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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Danos da soja voluntária no milho safrinha – MAIS SOJA

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Embora o manejo de planta daninhas seja voltado principalmente a espécies infestantes classificadas como não cultivadas, espécies comerciais como o milho e soja também podem desempenhar papel de planta daninha, desde que inseridas em ambientes indesejados. A exemplo, plantas voluntárias de soja (tiguera) inseridas na cultura do milho safrinha (milho segunda safra), assumem papel de plantas daninhas, matocompetindo com o milho por recursos como água, radiação solar e nutrientes do solo, reduzindo o potencial produtivo da lavoura.

Embora o milho seja considerada uma cultura de rápido crescimento e desenvolvimento, a presença de espécies daninhas no estabelecimento da lavoura pode resultar em perdas substanciais de produtividade, afetando significativamente o rendimento da cultura e lucratividade da cultura. Sobretudo, o impacto da soja tiguera no milho safrinha varia de acordo com a densidade populacional da soja e período de matocompetição.

Estudos demonstram que as perdas de produtividade no milho safrinha evoluem a medida em que há o incremento da densidade populacional da soja voluntária, chegando a resultar em perdas de produtividade de até 40% em casos mais severos, sob elevadas infestações de soja tiguera (Adegas; Gazziero; Voll, 2014). Corroborando o impacto da soja tiguera na produtividade do milho safrinha, Rizzardi (2020) demonstra que sob densidades populacionais de 32 plantas de soja/m², é possível observar a redução de produtividade do milho de até 22,8%, ao pondo em que, populações de apenas 4 plantas de soja/m², podem resultar em perdas de produtividade de até 14% no milho (figura 1).

Figura 1. Efeito de diferentes densidades de soja voluntária na redução da produtividade do milho.
Fonte: Rizzardi, apud. Farias (2019)
Quadro 1. Efeito de diferentes populações de soja sobre a produtividade do milho. Passo Fundo, RS.
Não significativo. * Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste Tukey (P> 0,05). (Rizzardi, M. A.; Koening, M. A.; Lange, M. S.; Costa, L. O. Nível de dano de soja resistente ao glifosato em milho RR. Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, XXVII, Cd.Rom…setembro 2012, Campo Grande. MS.) Fonte: Rizzardi (2020)

Atrelado as perdas de produtividade associadas a presença da soja voluntária em lavouras de milho safrinha, há e necessidade da manutenção do vazio sanitário em algumas regiões de cultivo, o que torna indispensável a adoção de medidas de manejo que possibilitem o controle efeito da soja tiguera. No entanto, há certa dificuldade em controlar essa planta daninha em meio ao milho, especialmente por algumas cultivares de soja apresentarem tolerância genética aos herbicidas glifosato, 2,4-D, dicamba e glufosinato de amônio.

Dependendo da tolerância genética da cultivar, algumas alternativas de controle químico podem ser utilizadas na pré-semeadura do milho, a exemplo dos herbicidas dicamba, diquat, 2,4-D, flumioxazina, fluroxipir, glifosato, glufosinato de amônio e saflufenacil. Já na pós semeadura do milho, herbicidas seletivos como atrazina, 2,4-D, fluoxipir e tembotriona podem ser utilizados para o manejo e controle da soja voluntário (Rizzardi, 2020).



No entanto, para o adequado posicionamento desses herbicidas e a obtenção de um controle eficiente da soja voluntária, com mínima injúria à cultura do milho, é fundamental considerar a tolerância genética tanto da cultivar de soja quanto do híbrido de milho, bem como respeitar o intervalo recomendado entre a aplicação dos herbicidas e a semeadura do milho. Adicionalmente, deve-se atentar ao momento de controle na pós-emergência do milho, priorizando aplicações nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura (entre duas e três folhas), quando as plantas de soja voluntária ainda se encontram em estádios iniciais.

Além de reduzir a produtividade do milho safrinha, plantas voluntárias de soja podem servir como ponte verde para a sobrevivência de pragas e doenças, logo, controlar as plantas voluntárias de soja em meio ao milho safrinha é essencial, não só para reduzir os impactos na produtividade do milho, como também para a quebra do ciclo de pragas e doenças.

Referências:

ADEGAS, F. S.; GAZZIERO, D. L. P.; VOLL, E. INTERFERÊNCIA DA INFESTAÇÃO DE PLANTAS VOLUNTÁRIAS NO SISTEMA DE PRODUÇÃO COM A SUCESSÃO SOJA E MILHO SAFRINHA. Embrapa, 2014. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1002796/interferencia-da-infestacao-de-plantas-voluntarias-no-sistema-de-producao-com-a-sucessao-soja-e-milho-safrinha >, acesso em: 16/12/2025.

FARIA, A. CONTROLE DE MILHO E SOJA TIGUERA. II Seminário Mato-Grossense sobre Manejo da Resistencia. Cuiabá, jul. 2019. Disponível em: <https://b73f4c7b-d632-4353-826f-b62eca2c370a.filesusr.com/ugd/48f515_dba25b8d58fb48ffab6ca47c599bd0d5.pdf>, acesso em: 16/12/2025.

RIZZARDI, M. A. QUAIS OS DANOS DAS PLANTAS VOLUNTÁRIAS DE SOJA NA PRODUTIVIDADE DO MILHO? Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, 2020. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/quais-os-danos-das-plantas-voluntarias-de-soja-na-produtividade-do-milho#:~:text=Trabalhos%20conduzidos%20por%20Rizzardi%20et,%2D2%20(Tabela%201). >, acesso em: 16/12/2025.

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Sustentabilidade

Algodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.

O mercado foi pressionado pelo desempenho das vendas semanais americanas e por fatores técnicos. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2025/26, iniciada em 10 de agosto, ficaram em 49.000 fardos na semana encerrada em 25 de junho. O maior importador foi o Vietnã, com 23.200 fardos.

Para a temporada 2026/27, foram mais 44.100 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,72 centavo, ou de 0,9%. Março/2027 fechou a 78,52 centavos, queda de 0,67 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Colheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA

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A colheita de soja está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente.

A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater-RS/Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 116,35 para R$ 118,24, representando aumento de 1,62% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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