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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Agricultura de precisão transforma o campo brasileiro e aproxima sustentabilidade do consumidor urbano  – MAIS SOJA

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A agricultura brasileira vive um avanço silencioso, mas decisivo, com a rápida expansão da chamada agricultura de precisão. O método reúne práticas e tecnologias que permitem manejar a lavoura considerando as diferenças existentes dentro de cada área, tornando o uso dos recursos mais eficiente. A abordagem parte do princípio de que solo, fertilidade, umidade, ocorrência de pragas e até o potencial produtivo variam dentro da mesma fazenda, por vezes, em poucos metros.

“Cada talhão é único. Quando o produtor entende essas diferenças, consegue aplicar a quantidade certa de insumo, no lugar certo e no momento certo, evitando desperdícios e elevando o rendimento da área”, explica a agrônoma Suelem Gonçalves, coordenadora do curso de Agronomia da UNINASSAU Vilhena.

Entre as tecnologias mais utilizadas no campo brasileiro estão GPS acoplado a máquinas agrícolas, softwares de monitoramento, drones para mapeamento aéreo e sensores que avaliam umidade, nutrientes e temperatura do solo. As colheitadeiras também passaram a gerar mapas de produtividade, que mostram exatamente quanto cada parte da lavoura produziu. Todas essas informações são integradas em plataformas digitais, como FieldView, Aegro ou PIX4D, que transformam dados brutos em recomendações práticas de manejo.

Segundo Suelem Gonçalves, os benefícios são amplos. Para o produtor, há redução de custos com insumos, mais produtividade por hectare, menos retrabalho e operações mais rápidas e precisas. Para o consumidor urbano, o impacto também chega à mesa. “Alimentos mais baratos, maior estabilidade na oferta e produtos cultivados com menor uso de químicos e menor impacto ambiental. A agricultura de precisão é uma poderosa aliada da sustentabilidade, porque reduz perdas, diminui o uso excessivo de fertilizantes e defensivos e preserva o solo e a água”, reforça a coordenadora.

Além da eficiência produtiva, o modelo contribui diretamente para a preservação ambiental. A aplicação localizada de defensivos evita pulverizações desnecessárias; o uso racional de adubos diminui perdas por lixiviação; a correção equilibrada do solo melhora sua saúde; e máquinas mais precisas reduzem o consumo de combustível. O resultado é produzir mais conservando recursos naturais.

Apesar dos avanços, ainda existem desafios para a adoção ampla da prática no país, como o custo inicial das tecnologias, a falta de capacitação técnica para interpretação de dados e a conectividade limitada no meio rural. A solução passa por ações conjuntas. Treinamentos mais acessíveis promovidos por universidades, órgãos de extensão rural e instituições como o Senar, além de cooperação entre produtores para compra compartilhada de equipamentos e o avanço da internet no campo.

A agrônoma destaca ainda que os princípios da agricultura de precisão podem ser usados até mesmo por quem não vive no campo. Em pequenas hortas domésticas, é possível observar diferenças de umidade, sombra e crescimento entre vasos, regar de forma localizada, usar adubo na dose correta e registrar o desenvolvimento das plantas. “O conceito é simples: cada espaço tem necessidades diferentes. Quando entendemos isso e manejamos com base em observação e dados, já estamos aplicando agricultura de precisão, mesmo no quintal de casa”, finaliza Suelem.

Com tecnologia acessível, impacto sustentável e resultados concretos, a agricultura de precisão se consolida como uma das principais ferramentas para o futuro do agronegócio brasileiro e um elo cada vez mais forte entre o campo e a cidade. Para saber mais detalhes sobre o curso de Agronomia da UNINASSAU Vilhena, acesse o site: vestibular.uninassau.edu.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa UNINASSAU



 

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Sustentabilidade

Farsul alerta produtores sobre novas diretrizes no Crédito Rural – MAIS SOJA

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiu, por meio de sua Assessoria Jurídica, nesta quarta-feira (01/07/2026), um alerta aos produtores rurais referente à entrada em vigor da Resolução CMN n° 5.314, de 25 de junho de 2026. A normativa altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), especificamente no que se refere às regras para a prorrogação, ou alongamento, das operações de crédito.

O que muda na prática? Com a nova redação do item 2-6-4 do MCR, as instituições financeiras passam a ter autorização, por sua conveniência e decisão, para prorrogar operações de crédito mantendo os encargos financeiros originalmente pactuados. Para que o pedido seja analisado, o mutuário deve comprovar a dificuldade temporária de pagamento, que pode ser motivada por:

  • Dificuldades na comercialização dos produtos;
  • Frustração de safras por fatores adversos;
  • Ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações;
  • Problemas no fluxo de caixa causados pelo impacto acumulado de perdas em safras anteriores devido a eventos climáticos.

Nesses casos, cabe à própria instituição financeira atestar a necessidade da prorrogação e verificar a capacidade de pagamento do produtor.

Orientações da Assessoria Jurídica Embora a alteração amplie a margem de decisão dos bancos na análise dos pedidos administrativos, a Assessoria Jurídica da Farsul destaca pontos cruciais para a classe produtora:

  1. Aplicação: O entendimento da federação é de que a mudança se aplica apenas a contratos firmados a partir desta data, 01/07/2026.
  2. Direito do Produtor: A Farsul reforça que permanecem vigentes os princípios constitucionais e as leis do crédito rural. Segundo o entendimento dos tribunais, caso o produtor comprove os requisitos necessários, o alongamento da dívida é um direito garantido, e não uma mera liberalidade do banco.
  3. Formalização: O produtor deve protocolar o pedido de prorrogação junto à instituição financeira, instruindo-o com documentos que comprovem a incapacidade temporária de pagamento – como laudos técnicos agronômicos – preferencialmente antes do vencimento da parcela ou da operação.

A Farsul ressalta que a medida surge em um cenário de preocupação do setor, marcado por perdas climáticas sucessivas, aumento do endividamento e desafios no acesso ao crédito. A entidade segue à disposição dos produtores para orientações adicionais.

Confira a Nota Técnica na íntegra, clicando aqui.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

Algodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.

O mercado foi pressionado pelo desempenho das vendas semanais americanas e por fatores técnicos. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2025/26, iniciada em 10 de agosto, ficaram em 49.000 fardos na semana encerrada em 25 de junho. O maior importador foi o Vietnã, com 23.200 fardos.

Para a temporada 2026/27, foram mais 44.100 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,72 centavo, ou de 0,9%. Março/2027 fechou a 78,52 centavos, queda de 0,67 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.

As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.

Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.

A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.

Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.

Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.

Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.

Fonte: Emater/RS



 

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