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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Uso estratégico de inseticidas no controle da cigarrinha-do-milho: quando e como intervir para proteger a produtividade – MAIS SOJA

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Considerada a principal praga da atualidade na cultura do milho, a cigarrinha-do-milho, espécies (Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera) é o principal vetor de transmissão dos enfezamentos. Os enfezamentos são doenças causadas por microrganismos fitopatogênicos conhecidos como molicutes, capazes de infectar a planta de forma sistêmica, causando perdas de produtividade que podem chagar a 100% em alguns casos (Cota et al., 2021).

Figura 1. Redução do tamanho de espigas e problemas de polinização/granação em plantas afetadas por enfezamentos.
Foto: Felipe Souto

Tendo em vista que a cigarrinha é responsável pela transmissão dos enfezamentos, controlar esse vetor é a principal estratégia de manejo para conter o desenvolvimento dos enfezamentos. Ainda que distintas estratégias de manejo possam ser adotadas visando reduzir a incidência da cigarrinha e a proliferação dos enfezamentos, em escala comercial o controle químico prevalece como medida de controle para combater a cigarrinha.

Contudo, ainda não há nível de ação pré-definida para o controle químico da cigarrinha-do-milho, uma vez que a capacidade em transmitir os enfezamentos está condicionada a indivíduos infectados com os molicutes e não a densidade populacional da praga. Nesse sentido, o uso estratégico de inseticidas contribui para o aumento da acurácia no controle da cigarrinha-do-milho.

Uso estratégico de inseticidas

Para garantir maior eficiência no controle da cigarrinha-do-milho, algumas medidas de manejo são fundamentais para o uso estratégico dos inseticidas. Entre elas destacam-se o monitoramento da praga, a definição adequada do período de controle, o posicionamento dos ingredientes ativos mais eficazes, a rotação de princípios ativos e o correto intervalo entre as pulverizações.

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Monitoramento

O monitoramento periódico das áreas de cultivo é determinante para o sucesso no manejo e controle da cigarrinha-do-milho. O monitoramento da praga é  realizado, principalmente, com o uso de armadilhas adesivas responsáveis por capturar os insetos. Essas armadilhas devem ser instaladas antes mesmo da semeadura e acompanhadas periodicamente até o fim da fase crítica da cultura. De acordo com as recomendações técnicas, devem ser posicionadas a cerca de 50 metros da borda da lavoura e mantidas de 20 a 30 cm acima do dossel do milho (figura 2). As cartelas adesivas precisam ser substituídas semanalmente ou, preferencialmente, a cada três dias (Coleagro).

Figura 2. Armadilha adesiva (Yellow Trap) utilizada para o monitoramento da cigarrinha-do-milho.
Fonte: Governo do Estado do Paraná (2022)
Período crítico

Mesmo não havendo nível de ação pré-estabelecido para o controle da cigarrinha-do-milho, sabe-se que há um período no qual o potencial da praga em causar danos é maior. Esse período é conhecido como período crítico, e normalmente varia de VE a V5, podendo se estender até V8 em alguns casos (figura 3). Durante o período crítico, mesmo sem nível de ação pré-estabelecido, a presença da cigarrinha-do-milho já justifica seu controle, tendo em vista o elevado potencial dos enfezamentos em causar danos.

Figura 3. Período Crítico de controle da cigarrinha-do-milho.

Nesse contexto, inseticidas com foco no controle da cigarrinha-do-milho na pós-emergência da cultura devem ser posicionadas apenas durante o período crítico, quando o monitoramento indicar a presença da praga na lavoura. A adoção dessa estratégia permite um uso racional dos inseticidas, aumentando a eficácia no controle e reduzindo os danos em função do desenvolvimento dos enfezamentos.

Posicionamento de princípios ativos mais eficientes

Ao analisar a suscetibilidade da cigarrinha do milho a seis inseticidas (carbosulfan, metomil, acefato, bifentrina, acetamiprido e Imidacloprido), Machado et al. (2024) observaram que algumas populações da cigarrinha do milho (D. maidis), apresentam maior suscetibilidade a determinados inseticidas, o que aumenta a eficácia no controle da praga ao posicionar inseticidas mais eficientes. Conforme resultados observados pelos autores, a maioria das populações de cigarrinha apresenta alta suscetibilidade, com menor taxa de sobrevivência, aos inseticidas metomil, carbosulfan e acefato, exceto uma população da Bahia, que demonstra menor suscetibilidade ao metomil.

Em contrapartida, todas as populações avaliadas exibiram suscetibilidade reduzida à bifentrina, ao acetamiprido e ao imidacloprido.(Machado et al., 2024). Esses resultados comprovam que o posicionamento do inseticida quando ao principio ativo é uma das formas de aumentar a eficiência no controle da cigarrinha-do-milho, reduzindo consequentemente o impacto dos enfezamentos no milho.

Rotação de princípio ativos

Mesmo usando o posicionamento de princípios ativos de maior performance como estratégia no controle químico da cigarrinha-do-milho, é fundamental atentar para o manejo da resistência da praga aos inseticidas. O uso frequente de inseticidas de mesmo mecanismo de ação e/ou princípio ativo é desaconselhado, principalmente o uso consecutivo, mesmo se tratando de inseticidas de elevada efetividade.

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O uso consecutivo e frequente de inseticidas similares acelera a seleção de indivíduos resistentes, desencadeando o surgimento de novos casos de resistência da praga a inseticidas. Com isso em vista, a alternância entre inseticidas é crucial não só para a manutenção da efetividade dos inseticidas disponíveis no mercado, como também para o controle eficaz das populações da cigarrinha.

Inseticidas alternativos aos inseticidas de contato, a exemplo dos inseticidas fisiológicos como o Fiera®, podem contribuir para a supressão das populações da cigarrinha-do-milho e ainda para o manejo da resistência da praga a inseticidas. O Fiera® é um inseticida seletivo e regulador de crescimento de insetos, que atua principalmente no controle de ninfas da cigarrinha-do-milho. Pesquisas demonstram um efeito positivo significativo da Buprofezina (Fiera®) no controle das cigarrinhas, além da  influência da molécula na fertilidade da praga, reduzindo a quantidade e a viabilidade dos ovos depositados (Sipcam Nichino, s. d.).

Intervalo residual

Considerando que a cigarrinha-do-milho apresenta um ciclo de ovo a adulto relativamente curto (de 15 dias a 27 dias), e uma alta prolificidade, com capacidade de oviposição de 400 a 600 ovos por fêmea (Ávila et al., 2022), a renovação dos fluxos da praga é intensa, tornando necessário curtos intervalos de reentrada para pulverização durante o período crítico de controle da cigarrinha.

Mesmo optando por inseticidas de maior performance e residualidade, normalmenteo intervalo entre aplicações de inseticidas durante a fase crítica de controle da cigarrinha é de 5 a 7 dias. Logo, o uso estratégico de inseticidas, considerando os aspectos observados anteriormente, é essencial para assegurar a boa produtividade do milho e a menor interferência dos enfezamentos sobre a cultura. Vale destacar que, se tratando de híbridos de milho com maior tolerância, os cuidados devem ser ainda maiores, redobrando a atenção com o monitoramento da praga, especialmente durante o período crítico de controle.

Referências:

ÁVILA, C. J. et al. DESAFIOS AO MANEJO DE ENFEZAMENTOS E VIROSES NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Documentos, n. 149, 2022. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1152076/1/DOC-149-2022-ONLINE-1.pdf >, acesso em: 01/10/2025.

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GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Adapar instala armadilhas para capturar cigarrinhas do milho e ampliar estudo sobre doença. Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, 2022. Disponível em: < https://www.agricultura.pr.gov.br/Noticia/Adapar-instala-armadilhas-para-capturar-cigarrinhas-do-milho-e-ampliar-estudo-sobre-doenca >, acesso em: 01/10/2022.

MACHADO, E. P. IS INSECTICIDE RESISTANCE A FACTOR CONTRIBUTINGTO THE INCREASING PROBLEMS WITH Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) IN BRAZIL? Society of Chemical Industry, 2024. Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8237?domain=author&token=EFNPXSEM4KUXHHESVXEG >, acesso em: 01/10/2025.

MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 01/10/2025.

SIPCAM NICHINO. INOVAÇÃO NO CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO: NOVO INSETICIDA DEMONSTRA ALTA EFICÁCIA. Sipcam Nichino Brasil, s.d. Disponível em: < https://www.sipcamnichino.com.br/post/inova%C3%A7%C3%A3o-no-controle-da-cigarrinha-do-milho-novo-inseticida-demonstra-alta-efic%C3%A1cia >, acesso em: 01/10/2025.

