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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Efense e Embrapa avançam em tecnologia inédita para produção de fungos no controle da mosca-branca – MAIS SOJA

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A parceria entre a Efense e a Embrapa Meio Ambiente, iniciada oficialmente em 2021, avança no desenvolvimento de uma tecnologia inédita no país para produção de fungos por fermentação líquida submersa, apontada como uma das alternativas mais promissoras para o controle biológico da mosca-branca – uma das pragas mais difíceis de manejar na agricultura brasileira. O projeto começou a ser delineado antes mesmo da criação da Efense e ganhou forma com a inauguração da fábrica da empresa em 2022, em Edeia, município do sul de Goiás.

Biorreatores Photo: Divulgação Efense.

Segundo Marcus Santana, CEO da Efense, a equipe já acompanhava os primeiros estudos da Embrapa sobre a produção de fungos em meio líquido. Esse movimento motivou o acordo de cooperação técnica firmado com os pesquisadores Jeanne Prado, Wagner Bettiol e o analista Gabriel Mascarin. “Desde o início, vimos que seria possível produzir fungos por fermentação submersa. Quando entendemos, com o Mascarin, a rapidez de infecção de blastosporos de Cordyceps javanica e Beauveria bassiana produzidos nesse sistema, nos interessamos rapidamente pela tecnologia”, afirma.

O acordo firmado em 2021 tem como foco a produção de C. javanica e B. bassiana, ambas cepas bioprospectadas pela Embrapa. A companhia goiana já dispõe de infraestrutura consolidada para produção de bactérias – cerca de 60 mil litros por mês –, mas a fabricação de fungos exige biorreatores menores e ciclos mais longos, o que limita o volume a cerca de 7 a 8 mil litros mensais. Mesmo assim, a parceria conseguiu validar a tecnologia em diferentes escalas, passando de biorreatores de 10 litros para biorreatores de até mil litros, com elevada concentração de blastosporos, estrutura fúngica produzida especificamente pela fermentação líquida.

A Efense nasceu da demanda de agricultores da região, principalmente produtores de grãos que já utilizavam bioinsumos produzidos nas próprias fazendas, mas enfrentavam dificuldades para garantir qualidade, estabilidade e ausência de contaminação. Diante desse cenário, nove produtores decidiram investir na construção da biofábrica e fundaram também a Associação Goiana de Agricultura Sustentável, dedicada à promoção do controle biológico e ao uso de microrganismos em diferentes aplicações, do manejo de pragas ao estímulo do crescimento vegetal. Hoje, boa parte do que a empresa produz abastece essa associação.

A mosca-branca é uma praga de difícil controle, sobretudo quando se depende apenas de químicos. Pesquisas de Mascarin demonstraram que Cordyceps e Beauveria apresentam bons resultados no manejo do inseto, mas o grande diferencial veio com o desenvolvimento da fermentação líquida, capaz de produzir blastosporos com maior eficiência biológica. A Efense passou então a apoiar os estudos com o objetivo de registrar e lançar no mercado um produto comercial à base dessas estruturas. Atualmente, não há nenhum bioinsumo com blastosporos registrado no Ministério da Agricultura, o que pode fazer da empresa a primeira a colocar esse tipo de tecnologia à disposição dos produtores.

Os testes de campo realizados em propriedades e estações experimentais têm mostrado forte redução da população de mosca-branca, indicando potencial para ampliar produtividade e diminuir perdas causadas pela praga. O próximo desafio da equipe é aprimorar a formulação para aumentar o tempo de prateleira dos produtos, hoje menor que o observado nos fungos produzidos em fermentação sólida tradicional. A previsão é concluir essa etapa e solicitar o registro ao Ministério da Agricultura, visando ao lançamento comercial conjunto com a Embrapa em 2027.

A pesquisa da Embrapa Meio Ambiente com o uso da fermentação líquida submersa como alternativa mais rápida, sustentável e econômica para produção de bioinsumos fúngicos está bastante avançada. O processo permite controle rigoroso das condições de cultivo, maior eficiência na multiplicação dos microrganismos e produção em larga escala, além de possibilitar o uso de diferentes tipos de propágulos, como blastosporos, conídios, micélio e microescleródios. A tecnologia pode ser aplicada ao desenvolvimento de bioinseticidas, bioestimulantes e agentes de controle biológico para diversas culturas, incluindo soluções para pragas como a cigarrinha-do-milho.

Com a parceria, Efense e Embrapa buscam não apenas oferecer um novo instrumento de manejo, mas também fortalecer a adoção de insumos biológicos em sistemas agrícolas, ampliando alternativas para reduzir o uso de químicos e promover práticas mais sustentáveis no campo.

Fonte: Cristina Tordin – Embrapa Meio Ambiente



 

FONTE

Autor:Cristina Tordin/Embrapa Meio Ambiente

Site: EMBRAPA



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Sustentabilidade

Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Colheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA

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A colheita de soja está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente.

A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater-RS/Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 116,35 para R$ 118,24, representando aumento de 1,62% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

O que deve ser considerado antes de realizar a escolha da cultivar a utilizar na próxima safra? – MAIS SOJA

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A escolha da cultivar de soja é uma das decisões mais importantes do planejamento da safra, pois influencia diretamente o potencial produtivo, a estabilidade da produção e a rentabilidade da lavoura. Para que essa escolha seja eficiente, é necessário considerar fatores relacionados ao ambiente de produção, ao sistema de cultivo, ao nível tecnológico empregado e às limitações presentes em cada área.

O primeiro critério para a escolha da cultivar é o entendimento do sistema de produção e das condições ambientais locais, como temperatura, radiação solar e fotoperíodo. Esses fatores determinam a época de semeadura e influenciam diretamente o potencial produtivo da cultura. Em sistemas intensificados, entretanto, nem sempre é possível realizar a semeadura na janela de maior potencial produtivo, pois os produtores buscam maximizar a eficiência econômica de todo o sistema de produção. Nesses casos, torna-se necessária a identificação dos fatores que limitam ou possam limitar a produção permitindo selecionar biotecnologias e tolerâncias genéticas específicas para mitigar esses fatores (Figura 1).

Figura 1. Etapas para escolha da cultivar de soja.
Fonte: Equipe Field Crops

Fonte: Equipe Field Crops

Além da identificação dos fatores limitantes da produção, a escolha da cultivar deve considerar as condições de manejo adotadas na propriedade, representadas pelo nível tecnológico empregado em cada lavoura (Figura 2). Em áreas de alto nível tecnológico, caracterizadas por elevada fertilidade do solo, semeadura precisa, uso de sementes de alta qualidade e manejo baseado em dados, recomenda-se a utilização de cultivares de alto potencial produtivo, com grupo de maturação relativo (GMR) próximo ao ciclo agronômico ótimo (CAO) para a região e tolerância ao acamamento. Já em lavouras de médio e baixo nível tecnológico, onde há menor investimento em tecnologia e maior desuniformidade de plantio, são mais indicadas cultivares com ciclo um pouco superior ao CAO, elevada capacidade de ramificação, alto potencial genético e resistência a doenças e pragas frequentes na área.



Em lavouras com limitações de natureza nutricional, essas restrições podem ser corrigidas por meio do manejo adequado da fertilidade do solo. Já as limitações hídricas estão associadas tanto às características do solo, como sua capacidade de armazenamento de água, quanto às condições climáticas, especialmente à quantidade e à distribuição das chuvas. Como a quantidade e a distribuição das chuvas variam entre as safras, uma área com baixa limitação hídrica em um ano pode apresentar restrições significativas em outro. Dessa forma, a escolha da cultivar deve considerar simultaneamente o ambiente de produção, o sistema de cultivo, o nível tecnológico da propriedade e os fatores limitantes da lavoura. A correta integração desses fatores permite selecionar materiais mais adaptados a cada situação produtiva, contribuindo para maior estabilidade de rendimento, melhor aproveitamento dos investimentos realizados e maior rentabilidade da atividade agrícola.

Figura 2. Características a serem consideradas na escolha de cultivares conforme o nível tecnológico e o nível de limitações de cada lavoura.
Fonte: Equipe Field Crops
Referências:

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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