propriedades do Soja Legal mostram que é possível conciliar campo e natureza em Mato Grosso

Published

on

Programa auxilia produtores a identificar pontos fortes e adequações em suas propriedades

Mato Grosso é reconhecido nacionalmente como um dos maiores produtores de alimentos do país. Ao mesmo tempo, o estado mantém grande parte de seu território preservado. Esse equilíbrio entre produção e conservação ambiental é resultado do compromisso de produtores rurais, adotando práticas sustentáveis em suas propriedades, como os participantes do programa Soja Legal, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

De acordo com o vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Sustentabilidade, Luiz Pedro Bier, o Brasil se destaca mundialmente por conseguir produzir em larga escala sem abrir mão da preservação ambiental.

“O Brasil, diferente de todos os outros grandes produtores agrícolas do mundo, consegue preservar o meio ambiente e produzir uma grande quantidade de alimentos com alta eficiência. E o melhor exemplo disso é o Mato Grosso, onde nós temos a agricultura mais profissional do Brasil. Em torno de 25% de toda a floresta nativa do território brasileiro pertence a produtores rurais”, destaca.

Segundo Bier, o cumprimento do Código Florestal é apenas o ponto de partida. No dia a dia, os produtores adotam atitudes que ampliam esse compromisso com a sustentabilidade.

“Hoje, mais do que nunca, o produtor faz diversas atitudes que são sustentáveis e trazem eficiência ecológica e agronômica. Uma delas é o uso de bioinsumos. O Brasil é disparado o maior consumidor de biológicos, tanto para fungicidas quanto para inseticidas no campo. São atitudes que fazem bem ao meio ambiente e não prejudicam a produtividade”, afirma.

Ele também ressalta investimentos em biodigestores e o aumento da produtividade em áreas menores como práticas que reduzem a necessidade de novas conversões de áreas. “Produzir mais em menor área também é sustentabilidade. Quanto mais se produz em uma área, menor é a pressão sob a vegetação nativa para alimentar a população mundial”, completa.

Na prática, os resultados desse compromisso podem ser vistos em propriedades como a Fazenda Estrela, em Querência. O produtor rural Osmar Inácio Frizzo conta que todas as ações adotadas seguem os princípios do programa Soja Legal.

“Todas as práticas que a gente faz é pensando justamente na sustentabilidade e preservação ambiental. Desde a devolução correta das embalagens, adequação no local certo para não poluir, contenção de óleo na lavagem de máquinas, tudo isso contribui para a preservação”, explica.

Além da preservação, Osmar ressalta que a organização e o planejamento impactam diretamente na produtividade. “Tudo que você fizer melhor é pensando na produção. Criar procedimentos, organizar e planejar contribui para produzir melhor. São técnicas simples, mas que dão resultado depois de anos utilizando”, avalia.

Outro exemplo vem do Vale do Guaporé, na Fazenda Rio Sabão, do produtor Paulo Adriano Gai Cervo. Ele destaca que sua propriedade está localizada no bioma amazônico, onde a legislação exige a preservação de 80% da área.

“Nós temos orgulho de dizer que na nossa propriedade nem os 20% estão abertos. Temos mais de 80% preservados como área de reserva legal e APP. Respeitamos a lei e fazemos isso com responsabilidade”, afirma.

Além disso, Paulo Adriano explica que a fazenda não utiliza fogo em nenhuma atividade agrícola e mantém aceiros conservados para prevenir incêndios. A propriedade conta com equipe treinada e equipamentos adequados para combate a focos de fogo.

A fazenda também preserva mananciais importantes, como os córregos Pacovinha e Sabão, além de um trecho de 17km do Rio Guaporé. “Temos projetos de recuperação das margens desses córregos para aumentar ainda mais as áreas de preservação permanente”, acrescenta.

No campo da produção sustentável, Paulo Adriano destaca o investimento em treinamento da equipe, uso correto de EPIs, destinação adequada de embalagens, segregação de resíduos e manejo consciente do solo. “Fazemos 100% de plantio direto sobre palhada, integração lavoura-pecuária, agricultura de precisão, taxa variável de insumos, tudo para usar apenas o que é necessário”, explica.

Entre os projetos futuros estão a implantação de uma biofábrica, biodigestores para geração de gás e produção de fertilizante orgânico. “Nosso objetivo é reduzir a dependência externa e produzir parte do fertilizante que usamos. Tudo isso melhora a produtividade, o resultado financeiro e a qualidade de vida das famílias que vivem aqui”, afirma.