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IMEA: Safra 25/26 de algodão em MT tem queda na oferta e redução nos estoques finais – MAIS SOJA

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Em mai/26, o Imea divulgou a nova estimativa de Oferta e Demanda do algodão em pluma de Mato Grosso para a safra 25/26. Desse modo, a Oferta foi projetada em 3,45 milhões de
toneladas, redução de 3,92% em relação ao ciclo anterior. Parte desse decréscimo está vinculado à menor produção prevista, com queda de 15,91% no comparativo entre safras,
ficando estimada em 2,52 milhões de toneladas. Já a demanda foi projetada em 2,69 milhões de toneladas, incremento de 1,02% em relação à safra passada. Esse avanço está associado à maior estimativa de exportação para o ciclo, projetada em 2,04 milhões de toneladas.

Dessa maneira, os estoques finais ficaram projetados em 762,92 mil toneladas, retração de 18,07% ante a safra anterior. Por fim, desse total, estima-se que 743,42 mil toneladas já estejam vendidas, mas que devem ser escoadas somente no próximo ciclo.

Confira os principais destaques do boletim:

  • ALTA: o contrato jul/26 da Ice NY apresentou aumento de 0,62% em relação à última semana, sendo cotado na média de ¢ US$ 80,16/lp, impulsionado pela valorização do dólar.
  • APRECIAÇÃO: o preço pluma Cepea teve alta de 1,41% no comparativo semanal, acompanhando o mercado externo e a postura mais cautelosa dos vendedores no período de entressafra.
  • VALORIZAÇÃO: o preço do caroço de algodão em Mato Grosso registrou elevação de 1,26% frente à semana passada, ficando precificado na média de R$ 910,77/t.
Em mai/26, o Imea divulgou nova estimativa de safra para o algodão da temporada 25/26.

A área destinada à cotonicultura da safra 25/26 ficou projetada em 1,38 mi de hectares, representando redução de 3,33% em relação à estimativa anterior e 11,11% quando comparado ao consolidado do ciclo 24/25. Parte dessa redução está ligada às margens rentáveis da cultura apresentarem-se mais estreitas em relação aos anos anteriores, atrelada ao cenário de custos mais elevados.

Com isso, os cotonicultores tendem a reduzir a área de algodão, concentrando o cultivo nos melhores talhões e destinando os demais a outras culturas de segunda safra. Em relação à produtividade, houve incremento de 2,34% ante a estimativa passada, projetada em 297,69 @/ha, aumento relacionado às condições climáticas favoráveis, que têm proporcionado um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras. Por fim, a produção de algodão em caroço ficou prevista em 6,14 mi de t, redução de 16,04% em relação à safra passada.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Preços da soja têm queda após alta generalizada na sessão anterior

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um dia travado para a comercialização, revertendo o movimento positivo observado na segunda-feira (4).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário foi marcado por queda generalizada nas cotações.

"Os preços caíram em praticamente todas as praças, refletindo a forte queda do dólar e a devolução de parte dos ganhos em Chicago", afirma. Segundo ele, os prêmios apresentaram apenas pequenas mudanças e não foram suficientes para compensar as perdas.

Assim, o ambiente foi de retração tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. “Algumas tradings ficaram fora do mercado e o produtor também se manteve retraído, aguardando melhores oportunidades”, conta Silveira.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 126 para R$ 124
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127 para R$ 125
  • Cascavel (PR): passou de R$ 122 para R$ 120
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 111 para R$ 109
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 113,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 113 para R$ 111
  • Portos de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 132 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande (RS): recuou de R$ 132 para R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após os bons ganhos de ontem, o mercado realizou lucros, com base em fatores técnicos.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A forte queda do petróleo no mercado internacional e as condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras estadunidenses completaram o cenário baixista.

De acordo com relatório de segunda-feira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio das lavouras de soja atingiu 33% da área prevista no país. Em igual período do ano passado, o índice era de 28%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 23%. Na semana anterior, o número era de 23%.

Os investidores também se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para a próxima terça-feira (12), e à reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para 14 e 15 de maio, em Pequim.

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Contratos futuros da soja

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,92%, a US$ 12,11 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,05 por bushel, com redução de 11,00 centavos de dólar ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,50 ou 0,15% a US$ 320,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,91 centavos de dólar, com ganho de 0,38 centavo ou 0,49%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,09%, sendo negociado a R$ 4,9122 para venda e a R$ 4,9102 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9057 e a máxima de R$ 4,9527.

