Agro Mato Grosso
Mortes de elefantas em santuário de MT são investigadas pelo Ibama I MT

Pupy morreu há dois meses após colapsar repentinamente e Kenya morreu há uma semana, com problemas respiratórios e dores nas articulações. O Santuário de Elefantes Brasil é licenciado e acolhe animais que sofreram maus-tratos.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está investigando as mortes das elefantas africanas Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. A investigação começou após a divulgação de informações sobre os óbitos recentes de animais no local, que é um criadouro científico de fauna.
Pupy morreu há dois meses após colapsar repentinamente e Kenya morreu há uma semana, quatro dias depois de ser diagnosticada com problemas respiratórios e dores nas articulações.
A imprensa o Ibama informou que acompanha os acontecimentos no Santuário, mas explicou que o empreendimento é licenciado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), que é responsável pela fiscalização primária das condições das instalações e do manejo dos animais.
Segundo o Ibama, o órgão atua de forma supletiva nesses casos, monitorando o funcionamento do espaço e as condições dos animais, além de ser responsável pela emissão de licenças de importação.
O Instituto informou ainda que já realizou fiscalização no local e identificou estruturas consideradas adequadas, além da presença de profissionais habilitados, como biólogos e veterinários.
Em nota, o Ibama destacou que muitos dos elefantes abrigados no Santuário são idosos, vieram de circos ou de outros países e apresentam histórico de saúde delicado, o que dificulta conclusões imediatas sobre as causas das mortes.
“A princípio, não é possível afirmar que esses animais que vieram a óbito sejam (ou não) vítimas recentes de maus-tratos ou de manejo inadequado. Todavia, os óbitos ocorridos não passaram despercebidos pela instituição e são objeto de apuração”, disse o Ibama a imprensa
O órgão informou que solicitou formalmente os laudos de necropsia dos animais, que estão sendo realizados por uma equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A previsão é que os exames sejam concluídos em até 30 dias. Até lá, o Ibama afirmou que seguirá acompanhando o caso.
As mortes
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Elefanta Pupy — Foto: SEB
A elefanta africana Pupy morreu na noite de 10 de outubro, poucos meses após ser transferida de um ecoparque em Buenos Aires, na Argentina, onde vivia havia décadas. Segundo o santuário, Pupy colapsou repentinamente e morreu minutos depois, mesmo após receber atendimento veterinário imediato.
Nos dias que antecederam a morte, ela apresentava desconforto gastrointestinal, fraqueza e alterações no comportamento. Na tarde do mesmo dia, chegou a expelir pedras durante a evacuação e, pouco antes de morrer, caiu enquanto recebia água de um cuidador.
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Elefanta Kenya — Foto: Governo de Mendoza/Reprodução
Já Kenya, elefanta africana de 44 anos, morreu na última terça-feira (16) no Santuário de Elefantes Brasil . O animal havia sido diagnosticado quatro dias antes com problemas respiratórios e dores nas articulações.
Kenya chegou ao local em julho, percorrendo mais de 2 mil km para chegar ao novo lar, onde recebeu cuidados especializados.
Em nota, o Santuário lamentou a morte e afirmou que, nos últimos dias, Kenya não conseguia mais se deitar para dormir. Na noite anterior à morte, o animal conseguiu se deitar, mas não resistiu. A instituição destacou ainda o esforço para garantir conforto e cuidado durante o tempo do animal no local.
O santuário

Fauna e flora são recuperadas na área do Santuário dos Elefantes
O SEB é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.
O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.
🐘 Conhecendo o Santuário
Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.
No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.
Quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.
Agro Mato Grosso
Governo quer barrar empresas que não cumprirem a tabela de frete mínimo; veja

As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.
Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.
“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.
Descumprimento
De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.
Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.
Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.
Fiscalização ampliada
O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.
A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.
As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.
O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.
Regra vigente
A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.
Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.
Agro Mato Grosso
Nortão de MT vive nova onda de crescimento e atrai mercado de capitais

Mato Grosso deve encerrar 2026 com crescimento de 6,6% no PIB, o triplo da média nacional, segundo projeções de mercado. Esse fôlego econômico tem transformado o Norte do estado: cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas polos agrícolas e passaram a se consolidar como centros de um mercado imobiliário e logístico em forte expansão.
Com investimentos em urbanização que já superam R$ 500 milhões, de acordo com balanços municipais, a região passou a atrair cada vez mais a atenção do mercado financeiro. É nesse cenário que o Semear Banco de Investimento (SBI) participa do Show Safra 2026, evento que será realizado entre os dias 23 e 27 de março em Lucas do Rio Verde. A presença no evento, viabilizada por meio de parceria com a Romancini Incorporadora, tem como objetivo apresentar o crédito estruturado como alternativa para um mercado que não para de crescer.
Para Raphael Coutinho, head comercia ldo SBI, a dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais abriu espaço para soluções financeiras que antes eram mais comuns no eixo Rio–São Paulo. Segundo ele, o empresário de Mato Grosso amadureceu e hoje busca maior independência financeira para garantir que projetos e expansões não sejam interrompidos.
“O investidor local percebeu que não precisa mais ficar refém das linhas de crédito tradicionais para tirar um loteamento ou um armazém do papel. No Show Safra, nosso foco é mostrar que instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) oferecem a flexibilidade que o caixa dessas empresas precisa, permitindo que os investimentos acompanhem o ritmo acelerado da região”, explica Coutinho.
A estratégia ganha força com a parceria da Romancini Incorporadora, referência em projetos imobiliários emLucas do Rio Verde. A união reúne quem conhece de perto aregião e o déficit habitacional da região com a engenharia financeira necessária para captar volumes de recursos no mercado de capitais.
Além do setor imobiliário, a participação no evento também busca originar oportunidades em áreas com o agro, logística, comércio e indústria. O banco ainda mira operações de fusões e aquisições (M&A) e a estruturação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ferramentas que contribuem para profissionalizar a gestão de capital das empresas locais.
Esse movimento reflete uma mudança na forma como o interior do estado financia seu desenvolvimento. Ao aproximar a sofisticação do mercado de capitais de quem projeta prédios, armazéns e indústrias, a instituição ajuda a sustentar o ritmo acelerado de crescimento regional. A presença no Show Safra reforça esse suporte financeiro, considerado essencial para acompanhar a nova etapa de urbanização e industrialização do Norte de Mato Grosso.
FIQUE SABENDO
O Semear Banco de Investimento (SBI) nasceu da união entre o Banco Semear e a RSA Capital. Depois de quase 10 anos de uma parceria de sucesso, houve a aquisição de 30% da RSA Capital oficializada em 2024 após a autorização do Banco Central.
A nova instituição combina o relacionamento do Banco Semear com a expertise da RSA Capital no mercado de capitais, atuando de forma especializada em operações estruturadas, crédito e investimentos, com foco nos setores agro e imobiliário. Entre as soluções oferecidas estão CRA, CRI e financiamentos estruturados sob medida para empresas de médio e grande porte.
Agro Mato Grosso
Tremor de magnitude 3,1 atinge região próxima de cidade com 6 mil habitantes em MT

O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse a imprensa que a população não sentiu nada, a princípio.
Um tremor de magnitude 3.1 foi registrado próximo ao município de Cocalinho, a 780 km de Cuiabá, no domingo (15). Ninguém ficou ferido.
O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (17) pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse que a população não sentiu nada, a princípio.
“No primeiro momento, ninguém sentiu nada, só se teve algo que alguém sentiu mais concreto. Nem na cidade não ouvi comentário”, afirmou.
Com base nas estações da rede, o tremor de terra ocorreu por volta de 22h16. O município tem 6.220 habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A última vez que houve um abalo sísmico no estado foi no dia 20 de janeiro, em Barão de Melgaço, com magnitude de 2.1, região do Pantanal.
A rede explica que os tremores de terra de baixa magnitude costuma ser relativamente comum e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população.
“Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, diz, no comunicado.
A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
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