Connect with us
4 de maio de 2026

Business

primeira semana de dezembro promete temporais e calor intenso; saiba onde

Published

on

A primeira semana de dezembro será marcada por contrastes climáticos em praticamente todas as regiões do Brasil. A presença de um cavado na atmosfera, somada à formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, deve provocar mudanças no tempo entre os dias 1º e 5 de dezembro.

Enquanto algumas áreas enfrentarão risco de temporais, rajadas de vento e granizo, outras terão chuvas insuficientes para manter a umidade do solo, exigindo atenção dos produtores quanto ao ritmo das operações de campo, ao manejo das lavouras e à proteção do gado em períodos de calor extremo.

Sul do Brasil

No Sul, instabilidades permanecem espalhadas desde o início da manhã no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e possibilidade de temporais. Ao longo do dia, as chuvas avançam para Santa Catarina e Paraná. As temperaturas aumentam gradualmente em território gaúcho e o calor ganha força no Paraná, enquanto parte de Santa Catarina mantém clima mais ameno. Na segunda-feira (1º), há risco de queda de granizo e rajadas de vento no oeste dos três estados devido à presença de um cavado. Na terça-feira, um novo ciclone extratropical mantém o risco de temporais.

Os volumes previstos para a semana variam entre 20 e 30 milímetros, índice baixo para o período e que pode gerar restrição hídrica no sul gaúcho. A partir de quarta-feira, o calor domina e as máximas ultrapassam os 30°C, exigindo cuidados redobrados com hidratação durante o trabalho em campo. O tempo mais firme favorece o avanço da semeadura do arroz, milho da primeira safra, soja e feijão, além da colheita de cultivos de inverno.

O tempo no Sudeste

No Sudeste, há chance de pancadas no oeste e noroeste de Minas Gerais, avançando à tarde para o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo. No nordeste e sul paulista, a chuva ocorre entre o fim da tarde e à noite. As temperaturas seguem altas em toda a região. Entre terça e quarta-feira, a formação do ciclone extratropical aumenta o risco de temporais generalizados e de queda de granizo nos quatro estados.

Advertisement

A chuva será volumosa no centro-norte de Minas e no Espírito Santo, onde os acumulados podem superar 150 milímetros e prejudicar as operações de campo. Em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, inclusive Triângulo Mineiro, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, auxiliando na reposição da umidade sem impedir o trabalho das lavouras. Esse retorno da chuva favorece a semeadura da soja, do feijão e do milho da primeira safra.

No Centro-Oeste, instabilidades aparecem desde cedo no norte e noroeste da região, além de pontos isolados em Goiás. Durante o dia, as pancadas ganham força no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto em Mato Grosso do Sul uma área de baixa pressão vinda do Paraguai intensifica a formação de temporais com potencial para chuva forte. A segunda-feira (1º) será extremamente quente na região, com temperaturas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, o que aumenta o risco de estresse térmico para o gado e exige atenção especial à hidratação das equipes de campo.

A partir de terça-feira (2), o ciclone extratropical contribui para a formação de um corredor de umidade, proporcionando uma semana mais chuvosa. Os acumulados podem chegar a 80 milímetros em Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há risco de tempestades com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h entre segunda e terça-feira. A chuva deve atingir cerca de 40 milímetros, suficiente para melhorar a umidade do solo e beneficiar o avanço da semeadura de soja, milho, feijão e arroz.

Pancadas de chuvas no Nordeste

No Nordeste, há previsão de pancadas fracas no sul, litoral e oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, a chuva será moderada a forte, especialmente no Maranhão. Nas demais áreas, o tempo firme predomina e a umidade relativa permanece baixa, sobretudo no interior.

No sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia, os acumulados ficam entre 40 e 60 milímetros, mantendo boas condições de umidade no solo por influência do corredor de umidade que se forma a partir do ciclone extratropical no Sudeste.

Advertisement

No restante da região, o tempo será quente e seco, com destaque para o centro-norte do Piauí, onde as máximas podem chegar a 40°C, elevando o risco de incêndios. Em outras áreas, as máximas próximas de 38°C mantêm a umidade abaixo de 30%.

Tempo abafado no Norte

No Norte, as instabilidades diminuem no leste do Amazonas e em Roraima, mas permanecem na metade oeste do Amazonas, além do Acre e Rondônia, com chuva moderada a forte e risco de temporais.

No sul do Pará e no Tocantins, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá e grande parte do Pará o tempo mais estável predomina. As temperaturas permanecem altas e o tempo abafado em quase toda a região. No norte do Pará e no Amapá, as máximas podem atingir 40°C, aumentando o risco de incêndios.

Já em Rondônia e Tocantins, os acumulados podem superar 100 milímetros em cinco dias. No centro-sul do Pará, Acre, Roraima e Amazonas, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, mantendo a umidade do solo sem prejudicar as operações de campo. Esse período mais úmido contribui para a manutenção das pastagens e reduz o estresse térmico do gado em confinamento.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força

Published

on


Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.

A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.

No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.

Atacado

No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.

Exportações

O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

Advertisement

Comparações

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

O post Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

Published

on

Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital

A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Evolucao - trator BH e serie M5 plantando da Valtra

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

svg%3E

A evolução da lenda

A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.

Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.

Advertisement

O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Evolucao - trator BH e serie M5 subsolando o solo da Valtra

Tecnologia embarcada e foco no operador

A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.

O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.

No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.

Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.

DNA canavieiro preservado

Advertisement

Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.

Tradição e futuro no mesmo equipamento

Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro

“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.

O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.

Advertisement
Continue Reading

Business

Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais

Published

on


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços estáveis e baixo volume de negociações, refletindo um período de cautela por parte dos produtores. Ao longo do mês, as vendas foram pontuais, com foco no encerramento da colheita e na expectativa por condições mais favoráveis de comercialização.

Entre os principais fatores que influenciam a formação de preços, o cenário foi misto. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros apresentaram leve valorização, enquanto no Brasil o câmbio atuou de forma negativa, com a queda do dólar frente ao real pressionando os preços internos.

Preços no Brasil

No mercado físico, houve pequenas variações nas cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Cascavel (PR), o avanço foi de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços passaram de R$ 108,00 para R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação saiu de R$ 130,00 para R$ 131,00.

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros com vencimento em julho, os mais negociados em Chicago, acumularam alta de 0,75% no mês, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30. O suporte veio, principalmente, da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e de sinais de retomada na demanda norte-americana.

Soja em Chicago

No cenário internacional, o mercado acompanha expectativas envolvendo os Estados Unidos e a China, com possíveis acordos comerciais que possam impulsionar as exportações da oleaginosa. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela ampla oferta global, com destaque para a safra recorde brasileira, boa produção na Argentina e perspectivas positivas para o plantio americano.

Advertisement

Câmbio

Internamente, o câmbio segue como fator limitante. O dólar operou abaixo de R$ 5,00 no fim de abril, sendo cotado a R$ 4,997 no dia 30, acumulando queda de 3,5% no mês. A entrada de capital estrangeiro, atraído pelos juros elevados no Brasil, contribuiu para a valorização do real e impactou negativamente a competitividade das exportações.

O post Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT