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21 de setembro de 2026

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entenda como as abelhas contribuem para a saúde do ecossistema

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Celebrado em 5 de dezembro, o Dia Mundial do Solo, criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), reforça a urgência de preservar e recuperar esse recurso fundamental para a produção de alimentos e para o equilíbrio climático.

O que poucas pessoas sabem é que as abelhas também desempenham um papel importante na saúde dos solos e na manutenção da vida no planeta.

Os benefícios dos serviços ecossistêmicos prestados pelas abelhas vão muito além da polinização, ainda que esta, por si só, já seja essencial. Estima-se que cerca de 75% das culturas agrícolas no mundo dependem de polinizadores. Mas o impacto positivo das abelhas também chega ao solo.

“Ao favorecer a diversidade vegetal nas paisagens rurais, as abelhas estimulam o crescimento de diferentes espécies que, por sua vez, contribuem para a cobertura do solo, a fixação de nitrogênio e o aumento da matéria orgânica”, destaca o engenheiro agrônomo e líder executivo da Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), Rogério Avellar.

Dessa forma, as abelhas colaboram direta ou indiretamente para combater a erosão, descompactar o solo, melhorar a infiltração de água e a ciclagem de nutrientes, fatores essenciais para a regeneração e conservação dos solos.

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Segundo a FAO, um terço dos solos do planeta já está degradado, e, se nada for feito, a perda de produtividade agrícola pode chegar a 10% até 2050, devido à erosão. Isso torna ainda mais urgente a proteção dos solos e o reconhecimento de todos os elementos inclusive os menos visíveis, que sustentam sua saúde.

Benefícios diretos

Além dos benefícios indiretos relacionados à polinização e à manutenção da biodiversidade, algumas espécies de abelhas contribuem diretamente para a saúde do solo. É o caso das abelhas solitárias que constroem seus ninhos no chão, cavando túneis e galerias que favorecem processos físicos e biológicos essenciais ao equilíbrio do ecossistema.

Para Avellar, o comportamento das abelhas solitárias de construir ninhos escavando galerias no solo tem um papel ecológico relevante. “Em áreas agrícolas, esses processos naturais funcionam como uma forma de ‘engenharia ecológica’ gratuita, contribuindo para solos mais vivos e produtivos”, afirma.

Algumas escavam diretamente suas galerias, como a abelha-de-óleo (Centris flavifrons) e a mamangava (Epicharis flava). Outras utilizam cavidades já existentes, como as mombucas (Geotrigona spp.), guiruçus (Schwarziana spp.) e jataís-da-terra (Paratrigona spp.), que se instalam em ninhos abandonados de formigas ou cupins.

Há ainda espécies como as mamangavas-de-chão (Bombus spp.), que constroem seus ninhos diretamente sobre a superfície do solo.

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Conservar para restaurar

Tanto as abelhas que proporcionam benefícios diretos, com a construção de ninhos no solo, quanto as que oferecem benefícios indiretos, resultantes da polinização, necessitam de cuidados e boas práticas para sua conservação.

A mecanização da agricultura e o uso incorreto de pesticidas estão entre os principais riscos aos polinizadores, grandes aliados na manutenção da saúde e restauração de solos.

“O agricultor é parte da solução. Ao adotar Boas Práticas Agrícolas, como o manejo responsável de defensivos, a manutenção de áreas de vegetação nativa, o plantio de espécies floríferas e o cuidado com fontes de água, ele cria um ambiente favorável às abelhas e demais polinizadores”, defende Avellar.

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Plantio da soja 2026/27 avança para 1,2% da área no Brasil, diz AgRural

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O plantio da safra de soja 2026/27 alcançou 1,2% da área estimada para o Brasil até quinta-feira (17), informou a AgRural. Na semana anterior, o índice era de 0,4%. No mesmo período do ano passado, os trabalhos atingiam 0,9%. O avanço foi puxado principalmente pelo Paraná, que segue na dianteira entre os estados.

Segundo a AgRural, os produtores do oeste e do centro-oeste do Paraná avançaram rapidamente nas janelas entre as chuvas. O estado lidera o início da semeadura no país neste momento.

Em Mato Grosso, o plantio ainda está concentrado em áreas irrigadas. A consultoria informou que as chuvas começaram a chegar ao estado, mas ainda ocorrem de forma irregular. Também há registro de plantio em Rondônia e em Mato Grosso do Sul.

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No milho, a área estimada para a safra de verão 2026/27 estava 27% plantada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (17). Na semana anterior, o índice era de 22%. Em igual período do ano passado, o percentual chegava a 25%.

Os trabalhos com o cereal seguem concentrados nos três estados do Sul. De acordo com a AgRural, o ritmo permanece forte, mas as baixas temperaturas têm limitado o avanço em algumas áreas. A consultoria também relatou ocorrência pontual de geadas em talhões nas duas últimas semanas.

Os dados indicam avanço no início da semeadura de soja no Brasil e continuidade do plantio do milho de verão no Centro-Sul, com diferenças regionais ligadas ao regime de chuvas e às condições de temperatura.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Plantio da soja 2026/27 avança para 1,2% da área no Brasil, diz AgRural

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O plantio da safra de soja 2026/27 alcançou 1,2% da área estimada para o Brasil até quinta-feira (17), informou a AgRural. Na semana anterior, o índice era de 0,4%. No mesmo período do ano passado, os trabalhos atingiam 0,9%. O avanço foi puxado principalmente pelo Paraná, que segue na dianteira entre os estados.

Segundo a AgRural, os produtores do oeste e do centro-oeste do Paraná avançaram rapidamente nas janelas entre as chuvas. O estado lidera o início da semeadura no país neste momento.

Em Mato Grosso, o plantio ainda está concentrado em áreas irrigadas. A consultoria informou que as chuvas começaram a chegar ao estado, mas ainda ocorrem de forma irregular. Também há registro de plantio em Rondônia e em Mato Grosso do Sul.

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No milho, a área estimada para a safra de verão 2026/27 estava 27% plantada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (17). Na semana anterior, o índice era de 22%. Em igual período do ano passado, o percentual chegava a 25%.

Os trabalhos com o cereal seguem concentrados nos três estados do Sul. De acordo com a AgRural, o ritmo permanece forte, mas as baixas temperaturas têm limitado o avanço em algumas áreas. A consultoria também relatou ocorrência pontual de geadas em talhões nas duas últimas semanas.

Os dados indicam avanço no início da semeadura de soja no Brasil e continuidade do plantio do milho de verão no Centro-Sul, com diferenças regionais ligadas ao regime de chuvas e às condições de temperatura.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Farelo de soja sobe e atinge maior participação na margem das indústrias em quase dois anos

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Foto: Fabio Scremin/APPA

Os preços do farelo de soja seguem em alta no Brasil e nos Estados Unidos, sustentados pela forte demanda global pelo derivado. O movimento tem aumentado a importância do produto na rentabilidade do processamento da oleaginosa.

Segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira (21), a participação do farelo na margem de processamento das indústrias voltou a crescer nos últimos dias e atingiu novas máximas.

Considerando os preços da soja em grão, do farelo e do óleo negociados na região de São Paulo, a participação do farelo na chamada “crush margin” alcançou o maior patamar desde outubro de 2024.

A “crush margin” representa, de forma simplificada, a margem obtida pela indústria ao processar a soja e comercializar seus principais derivados, especialmente farelo e óleo. Dessa forma, o aumento da participação do farelo indica maior peso do produto na composição dessa margem.

Demanda global sustenta valorização

De acordo com o Cepea, o cenário é influenciado pela forte procura mundial pelo farelo de soja, que mantém as cotações aquecidas tanto no mercado brasileiro quanto no norte-americano.

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No Brasil, outro fator pode ter influenciado a disponibilidade do produto. Entre julho e agosto, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizou unidades para armazenamento de farelo de soja em alguns estados.

Na avaliação dos pesquisadores, essa maior disponibilidade de espaço para armazenagem pode ter reduzido a necessidade das indústrias de colocar o produto no mercado imediatamente, limitando o interesse vendedor.

Com oferta mais controlada e demanda aquecida, o farelo ganhou força dentro da composição das receitas do processamento da soja. O cenário reforça a importância do derivado para as indústrias esmagadoras neste momento, enquanto o mercado acompanha a evolução da procura e dos preços da soja e de seus derivados.

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