Business
10 anos de CTECNO: Aprosoja MT apresenta resultados de pesquisa para guiar manejo em lavouras

Produtores rurais de Mato Grosso terão acesso a um resumo de dez anos de estudos de campo que buscam otimizar a produtividade e a rentabilidade das lavouras. Em 15 de janeiro, o Centro Tecnológico (CTECNO) Parecis, da Aprosoja MT, celebra seu décimo aniversário com um evento focado em visitas técnicas e na apresentação de um compilado de resultados de longo deste tempo. A iniciativa visa transferir conhecimento direto para a tomada de decisão no manejo das propriedades.
A programação especial começa às 7h30 e conta com palestras de dois nomes de peso no cenário nacional: o biólogo e apresentador Richard Rasmussen e o produtor rural e ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera. No período da tarde, os participantes poderão percorrer as áreas experimentais, observando de perto os efeitos de estudos de longa duração, como ensaios com herbicidas.
O objetivo do evento, segundo o vice-presidente Sul da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e coordenador da comissão de defesa agrícola, Fernando Ferri, é fortalecer a gestão e a tomada de decisão dos produtores.
Dez anos de dados e eficiência
Um dos grandes diferenciais desta edição é a consolidação de uma década de pesquisas, oferecendo uma visão clara do que funcionou ao longo do tempo. A pesquisadora do CTECNO Parecis, Daniela Facco, explica que a ideia é focar nos resultados mais eficientes.
“O objetivo principal do evento deste ano, como é o décimo ano com resultados de pesquisa, é trazer para o produtor um compilado do que já foi observado ao longo desses anos”, afirma Daniela Facco.
A pesquisadora pontua que a análise consolidada mostrará quais manejos foram mais eficientes e econômicos, auxiliando o produtor “na tomada de decisão na hora de aplicar um manejo em sua propriedade”. Segundo ela, o acesso a esse compilado proporciona uma previsibilidade muito boa da resposta que o produtor pode ter em sua área.
Para Fernando Ferri, esse trabalho gera conhecimento essencial para o agronegócio mato-grossense. “São 10 anos de trabalho, de resultado, avaliando diversos nutrientes, onde é possível visualizar a exaustão de alguns nutrientes no campo. Isso traz ao produtor uma grande experiência visual, que você vai lá e enxerga isso no campo”, declara Ferri. Ele ressalta que as experiências do CTECNO auxiliam diretamente o produtor no resultado de sua safra, agregando em produtividade e lucratividade.
Palestras de destaque nacional
Ferri também destaca o peso dos palestrantes convidados. Richard Rasmussen levará a mensagem de que “o agro é conservador para o Brasil, para o mundo”, enquanto o ex-ministro Antônio Cabrera é visto como parceiro na divulgação de como o agro brasileiro “é sustentável e produtivo e é o que o mundo precisa”.
“Nós vamos ter lá uma visita ao campo que você enxerga essa diferença que dá na exaustão de potássio, as doses de calcário e na palhada, por exemplo. Somos os agricultores mais eficientes do mundo e a gente tem que ter pessoas que falam bem e ir lá para ver a sustentabilidade e a produtividade que temos alcançado em solos de baixo teor de argila”, finaliza Ferri.
As inscrições para o evento já estão disponíveis no site https://eventos.aprosoja.com.br/.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post 10 anos de CTECNO: Aprosoja MT apresenta resultados de pesquisa para guiar manejo em lavouras apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Cruz Alta abre colheita do trigo no Rio Grande do Sul

Cruz Alta sediou, nesta quinta-feira (22/10), a abertura da colheita do trigo no Rio Grande do Sul. O evento reuniu representantes do setor agrícola e contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena. A cerimônia marcou o início de uma etapa acompanhada de perto pelos produtores em meio às condições climáticas e aos custos de produção.
A realização do evento em Cruz Alta reforçou o papel do município na triticultura estadual. De acordo com os dados de área plantada de 2026, a cidade ocupa a segunda posição entre os municípios gaúchos com maior área cultivada de trigo, atrás apenas de Palmeira das Missões. A região tem participação relevante na produção do cereal, matéria-prima da indústria moageira e da cadeia de alimentos.
Durante a abertura, Márcio Madalena afirmou que a escolha de Cruz Alta reconhece a contribuição dos produtores e da cadeia do trigo para a economia do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o momento também permite acompanhar as perspectivas da cultura diante das condições climáticas e dos custos de produção.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
A prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Librelotto, destacou a importância do setor primário para a economia local, os investimentos e a manutenção dos serviços públicos. Ela também citou a perspectiva de novos empreendimentos ligados ao biodiesel no município.
Conforme a Emater/RS-Ascar, a área de trigo no Rio Grande do Sul está projetada em 763 mil hectares em 2026, com produtividade média estimada em 2.833 quilos por hectare. A produção estadual é calculada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas, em volume inferior ao de 2025.
