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5 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Governo de MT investe em ciência para fortalecer a produção de café na agricultura familiar

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Estado investe mais de R$ 4,4 milhões na cafeicultura entre 2019 e 2025

A cafeicultura em Mato Grosso vive um novo momento de consolidação tecnológica, sustentado por investimentos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), e pelo trabalho científico desenvolvido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT). O avanço da cultura está diretamente ligado à pesquisa aplicada, à validação de materiais genéticos adaptados às condições do Estado e ao fortalecimento da agricultura familiar nos municípios.

Diferente de outras regiões do país, Mato Grosso não introduziu o café conilon tradicional, mas sim o Robusta Amazônico, um híbrido desenvolvido pelo programa de melhoramento genético da Embrapa Rondônia, que combina linhagens de Coffea canephora dos grupos conilon e robusta. O material apresenta alta adaptação ao clima quente e úmido da Amazônia Meridional, o que explica seu desempenho produtivo no Estado.

Entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, investiu mais de R$ 4,4 milhões diretamente na cafeicultura, com a entrega de mais de 2,6 milhões de mudas, máquinas recolhedoras, conjuntos de beneficiamento, implantação de experimentos de pesquisa e atendimento a mais de mil produtores. Nesse período, a produção cresceu mais de 100% e a produtividade aumentou mais de 250%. De acordo com a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, a cafeicultura tem papel estratégico no desenvolvimento regional.

“O café se consolidou como uma cultura fundamental para a agricultura familiar em Mato Grosso. Ele gera renda contínua, fortalece as economias locais e garante permanência das famílias no campo. O trabalho do Governo do Estado é criar as condições para que essa produção seja sustentável, tecnificada e competitiva, valorizando o produtor e impulsionando o desenvolvimento dos municípios”, afirma.

A cafeicultura mato-grossense existe desde a década de 1980, mas permaneceu pouco tecnificada por muitos anos. A partir de 2015, com a criação do Programa de Revitalização da Cafeicultura, coordenado pela Seaf e pela Empaer, com apoio da Embrapa, iniciou-se um processo consistente de modernização, envolvendo acesso a material genético melhorado, capacitação de agentes de assistência técnica, manejo profissionalizado, pesquisas adaptadas às condições do solo e clima da região e maior engajamento dos agricultores familiares.

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De acordo com o ranking de produção por município divulgado pela Seaf o maior produtor de café do estado e líder absoluto da produção cafeeira é o município de Colniza, seguido por Juína, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Cotriguaçu. O município de Colniza entre o ano de 2019 e 2025 recebeu da Seaf R$ 9,4 milhões de investimentos na Agricultura Familiar. Foram destinados máquinas e implementos; três máquinas beneficiadoras de café; caminhões, entre eles tipo carga seca; 02 máquinas secadoras rotativas de café, entre outras entregas.

“Colniza é o celeiro da agricultura familiar, porque temos um povo que quer plantar e a prefeitura com apoio do Governo por meio da Seaf e da Empaer têm dado esse suporte”, observou o prefeito de Colniza, Milton Amorim.

Como resultado, a produtividade média saltou de 6–8 sacas por hectare para 22–23 sacas/ha em cerca de dez anos, aproximando Mato Grosso da média nacional. Em lavouras tecnificadas, a produtividade potencial indicada pela Embrapa chega a 50 sacas/ha. Dados da Embrapa, com base na Conab, mostram que mesmo com redução de 43% da área colhida entre 2015 e 2024, a produção estadual cresceu 101,8%, reflexo direto do investimento em ciência e tecnologia.

Desde 2021, a Empaer coordena o Projeto de Validação de Clones de Coffea canephora, com apoio da Seaf, Fapemat, Embrapa e parceiros. A iniciativa avalia o desempenho produtivo, a resistência e a estabilidade de clones do Robusta Amazônico em diferentes regiões do Estado. Resultados preliminares indicam produtividades superiores a 100 sacas por hectare em alguns materiais, reforçando o potencial competitivo da cafeicultura mato-grossense.

 

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Segundo a pesquisadora da Empaer, Danielle Helena Muller, engenheira agrônoma e doutora em Agricultura Tropical, o trabalho foi organizado em cinco regiões estratégicas. “Criamos essa divisão para otimizar recursos e entregar resultados técnicos confiáveis para todo o Estado. Plantamos os experimentos em 2021 e vamos apresentar os resultados oficiais em 2026, após três safras plenas. Isso garante segurança técnica para produtores, viveiristas e gestores públicos”, explica. Para a pesquisadora Dalilhia Nazaré dos Santos, doutora em Fitotecnia, o salto produtivo só foi possível porque a política pública partiu de uma base científica sólida. “A partir de 2015, com o programa estadual, entraram especialistas no processo, houve treinamento técnico e validação de materiais genéticos. É por isso que a produtividade mais que dobrou em dez anos. Grandes avanços só acontecem com ciência”, afirma.

A cafeicultura se encaixou de forma estratégica na agricultura familiar, por ser uma cultura perene, de alta rentabilidade por área e grande demanda de mão de obra. Além da renda contínua, o café fortalece cadeias produtivas locais, movimentando viveiros, comércio de insumos, agroindústria, feiras e cooperativas. Nos municípios, os resultados já são visíveis. Em Alta Floresta, o município nos últimos sete anos recebeu R$ 7,5 milhões de investimentos em estrutura para ampliar a produção em diferentes cadeias. O secretário municipal de Agricultura, Marcelo Fernando Pereira Souza, destaca a expansão da cultura.

“Começamos com seis produtores vitrine e hoje já são cerca de 100 produtores em alguma fase de produção, além de outros 45 para entrar no projeto. Trabalhamos com os melhores materiais pesquisados desde 2017 e já conseguimos, inclusive, abastecer a demanda de café da própria prefeitura com a produção local”, relata. Em Nova Monte Verde, onde o Governo do Estado investiu R$ 2,5 milhões por meio da Seaf em equipamentos, máquinas e outros produtos primordiais para a agricultura familiar. O prefeito Edemilson Marino dos Santos reforça a importância histórica da cultura.

“Nosso município foi colonizado pelo café. Hoje, além da produção, temos industrialização disponível. O apoio do Governo do Estado, com insumos, máquinas e assistência técnica da Empaer, fortalece o produtor e garante que ele permaneça no campo, contribuindo com o desenvolvimento local”, afirma. Já em Paranaíta, que recebeu R$ 4,6 milhões em investimentos estaduais entre 2019 e 2025, o prefeito Osmar Antônio Moreira ressalta a confiança dos produtores. “O produtor acreditou no café porque teve projeto, técnica e acompanhamento. Criamos um fundo municipal para financiar novas áreas e agora avançamos para a industrialização. O apoio do Governo do Estado à agricultura de pequena escala é histórico e tem levado esperança, renda e qualidade de vida ao produtor rural”, destaca.

No estado, o impacto vai além do café. O Governo de Mato Grosso investe R$ 817 milhões nos 142 municípios, fortalecendo cadeias produtivas, promovendo ciência, tecnologia e inclusão produtiva no campo. Na cafeicultura, o que se consolida no Estado não é apenas a expansão da área plantada, mas um modelo baseado em pesquisa, inovação e valorização da agricultura familiar, que transforma produtividade em desenvolvimento regional sustentável.

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Agro Mato Grosso

Circuito Aprosoja MT chega à 20ª edição no estado com foco e futuro do agro

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Evento em Alto Taquari reúne produtores e lideranças, destaca conquistas da entidade e reforça a importância do cenário global para as decisões no campo

Na noite desta segunda-feira (04.05), o município de Alto Taquari marcou o início da 20ª edição do Circuito Aprosoja MT, uma das principais iniciativas de aproximação e fortalecimento do setor produtivo em Mato Grosso. Promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o evento abriu a agenda de encontros pela região sul do estado, reunindo produtores rurais, lideranças e a comunidade local.

Realizado na sede do Sindicato Rural, o encontro contou com a participação de cerca de 100 pessoas, iniciando uma edição que promete ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades do agronegócio diante de um cenário global cada vez mais dinâmico e interconectado.

Na abertura, o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, apresentou um panorama estratégico das principais frentes de atuação da entidade nos últimos anos. Entre os destaques, estão a atuação decisiva contra a moratória da soja, o trabalho institucional que contribuiu para a não reedição do FETHAB 2 após o encerramento da atual legislação, em 31 de dezembro de 2026, e a manutenção do congelamento do FETHAB, medidas consideradas fundamentais para garantir segurança jurídica e competitividade ao produtor mato-grossense.

“Iniciamos o 20º Circuito Aprosoja MT pela região sul trazendo um balanço dos últimos três anos de atuação da entidade, diante das crises e dos desafios políticos enfrentados no país. Também trouxemos o Professor HOC para discutir geopolítica e o cenário mundial, temas essenciais para entender não apenas o futuro do planeta, mas, principalmente, do nosso setor”, destacou o presidente.

Como parte da programação, o público acompanhou a palestra “Geopolítica: como o mundo funciona?”, ministrada pelo cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, referência nacional em geopolítica e segurança internacional. A proposta é ampliar a compreensão dos produtores sobre como os movimentos globais influenciam diretamente mercados, commodities e decisões estratégicas no campo.

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“Fico muito contente em participar deste circuito. Falar sobre geopolítica faz toda a diferença, porque o mundo não para e isso impacta diretamente a economia, as commodities e o agronegócio. Quem entende esses movimentos está mais preparado para enfrentar cenários desafiadores e até identificar oportunidades”, afirmou o palestrante.

Para o delegado coordenador do núcleo de Alto Taquari, Guilherme Kok, o Circuito representa mais do que um evento técnico, é um espaço de diálogo e alinhamento entre a entidade e os produtores, fortalecendo a representatividade do setor.

“Esse evento é fundamental para manter os associados informados sobre o que acontece no mundo, apresentar novidades e reforçar os cuidados que precisamos ter diante das constantes mudanças. Além disso, aproxima a entidade dos produtores, fortalece a interação entre todos e deixa o setor mais unido e alinhado”, ressaltou.

Entre os participantes, a percepção é de que iniciativas como essa são fundamentais para a tomada de decisão no dia a dia da atividade rural. O delegado do núcleo de Alto Taquari, João Pedro Carvalho Oliveira, destacou a relevância do conteúdo apresentado e os impactos práticos das discussões.

“A palestra trouxe um tema muito atual e importante para nós, ajudando a entender como os conflitos e disputas globais afetam diretamente o comércio, os preços e a nossa realidade no campo. Foi uma escolha muito acertada e, sem dúvida, um evento que vai agregar conhecimento aos produtores em todo o estado”, afirmou.

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Ao longo das próximas semanas, o Circuito Aprosoja MT seguirá percorrendo os 35 núcleos da entidade em todo o estado, passando pelas regiões norte, leste e oeste. A expectativa é consolidar, mais uma vez, o evento como um dos principais canais de integração, informação e fortalecimento do agronegócio mato-grossense.

Confira a programação desta semana:

05/05 – Alto Garças – 8h30

05/05 – Rondonópolis – 18h30

06/05 – Jaciara – 18h30

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07/05 – Primavera do Leste – 18h30

08/05 – Paranatinga – 8h30

08/05 – Campo Verde – 18h30

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Agro Mato Grosso

Pane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado

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Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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