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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

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Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.

Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.

Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.

Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico

O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.

O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.

Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

Sobre a ABMRA

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.

A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.

Fonte: Assessoria


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Sustentabilidade

Soja apresenta movimentação nesta quinta-feira; confira como ficaram os preços da oleaginosa

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Foto: Ascom Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de maior movimentação nesta quinta-feira (25), com fluxo mais intenso de negócios nos portos e melhora nas cotações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre as altas na Bolsa de Chicago e os prêmios firmes favoreceu a formação de preços ao longo da sessão.

De acordo com o analista, Chicago avançou impulsionada pelas melhores vendas da safra nova norte-americana. Ao mesmo tempo, o dólar recuou levemente e os prêmios permaneceram firmes, fortalecendo as indicações nos portos. “A cotação no porto chamou a atenção”, destacou Silveira.

No mercado interno, as indicações de compra também apresentaram melhora. Apesar disso, os produtores mantiveram postura cautelosa diante do cenário. “O produtor segue fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, afirmou o analista.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 116,50 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 117,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para importantes regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias, com potencial para prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu uma recuperação técnica dos preços.

O mercado também encontrou sustentação nos bons números das exportações semanais norte-americanas, na recuperação dos preços do petróleo e na queda do dólar, que devolveu parte da competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado internacional.

Além disso, os agentes começaram a ajustar suas posições antes da divulgação de importantes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para a próxima semana. Na terça-feira (30), serão divulgados os dados de plantio da safra 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos em 1º de junho.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 18,75 centavos de dólar, ou 1,69%, a US$ 11,27 1/2 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,37 por bushel, avanço de 20,25 centavos ou 1,81%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para julho fechou com alta de US$ 4,60, ou 1,51%, a US$ 308,20 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho terminou o dia em 70,81 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,35 centavo, equivalente a 1,94%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,37%, cotado a R$ 5,1805 para venda e R$ 5,1785 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1665 e a máxima de R$ 5,2185.

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Sustentabilidade

Entendendo os componentes de produtividade na soja, visando altas produtividades – MAIS SOJA

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A produtividade da cultura da soja é construída a partir dos seus componentes de rendimento (ou componentes de produtividade). Na soja, os principais componentes são o número de legumes por área, o número de grãos por legume e o peso de mil grãos (PMG). Quando expressos em valores ótimos, esses componentes permitem alcançar altas produtividades, resultando da interação G × A × M (genética × ambiente × manejo) (Figura 1), a qual viabiliza a máxima exploração de cada componente.

Figura 1. Relação entre genética x ambiente x manejo na expressão dos componentes de produtividade.
Fonte: Equipe Field Crops.

O primeiro componente, o número de legumes por área, começa a ser definido na semeadura e no estabelecimento inicial das plântulas. A densidade ótima de plantas deve ser determinada com base nas características genéticas da cultivar, na época de semeadura e nos recursos disponíveis no ambiente de produção. Por outro lado, o número de grãos por legume é o componente que apresenta maior estabilidade, devido à alta herdabilidade genética da característica e à menor influência ambiental (Van Roekel, 2015; Jeong et al., 2012). Por fim, o peso de mil grãos (PMG) é uma variável determinada geneticamente, mas fortemente influenciada pelo ambiente (como a disponibilidade hídrica) e pelo manejo (fertilidade do solo e proteção contra o ataque de doenças e insetos praga, como os sugadores).

A alta plasticidade da planta de soja decorre do efeito de compensação entre esses componentes, ou seja, a redução de um deles pode ser compensada pelo incremento nos demais. Esse efeito compensatório depende do estádio fenológico em que os estresses ocorrem (Figura 2) e é determinado pela relação fonte-dreno de fotoassimilados. Conforme demonstrado por Cerrudo & Naeve (2024), restrições severas em estádios avançados, como no enchimento de grãos (R5.5 a R6), reduzem drasticamente o peso relativo dos grãos sem que a planta consiga compensar no número total, visto que os componentes anteriores já foram definidos.

Figura 2. Efeito de compensação entre o número de grãos e o peso de grãos em soja em função do estágio fenológico da imposição de um estresse em experimentos conduzidos durante 2022 e 2023 em St Paul/ Minnesota, EUA. Os valores são normalizados em relação às parcelas de controle sem estresse (linha tracejada preta horizontal e vertical). As linhas tracejadas cinza conectam pontos com a mesma proporção (%) de produtividade em relação ao controle.
Adaptado de: Cerrudo & Naeve (2025)

Em suma, a alta produtividade da soja não depende de um fator isolado, mas sim do equilíbrio e da proteção de cada componente de rendimento ao longo do ciclo. Sabendo que os estresses tardios afetam o peso dos grãos sem chance de recuperação, compreender essa dinâmica fisiológica e a capacidade de resposta da cultura é o que diferencia o manejo convencional de uma agricultura de alta performance. O sucesso do produtor reside em antecipar cenários e blindar a lavoura nos momentos críticos, garantindo que a interação G × A × M atinja sua máxima eficiência econômica e produtiva.



Referências:

CERRUDO, A.; NAEVE, S. L. Redefining soybean critical period for yield determination. Field Crops Research, v. 321, p. 109662, 2024. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429024004155 >, acesso: 13/06/2026

JEONG, N. et al. Ln Is a Key Regulator of Leaflet Shape and Number of Seeds per Pod in Soybean. The Plant Cell, v. 24, n. 12, p. 4807–4818, 2012. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23243125/> , acesso: 10/06/2026

VAN ROEKEL, R. J.; PURCELL, L. C.; SALMERÓN, M. Physiological and management factors contributing to soybean potential yield. Field Crops Research, v. 182, p. 86–97, 2015. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429015001847 >, acesso 10/06/2026

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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Sustentabilidade

Milho brasileiro atinge novo patamar de produtividade e supera 369 sacas por hectare – MAIS SOJA

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Os resultados do Concurso Getap Verão 2026 confirmaram, mais uma vez, o avanço da tecnologia e da gestão agrícola na cultura do milho brasileiro. Com produtividades recordes e participação crescente de produtores de diferentes regiões, a edição deste ano consolidou o potencial produtivo do país e evidenciou a disseminação de conhecimento técnico e inovação no campo.