No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de trigo em 5,73 milhões de toneladas em 2026, ante 7,87 milhões de toneladas no ano anterior. Segundo a companhia, a variação decorre principalmente da redução da área semeada e de mudanças na produtividade média.
No Rio Grande do Sul, chuvas frequentes e baixa incidência de radiação solar têm influenciado o ritmo de maturação das lavouras e o avanço da colheita. A umidade também exige atenção à sanidade das plantas e à qualidade comercial dos grãos.
Além do clima, custos de produção, crédito e preços de comercialização seguem no centro do planejamento dos agricultores para as próximas safras, em um cenário que mantém o trigo entre as culturas estratégicas da agricultura gaúcha.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
Business
Nova geração de produtores impulsiona aluguel de máquinas agrícolas

A entrada de uma nova geração de produtores no campo tem contribuído para a alta do aluguel de máquinas agrícolas. Conforme dados da Receita Federal, já são mais de 9 mil empresas do ramo no Brasil, mercado que abrange desde uma companhia listada em bolsa a um proprietário de trator que ocasionalmente o loca.
“Para que vou querer comprar uma colheitadeira se vou usá-la somente durante quatro ou cinco semanas ao longo de toda a safra?”, indaga o produtor Lucas Bonato, de 28 anos, morador de Campos Lindos, no Tocantins. Pensamento oposto ao de seu pai, José Bonato, de 64 anos. “Sempre pensei em adquirir máquinas duráveis que poderiam me servir e, depois, aos meus filhos.”
Lucas considera que em um cenário de juros altos e crédito restrito, não há sentido imobilizar capital em um bem que não é de uso contínuo. Para ele, o raciocínio é semelhante ao da população urbana que opta por viagens em carros de aplicativo ao invés de adquirir o próprio automóvel.
O pensamento do jovem produtor ecoa o de muitos outros que não enxergam viabilidade nas taxas de até 12,5% ao ano do Moderfrota Geral e de 11,5% no Moderfrota Pronamp. Somado a isso, há a desmotivação pela volumosa alta dos preços: estudo do Projeto Campo Futuro, da CNA, identificou que entre 2019 e 2025, os preços das plantadeiras aumentaram entre 131% e 225%, o das colheitadeiras cresceram de 57% a 124% e o dos tratores tiveram incremento que variou de 107% a 154%.
O estudo, divulgado em 2025, contemplou 12 regiões estratégicas localizadas no Sul, Centro-Oeste e Matopiba+PA, identificando que operações mecânicas e depreciação de máquinas respondem por cerca de 17% do custo operacional total do produtor.
O diretor comercial da RZK Rental, Eduardo Martinatti, acredita que a mentalidade de uma nova geração no campo exemplifica o atual momento do mercado. “Querer ser o dono da máquina ainda é uma cultura dominante entre os produtores, mas observamos que o pensamento vem mudando, especialmente com a sucessão nas fazendas”, diz.
O executivo salienta que a empresa estima crescimento de 3,5% neste ano e de 10% em 2027. Essa ascensão vem impulsionada, em parte, justamente pelo público mais jovem. “Para eles, o valor imobilizado e as dificuldades de gerir a própria frota pesam mais. Assim, optam por deixar o caixa livre para investir em estruturas e novas oportunidades.”
Esse comportamento foi, inclusive, ilustrado por pesquisa da Boschi Inteligência de Mercado (BIM³), cujos dados mostram que 38% das propriedades rurais brasileiras alugam colheitadeiras para suas operações. Quando o assunto são pulverizadores, o número é de 19%, enquanto nos tratores é de 11%.
Pagamentos conforme a receita
Para aumentar ainda mais esses números, o setor vem apostando na customização. Na RZK Rental o preço do aluguel é de acordo com a demanda de receita do produtor dentro da sua operação. “Tentamos entender exatamente as necessidades do cliente para garantir que o serviço não seja um custo para ele nos momentos de baixa na receita na fazenda”, conta.
Modelo semelhante é adotado pela Armac, onde os contratos já seguem a sazonalidade do campo. “Na locação mensal, o cliente pode contratar o equipamento pelo período de que precisa, como durante a safra, e devolvê-lo na entressafra. Para demandas pontuais, as lojas também oferecem pacotes de 3, 7, 14 ou 21 diárias”, detalha o vice-presidente de Locação, Leonardo Suarez.
A empresa também vem em uma crescente. Por ter capital aberto, não divulga projeções, mas o balanço do segundo trimestre deste ano dá pistas do desempenho: receita bruta de R$ 586,2 milhões, 19,3% acima do registrado no mesmo período de 2025.
Ainda que o maior foco da Armac seja a linha amarela, operações diretamente ligadas ao agro, como usinas de cana e de etanol de milho, agroindústrias, empresas de fertilizantes, armazéns, terminais e propriedades rurais, já utilizam cerca de 30% da frota de mais de 15 mil ativos da companhia.
“Na nossa experiência, o cliente que troca a compra pela locação dificilmente volta atrás”, diz Suarez. De acordo com ele, o produtor costuma enxergar que o modelo é vantajoso com uma conta simples: a comparação da parcela do financiamento com o valor do aluguel menos os encargos com manutenção, seguro, peças, depreciação e o tempo de máquina parada.
