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Primeiro escritório da ApexBrasil em MT abre portas para pequenas empresas

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Com exportações que superam US$ 27 bilhões por ano, Mato Grosso ganhou um escritório da ApexBrasil para fortalecer ainda mais sua presença internacional. A nova unidade, instalada na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), vai atuar na qualificação de empresas, na atração de investimentos e na promoção de setores estratégicos, abrindo espaço também para pequenos produtores que desejam acessar o mercado externo.

“O que nós estamos fazendo aqui é uma história sendo construída. É uma homenagem aos que trabalham nas empresas, no agronegócio, na agricultura para que o Mato Grosso tenha essa importância toda dentro do Brasil e fora, nas exportações. E nós achamos que era devido vir para cá”, destaca Jorge Viana, presidente da Agência, em entrevista do programa Estúdio Rural.

Ele lembra que a ApexBrasil reúne anualmente os adidos agrícolas, considerados “embaixadores do agronegócio” em diferentes países. “Eles são fundamentais para abrir mercados e para que a gente possa ocupar espaços mundo afora”, acrescenta.

Qualificação e oportunidades concretas

O novo escritório funciona dentro do espaço AgriHub, na Famato, e terá como missão apoiar empresas locais na promoção de seus produtos e na atração de investimentos.

Segundo Viana, já em janeiro será iniciado o programa Qualifica e Exportação, que vai preparar 100 empresas de diferentes setores para se tornarem exportadoras. “Isso é um exemplo concreto do que o escritório pode fazer”.

Além disso, a agência planeja realizar em abril o evento Exporta Mais, reunindo compradores de pelo menos dez países em Cuiabá. “Vamos trazer o mundo, fazer eventos aqui em Cuiabá para encontros temáticos. Isso é um outro caminho que já está certo de fazermos”.

O escritório também será responsável por lançar uma publicação com oportunidades de negócios no estado e facilitar a participação de empresas em feiras internacionais. “Em janeiro teremos a Gulfood nos Emirados Árabes, a maior feira, fora a Anuga [na Alemanha], de compra de alimentos. O escritório aqui vai facilitar a participação não só nessa, mas em muitas outras”, completa.

Durante a inauguração do escritório, realizada no dia 24 de novembro, foram assinados três convênios que somam R$ 42,5 milhões e envolvem setores estratégicos para Mato Grosso. “Firmamos parceria com a Abrapa, que trabalha com algodão, com a Unem, que representa o etanol de milho, e também com o setor de feijões. Isso é uma maneira de ter uma ação rápida da Apex aqui em Mato Grosso”, pontua Viana ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Apoio aos pequenos e médios empresários

O presidente da ApexBrasil reforça que a nova unidade não atenderá apenas grandes companhias. “54% das empresas que a Apex trabalha, e eu estou falando de mais de 20 mil empresas por ano, são micro e pequenas empresas.  Então, para ser um exportador, pode ser mel, pode ser uma especiaria, não precisa ser grande”, exemplifica.

Ele destaca ainda que o escritório em Cuiabá será um ponto de apoio direto para produtores e empresários. “Estamos procurando cada vez mais facilitar a vida de quem quer exportar. Esse endereço é a casa do agricultor. O pessoal pode vir, ser recebido, se informar e começar a ser parceiro da Apex”.

Cenário e desafios de 2025

Ao avaliar o cenário das exportações, o presidente da ApexBrasil chama atenção para os desafios climáticos. “Nós estamos vivendo uma crise climática. Isso é uma ameaça permanente seja em qualquer lugar do mundo que for. Por isso eu falo sempre: o melhor negócio é ter o meio ambiente como aliado e não como inimigo, senão vai sair muito caro”.

Mesmo diante das dificuldades, o Brasil abriu mais de uma centena de mercados em 2025. “O saldo [das exportações] também do ponto de vista dos números é muito bom. O mundo inteiro sofreu e teve perdas, mas o Brasil conseguiu crescer mesmo com o preço das commodities caindo por causa do volume que a gente trabalha [de produção]”, analisa.

Ele também ressalta avanços na atração de investimentos e nas negociações internacionais. “O governo Trump revisou e tirou as tarifas que afetavam diretamente os produtos do agronegócio, falta pouco, tem resíduo só para a gente resolver. Então, isso é uma grande vitória. E eu estou muito esperançoso de que saia o acordo Mercosul-União Europeia. Se isso acontecer, vamos estar vivendo os melhores dos mundos”.

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STF adia julgamento sobre compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro

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Foto: Senado Federal/divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta quinta-feira (19), ao julgamento de duas ações que discutem as regras para aquisição de terras rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. A análise, iniciada no dia anterior, foi suspensa após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou mais tempo para avaliar o caso e indicou que deve devolvê-lo ao plenário na próxima semana.

A Corte formou maioria de 5 a 0 a favor da manutenção das restrições previstas na Lei nº 5.709/1971, que limita a compra de imóveis rurais por estrangeiros e empresas nacionais com controle externo. Votaram nesse sentido o relator original, Marco Aurélio, além dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques.

Os ministros analisam duas ações. A ADPF 342, apresentada em 2015 pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), questiona a constitucionalidade da lei, sob o argumento de que a norma impõe tratamento desigual a empresas brasileiras com capital estrangeiro, o que violaria princípios como livre iniciativa, direito de propriedade e desenvolvimento nacional.

Já a ACO 2.463 foi proposta pela União e pelo Incra, com o objetivo de anular um parecer da Corregedoria-Geral de Justiça de São Paulo que dispensava cartórios de cumprir as regras previstas na legislação para aquisição de terras por estrangeiros.

Nos votos já proferidos, prevalece o entendimento de que a lei é compatível com a Constituição e que a imposição de limites à compra de terras atende a interesses estratégicos, como a soberania nacional e o controle sobre recursos naturais. Apesar da maioria formada, o julgamento ainda não foi concluído e poderá ter novos desdobramentos após o retorno do processo ao plenário.

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Boi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate

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Reprodução Canal Rural

A dificuldade de composição das escalas de abate segue impactando o mercado do boi gordo no Brasil e sustentando a alta dos preços. O cenário é marcado por uma oferta ainda restrita de animais terminados no curto prazo, o que mantém o mercado firme ao longo de março.

De acordo com a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, as escalas chegaram a apresentar uma leve reação na última semana, mas voltaram a recuar nos últimos dias. O comportamento está diretamente ligado às condições climáticas. “As chuvas até a metade de março surpreenderam positivamente e contribuíram para uma maior retenção do gado no pasto, além de favorecer a capacidade de suporte das pastagens”, explica.

No mercado interno, o consumo de carne bovina ainda se mostra resiliente. No entanto, já há sinais de maior sensibilidade do consumidor diante dos preços elevados. Mesmo com a carcaça casada no atacado paulista em patamares altos, foram observados recuos recentes, refletindo a dificuldade de absorção de preços mais elevados. “Isso sugere uma maior sensibilidade do consumidor brasileiro a cotações muito altas da carne bovina, além da competitividade de proteínas concorrentes, como carne suína e de frango”, afirma a analista.

O mercado externo segue como um dos principais pilares de sustentação. As parciais de março indicam crescimento tanto no volume exportado quanto na valorização da tonelada embarcada. “O mercado externo tem sido extremamente importante para essa sustentação, com avanço no volume exportado e na valorização da tonelada”, conclui Beatriz Bianchi.

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Boi gordo sobe com oferta restrita e indústrias elevam preços no país

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Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da média nacional nesta quinta-feira, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e sete dias úteis, o que tem levado as indústrias a aumentarem os preços pagos pela arroba em diversas regiões do país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de curto prazo ainda exige atenção. Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, seguem no radar, assim como a evolução da demanda chinesa, principal destino da carne bovina brasileira, o que pode influenciar o fluxo de exportações ao longo do ano.

Preços no Brasil

  • São Paulo (SP): R$ 351,08 por arroba
  • Goiás (GO): R$ 338,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 340,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 338,41 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 343,38 por arroba

Atacado

No mercado atacadista, os preços apresentaram comportamento misto. A segunda quinzena do mês costuma ter consumo mais fraco, o que reduz o ritmo de reposição. Além disso, a carne bovina enfrenta maior concorrência de proteínas mais baratas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,60 por quilo, com alta de R$ 0,10. O quarto traseiro permaneceu em R$ 27,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha recuou para R$ 18,90 por quilo, com queda de R$ 0,10.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo da sessão.

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