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20 de maio de 2026

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primeira semana de dezembro promete temporais e calor intenso; saiba onde

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A primeira semana de dezembro será marcada por contrastes climáticos em praticamente todas as regiões do Brasil. A presença de um cavado na atmosfera, somada à formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, deve provocar mudanças no tempo entre os dias 1º e 5 de dezembro.

Enquanto algumas áreas enfrentarão risco de temporais, rajadas de vento e granizo, outras terão chuvas insuficientes para manter a umidade do solo, exigindo atenção dos produtores quanto ao ritmo das operações de campo, ao manejo das lavouras e à proteção do gado em períodos de calor extremo.

Sul do Brasil

No Sul, instabilidades permanecem espalhadas desde o início da manhã no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e possibilidade de temporais. Ao longo do dia, as chuvas avançam para Santa Catarina e Paraná. As temperaturas aumentam gradualmente em território gaúcho e o calor ganha força no Paraná, enquanto parte de Santa Catarina mantém clima mais ameno. Na segunda-feira (1º), há risco de queda de granizo e rajadas de vento no oeste dos três estados devido à presença de um cavado. Na terça-feira, um novo ciclone extratropical mantém o risco de temporais.

Os volumes previstos para a semana variam entre 20 e 30 milímetros, índice baixo para o período e que pode gerar restrição hídrica no sul gaúcho. A partir de quarta-feira, o calor domina e as máximas ultrapassam os 30°C, exigindo cuidados redobrados com hidratação durante o trabalho em campo. O tempo mais firme favorece o avanço da semeadura do arroz, milho da primeira safra, soja e feijão, além da colheita de cultivos de inverno.

O tempo no Sudeste

No Sudeste, há chance de pancadas no oeste e noroeste de Minas Gerais, avançando à tarde para o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo. No nordeste e sul paulista, a chuva ocorre entre o fim da tarde e à noite. As temperaturas seguem altas em toda a região. Entre terça e quarta-feira, a formação do ciclone extratropical aumenta o risco de temporais generalizados e de queda de granizo nos quatro estados.

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A chuva será volumosa no centro-norte de Minas e no Espírito Santo, onde os acumulados podem superar 150 milímetros e prejudicar as operações de campo. Em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, inclusive Triângulo Mineiro, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, auxiliando na reposição da umidade sem impedir o trabalho das lavouras. Esse retorno da chuva favorece a semeadura da soja, do feijão e do milho da primeira safra.

No Centro-Oeste, instabilidades aparecem desde cedo no norte e noroeste da região, além de pontos isolados em Goiás. Durante o dia, as pancadas ganham força no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto em Mato Grosso do Sul uma área de baixa pressão vinda do Paraguai intensifica a formação de temporais com potencial para chuva forte. A segunda-feira (1º) será extremamente quente na região, com temperaturas entre 38°C e 40°C em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, o que aumenta o risco de estresse térmico para o gado e exige atenção especial à hidratação das equipes de campo.

A partir de terça-feira (2), o ciclone extratropical contribui para a formação de um corredor de umidade, proporcionando uma semana mais chuvosa. Os acumulados podem chegar a 80 milímetros em Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, há risco de tempestades com chance de granizo e ventos acima de 100 km/h entre segunda e terça-feira. A chuva deve atingir cerca de 40 milímetros, suficiente para melhorar a umidade do solo e beneficiar o avanço da semeadura de soja, milho, feijão e arroz.

Pancadas de chuvas no Nordeste

No Nordeste, há previsão de pancadas fracas no sul, litoral e oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, a chuva será moderada a forte, especialmente no Maranhão. Nas demais áreas, o tempo firme predomina e a umidade relativa permanece baixa, sobretudo no interior.

No sul do Maranhão, sul do Piauí e Bahia, os acumulados ficam entre 40 e 60 milímetros, mantendo boas condições de umidade no solo por influência do corredor de umidade que se forma a partir do ciclone extratropical no Sudeste.

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No restante da região, o tempo será quente e seco, com destaque para o centro-norte do Piauí, onde as máximas podem chegar a 40°C, elevando o risco de incêndios. Em outras áreas, as máximas próximas de 38°C mantêm a umidade abaixo de 30%.

Tempo abafado no Norte

No Norte, as instabilidades diminuem no leste do Amazonas e em Roraima, mas permanecem na metade oeste do Amazonas, além do Acre e Rondônia, com chuva moderada a forte e risco de temporais.

No sul do Pará e no Tocantins, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá e grande parte do Pará o tempo mais estável predomina. As temperaturas permanecem altas e o tempo abafado em quase toda a região. No norte do Pará e no Amapá, as máximas podem atingir 40°C, aumentando o risco de incêndios.

Já em Rondônia e Tocantins, os acumulados podem superar 100 milímetros em cinco dias. No centro-sul do Pará, Acre, Roraima e Amazonas, a chuva deve ficar entre 40 e 60 milímetros, mantendo a umidade do solo sem prejudicar as operações de campo. Esse período mais úmido contribui para a manutenção das pastagens e reduz o estresse térmico do gado em confinamento.

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Agro brasileiro pode ser peça-chave para alimentar população global nas próximas décadas

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para ultrapassar 9 bilhões de pessoas nas próximas décadas, especialistas apontam que o planeta enfrenta um dos maiores desafios da atualidade: garantir alimentos suficientes, acessíveis e produzidos de forma sustentável.

Atualmente, o mundo abriga cerca de 8,2 bilhões de habitantes. Diante do crescimento populacional e do aumento da demanda por alimentos de qualidade, o agronegócio brasileiro surge como peça estratégica para o abastecimento global.

O professor de agronegócio, José Luiz Tejon destaca que o Brasil reúne condições únicas para expandir a produção sem necessidade de novos desmatamentos. O potencial está principalmente na recuperação de áreas degradadas e na adoção de sistemas sustentáveis, como integração lavoura-pecuária-floresta e agricultura regenerativa.

“O Brasil, a médio prazo, é o único país que pode crescer no tamanho, não apenas na área, com os modelos agroambientais, como por exemplo, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)”, afirma Tejon.

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Segundo ele, o país já ocupa posição de destaque entre as maiores agriculturas do planeta e deve ampliar ainda mais sua relevância nos próximos anos. Diferentemente de outros grandes produtores, como Estados Unidos e China, o Brasil ainda possui áreas aptas à expansão agrícola sustentável. 

“A China é a maior agricultura do mundo, ela pode aperfeiçoar, mas não consegue crescer. Os Estados Unidos é a segunda maior agricultura do mundo, pode aperfeiçoar, mas não tem áreas de expansão. Então, as estimativas apontam para que em 2032, o Brasil tenha uma área agrícola superior a dos Estados Unidos”, afirma Tejon.

Qualidade dos alimentos

Além do aumento de volume, outro desafio está relacionado à qualidade dos alimentos. A produção moderna exige atenção à saúde do solo, uso racional da água, bem-estar animal, manejo sustentável e tecnologias de gestão no campo.”Não basta ter volume de alimento, esse alimento tem que ser saudável”, destaca Tejon.

Nesse cenário, a ciência e a inovação aparecem como principais ferramentas para equilibrar produção e preservação ambiental. O avanço tecnológico tem permitido ao agro brasileiro produzir mais por área cultivada, integrar cadeias produtivas e aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais.

Entre os diferenciais brasileiros estão práticas como plantio direto na palha, rotação de culturas e sistemas integrados de produção, favorecidos pelas condições climáticas tropicais. Ao contrário de países do Hemisfério Norte, onde o inverno limita a produção agrícola, o Brasil consegue manter cultivos praticamente durante todo o ano.

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Por outro lado, o clima tropical também amplia desafios relacionados ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, exigindo constante desenvolvimento tecnológico.

Insegurança alimentar

Outro papel estratégico do agro brasileiro está ligado à exportação de tecnologia tropical. Tejon destaca que o conhecimento desenvolvido no país pode contribuir diretamente para o combate à fome, à pobreza e à insegurança alimentar, principalmente em regiões tropicais do planeta onde a população continua crescendo.

Segundo pesquisadores, a faixa tropical e subtropical do mundo concentra grande parte dos desafios sociais relacionados ao acesso aos alimentos. Por isso, essas regiões precisarão desenvolver modelos de agronegócio sustentáveis e eficientes para atender à demanda crescente por comida.

Desperdício de alimentos

Outro ponto considerado fundamental no combate à fome global é a redução do desperdício de alimentos. De acordo com o professor na Harven Agribusiness School, Vinícius Cabaúva perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, desde a colheita até o consumo final, mas a maior parcela está concentrada no comportamento do consumidor.

Segundo Cabaúva, muitos alimentos acabam descartados apenas por questões estéticas, mesmo mantendo qualidade nutricional e segurança para consumo.

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“Eu me lembro das minhas aulas aqui na graduação em que claramente nós avaliávamos as características do produto que às vezes tinha uma parte danificada e que eram exatamente as mesmas características de todos os outros produtos. O nosso consumidor acaba por não comprar, um vegetal, uma hortaliça, enfim, outros tipos de alimentos por conta dessas características”.

A cadeia produtiva também busca alternativas para reaproveitamento de produtos. Algumas redes varejistas já adotam estratégias de reaproveitamento de frutas, legumes e verduras, transformando itens maduros em produtos processados, como alimentos cortados, sucos e bebidas.

Além de reduzir perdas, essas iniciativas ampliam a rentabilidade das empresas e criam novas opções de consumo

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Dia Mundial da Abelha: produção de mel de abelhas sem ferrão alia renda e preservação ambiental

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Foto: Mazinho de Brito – Ideflor-BioFoto: Mazinho de Brito – Ideflor-Bio

O Dia Mundial da Abelha, celebrado nesta quarta-feira (20), chama atenção para a importância desses insetos na manutenção da biodiversidade e na segurança alimentar.

No município de Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas, no Pará, a data ganha um significado ainda mais especial nas comunidades atendidas pelo trabalho de meliponicultura desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).

No local a criação de abelhas sem ferrão tem fortalecido a geração de renda e a conservação ambiental em unidades de conservação.

