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5 de maio de 2026

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60 anos de história que mudaram o campo de Mato Grosso e um futuro ainda sendo escrito

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Mato Grosso é hoje um dos maiores símbolos do agro brasileiro, mas essa força tem origem no trabalho de instituições que moldaram o caminho da produção rural. Entre elas, a Famato, que chega aos 60 anos, e o Senar Mato Grosso, que completa 33 anos. Juntas, as entidades ajudaram a modernizar técnicas, consolidar modelos produtivos e fortalecer a base que coloca o estado entre os gigantes mundiais da agricultura.

Mais de 33 milhões de cabeças de gado e cerca de 100 milhões de toneladas de grãos por safra fazem de Mato Grosso uma potência. Um território que reúne Amazônia, Cerrado e Pantanal — e mantém mais de 60% da área protegida — sustentado pelo trabalho de um produtor rural que aprendeu a se reinventar. “É difícil hoje você arrumar crítica para falar do setor produtivo…”, diz o presidente da Federação, Vilmondes Tomain, ao destacar a capacidade de adaptação e profissionalismo no campo.

A história da Federação também conta sobre o próprio desenvolvimento do estado. O sistema nasceu pequeno, acompanhou o avanço das fronteiras agrícolas e hoje está presente na rotina de quem produz — da defesa institucional ao planejamento, passando pela qualificação e pela inovação.

Foto: Reprodução/Famato

A presença da entidade foi decisiva especialmente em regiões que se desenvolveram a partir da força dos produtores. Em Querência, por exemplo, a mobilização coletiva foi determinante. O presidente do Sindicato Rural local, Osmar Frizzo, lembra que, quando chegou ao município, faltava praticamente tudo.

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Ele conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que os produtores “se uniram e cobraram isso dos órgãos públicos e isso aconteceu”, destacando que o trabalho sério da Federação ajudou a agregar o setor e impulsionar crescimento e desenvolvimento.

Ao longo de seis décadas, programas estruturantes se tornaram parte do dia a dia no campo. Vilmondes Tomain reforça que “a Famato traduz muitas situações de resultados positivos para o agronegócio” e cita ações que promovem qualidade de vida, formação e defesa do produtor rural. Ele destaca ainda o papel do Imea como ferramenta estratégica para planejamento e o trabalho do AgriHub na difusão de tecnologias e tendências.

60 anos famato foto Viviane Petroli Canal Rural Mato Grosso
Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

Qualificação que transforma o campo

A evolução do agro também passou pela capacitação. No estado, o trabalho do Senar se tornou peça fundamental para modernizar processos, ampliar conhecimento e fortalecer o lado social do campo. De acordo com o superintendente da instituição, Marcelo Lupatini, “o foco nosso não foi quantidade, sempre foi qualidade”.

Ele relata que áreas sociais cresceram mais de 300% no ano e que cursos profissionalizantes tiveram aumento entre 25% e 30%, sempre acompanhando o ritmo acelerado do agronegócio mato-grossense, “que cresce a níveis de China”.

Quatro décadas dedicadas ao Sistema Famato

A história desses 60 anos também é escrita por quem viveu cada etapa da transformação. José Teixeira, gestor da Federação e ex-presidente do Sindicato Rural de Vila Bela da Santíssima Trindade, é um desses personagens.

40 anos atuando no sistema, ele lembra que a entidade sempre foi porto seguro para quem produz. “A Federação dá suporte para todos, porque o sofrimento do produtor rural não é só do pequeno… é do pequeno e do grande também”, afirma. Orgulhoso do caminho percorrido, sobre estar mais 40 anos pela frente ele completa: “Eu acredito que Deus dá força e sabedoria… Agora esse tempo todo é que eu não sei, né?”.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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