E os ventos favoráveis à locação de máquinas ainda devem ganhar um novo aliado: a Reforma Tributária. Com a obrigatoriedade de um CNPJ e a consequente formalização jurídica a partir de 2027, o produtor passa a conseguir recuperar e aproveitar os créditos tributários gerados no modelo de aluguel (IBS e CBS), o que antes era inviável.
Locação como complemento
Produtora de soja, milho, feijão, algodão e cana-de-açúcar e também atuante na pecuária, a BrasilAgro aluga máquinas desde o começo de suas atividades.
De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Gustavo Javier Lopez, a companhia possui frota própria, que representa a maior parte dos equipamentos, mas a locação é utilizada como complemento, especialmente na renovação da frota ou quando a análise de payback indica que se trata da alternativa mais vantajosa.
“Alugamos tratores de grande porte, com mais de 300 cv, plantadeiras com 30 linhas ou mais e pás-carregadeiras. Também alugamos caminhões de apoio às operações das fazendas, como munck, roll-on/roll-off e baú, além de micro-ônibus para o transporte interno de funcionários”, conta.
O executivo conta que o modelo de contrato que a empresa opta é o de pagamento mensal. “Existem companhias que oferecem a modalidade safra, com pagamento em 30 de abril. Porém, para nós, nas condições atuais, essa opção não tem sido a mais vantajosa em razão dos juros.”
Lopez destaca que a BrasilAgro trabalha com três modalidades de utilização de máquinas: terceirização dos serviços, aquisição e locação. “No planejamento, avaliamos qual delas atende melhor cada operação. Essa combinação ajuda a reduzir a exposição ao risco de indisponibilidade de frota nos períodos de pico”, conta.
O relatório Rental Market Report, da KPMG com Analoc e Sobratema, projeta que o setor de aluguel de máquinas e equipamentos deve faturar R$ 52,9 bilhões em 2026, 7% a mais que em 2025.
Business
Soja sobe em Chicago e melhora ofertas no mercado brasileiro; saiba como ficaram os preços

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta quinta-feira (22), com valorização dos preços e registro de negócios nos portos. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as condições mais favoráveis na Bolsa de Chicago e no câmbio contribuíram para a melhora das ofertas dos compradores, embora a comercialização ainda apresente baixa liquidez.
Durante a sessão, os contratos futuros em Chicago chegaram a operar com alta de 1% nas máximas do dia, acompanhados por movimentos positivos do dólar. Esse cenário permitiu melhores indicações de compra e favoreceu a realização de negócios nos portos.
Apesar da melhora pontual, Silveira destaca que o ritmo de comercialização ao longo da semana permanece lento, com volumes negociados ainda limitados. Os produtores seguem concentrados nos trabalhos de plantio da nova safra, o que também restringe a movimentação no mercado físico.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 146,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 151,00 para R$ 153,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira (22), interrompendo uma sequência de oito sessões seguidas de perdas. Após atingir o menor nível em dois meses, os agentes viram um cenário propício para uma recuperação técnica, por meio de compras de barganha, quando investidores aproveitam preços mais baixos para adquirir contratos.
A alta do petróleo ajudou a sustentar os ganhos do dia, devido à correlação com o biodiesel. Outro ponto positivo pelo lado da demanda segue sendo o volume de compras chinesas no mercado americano. Nesta quinta-feira, os exportadores privados anunciaram mais uma venda de 202 mil toneladas de soja para o país asiático.
As vendas líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, ficaram em 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as compras, com 2.178.600 toneladas. Analistas esperavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 12,53 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,64 3/4 por bushel, com elevação de 6,50 centavos de dólar, ou 0,51%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00, ou 0,28%, a US$ 347,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,74 centavos de dólar, com ganho de 0,77 centavo, ou 1,16%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,23%, negociado a R$ 5,0385 para venda e a R$ 5,0365 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0220 e a máxima de R$ 5,0560.
Sustentabilidade21 horas agoTrigo fecha em forte baixa em Chicago com pressão dos grãos vizinhos e clima favorável nos EUA – MAIS SOJA
Featured17 horas agoFim de semana em Cuiabá terá dança, gastronomia, arte e novidades no cinema
Sustentabilidade19 horas agoAbiove atualiza projeções da soja para 2026 e divulga estimativas para o próximo ano
Business17 horas agoCustos elevados e crédito restrito desafiam produtores rurais em MT
Business17 horas agoEsmagamento de soja deve chegar a 66 milhões de toneladas em 2027, projeta Abiove
Business21 horas agoFamato e Indea alertam para Newcastle e risco às exportações de frango de MT
Featured20 horas agoEmpresária amplia produção de uniformes escolares e corporativos com apoio da Desenvolve MT
Sustentabilidade20 horas agoMS produziu 16,2 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026 – MAIS SOJA

















