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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

IPPA/Cepea: IPPA cai em novembro, mas acumula alta de 10% no ano – MAIS SOJA

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Levantamento do Cepea mostra que, em novembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 0,71% em relação a outubro. Segundo pesquisadores, o recuo esteve atrelado sobretudo à forte retração de 21,62% no IPPA-Hortifrutícolas; para o IPPA-Grãos e o IPPA-Pecuária, as variações foram positivas em 1,62% e 0,2%, respectivamente.

O IPPA-Cana-Café caiu 1,88% e o IPA-OG-DI, 0,18%, indicando que, em novembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho ligeiramente inferior ao dos valores industriais acompanhados pelo Índice. No âmbito internacional, os preços dos alimentos em dólares recuaram 1,2%, movimento acompanhado pela desvalorização de 0,83% da taxa de câmbio, o que resultou em queda de 2,02% nos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

No ano, levantamentos do Centro de Pesquisas indicam que o IPPA/CEPEA acumula alta de 10,2%, com destaque para os expressivos avanços do IPPA-Pecuária (17,31%) e do IPPA-Cana-Café (20,71%). O IPPA-Grãos também apresenta variação positiva, de 2,7%, enquanto o IPPA-Hortifrutícolas registra queda, de 14,41%. Em termos comparativos, o IPA-OG-DI acumula elevação de 3,11%, e os preços internacionais de alimentos em reais avançam 3,57%, apesar da baixa de 1,66% quando medidos em dólares.

Fonte: Cepea 

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FONTE

Autor:Cepea

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo podem variar de acordo com a cultura – MAIS SOJA

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A qualidade do solo, é um dos fatores relacionados ao bom crescimento, desenvolvimento e produtividade das culturas agrícolas. Além de boa fertilidade, solos de boa qualidade devem apresentar bons atributos químicos, biológicos e físicos, que atendam as necessidades da planta e estimulem o crescimento e desenvolvimento vegetal.

Embora a qualidade química do solo, especialmente relacionada ao seu pH e disponibilidade de alumínio na solução do solo sejam o foco de muitos manejo, a qualidade física também deve ser analisada com cuidado, visando intervir para sua melhoria quando necessário. Estudos demonstram que a compactação do solo, mensurada muitas vezes pela resistência do solo à penetração (RP), é um dos principais fatores limitantes do crescimento vegetal, com impacto real na produtividade final da cultura.

É consenso que as raízes são os órgãos mais afetados pela compactação do solo. De acordo com Savioli et al. (2021), solos compactados tendem a restringir o crescimento e desenvolvimento radicular, limitando a faixa de solo explorado pela planta, e consequentemente o acesso a recursos como água e nutrientes.

Pesquisas demonstram que em alguns casos, a partir 0,85 Mpa de RP já é possível observara perda de produtividade na soja (Beulter & Centurion, 2004). Sobretudo, em termos gerais, pode-se dizer que valores de densidade do solo a partir 1,3 g cm-3 ou superiores, podem limitaram o desenvolvimento geral da cultura  (Savioli et al., 2021).

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Mesmo que o impacto direto da compactação seja observado principalmente no crescimento radicular das plantas, indiretamente a parte aérea das plantas é afetada pela compactação do solo. A restrição a expansão do sistema radicular tende a limitar o crescimento da parte aérea das plantas, afetando inclusive a formação de componentes de produtividade.

A altura da planta é uma das principais variáveis afetadas negativamente pela, compactação do solo. Conforme analisado por Silva, Maia e Bianchini (2006), com o aumento da densidade do solo tem-se a redução da altura das plantas, variando de acordo com a cultura agrícola.

Figura 1. Altura relativa observada (■) e estimada pelo modelo (□) para plantas de algodão, Brachiaria brizantha, milho e soja, considerando a compactação em Latossolo Vermelho-Escuro distrófico.
Fonte: Silva, Maia e Bianchini (2006)

Os autores destacam que a sensibilidade aos efeitos da compactação do solo pode variar de acordo com a cultura agrícola, sendo o algodoeiro uma das espécies com maior susceptibilidade aos efeitos da compactação do solo. Enquanto as gramíneas apresentam maior tolerância aos efeitos da compactação do solo, soja e algodão são mais afetadas pelo adensamento do solo.

No entanto, os resultados obtidos por Silva, Maia e Bianchini (2006) demonstram que o maior crescimento vegetal nem sempre ocorre em solos com menor densidade. Em algumas culturas, a densidade de 1,2 Mg ha⁻¹ proporcionou respostas positivas, como observado para a soja, que apresentou incremento de 31,92% na massa seca relativa de frutificação em relação à densidade de referência. Já o milho apresentou aumento mais discreto, de 4,17%, enquanto o algodoeiro registrou pequena redução, da ordem de 4,92%, na massa seca relativa total da parte aérea nessa mesma condição de densidade do solo.



Figura 2. Massa seca relativa de frutificação (MSRF), área foliar relativa (AFR) e massa seca relativa total da parte aérea (MSRAT) de plantas de soja (●), milho (□), algodoeiro (∆) e Brachiaria brizantha (■), considerando a compactação em Latossolo Vermelho-Escuro distrófico.
Fonte: Silva, Maia e Bianchini (2006)

Isso indica que as culturas respondem de maneira distinta à compactação do solo, sendo algumas mais sensíveis que outras. Essa variabilidade dificulta a definição de um valor único de densidade do solo como parâmetro universal para quantificar os efeitos da compactação sobre o desenvolvimento vegetal. Embora sejam necessários mais estudos para estabelecer limites mais precisos, os resultados obtidos por Silva, Maia e Bianchini (2006) evidenciam que culturas como soja e algodão tendem a ser mais sensíveis à compactação em comparação a gramíneas, como milho e braquiária. Além disso, o estudo demonstra que densidades do solo a partir de 1,5 Mg m⁻³ comprometem significativamente o crescimento da parte aérea das plantas.

Confira o estudo completo desenvolvido por Silva, Maia e Bianchini (2006) clicando aqui!

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Referências:

BEULTER, A. N.; CENTURION, J. F. COMPACTAÇÃO DO SOLO NO DESENVOLVIMENTO RADICULAR E NA PRODUTIVIDADE DA SOJA. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.39, n.6, p.581-588, jun. 2004. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/pab/v39n6/v39n6a10.pdf >, acesso em: 11/05/2026.

SAVIOLI, M. R. et al. COMPONENTES DE PRODUÇÃO DA SOJA SOB NÍVEIS DE COMPACTAÇÃO DO SOLO. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312/17560 >, acesso em: 11/05/2026.

SILVA, G. J.; MAIA, J. C. S.; BIANCHINI, A. CRESCIMENTO DA PARTE AÉREA DE PLANTAS CULTIVADAS EM VASO, SUBMETIDAS À IRRIGAÇÃO SUBSUPERFICIAL E A DIFERENTES GRAUS DE COMPACTAÇÃO DE UM LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO DISTRÓFICO. R. Bras. Ci. Solo, 2006. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbcs/a/LSb8SHtqvgHwgtpyTxySxvn/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 11/05/2026.

Foto de capa: Henrique Debiasi.

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Sustentabilidade

Chicago fecha no território positivo para a soja por petróleo e expectativa positiva para encontro Xi-Trump – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia. Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels. No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

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O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta. O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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Sustentabilidade

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador da Embrapa meio Ambiente Wagner Bettiol defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chamou atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Bettiol alerta que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destaca que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

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Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana. Esse debate aconteceu mo BioSummit 2026, de 6 a 7 de maio, em Campinas, SP.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos Alexandre Cruciol apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

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Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

O BioSummit

O BioSummit 2026 reuniu pesquisadores, produtores rurais, empresas, consultores, especialistas e estudantes para discutir o papel dos bioinsumos na agricultura sustentável e os desafios impostos pela mudança climática. O encontro abordou temas que vão do campo à mesa, envolvendo produção, colheita, transporte, processamento e comercialização de alimentos. Além disso, aprofundou a discussão sobre o papel dos bioinsumos na agricultura brasileira e mundial.

Na abertura, a CEO do FB Group e da Rebate Agro, Daiana Lopes, destacou a importância da produção sustentável aliada ao compartilhamento de conhecimento. Ela agradeceu a participação da comissão científica, patrocinadores, produtores e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

A jornalista especializada em agro Renata Maron ressaltou o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil. Segundo ela, o país atingiu em 2025 a potencial área tratada em cerca de 194 milhões de hectares cultivados com essas tecnologias, superando em quatro vezes a média global. O percentual de adoção passou de 22% para 47% em apenas cinco anos.

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Maron também destacou a contribuição da pesquisadora da Embrapa Mariângela Hungria nas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio, além de reconhecer o trabalho da comissão científica formada por Wagner Bettiol da Embrapa Meio Ambiente, Flávio Medeiros da Universidade Federal de Lavras (UFla) e Sergio Massari da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR).

O consultor do programa Globo Rural, o engenheiro agrônomo Chukichi Kurozawa, foi homenageado durante o evento pelos 27 anos de atuação no setor de difusão do conhecimento para a comunidade. Em seu agradecimento, afirmou ser um privilégio participar do encontro e receber a homenagem ao lado de pessoas que considera especiais.

A pesquisadora Kátia Nechet da Embrapa Meio Ambiente foi moderadora do painel “Onde estão os bioherbicidas?” A palestra foi ministrada pelo professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa, Robert Weingart Barreto, que trabalha com o tema há mais de 20 anos. Ela abordou aspectos históricos no desenvolvimento de bioherbicidas, destacando o projeto pioneiro no Brasil iniciado na Embrapa Soja, pelo pesquisador Yorinori Tadashi e os obstáculos que ainda existem nesta linha temática. Robert Barreto apresentou exemplos de controle que dão suporte e fortalecem o uso de fungos fitopatogênicos como agentes de controle biológico de plantas daninhas.

De acordo com Bettiol, o BioSummit é o principal evento sobre bioinsumos do Brasil e da América Latina. O evento permite que todos os atores envolvidos, desde a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização dos bioinsumos, bem como até a aplicação no campo, se encontrem num mesmo ambiente. Isso é fundamental para todos os setores relacionados com a atividade, pois ocorre uma troca intensa de informações nos dois dias do evento.

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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