O post Preços da soja têm queda após alta generalizada na sessão anterior apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Bradyrhizobium e Trichoderma são compatíveis para coinoculação? – MAIS SOJA

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Em função dos inúmeros benefícios associados ao uso de bioinsumos na cultura da soja, a adoção de produtos biológicos, especialmente aqueles à base de microrganismos, tem crescido de forma expressiva na produção agrícola. Entre os principais grupos utilizados, destacam-se as bactérias do gênero Bradyrhizobium, amplamente reconhecidas por sua elevada eficiência na fixação do nitrogênio (N) atmosférico, sendo capazes de suprir integralmente a demanda de N da soja por meio da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Paralelamente, fungos do gênero Trichoderma têm sido amplamente empregados devido ao seu papel como promotores de crescimento vegetal, indutores de resistência sistêmica e agentes de biocontrole de patógenos.

Com o objetivo de otimizar as práticas operacionais, especialmente no que se refere à aplicação desses bioinsumos, é comum que ambos os microrganismos sejam utilizados de forma conjunta, seja no tratamento de sementes (coinoculação), seja na aplicação no sulco de semeadura (figura 1).  No entanto, essa prática levanta questionamentos quanto à interação entre esses organismos, incluindo possíveis efeitos de sinergismo ou antagonismo, bem como seus reflexos sobre a eficácia agronômica.

Figura 1 Sistema de inoculação no sulco de semeadura.

Fonte: Embrapa
Integração entre Bradyrhizobium e Trichoderma

A interação entre fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja tem sido tema de questionamento. Pesquisas demonstram que, no geral, há predominância de compatibilidade biológica e potencial de atuação complementar. Estudos indicam que a coinoculação desses microrganismos, na maioria das combinações avaliadas, não compromete a nodulação nem o desenvolvimento inicial da cultura, podendo inclusive resultar em na melhoria de atributos fisiológicos da planta, como melhor crescimento e desenvolvimento radicular, além de contribuir para um melhor estabelecimento inicial da soja (Cadore, et al., 2020).

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Avaliando 24 linhagens de Trichoderma em coinoculação com Bradyrhizobium, Sales (2023) observou que a maioria dos isolados não compromete a nodulação nem o desenvolvimento da soja, evidenciando ausência de antagonismo significativo. Em alguns casos, inclusive, foram observadas respostas positivas no crescimento vegetal, possivelmente associadas à promoção do sistema radicular.

Embora efeitos negativos pontuais possam ocorrer, estes estão relacionados a características específicas de determinadas linhagens, não representando o comportamento predominante. Assim, os resultados obtidos por Sales (2023) indicam que o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium é tecnicamente viável, desde que consideradas as combinações de estirpes.

Em termos práticos, as evidências disponíveis indicam que a interação entre Trichoderma spp. e bactérias do gênero Bradyrhizobium é, de modo geral, favorável ou neutra. Esse padrão reforça a predominância de compatibilidade biológica entre esses microrganismos. No entanto, ainda são necessários estudos mais direcionados que permitam quantificar, de forma consistente, a magnitude dessas interações, especialmente considerando as principais linhagens de Trichoderma utilizadas no tratamento de sementes de soja.

Ainda assim, estudos como o de Silva et al. (2018) demonstram que a coinoculação de bactérias do gênero Bradyrhizobium com fungos do gênero Trichoderma pode promover incrementos na produtividade da soja, no índice de nodulação e na redução da incidência de doenças, evidenciando o potencial dessa interação em atuar de forma positiva no desenvolvimento da cultura. Dessa forma, o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja mostra-se tecnicamente viável e agronomicamente justificável, desde que fundamentado na seleção criteriosa de estirpes compatíveis.


Veja mais: Trichoderma – Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo


Referências:

CADORE, L. S. et al. TRICHODERMA AND Bradyrhizobium japonicum BIOFORMULATES ON SOY INITIAL GROWTH. Ciência e Natura, 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura/article/view/e23%27/pdf >, acesso em: 05/05/2026.

SALES, R. F. TESTE DE COMPATIBILIDADE DO BRADYRHIZOBIUM JAPONICUM COM 24 LINHAGENS DE TRICHODERMA SPP NA SOJA (Glycine max). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Trabalho de Conclusão de Curso, 2023. Disponível em: < https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/6874/1/TESTE%20DE%20COMPATIBILIDADE%20DO%20BRADYRHIZOBIUM%20COM%2024%20LINHAGENS%20DE%20TRICHODERMA%20NA%20SOJA%20%28Glycine%20max%29.pdf >, acesso em: 05/05/2026.

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SILVA, I. W. et al. Growth Promoting Microorganisms for Treatment of Soybean Seeds. Journal of Agricultural Science, 2028. Disponível em: < https://www.ccsenet.org/journal/index.php/jas/article/view/74033?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 05/05/2026.

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