As ações desenvolvidas nas propriedades participantes do Soja Legal mostram que é possível produzir com responsabilidade, respeitando o meio ambiente e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso. Um exemplo de que o campo pode, sim, ser aliado da preservação.

Luiz Pedro Bier enfatiza ainda o papel da Aprosoja MT no apoio aos produtores com incentivo a uma produção cada vez mais sustentável. “A Aprosoja atua em várias frentes. Uma delas é a legislativa, apoiando leis que trazem segurança jurídica ao produtor. Também temos a Central de Informações do Cadastro Ambiental Rural, que auxilia na regularização ambiental. E a estrela da companhia é o Soja Legal, onde capacitamos o produtor na legislação trabalhista, segurança do trabalho e fazemos análises ambientais para identificar pontos de melhoria. A sustentabilidade é um tripé: social, econômico e ambiental”, finaliza.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Pesquisas voltadas à realidade do Vale do Guaporé serão tema do 1º Giro de Pesquisa da região

Published

on

Realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e pelo Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé será realizado no dia 11 de fevereiro, em Pontes e Lacerda. O evento é gratuito e tem como objetivo promover a aproximação dos produtores rurais com as pesquisas científicas desenvolvidas na região, fortalecendo a troca de informações e o acesso ao conhecimento técnico no campo.

O vice-presidente Oeste, Gilson Antunes de Melo, destaca que as pesquisas desenvolvidas no Vale do Guaporé são de extrema relevância, uma vez que a região possui especificidades de solo e altitude diferentes de outras áreas do estado. Segundo ele, a realização de pesquisas direcionadas à realidade local contribui significativamente para a tomada de decisão do produtor rural.

“A adaptação de variedades e cultivares, do número de plantas, do uso de fungicidas e das práticas de manejo específicas para a região contribui significativamente para que o produtor tenha informações concretas em mãos e se torne mais assertivo nas decisões adotadas em sua propriedade”, destaca ele.

Ao comentar o papel da Aprosoja MT na disseminação de informações técnicas aos produtores, Gilson destaca a importância da transmissão de dados confiáveis.

Segundo ele, as entidades têm experiência técnica consolidada em pesquisa, com diversos centros tecnológicos e uma equipe de pesquisadores altamente qualificada. “Trata-se de uma pesquisa com alto nível de assertividade, que transmite mais confiança ao produtor para aplicação no dia a dia da propriedade”, finaliza ele.

O Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé terá sua estreia às 07h30, com credenciamento a partir das 07h, no VSL Centro de Pesquisa Agronômica, localizado na Rodovia 174B, Gleba Scatolin 195, Zona Rural de Pontes e Lacerda.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Soja em Lucas do Rio Verde: Preço cai abaixo de R$ 100 com avanço da colheita em MT

Published

on

O mercado da soja em Mato Grosso vive um momento de forte movimentação nas lavouras, mas de pressão negativa nos preços. Com o estado liderando o ritmo de colheita no país — atingindo entre 19,7% e 25% da área total trilhada — a maior oferta do grão tem impactado as cotações nas principais praças produtoras.

Em Lucas do Rio Verde, o preço da saca de soja sofreu uma retração de 3,86%, sendo reportado nesta segunda-feira (2) a R$ 99,70. O valor coloca o município em um patamar de preços similar ao de vizinhos como Sorriso (R$ 99,11) e Nova Mutum (R$ 100,28).

Panorama em Mato Grosso

A liderança mato-grossense no campo é evidente, mas a comercialização segue um ritmo cauteloso. Enquanto regiões como Rondonópolis (R$ 107,00) e Primavera do Leste (R$ 105,30) ainda conseguem segurar patamares acima dos cem reais, o Médio-Norte sente com mais força o peso da colheita acelerada.

Enquanto Mato Grosso corre para tirar o grão do campo, outros estados apresentam cenários distintos:

  • Paraná: Registra uma produtividade extraordinária de até 80 sc/ha, mas também enfrenta queda nos preços (R$ 117,59 em Cascavel).
  • Mato Grosso do Sul: A colheita ainda está no início (2% da área), com preços em Dourados na casa dos R$ 113,00.
  • Sul do Brasil: No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a comercialização segue travada, com preços em portos variando entre R$ 128,00 e R$ 129,00.

O que esperar para os próximos dias em Lucas?

Com a colheita avançando rapidamente em Lucas do Rio Verde e região, a tendência de curto prazo é que a liquidez continue baixa, com produtores aguardando melhores oportunidades de venda, enquanto o mercado logístico se prepara para o pico do escoamento da safra 2025/2026.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT