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3 de julho de 2026

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Fortivance: biotecnologia inédita chega ao Brasil para revolucionar o manejo de pragas

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Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.

A GreenLight Biosciences, empresa global de biotecnologia especializada em soluções baseadas em RNA para a agricultura, anuncia a chegada ao Brasil do Fortivance, seu primeiro produto no país. 

A novidade é classificada como maximizador da ação de inseticidas, formulado com ingredientes de origem biológica que aumentam a eficiência dos defensivos e trazem ganhos diretos de produtividade e sustentabilidade para o produtor rural.

“Com muito orgulho, nossa trajetória no agronegócio brasileiro começa com uma inovação que entrega resultados concretos ao produtor rural. Fortivance otimiza cada gota dos inseticidas aplicados, não apenas melhorando suas características físicas de aplicação, mas atuando diretamente na redução da degradação da molécula química, mantendo os ativos mais estáveis e biodisponíveis para sua ação eficaz diretamente na praga. Com isso, oferecemos ao agricultor mais eficiência no controle, menos desperdício e maior retorno sobre o investimento”, afirma Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina.

Atuação do Fortivance

Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina (Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences).
Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina (Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences).

O Fortivance é composto principalmente por óleo metilado de soja e beta-glucanos, substâncias de origem natural que atuam diretamente no trato digestivo das pragas, como lagartas e percevejos.

“Ele é classificado como adjuvante porque, sozinho, não mata nenhuma praga. Ele sempre vai em parceria com um inseticida. Por isso, é um adjunto para melhorar a performance daquele inseticida. O que o diferencia é que ele não atua apenas na aplicação, espalhabilidade ou cobertura. A principal característica é potencializar e maximizar o efeito do inseticida”, explicou Zorzetto.

A executiva detalha o mecanismo de ação. “O beta-glucano adere ao trato digestivo da lagarta e interfere no pH do líquido que ela tem ali dentro. Uma das maneiras que as lagartas encontraram de sobreviver foi aumentando a alcalinidade do trato digestivo. O que a gente faz é tirar essa defesa: trazemos o pH para níveis mais neutros, entre 7,5 e 8, otimizando a ação do inseticida. Assim, a molécula química deixa de ser degradada e a praga morre com mais eficiência.”

Segundo Zorzetto, ensaios de campo indicam até 25% mais controle de pragas quando o Fortivance é aplicado junto ao inseticida. “Em todos os testes que fizemos, sempre houve ganho de performance. O mínimo que observamos foi entre 20% e 25% de eficiência adicional, e em algumas áreas, chegamos a 50%”, destacou.

Sustentabilidade e eficiência no manejo

Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.

Além do ganho técnico, o Fortivance traz benefícios ambientais diretos, alinhados às práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).

“O foco da GreenLight é trazer soluções sustentáveis e eficazes para o agricultor. No caso do Fortivance, ele é composto apenas por produtos naturais e biodegradáveis. Ao potencializar o efeito do inseticida, ele permite que o agricultor aplique menos vezes, use menos produto e gaste menos diesel. Isso reduz o impacto ambiental e amplia a janela de aplicação. Ele também melhora a performance de produtos biológicos, atuando bem tanto com químicos quanto com biológicos”, afirmou a diretora.

Zorzetto destaca ainda a praticidade do produto no campo. “Ele tem dois anos de validade, não precisa de refrigeração e se integra facilmente à calda de aplicação. É compatível com outros produtos e homogeneiza bem”.

Desempenho comprovado em diversas culturas

Hoje, o Fortivance já foi testado em mais de 300 áreas no Brasil, abrangendo cerca de 1 milhão de hectares em diferentes regiões e culturas, como soja, milho, algodão, café, citros, cana e tomate.

“O produto tem mostrado resultados consistentes em todas as situações. Ele se adapta muito bem a diversas culturas e pragas, tanto mastigadoras, como lagartas, quanto sugadoras, como percevejos. Ele realmente entrega o que promete”, afirmou Zorzetto.

Novas soluções à vista

A chegada do Fortivance marca o início da operação da GreenLight Biosciences no Brasil, país que a empresa considera estratégico para o avanço de suas soluções biotecnológicas.

“O produtor pode esperar um compromisso muito grande da GreenLight em trazer soluções eficazes para o campo. O Fortivance nasceu a partir de projetos de RNA desenvolvidos em nossos laboratórios. Vimos que essa formulação melhorava a performance das moléculas naturais e decidimos disponibilizá-la ao agricultor. Em breve, teremos novos produtos voltados para diferentes culturas e desafios, inclusive soluções de RNA para grandes lavouras como soja, milho e algodão”, destacou.

Zorzetto reforça que a chegada da empresa é resultado de um trabalho estruturado. “A GreenLight está há mais de 18 anos no mercado, nasceu nos Estados Unidos e está no Brasil desde 2023. É uma empresa ética, focada no agricultor e comprometida em unir ciência avançada com respeito ao meio ambiente. Acreditamos que o futuro da agricultura está nessa união”.

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BNDES formaliza apoio de R$ 24,4 milhões à agricultura familiar no RS

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participou nesta quinta-feira (2) da formalização dos contratos de apoio não reembolsável a projetos de cooperativas da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Ao todo, serão destinados R$ 24,4 milhões do Fundo Socioambiental do banco para a recuperação da capacidade produtiva de empreendimentos coletivos atingidos por eventos climáticos extremos no estado entre 2023 e 2024.

Os projetos serão executados pelo governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), dentro do Programa de Apoio à Agricultura Familiar e Camponesa. A operacionalização ocorre pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), com gestão financeira do Badesul Desenvolvimento.

Os recursos serão destinados principalmente à compra de máquinas agrícolas, implementos, equipamentos para agroindústrias, veículos para logística e comercialização, além de insumos para a recuperação de áreas de cultivo, pastagens e solos afetados pelas enchentes. Pelo menos 70% dos investimentos serão direcionados à aquisição de bens perdidos ou danificados pelos desastres climáticos.

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Segundo o BNDES, os projetos devem beneficiar diretamente mais de 5 mil agricultores familiares, com média de 197 beneficiários por cooperativa, em 23 municípios gaúchos. As propostas abrangem diferentes cadeias produtivas, entre elas arroz orgânico, frutas, hortaliças, ovos e bovinocultura.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio busca contribuir para a recuperação da capacidade produtiva dos agricultores familiares gaúchos. Já o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Gustavo Paim, destacou os investimentos no desenvolvimento rural. A chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do BNDES, Celina Rangel Tura, afirmou que a iniciativa integra o esforço de reconstrução e recuperação do estado.

De acordo com o banco, a iniciativa tem como foco a retomada da produção de alimentos, o fortalecimento das cooperativas rurais e a recuperação de empreendimentos coletivos da agricultura familiar impactados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Acordos ampliam acesso da agricultura familiar a crédito e serviços públicos

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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Caixa Econômica Federal (Caixa) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) formalizaram, na quarta-feira (1º), dois acordos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. As assinaturas ocorreram durante a abertura da Tecendo Saberes – Feira de Inovação e Tecnologia Social da Agricultura Familiar, no Centro de Estudos Sindical Rural (Cesir), em Brasília.

O primeiro acordo, firmado entre MDA, MGI e Contag, estabelece uma parceria para disseminar, capacitar e orientar agricultores e agricultoras familiares no uso do aplicativo Meu Imóvel Rural. A ferramenta reúne informações, documentos e serviços públicos relacionados aos imóveis rurais.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca ampliar a autonomia dos produtores na gestão documental e facilitar o acesso a serviços digitais ligados aos imóveis rurais.

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Também foi assinado um Protocolo de Intenções entre o MDA, a Contag e a Caixa para ampliar o acesso das organizações da agricultura familiar ao crédito rural, à inclusão produtiva e ao desenvolvimento sustentável, com ênfase no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A parceria prevê ações de orientação e capacitação para que agricultores e agricultoras familiares tenham melhores condições de acessar políticas públicas, linhas de crédito e serviços financeiros. O escopo também inclui o fortalecimento da gestão documental dos imóveis rurais e a ampliação das oportunidades de desenvolvimento das organizações da agricultura familiar.

Os acordos reforçam a articulação entre governo federal, instituição financeira e entidade representativa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais em ações voltadas à agricultura familiar.

As medidas assinadas em Brasília concentram esforços em capacitação, crédito, serviços financeiros e gestão documental, com foco no atendimento a agricultores familiares e suas organizações.

Fonte: gov.br

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Fórum em Cametá debate PAA e negócios comunitários no Baixo Tocantins

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, nesta terça-feira (30), do Fórum de Ativação “Construindo Soluções para Ecossistemas de Negócios Comunitários no Baixo Tocantins”, realizado em Cametá, no Pará. O encontro discutiu o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), negócios comunitários e o fortalecimento das organizações da região.

A agenda ocorreu ao longo do dia no Seminário São Vicente de Paula, no bairro da Aldeia, e foi proposta pelo Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), em parceria com o Grupo de Trabalho do Baixo Tocantins.

A Conab foi representada pela superintendente regional no Pará, Rosanna de Angelis Vallinoto, que apresentou o PAA durante a programação da manhã e acompanhou os debates da tarde. Segundo a executiva, a participação da companhia no fórum está ligada ao papel da estatal na execução do programa, que faz a ponte entre agricultores familiares e entidades recebedoras dos alimentos.

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Rosanna também destacou o avanço das organizações do Baixo Tocantins, com aumento dos recursos aplicados na região por meio do PAA na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).

O fórum reuniu agricultores e agricultoras familiares, organizações representativas dos territórios, órgãos governamentais e instituições socioambientais. A proposta foi ampliar o diálogo entre instituições públicas, sociedade civil e organizações comunitárias, além de compartilhar experiências, desafios e oportunidades relacionados ao PAA nos territórios paraenses.

Em 2026, a execução do PAA no Pará envolve 80 projetos em 45 municípios, com valor total aprovado de R$ 22,17 milhões e 1.995 agricultores familiares fornecedores cadastrados. Na modalidade PAA/CDS, incluindo projetos classificados no edital de 2025 e contratados em 2026, são 72 projetos aprovados em 44 municípios, com R$ 18,38 milhões e 1.881 fornecedores atendidos.

No Baixo Tocantins, foco do fórum em Cametá, foram selecionados nove projetos em quatro municípios: Baião, Cametá, Igarapé-Miri e Oeiras do Pará. As operações reúnem 212 agricultores fornecedores e 10 unidades recebedoras, com entrega de 344,27 toneladas de alimentos para 16.816 consumidores. O total movimentado na região é de R$ 2,12 milhões. Em Cametá, três projetos concentram R$ 680 mil, com 68 fornecedores locais, três unidades recebedoras e atendimento a 5.696 consumidores.

Operacionalizado pela Conab, o Programa de Aquisição de Alimentos prevê a compra de alimentos da agricultura familiar para doação a entidades socioassistenciais e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, associando abastecimento, renda no campo e fortalecimento da produção regional.

Fonte: gov.br

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