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4 de agosto de 2026

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Maior rede de cafés da China cria linha de produtos em homenagem ao Brasil

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Ao longo do mês de dezembro, a maior rede de cafés da China, a Luckin Coffee, que tem mais de 30 mil unidades espalhadas pelo país, terá a marca “Café do Brasil” estampada em todos os seus copos de café vendidos. A campanha “Brazil Season”, mediada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), compõe o conjunto de ações da Agência para promoção comercial e o fortalecimento da marca Brasil entre os consumidores chineses. Ao longo da campanha, estima-se a venda total de 400 milhões de copos com a identidade brasileira.

“Ao longo de um mês, o Brasil será o protagonista, estampado nos copos da Luckin Coffee em toda a China, um mercado que já reúne quase meio bilhão de consumidores de café. Serão cerca de 14 milhões de copos vendidos por dia com a marca brasileira, criando uma oportunidade inédita de posicionamento e reforço da imagem do Brasil como origem de cafés premium no mercado chinês”, comenta o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Segundo o gerente-geral do escritório Ásia-Pacífico da ApexBrasil, Victor Queiroz, além do visual presente nos copos, a campanha “Brazil Season” conta ainda com ativação em lojas com distribuição de chaveiros e mini capivaras de pelúcia com logo da ApexBrasil para consumidores que adquirirem o café brasileiro. O animal é bastante popular no país asiático. A previsão é que sejam distribuídas até duas mil unidades por loja. “Foram meses de negociação e agora temos essa ótima notícia. Se você estiver na China e hoje for tomar um café na Luckin Coffee, os copos já têm a temática brasileira. São meio bilhão de pessoas tomando um café com a marca Brasil, que inclusive compram muito café brasileiro também”, ressalta Victor Queiroz.

Ao lançar a coleção temática, a proposta da Luckin Coffee é promover os grãos brasileiros comprados pela marca. A ideia surgiu durante a feira China International Import Expo (CIIE), realizada no último mês de novembro em Xangai, que recebeu cerca de 800 mil visitantes e mais de 3,4 mil empresas de 128 países. Na ocasião, cerca de dois mil copos de café brasileiro de alta qualidade foram distribuídos diariamente no Pavilhão do Brasil.
Café brasileiro conquista terra do chá

A parceria da ApexBrasil com a Luckin Coffee já tem história. Tudo começou no final de 2023, por meio do programa Exporta Mais Brasil. Naquela ocasião, compradores da empresa chinesa estiveram em Cacoal, Rondônia, para conhecerem os cafés produzidos na Amazônia, quando 4 mil sacas foram vendidas em um único evento. A partir deste primeiro contato, foi negociado, em junho de 2024, um acordo para o fornecimento de até 120 mil toneladas, até o final daquele ano, a um valor de US$ 500 milhões. A Luckin Coffee também se comprometeu a promover o café brasileiro no mercado chinês. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin, Jorge Viana e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, além de outras autoridades, estiveram na China para firmar a parceria.

Ainda em 2024, em agosto, Yan Yan Sabrina Zhao, chefe de Desenvolvimento Sustentável da Luckin Coffee, esteve na sede da ApexBrasil em Brasília para retribuir a visita da comitiva brasileira à China. Durante o encontro, ela enfatizou a qualidade do café brasileiro ao afirmar que é o melhor do mundo.

Logo em seguida, em novembro, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência articulou um novo acordo com a rede para a compra de 240 mil toneladas do grão do Brasil entre 2025 e 2029 a um valor recorde estimado de aproximadamente U$ 2,5 bilhões.

Já em maio de 2025, uma nova parceria foi firmada com a gigante chinesa para a abertura de 34 lojas temáticas com identidade brasileira, ampliando a visibilidade dos produtos do Brasil no varejo chinês e promovendo a cultura e os sabores nacionais para o consumidor local.

Com essa nova parceria firmada para a campanha de dezembro, a China, que há milênios tradicionalmente consome chá, mostra que tem se rendido ao café brasileiro e ajudado a movimentar o produto em todo o seu território.

Resultados

Os números mostram que o produto brasileiro está mesmo conquistando os consumidores chineses. Entre janeiro e outubro deste ano, o Brasil já exportou US$ 335,1 milhões de café não torrado para a China. O valor representa mais de 50% do total vendido ao país asiático durante todo o período de 2024. Naquele ano, as exportações do produto para a China somaram US$213,6 milhões.

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Chuva prolonga colheita, encarece produção e expõe gargalos da armazenagem em MT

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho chega à reta final no Norte de Mato Grosso após uma sequência de chuvas que prolongou os trabalhos, elevou os custos e manteve a umidade dos grãos acima do ideal para a operação. Em algumas propriedades de Sinop, foram registrados até 70 milímetros de chuva em julho, período considerado atípico para a cultura.

O excesso de precipitações também aumentou a necessidade de secagem e estendeu a colheita para além do período normalmente esperado. Ao mesmo tempo, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e ajudaram a sustentar a produtividade em municípios como Vera, Feliz Natal e Sinop.

Em Vera e Feliz Natal, a produtividade ficou próxima do resultado registrado na temporada anterior. Em Sinop, onde foram cultivados cerca de 170 mil hectares de milho, o resultado é considerado um dos melhores já registrados na região.

“Tivemos uma média de produtividade similar à do ano passado. Não foi uma produtividade excelente, mas foi uma produtividade quase dentro do esperado. Entre 120 e 130 sacas por hectares o pessoal fechou na média geral dos dois municípios”, diz Rafael Bilibio, presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal.

milho grão foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Chuva muda ritmo da colheita e eleva custo

A sequência de precipitações de chuva fora de época alterou o calendário de retirada do milho das lavouras. Em vez de concentrar os trabalhos no período normalmente esperado para a segunda safra, produtores precisaram interromper as operações e retomar a colheita conforme as condições de campo permitiam.

Em Vera, o agricultor Thiago Strapasson concluiu a colheita dos 1.440 hectares cultivados com milho depois de enfrentar um cenário que considera incomum. “Coisa bem atípica, nunca tinha visto”, relata ao projeto Mais Milho sobre as chuvas em junho e julho.

Segundo ele, foram registrados volumes que variavam entre 12 e 50 milímetros ao longo do período, muitos acompanhados de vento. Além do atraso, a condição aumentou a preocupação com possíveis perdas provocadas pelo tombamento das plantas.

A permanência da umidade também trouxe impacto direto sobre os custos. Cerca de dois terços da área cultivada por Thiago precisaram passar pelo secador porque os grãos não atingiam naturalmente o nível adequado de umidade.

“Não baixava a umidade”, afirma. A operação exigiu mais madeira para a queima e consumo de energia, acrescentando despesas ao ciclo produtivo.

Produtividade segura resultado da safra

Apesar das dificuldades impostas pelo clima durante a colheita, a chuva prolongada também teve um efeito positivo sobre o desenvolvimento das lavouras. A disponibilidade de água favoreceu o ciclo das plantas e ajudou a manter o potencial produtivo no Norte do estado.

Em Sinop, as condições climáticas foram consideradas especialmente favoráveis. Ilson José Redivo, presidente do Sindicato Rural do município, classifica a safra como uma das melhores já registradas na região.

O calendário também contribuiu para esse resultado. Com a antecipação do plantio da soja, o milho foi semeado mais cedo e teve mais tempo para aproveitar as condições de umidade durante o ciclo.

“Foi uma safra das melhores que ocorreram na nossa região em todos os tempos. O produtor colheu melhor essa safra em função dos fatores climáticos que foram favoráveis”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

De acordo com Redivo, a regularidade das precipitações se estendeu por um período incomum. Houve chuvas em maio e junho e, em algumas fazendas, os registros chegaram a 70 milímetros em julho.

milho a céu aberto armazenagem foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Milho ganha espaço, mas armazenagem contínua limitada

A evolução da cultura também aumenta a pressão sobre uma estrutura que não acompanhou o crescimento da produção: a armazenagem. Em Vera e Feliz Natal, o milho precisa permanecer na região para atender uma demanda crescente, especialmente das indústrias de etanol.

Sem espaço suficiente nos armazéns, produtores têm recorrido ao silo-bolsa para manter os grãos armazenados.

A alternativa ajuda a absorver a produção no curto prazo, mas evidencia a falta de investimentos em estruturas permanentes. Conforme Bilibio, há produtores armazenando milho fora dos armazéns convencionais, enquanto novos projetos não acompanham a necessidade da região.

“Praticamente não se ouve falar em investimentos significativos na nossa região. Deveria ter um programa governamental para fazer com que o produtor fizesse o seu armazém na propriedade”, defende.

Para o dirigente, a armazenagem própria também amplia a capacidade de decisão do agricultor sobre o momento de comercializar a produção. Com o milho guardado na fazenda, ele consegue organizar as vendas e liberar a estrutura para a entrada da soja, em vez de depender exclusivamente da disponibilidade de armazéns de terceiros.

Boa colheita não garante margem ao produtor

Em Sinop, o problema aparece de outra forma. A produtividade elevada não necessariamente se converte em resultado financeiro, principalmente diante da diferença entre os custos atuais de produção e os preços recebidos pelo milho.

Redivo destaca que o produtor passou a investir mais na cultura, que deixou de ser tratada apenas como uma “safrinha” e ganhou peso dentro do sistema produtivo. O plantio mais cedo, favorecido pela antecipação da soja, também contribuiu para o resultado desta temporada.

Os custos de máquinas, implementos agrícolas, diesel e mão de obra pesam sobre a atividade, enquanto os preços do milho permanecem abaixo dos níveis observados alguns anos atrás. Durante a pandemia, relembra Redivo, a saca chegou a ser comercializada entre R$ 75 e R$ 80. Nesta safra, os negócios ficaram entre R$ 38 e R$ 47 por saca.

“A rentabilidade de novo não é satisfatória, porque estamos vivendo momentos em que o produtor tem alto custo de produção”, frisa.

Mesmo com uma boa colheita, a margem não é suficiente para sustentar novos investimentos. “Aquele que produziu bem consegue pagar a conta, mas ele não tem aquela rentabilidade esperada que precisa para continuar investindo, crescendo e melhorando o seu sistema de produção”.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

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Algodão bate recorde de produtividade, mas perde área e volume em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher mais algodão por hectare, mas não mais algodão no total. A estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no Relatório de Oferta e Demanda de agosto, aponta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare em 2025/26, enquanto a área cultivada encolheu 11,11% e limita o volume produzido no estado.

A estimativa de produtividade de agosto representa avanço de 1,50% em relação ao número calculado em julho. O avanço supera, ainda que por uma margem estreita, o recorde anterior. Na temporada 2024/25, o rendimento médio chegou a 315,12 arrobas por hectare, até então o maior registrado pelo instituto.

O desempenho ocorre em uma temporada na qual o algodão ocupou 1,375 milhão de hectares. A redução foi definida ainda no planejamento da safra, em meio à combinação de custos elevados e preços considerados menos atrativos pelos produtores, especialmente para o algodão de primeira safra.

É justamente essa diferença entre rendimento e área que desenha o resultado do ciclo. Mesmo com o potencial produtivo elevado, a produção de algodão em caroço está estimada em 6,51 milhões de toneladas, 11,06% abaixo do volume da temporada anterior.

Clima coloca produtividade no topo da série

A principal explicação para o recorde na produtividade está no comportamento do clima durante o desenvolvimento das lavouras. As condições observadas ao longo da temporada favoreceram o desenvolvimento das plantas e permitiram que o potencial produtivo avançasse mesmo em uma safra marcada por uma área menor.

O dado de agosto também mostra uma mudança em relação ao cenário projetado no mês anterior. A produtividade passou de uma estimativa de 310,67 para 315,33 arrobas por hectare, reforçando a percepção de que as lavouras apresentam capacidade de entregar um rendimento elevado.

O número, porém, ainda é uma projeção. A colheita continua em andamento em Mato Grosso, e o avanço dos trabalhos de campo deve fornecer informações mais precisas sobre o rendimento efetivamente alcançado no campo.

Há ainda uma diferença importante entre produzir mais por hectare e preservar a qualidade do produto colhido. Nesse ponto, o Imea chama atenção para as chuvas registradas em meados de junho, que trouxeram uma preocupação específica para as lavouras que já tinham capulhos abertos.

A ocorrência de chuvas nesse estágio pode comprometer parte da qualidade da fibra. O impacto, contudo, ainda não pode ser dimensionado de forma definitiva, já que os trabalhos de campo não foram concluídos no estado.

A situação faz com que a produtividade recorde precise ser analisada junto a outro indicador: a qualidade do algodão que efetivamente chegará ao mercado. À medida que a colheita avançar, será possível identificar com maior precisão os efeitos das condições climáticas sobre a fibra.

Menos área muda cenário de oferta

A retração da área não foi resultado de uma perda de potencial agronômico da cultura, mas de uma decisão tomada em um ambiente de maior pressão sobre a rentabilidade. Com custos elevados e preços menos atrativos no momento do planejamento, produtores reduziram principalmente o espaço destinado ao algodão de primeira safra.

O efeito dessa escolha aparece agora nos números de produção. Mesmo que cada hectare entregue um rendimento recorde, há menos hectares em produção para formar o volume final da temporada.

A estimativa atual aponta ainda para 2,67 milhões de toneladas de pluma. Desse total, o Imea calcula que 76,3% deverão ser destinados ao mercado externo, o equivalente a 2,09 milhões de toneladas.

O mercado também entra na equação com estoques finais bastante comprometidos. Mais de 97% do volume projetado para esses estoques já está comercializado, cenário que reduz a disponibilidade de fibra para novas negociações ao longo da temporada.

Assim, a safra 2025/26 combina dois movimentos distintos: de um lado, Mato Grosso avança para o melhor rendimento por hectare de sua série histórica; de outro, a menor área cultivada reduz a produção total e restringe a oferta disponível. O resultado definitivo ainda dependerá do encerramento da colheita e da avaliação dos efeitos das chuvas sobre a qualidade da fibra.


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Colheita do milho safrinha chega a 69,1% da área no Brasil, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 69,1% da área semeada até a última sexta-feira, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra. O avanço foi de 10,8 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Mesmo assim, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período da temporada passada e também da média dos últimos cinco anos.

Segundo a Conab, na mesma época da safra passada 75,2% da área já havia sido colhida, diferença de 6,1 pontos porcentuais. Em relação à média de cinco anos, de 74,5%, o atraso é de 5,4 pontos porcentuais.

Entre os principais estados produtores, Mato Grosso já colheu 95,7% da área, praticamente em linha com a média de cinco anos, de 95,6%. O Paraná avançou para 38%, Goiás para 58% e Mato Grosso do Sul para 37%. No Tocantins, a colheita alcançou 99%.

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No milho verão 2025/26, a retirada do grão do campo atingiu 99,3% da área, avanço de 0,3 ponto porcentual na semana. O índice está 0,5 ponto porcentual abaixo do mesmo período da safra passada, quando o porcentual era de 99,8%, e 0,2 ponto porcentual abaixo da média de cinco anos, de 99,5%. Maranhão, com 97%, e Piauí, com 96%, ainda concentram parte final dos trabalhos.

A colheita de algodão 2025/26 chegou a 28,4% da área plantada, avanço semanal de 11,9 pontos porcentuais. O ritmo está 1,3 ponto porcentual abaixo do visto um ano antes e 8,3 pontos porcentuais abaixo da média de cinco anos. Mato Grosso colheu 22,6% da área, Bahia 36%, Goiás 54%, Mato Grosso do Sul 64%, Maranhão 67% e Piauí 62%.

No trigo, a colheita da safra 2026 alcançou 2,5% da área semeada, com avanço de 0,7 ponto porcentual na semana. Goiás retirou o cereal de 55% da área e Minas Gerais de 16%. A semeadura do trigo chegou a 99,9% da área prevista. Santa Catarina marcou 97%, enquanto os demais estados acompanhados pela Conab já encerraram o plantio.

Os dados da Conab mostram avanço da colheita das principais culturas de inverno e segunda safra no país, com o milho safrinha mantendo a maior parte dos trabalhos concentrada em estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Estadão Conteúdo

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