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10 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador da Embrapa meio Ambiente Wagner Bettiol defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chamou atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Bettiol alerta que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destaca que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana. Esse debate aconteceu mo BioSummit 2026, de 6 a 7 de maio, em Campinas, SP.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos Alexandre Cruciol apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

O BioSummit

O BioSummit 2026 reuniu pesquisadores, produtores rurais, empresas, consultores, especialistas e estudantes para discutir o papel dos bioinsumos na agricultura sustentável e os desafios impostos pela mudança climática. O encontro abordou temas que vão do campo à mesa, envolvendo produção, colheita, transporte, processamento e comercialização de alimentos. Além disso, aprofundou a discussão sobre o papel dos bioinsumos na agricultura brasileira e mundial.

Na abertura, a CEO do FB Group e da Rebate Agro, Daiana Lopes, destacou a importância da produção sustentável aliada ao compartilhamento de conhecimento. Ela agradeceu a participação da comissão científica, patrocinadores, produtores e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

A jornalista especializada em agro Renata Maron ressaltou o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil. Segundo ela, o país atingiu em 2025 a potencial área tratada em cerca de 194 milhões de hectares cultivados com essas tecnologias, superando em quatro vezes a média global. O percentual de adoção passou de 22% para 47% em apenas cinco anos.

Maron também destacou a contribuição da pesquisadora da Embrapa Mariângela Hungria nas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio, além de reconhecer o trabalho da comissão científica formada por Wagner Bettiol da Embrapa Meio Ambiente, Flávio Medeiros da Universidade Federal de Lavras (UFla) e Sergio Massari da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR).

O consultor do programa Globo Rural, o engenheiro agrônomo Chukichi Kurozawa, foi homenageado durante o evento pelos 27 anos de atuação no setor de difusão do conhecimento para a comunidade. Em seu agradecimento, afirmou ser um privilégio participar do encontro e receber a homenagem ao lado de pessoas que considera especiais.

A pesquisadora Kátia Nechet da Embrapa Meio Ambiente foi moderadora do painel “Onde estão os bioherbicidas?” A palestra foi ministrada pelo professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa, Robert Weingart Barreto, que trabalha com o tema há mais de 20 anos. Ela abordou aspectos históricos no desenvolvimento de bioherbicidas, destacando o projeto pioneiro no Brasil iniciado na Embrapa Soja, pelo pesquisador Yorinori Tadashi e os obstáculos que ainda existem nesta linha temática. Robert Barreto apresentou exemplos de controle que dão suporte e fortalecem o uso de fungos fitopatogênicos como agentes de controle biológico de plantas daninhas.

De acordo com Bettiol, o BioSummit é o principal evento sobre bioinsumos do Brasil e da América Latina. O evento permite que todos os atores envolvidos, desde a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização dos bioinsumos, bem como até a aplicação no campo, se encontrem num mesmo ambiente. Isso é fundamental para todos os setores relacionados com a atividade, pois ocorre uma troca intensa de informações nos dois dias do evento.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Exportações recuam frente a jul/25; cautela consumidora limita negociações – MAIS SOJA

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Mesmo com leve melhora no fim de julho, os embarques brasileiros de milho seguem abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, devido ao atraso da colheita nesta temporada e aos baixos valores praticados nos portos. Segundo o Cepea, o cenário de liquidez limitada se estende às negociações no mercado doméstico, com consumidores cautelosos para novas negociações.

De acordo com o Centro de Pesquisas, consumidores brasileiros seguem cautelosos em relação às negociações. Boa parte deles, apesar de ativa no mercado, segue resistente aos patamares firmes de produtores que, por sua vez, limitam o volume de ofertas e priorizam o consumo dos estoques, devido ao atraso da colheita, apostando que as exportações ganhem ritmo.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Chuvas nos EUA pressionam futuros, mas prêmios sustentam cotações no BR – MAIS SOJA

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As condições favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana reforçaram as expectativas de aumento da oferta global de soja e pressionaram os contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) nos últimos dias.

No Brasil, porém, segundo o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação de soja e derivados, impulsionada pelo aquecimento da demanda interna e pelo maior interesse de compradores estrangeiros, tem limitado o repasse das baixas externas aos preços domésticos.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a redução das preocupações com a produção nos Estados Unidos afastou compradores das aquisições de grandes volumes, pressionando as cotações da oleaginosa na CME Group.

No mercado brasileiro, além da valorização dos prêmios, o avanço reflete também o aquecimento do consumo interno e a elevada demanda de compradores estrangeiros por produtos brasileiros, conforme apontamento do Cepea.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet – MAIS SOJA

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A Receita Federal disponibiliza a partir desta segunda-feira (10) a versão web do serviço Minhas Declarações do ITR, que permite preencher, transmitir, retificar e consultar online a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), sem necessidade de instalar programas no computador.

O acesso será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal com conta gov.br nível prata ou ouro.

O uso da plataforma será obrigatório para pessoas jurídicas e físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares. Proprietários de áreas de até 100 hectares também poderão apresentar a declaração por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).

A DITR é o documento usado para informar à Receita Federal os dados cadastrais do imóvel rural e de seu titular, as áreas do imóvel e outras informações necessárias para a apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

Devem apresentar a declaração os proprietários, usufrutuários, titulares do domínio útil ou detentores de imóveis rurais, pessoas físicas ou jurídicas. Em situações específicas, a obrigação também alcança condôminos, compossuidores e inventariantes.

Segundo a Receita Federal, o ambiente digital reúne, em um único local, declarações, recibos e documentos relacionados ao ITR, além de oferecer recursos como pré-preenchimento de dados cadastrais e acesso por dispositivos móveis.

A entrega da DITR fora do prazo está sujeita à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (Maed).

Fonte: Agência Brasil

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