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Sustentabilidade

Antes do USDA, mercado de soja deve seguir travado no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve seguir travado nesta-terça-feira, com os dois principais formadores de preços em sentidos opostos. A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem perdas, à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve elevar os estoques finais do país. Já o dólar mostra força frente ao real e atua como contraponto, trazendo suporte às cotações.

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja operou totalmente travado. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve indicações relevantes, com preços recuando em várias regiões e compradores completamente de lado.

Segundo ele, o mercado ficou parado à espera do relatório de oferta e demanda, que será divulgado nesta terça. Silveira acrescenta que a bolsa caiu, o dólar mostrou volatilidade e os prêmios até subiram um pouco, mas sem impacto significativo. “Na safra nova, não houve reportes de grandes negócios; se saiu algo, foi muito pontual”, disse.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca diminuiu de R$ 140,00 para R$ 138,00, enquanto em Santa Rosa (RS) recuou de R$ 140,50 para R$ 139,00. Em Cascavel (PR), os valores seguiram em R$ 136,00. Em Rondonópolis (MT), houve queda de R$ 123,00 para R$ 121,00, e em Dourados (MS) a saca estabilizou em R$ 126,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação ficou em R$130,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) recuou de R$ 144,00 para R$ 143,00 por saca, enquanto Rio Grande (RS) recuou de R$ 146,00 para R$ 143,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com queda de 0,61% para o contrato janeiro/26 do grão, coatado a U$ 10,87 por bushel.

* O mercado opera próximo ao menor nível de preços em seis semanas, pressionado pelas incertezas sobre a demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos e pela expectativa de que a grande oferta sul-americana manterá o abastecimento confortável. O Departamento de Agricultura dos EUA divulga ainda hoje o relatório mensal de oferta e demanda, que pode movimentar as cotações.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,40% a R$ 5,4422. O Dollar Index registra alta de 0,03% a

99,123 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. China, -0,37%. Japão, +0,14%.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,60%. Frankfurt, +0,31%. Londres, +0,15%.

* O petróleo opera em alta. Janeiro do WTI em NY: US$ 59,08 o barril (+0,33%).

AGENDA

—-Terça-feira (9/12)

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Relatório de oferta e demanda mundial e dos EUA para grãos – USDA/Wasde, 14h.

– Primeiro dia de reunião do Copom.

—–Quarta-feira (10/12)

– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e o INPC referentes a novembro.

– Dados trimestrais de abate no Brasil – IBGE, 9h.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: A decisão de política monetária, junto com as projeções para a economia, será publicada às 16h pelo FED.

– Segundo dia de reunião do Copom e atualização da Selic.

– Japão: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Quinta-feira (11/12)

– China: O saldo da balança comercial de novembro será publicado à meia-noite pela alfândega.

– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 7h pela AIE.

– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a novembro.

– Nova projeção para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.

– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado às 10h pela OPEP.

– EUA: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.

– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 11/12 – USDA, 10h30

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (12/12)

– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de novembro será publicada às 4h pelo Destatis.

– Reino Unido: A leitura mensal do PIB de outubro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Rodrigo Ramos / Safras News



 

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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