Segundo Gustavo Capanema, coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), o desempenho obtido nesta safra reforça a evolução contínua do grão em diferentes ambientes produtivos. “Em resumo, o Getap Verão deste ano foi um grande sucesso em termos de resultados, adesão, tecnologias e desempenho geral. Tivemos recordes quebrados e a tendência é manter esse crescimento. Cada ano traz um desafio diferente, seja em relação ao clima, à pressão de pragas ou a outras intempéries. Ainda assim, o produtor mostra que está sempre preparado para enfrentá-los”, destaca.

No Sul nacional, sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 sc/ha. Foto: Divulgação

Resultados regionais

Na Região Oeste, onde a área destinada ao milho verão é menor em comparação a outras áreas produtoras, o concurso demonstrou que o potencial produtivo continua elevado. O primeiro lugar na categoria sequeiro ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que alcançou produtividade de 208,28 sacas por hectare.

Já na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar nacionalmente. Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto, liderou a categoria sequeiro, com 315,37 sacas por hectare. Na sequência, aparece João Antônio Gorgen, também de Formosa do Rio Preto, com duas marcas: 274,25 e 272,44 sc/ha. Completam a lista de vencedores o agricultor Johnny Alberto Quesinski, de Luís Eduardo Magalhães (258,91 sc/ha), Olmiro Flores de Oliveira, de Riachão das Neves (257,51 sc/ha), e Eduardo Faccioni, de Correntina (234,05 sc/ha).

Conforme analisa Capanema, o Norte deu sequência ao desempenho registrado no ano passado, com resultados surpreendentes, também acima de 300 sc/ha. “Isso demonstra a força baiana e de outras regiões. Ao observarmos o top 5 da Bahia no sequeiro, vemos produtividades elevadas, o que ficou muito positivo”, ressalta.

A força de Minas Gerais ficou evidente nos resultados da Região Centro. Na categoria irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí, com 289,55 sc/ha. Também figuraram entre os destaques Olindo Cesar Corso, de Bambuí (287,64 sc/ha), Alexandre Avelar, de Três Corações (280,89 sc/ha), Antônio Roberto Bergamasco, de Perdizes (267,01 sc/ha), e Matheus Miaki, de Patrocínio, com dois resultados entre os seis melhores colocados, alcançando 261,69 e 237,54 sc/ha.

No Centro, categoria sequeiro, Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), conquistou o primeiro lugar, com 307,71 sc/ha. Diego Vettori, de Campanha, ficou em segundo, com 299,13 sc/ha, seguido por Marcus Veiga e Carlos Fábio Rivelli, ambos de São João del Rei, com 282,73 e 281,81 sc/ha, respectivamente. José Marcio Piassa e Família, de Araguari, registrou 279,36 sc/ha, enquanto Vander Andrade, de Luminárias, fechou o ranking dos seis melhores com 278,79 sc/ha.

“Na Região Centro, tanto no sequeiro quanto no irrigado, os resultados mostraram mais uma vez que não apenas o Sul do estado se destacou, mas também o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. Foram produtividades acima de 300 sacas e médias próximas desse patamar nas duas categorias, números realmente impressionantes, que reforçam a importância da regionalização”, afirma o coordenador técnico.

Maiores médias

Os maiores números do concurso, entretanto, vieram da Região Sul. Na categoria irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), liderou com 359,61 sc/ha. Também integraram o ranking Thailo Bevilaqua, de Santa Bárbara do Sul (357,63 sc/ha), Avelino Menegaz, de Jacutinga (338,34 sc/ha), Valdir Fantini, de Vila Lângaro (334,07 sc/ha), Thales Antônio Scalco, de Campo Novo (331,09 sc/ha), e Raul von Mühlen, de Dois Irmãos das Missões (319,22 sc/ha).

No Sul nacional, na categoria sequeiro, Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), alcançou o maior resultado de todo o concurso, com expressivas 369,92 sc/ha. O ranking foi completado pelo Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (362,82 sc/ha), Agro Mallon, de Canoinhas (360,55 sc/ha), Karl Eduard Milla, de Pinhão (354,62 sc/ha), Ralf Karly, de Candói (353,23 sc/ha), e Ricardo Arthur Leh, de Guarapuava (348,97 sc/ha). “Na Região Sul, como já divulgado anteriormente, tivemos recordes expressivos, com o top 10 das categorias superando os resultados do ano passado e alcançando médias excelentes”, diz Capanema.

Para o coordenador técnico, os resultados obtidos em todas as regiões demonstram que o acesso à informação e às tecnologias de produção está cada vez mais democratizado no agronegócio brasileiro. “Temos milho sendo produzido praticamente em todo o Brasil, com tetos produtivos altíssimos. Isso mostra que a tecnologia das empresas, dos técnicos, dos pesquisadores e de todos os profissionais envolvidos está sendo propagada e disseminada por todo o país”, cita o coordenador.

Além disso, para ele, independentemente da região em que o produtor esteja, é possível ter acesso a informações e ferramentas que permitem alcançar excelentes colheitas. “O produtor colheu os louros do seu trabalho e já começa a se preparar para o próximo ano, mais uma vez buscando produtividades cada vez mais elevadas”, conclui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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