Na Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, cerca de 20 famílias são atendidas pela iniciativa, que já contabiliza mais de 500 colônias de abelhas sem ferrão instaladas.

A atividade registra produção anual aproximada de 1.400 quilos de mel, tendo como principal espécie manejada a Melipona interrupta, popularmente conhecida como Jupará, abelha nativa da Amazônia reconhecida pela qualidade do mel e pelo importante papel na polinização de espécies florestais.

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abelha sem ferrão
Foto: Mazinho de Brito – Ideflor-BioFoto: Mazinho de Brito – Ideflor-Bio

O trabalho do instituto ocorre nas comunidades de Lages, Paytuna, Santana do Paytuna e Ererê, localizadas no entorno do Parque Estadual Monte Alegre.

Em 2025, as equipes retomaram a orientação técnica especializada aos meliponicultores, reforçando uma prática ancestral que alia conservação ambiental, fortalecimento econômico e valorização dos conhecimentos tradicionais das populações locais.

Potencial produtivo

A presença do Ideflor-Bio nas comunidades busca ampliar o potencial produtivo dos meliponários, promovendo orientações sobre manejo adequado das abelhas sem ferrão e incentivando técnicas sustentáveis de criação.

Além de melhorar a produtividade, o acompanhamento técnico fortalece a autonomia das famílias, respeitando os modos de vida locais e contribuindo para a permanência das comunidades em seus territórios de forma sustentável.

Comunidade; produção de mel
Foto: Mazinho de Brito – Ideflor-Bio

De acordo com o gerente da GRCN-I, Itajury Kishi, garantir a orientação adequada representa um avanço importante no fortalecimento da produção comunitária e das políticas públicas voltadas às populações tradicionais.

“Garantir que esse trabalho continue é reafirmar nosso compromisso com as comunidades tradicionais e com o desenvolvimento sustentável do território. A meliponicultura é uma atividade que une produção, conservação ambiental e identidade cultural, e nosso papel é garantir que esses saberes e práticas continuem sendo fortalecidos com o apoio técnico necessário”, destacou.

Planejamento de ações

Durante as visitas técnicas, as equipes também realizaram escutas comunitárias e avaliações das estruturas existentes, com o objetivo de planejar ações futuras voltadas às necessidades específicas de cada localidade.

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O diálogo direto com os produtores tem permitido identificar desafios e potencialidades da cadeia produtiva do mel na APA Paytuna, fortalecendo uma gestão ambiental participativa nas unidades de conservação da Calha Norte.

A experiência desenvolvida em Monte Alegre evidencia como iniciativas de manejo sustentável podem transformar realidades em territórios protegidos.

“Ao unir orientação técnica, valorização dos saberes tradicionais e conservação da biodiversidade, a meliponicultura conduzida pelo Ideflor-Bio demonstra que proteger as abelhas também significa investir no futuro das comunidades amazônicas e na preservação da floresta”, destaca o analista ambiental do Ideflor-Bio, Mazinho de Brito.

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EarthDaily projeta safra de trigo de inverno dos EUA no menor nível em 25 anos

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A safra de trigo de inverno dos Estados Unidos em 2026 deve atingir o menor volume das últimas duas décadas, segundo levantamento divulgado pela EarthDaily nesta quarta-feira (20). A consultoria estima produção de 29,17 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta cerca de 28,5 milhões de toneladas. O cenário é atribuído à combinação entre seca em áreas produtoras e redução da área plantada.

De acordo com a EarthDaily, o mercado começou a precificar um quadro de oferta mais restrita no início de fevereiro. Se confirmada, a produção norte-americana ficará no menor patamar em 25 anos, em um contexto de perdas de produtividade e limitação climática nas principais áreas de cultivo.

A consultoria estima rendimento 9% abaixo da tendência histórica. Já o USDA trabalha com retração de 11%. Pelas duas referências, o resultado pode representar a maior perda de produtividade do trigo de inverno em duas décadas.

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Os déficits de umidade atingem áreas produtoras do Colorado, Texas, Oklahoma e Kansas durante fases de desenvolvimento das plantas. No sudoeste do Kansas, os volumes de chuva no inverno estão entre os menores observados nos últimos anos, segundo a análise.

A EarthDaily também informa que o índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI) mostra enfraquecimento das lavouras, refletindo a redução da umidade do solo após meses de estiagem. Esse indicador é usado para monitorar o vigor da vegetação por sensoriamento remoto e, neste caso, reforça a leitura de estresse hídrico acumulado.

Do ponto de vista técnico, a combinação entre menor área semeada e produtividade reduzida limita a capacidade de recomposição da oferta. Como os Estados Unidos são um dos principais exportadores globais de trigo, revisões negativas na safra tendem a ser acompanhadas de perto por agentes do mercado internacional. O material disponível, no entanto, não detalha efeitos imediatos sobre preços ou fluxos de comércio.

A margem de recuperação da safra é considerada limitada pela EarthDaily devido ao estresse hídrico acumulado nas lavouras. Novas estimativas e o comportamento das chuvas nas próximas semanas serão determinantes para confirmar o tamanho da produção e os desdobramentos para o mercado de trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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