Connect with us
3 de agosto de 2026

Business

primeira semana de dezembro promete temporais e calor intenso; saiba onde

Published

on

A primeira semana de dezembro será marcada por contrastes climáticos em praticamente todas as regiões do Brasil. A presença de um cavado na atmosfera, somada à formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, deve provocar mudanças no tempo entre os dias 1º e 5 de dezembro.

Enquanto algumas áreas enfrentarão risco de temporais, rajadas de vento e granizo, outras terão chuvas insuficientes para manter a umidade do solo, exigindo atenção dos produtores quanto ao ritmo das operações de campo, ao manejo das lavouras e à proteção do gado em períodos de calor extremo.

Sul do Brasil

No Sul, instabilidades permanecem espalhadas desde o início da manhã no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e possibilidade de temporais. Ao longo do dia, as chuvas avançam para Santa Catarina e Paraná. As temperaturas aumentam gradualmente em território gaúcho e o calor ganha força no Paraná, enquanto parte de Santa Catarina mantém clima mais ameno. Na segunda-feira (1º), há risco de queda de granizo e rajadas de vento no oeste dos três estados devido à presença de um cavado. Na terça-feira, um novo ciclone extratropical mantém o risco de temporais.

Os volumes previstos para a semana variam entre 20 e 30 milímetros, índice baixo para o período e que pode gerar restrição hídrica no sul gaúcho. A partir de quarta-feira, o calor domina e as máximas ultrapassam os 30°C, exigindo cuidados redobrados com hidratação durante o trabalho em campo. O tempo mais firme favorece o avanço da semeadura do arroz, milho da primeira safra, soja e feijão, além da colheita de cultivos de inverno.

O tempo no Sudeste

No Sudeste, há chance de pancadas no oeste e noroeste de Minas Gerais, avançando à tarde para o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo. No nordeste e sul paulista, a chuva ocorre entre o fim da tarde e à noite. As temperaturas seguem altas em toda a região. Entre terça e quarta-feira, a formação do ciclone extratropical aumenta o risco de temporais generalizados e de queda de granizo nos quatro estados.

A chuva será volumosa no centro-norte de Minas e no Espírito Santo, onde os acumulados podem superar 150 milímetros e prejudicar as operações de campo. Em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, inclusive Triângulo Mineiro, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, auxiliando na reposição da umidade sem impedir o trabalho das lavouras. Esse retorno da chuva favorece a semeadura da soja, do feijão e do milho da primeira safra.

No Centro-Oeste, instabilidades aparecem desde cedo no norte e noroeste da região, além de pontos isolados em Goiás. Durante o dia, as pancadas ganham força no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto em Mato Grosso do Sul uma área de baixa pressão vinda do Paraguai intensifica a formação de temporais com potencial para chuva forte. A segunda-feira (1º) será extremamente quente na região, com temperaturas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, o que aumenta o risco de estresse térmico para o gado e exige atenção especial à hidratação das equipes de campo.

A partir de terça-feira (2), o ciclone extratropical contribui para a formação de um corredor de umidade, proporcionando uma semana mais chuvosa. Os acumulados podem chegar a 80 milímetros em Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há risco de tempestades com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h entre segunda e terça-feira. A chuva deve atingir cerca de 40 milímetros, suficiente para melhorar a umidade do solo e beneficiar o avanço da semeadura de soja, milho, feijão e arroz.

Pancadas de chuvas no Nordeste

No Nordeste, há previsão de pancadas fracas no sul, litoral e oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, a chuva será moderada a forte, especialmente no Maranhão. Nas demais áreas, o tempo firme predomina e a umidade relativa permanece baixa, sobretudo no interior.

No sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia, os acumulados ficam entre 40 e 60 milímetros, mantendo boas condições de umidade no solo por influência do corredor de umidade que se forma a partir do ciclone extratropical no Sudeste.

No restante da região, o tempo será quente e seco, com destaque para o centro-norte do Piauí, onde as máximas podem chegar a 40°C, elevando o risco de incêndios. Em outras áreas, as máximas próximas de 38°C mantêm a umidade abaixo de 30%.

Tempo abafado no Norte

No Norte, as instabilidades diminuem no leste do Amazonas e em Roraima, mas permanecem na metade oeste do Amazonas, além do Acre e Rondônia, com chuva moderada a forte e risco de temporais.

No sul do Pará e no Tocantins, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá e grande parte do Pará o tempo mais estável predomina. As temperaturas permanecem altas e o tempo abafado em quase toda a região. No norte do Pará e no Amapá, as máximas podem atingir 40°C, aumentando o risco de incêndios.

Já em Rondônia e Tocantins, os acumulados podem superar 100 milímetros em cinco dias. No centro-sul do Pará, Acre, Roraima e Amazonas, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, mantendo a umidade do solo sem prejudicar as operações de campo. Esse período mais úmido contribui para a manutenção das pastagens e reduz o estresse térmico do gado em confinamento.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Continue Reading

Business

Empresa contrata 200 profissionais para laboratórios de algodão

Published

on


Foto: Embrapa

O Bureau Veritas abriu cerca de 200 vagas para atuação em seus laboratórios de classificação de fibra de algodão em Mato Grosso. As oportunidades são para os cargos de auxiliar de laboratório e operador de HVI (High Volume Instrument) e estão distribuídas entre cinco unidades da empresa no estado.

Líder no segmento de classificação de fibra, o Bureau Veritas responde por aproximadamente 65% do mercado brasileiro. A ampliação das equipes acompanha o crescimento da cotonicultura nacional. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá produzir cerca de 4 milhões de toneladas de pluma em 2026.

As vagas estão disponíveis nos municípios de Sapezal, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

Segundo o diretor de Agronegócios, Food e Commodities do Bureau Veritas no Brasil, Paulo Freire, Mato Grosso ocupa posição estratégica para a empresa devido à relevância da produção estadual de algodão.

“O estado possui produção comparável à dos maiores produtores de algodão do mundo e vem crescendo muito nos últimos anos. Ampliar nossos times locais é essencial para acompanharmos a demanda crescente por serviços técnicos, com qualidade, agilidade e confiabilidade”, afirma.

Funções

Os auxiliares de laboratório serão responsáveis pela organização, conferência e identificação das amostras de algodão, além do registro de informações nos sistemas e da correta vinculação das amostras aos respectivos clientes e análises.

Já os operadores de HVI atuarão na operação dos equipamentos High Volume Instrument, tecnologia utilizada para avaliar as características da fibra de algodão. Entre as atividades estão a calibração e ajustes básicos das máquinas, acompanhamento das análises, monitoramento dos resultados, controle da rastreabilidade do processo e conservação dos equipamentos, seguindo os padrões de qualidade e segurança.

Benefícios e inscrições

Os profissionais contratados terão acesso a benefícios como vale-alimentação e Wellhub.

O processo seletivo é realizado de forma online, e as inscrições podem ser feitas pelo site da empresa.

O post Empresa contrata 200 profissionais para laboratórios de algodão apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

A dívida do Brasil cresce. Onde está o problema?

Published

on


Foto: Agência Brasil

As notícias deste fim de semana voltaram a chamar a atenção para o avanço da dívida pública brasileira. É um tema que merece preocupação. Mas o verdadeiro desafio não está apenas no volume da dívida. Está, principalmente, no preço que o Brasil paga para financiá-la.

O custo dos juros já consome uma parcela gigantesca da riqueza nacional. Em vez de direcionar recursos para infraestrutura, logística, educação, inovação e aumento da produtividade, o país destina uma fatia crescente de sua capacidade financeira ao serviço da dívida.

A conta que reduz o crescimento

O Brasil convive com uma das maiores taxas reais de juros do planeta. Isso significa que o Tesouro Nacional precisa oferecer um prêmio elevado para captar recursos, refletindo a percepção de risco sobre a economia.

A dívida, por si só, não explica esse fenômeno. Diversos países possuem níveis de endividamento superiores ao brasileiro e conseguem financiá-los pagando juros muito menores. A diferença está na confiança que inspiram, na previsibilidade das políticas públicas e na solidez de suas instituições.

O orçamento perdeu capacidade de investir

Outro aspecto pouco discutido é a rigidez das contas públicas.

Hoje, a maior parte da arrecadação federal já está comprometida com despesas obrigatórias. O espaço para investimentos tornou-se extremamente reduzido. Dos recursos discricionários restantes, parcela significativa é destinada às emendas parlamentares, que cumprem função política relevante, mas frequentemente se distribuem em milhares de iniciativas de alcance local, com impacto limitado sobre a produtividade da economia.

O resultado é um Estado que investe pouco justamente onde poderia aumentar a competitividade do país.

O capital segue os incentivos

O investidor faz uma conta simples.

Se os títulos públicos oferecem remuneração elevada e praticamente sem risco de crédito, muitos investimentos produtivos deixam de ser competitivos. Projetos industriais, logísticos, agropecuários e de infraestrutura passam a exigir retornos cada vez maiores para compensar o custo do capital.

Juros elevados deixam de ser apenas um problema do governo. Tornam-se um freio ao crescimento de toda a economia.

Discutimos os efeitos e esquecemos as causas

Ao longo de décadas, o Brasil acumulou despesas obrigatórias, renúncias tributárias, subsídios, vinculações orçamentárias e uma estrutura fiscal extremamente rígida. Sempre que a atividade desacelera, a resposta costuma ser ampliar benefícios, criar exceções ou buscar soluções de curto prazo.

O resultado é uma política econômica que frequentemente exige do Banco Central juros elevados para preservar a estabilidade de preços, enquanto o mercado incorpora um prêmio maior para financiar o Estado.

Forma-se um círculo vicioso: o risco aumenta, os juros sobem, a dívida fica mais cara e o próprio custo da dívida alimenta novas preocupações fiscais.

O debate que o Brasil adia

Talvez esteja na hora de mudar a pergunta.

Em vez de discutir apenas quanto a dívida cresceu, deveríamos perguntar por que o Brasil continua sendo um dos países mais caros do mundo para financiar o próprio Estado.

Essa é uma discussão que sucessivos governos e diferentes Legislaturas adiaram. A agenda de reformas estruturais quase sempre perde espaço para prioridades de curto prazo, disputas políticas e decisões voltadas ao próximo ciclo eleitoral. Enquanto isso, permanecem intocados os fatores que elevam o risco, encarecem o crédito e limitam a capacidade de investimento do país.

O Brasil precisa de um projeto nacional que sobreviva aos mandatos, fortaleça a responsabilidade fiscal, simplifique o Estado, aumente a produtividade e devolva confiança ao investidor.

Enquanto continuarmos administrando apenas as consequências, a dívida continuará crescendo. E, mais grave do que seu tamanho, continuará crescendo o preço que os brasileiros pagam por ela.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post A dívida do Brasil cresce. Onde está o problema? apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

‘O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura’, diz representante da FAO

Published

on


Foto: Motion Array

Embora o Brasil seja reconhecido mundialmente como uma potência na produção de alimentos, o país ainda precisa comunicar melhor os avanços da agropecuária em sustentabilidade. A avaliação é do representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, que defendeu uma atuação mais estratégica do setor para fortalecer sua credibilidade no cenário internacional.

Durante palestra promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), Meza afirmou que o desafio não está apenas em mostrar o volume da produção agrícola, mas em evidenciar como os alimentos são produzidos e quais avanços vêm sendo alcançados nas áreas ambiental e social.

“Tem muito para mostrar o Brasil de uma nova agricultura”, afirmou. “É uma potência agroalimentar produtora, mas esses esforços de ser mais ambientalmente adequada e socialmente adequada precisam ganhar mais ênfase na comunicação.”

Produção é reconhecida, mas imagem pode avançar

Segundo Meza, a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro já é amplamente conhecida pelos países importadores e por organismos internacionais. Para ele, o próximo passo é consolidar uma narrativa baseada em evidências sobre a evolução das práticas sustentáveis adotadas pelo setor.

Na avaliação do representante da FAO, o Brasil deve participar de forma mais ativa das discussões internacionais sobre mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável, apresentando propostas e demonstrando como a agropecuária pode contribuir para enfrentar esses desafios.

“O setor agrícola tem que desembarcar muito mais forte nessa discussão”, afirmou. Segundo ele, além de fazer parte do debate, o agro também é um dos segmentos mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas.

Dados científicos fortalecem a narrativa

Ao responder perguntas dos participantes do evento, Meza afirmou que uma comunicação eficiente depende da construção de indicadores sólidos e reconhecidos internacionalmente.

Para ele, estudos isolados ou experiências pontuais não são suficientes para responder aos questionamentos feitos por consumidores e governos de outros países. O caminho, segundo o representante da FAO, passa pela produção de dados consistentes que permitam demonstrar a evolução da agropecuária brasileira em aspectos como emissões de carbono, conservação ambiental, biodiversidade e adoção de tecnologias sustentáveis.

Na avaliação de Meza, uma base científica construída de forma coordenada entre governo, setor privado e academia teria mais força para sustentar a imagem do agro brasileiro.

“Tendo isso, quem poderia falar o contrário contra o produto Brasil?”, questionou ao defender que a narrativa seja construída sobre evidências, e não apenas sobre percepções.

Proposta é criar indicadores internacionais

Como exemplo, Meza sugeriu que o governo brasileiro proponha, no âmbito da FAO, a criação de uma metodologia internacional para medir a sustentabilidade da agropecuária.

A ideia seria desenvolver indicadores aceitos globalmente para acompanhar temas como redução do desmatamento, uso de bioinsumos, emissões de carbono, conservação da água e proteção da biodiversidade. Segundo ele, métricas padronizadas dariam mais transparência às discussões e permitiriam comparar a evolução dos países com base em critérios técnicos.

“O governo do Brasil poderia solicitar aos outros países membros da organização que se estabeleça um sistema para medir a sustentabilidade do setor agropecuário”, afirmou.

Para Meza, iniciativas desse tipo ajudariam a reduzir disputas de narrativa e fortaleceriam a posição brasileira em negociações e fóruns internacionais, ao demonstrar de forma objetiva os avanços alcançados pela agropecuária nacional.

O post ‘O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura’, diz representante da FAO apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT