Agro Mato Grosso
MT até 2070: o segredo do único estado que cresce enquanto todos os outros encolhem

Único estado com crescimento populacional até 2070, Mato Grosso se destaca pela força do agronegócio, qualificação e geração de empregos, que atraem novos moradores.
Enquanto os estados brasileiros se preparam para encolher nas próximas décadas, Mato Grosso segue em movimento contrário, sendo o único estado que, segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continuará crescendo até 2070 — uma curva que desafia o cenário nacional e já começa a redesenhar cidades, serviços públicos e rotinas no presente.
🔍A projeção demográfica levanta uma questão central: o que faz de Mato Grosso a exceção e como o estado se prepara para o futuro?
Segundo especialistas ouvidos, o ‘segredo’ que mantém Mato Grosso na contramão do país se apoia em três pilares:
- 🌾expansão do agronegócio;
- 🤝geração de empregos na cadeia produtiva;
- 🛬migração de jovens em busca de renda e estabilidade.
Estima-se que o estado vai ultrapassar 5,2 milhões habitantes até 2070, um aumento de quase 44% se comparado com o Censo 2022, quando foram contabilizados 3.658.813 moradores.
A projeção no país é que a população encolha antes do previsto, puxada pela queda da fecundidade e o aumento da população idosa. No entanto, Mato Grosso deve seguir na contrapartida.
Segundo o pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE, Marcio Mitsuo Minamiguchi, enquanto a idade mediana do brasileiro será de 51,2 anos em 2070, em Mato Grosso será de 44,8 anos no mesmo período (veja na tabela mais abaixo).
📈A idade mediana da população de 2023 e 2070
| ESTADO | 2023 | 2070 |
| Rio Grande do Sul | 37,8 | 52,1 |
| Rio de Janeiro | 37,3 | 52,1 |
| Minas Gerais | 36,7 | 52,0 |
| São Paulo | 36,4 | 51,6 |
| Espírito Santo | 35,5 | 49,6 |
| Paraná | 35,5 | 50,6 |
| Santa Catarina | 35,4 | 48,8 |
| Bahia | 34,9 | 52,8 |
| Rio Grande do Norte | 34,5 | 52,6 |
| Distrito Federal | 34,5 | 53,3 |
| Goiás | 34,2 | 49,7 |
| Paraíba | 34,1 | 51,3 |
| Piauí | 33,7 | 52,6 |
| Pernambuco | 33,7 | 51,6 |
| Ceará | 33,5 | 52,1 |
| Sergipe | 33,1 | 52,4 |
| Mato Grosso do Sul | 32,9 | 48,7 |
| Rondônia | 32,1 | 50,3 |
| Mato Grosso | 32,1 | 44,8 |
| Alagoas | 32,0 | 51,4 |
| Tocantins | 31,6 | 50,0 |
| Maranhão | 30,3 | 52,6 |
| Pará | 29,7 | 50,8 |
| Amazonas | 27,6 | 48,7 |
| Acre | 27,4 | 50,6 |
| Amapá | 27,3 | 50,5 |
| Roraima | 26,8 | 46,7 |
Para o sociólogo e professor de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maurício Munhoz, o estado possui um dinamismo econômico singular. Ele explicou que isso mostra a força das cadeias do agronegócio, da agroindústria e dos novos serviços associados, que criam polos regionais capazes de atrair gente de todo o país.
Os pesquisadores ressaltam que políticas públicas têm papel direto nesse processo, seja pela infraestrutura que atrai investimentos, seja pelas áreas em que a expansão populacional já pressiona serviços. Para eles, o futuro demográfico de Mato Grosso dependerá da capacidade de transformar esse crescimento em qualidade de vida.
Quem veio para ficar
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Bernardo Leandro saiu do RS para trabalhar em Mato Grosso e se apaixonou pelas belezas naturais do estado — Foto: Arquivo pessoal
O gaúcho Bernardo Leandro Carvalho Costa, de 32 anos, deixou Triunfo (RS) em fevereiro de 2023 para passar uma temporada em Mato Grosso. A ideia era simples: começar a carreira docente num mercado que, no Sul, encolheu após a pandemia. A primeira vaga apareceu em Barra do Garças (MT).
“Era para ser algo temporário e hoje não desejo sair. A ideia era completar um ano de docência e ir para outro lugar, mas apareceram muitas oportunidades no interior e também na capital e, além disso, me sinto num estado que realmente passa por um ‘boom’ no desenvolvimento. Tive uma recepção muito grande ao ponto de que agora sinto que sou daqui”, relatou.
Bernardo passou de professor em instituição privada para substituto da Universidade Federal, até ser aprovado em um concurso da UFMT, em Cuiabá. No mesmo período, consolidou o trabalho como advogado e criou vínculos com a região.
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Bernardo Leandro Carvalho Costa e Maurício Pedroso Flores, ambos do RS e professores de direito, se conheceram após se mudarem para MT — Foto: Arquivo pessoal
O movimento de chegada também levou a Barra do Garças (MT) o professor universitário de direito, Maurício Pedroso Flores, de 32 anos. Ele soube, por intermédio de Bernardo, de uma vaga pouco antes de concluir o doutorado no Rio Grande do Sul e decidiu tentar, mesmo sem conhecer a cidade.
“Vim com uma mala e um sonho. Não tinha muita ideia do que esperar daqui, mas descobri que é um lugar muito bom, cheio de oportunidades. Hoje sou realmente muito grato a tudo que essa terra me deu e não tenho vontade de sair daqui”, ressaltou.
De acordo com o Censo 2022, o estado recebeu mais de 300 mil novos moradores de outras unidades da federação entre 2010 e 2022 — um dos maiores saldos proporcionais do Brasil. A chegada de tanta gente se justifica, também, pela oportunidade que o mercado de trabalho oferece:
- 💼Emprego: foram criados mais de 56 mil novos postos de trabalho entre janeiro e outubro deste ano, segundo o Caged;
- 📊Ranking: MT é o 2° estado do país com o maior número de empregos com carteira assinada;
- 👦Jovens: em 2024 o estado tinha 628 mil jovens empregados e registrou a menor taxa de desemprego do Brasil (4,05%) para essa categoria, apontou o IBGE;
- 💰Salário: MT teve crescimento no rendimento médio real do trabalho, chegando a R$ 3.507 no terceiro trimestre deste ano.

Secretário de Desenvolvimento Econômico de MT fala sobre geração de empregos
O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, César Miranda, ressaltou que os números demonstram a tendência de crescimento do mercado de trabalho e expansão de diversos setores da economia.
🏡Expansão urbana
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Municípios de MT ampliam moradias e se preparam para o crescimento — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
A chegada de mais gente e o crescimento populacional acelerado pressionam as cidades a ampliarem as moradias. O relatório de déficit habitacional do Brasil, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP), aponta que Mato Grosso precisa de cerca de 120 mil novas casas para dar conta da demanda atual.
Além do programa federal Minha Casa, Minha Vida, o estado colocou em funcionamento o Sistema Habitacional de Mato Grosso (SiHabMT), em 2023, que operacionaliza o programa SER Família Habitação, para acelerar a construção.
Não há um cronograma oficial sobre quando o estado pretende zerar a fila da habitação. No entanto, 79 municípios já aderiram ao programa para receberem os recursos para construção. Desde o início da operação, foram investidos cerca de R$ 95 milhões em subsídios, beneficiando mais de 6 mil famílias.
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Município em expansão trabalha para receber novos moradores — Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
À medida que se torna o único estado com crescimento contínuo, Mato Grosso também amplia o mapa de cidades que precisam de infraestrutura. Boa Esperança do Norte (MT), por exemplo, é o município mais novo do Brasil e recebeu R$ 10 milhões do governo, em outubro deste ano, para asfaltar ruas e avenidas, num esforço para acompanhar a velocidade da expansão demográfica.
O objetivo, segundo o prefeito Cabele Francio, é tornar a cidade um modelo do agronegócio no estado.
“Estou com quase todos os projetos prontos, terminando a parte da engenharia para aplicar esses recursos na recapagem das ruas e na construção de uma avenida nova”, explicou.
O município conta com uma população de 5.877 moradores e estreou no ranking populacional superando 1.867 cidades brasileiras em número de habitantes. Um dos potenciais destacados é a produção de grãos, com mais de 700 mil toneladas em uma área estimada de 280 mil hectares.
Outra região que temia por investimentos era o Distrito de Nova Poxoréu, que começou a ser habitado há 15 anos, mas nunca teve um asfalto que ligasse a Primavera do Leste (MT), onde a maioria dos moradores trabalha. Após reunião no fim de novembro deste ano, o governo anunciou um investimento estimado em R$ 7 milhões, destinados às prefeituras para asfaltar os 6 km do trecho de ligação.
“O aluguel em Primavera é mais caro e, por isso, essas pessoas moram no distrito, que é mais barato. Mas elas passam por esse sofrimento de enfrentar lama ou poeira e agora a obra vai garantir mais dignidade”, declarou o prefeito Sergio Machnic, após a reunião.
💰De olho na economia
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As maiores altas no PIB foram registradas no Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%) — Foto: Sistema de Contas Regionais | IBGE
A expansão econômica é outro fator que tende a atrair novas famílias e sustentar o crescimento urbano. Para o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, os investimentos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foram fundamentais para o desenvolvimento do estado nos últimos anos.
“É um estado com muita vocação para a produção de alimentos, terras propícias, homens e mulheres vocacionados e um investimento contínuo a partir da criação do Fethab para a construção de infraestrutura e um crescimento sustentável, principalmente em áreas que têm oportunidades, mas que não tinham infraestrutura. Isso permitiu com que o Mato Grosso tivesse esse crescimento acima da média brasileira”, disse em entrevista a imprensa.
Nos últimos 20 anos, Mato Grosso liderou o crescimento econômico no país. O estado teve média anual de 5,2%, sendo a maior entre todas as unidades da federação. Só em 2023, a economia mato-grossense movimentou R$ 273 bilhões, uma alta de 12,9% — o terceiro maior avanço do Brasil, atrás apenas do Acre e de Mato Grosso do Sul, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), divulgado em 2024 (veja no gráfico acima).
O desempenho fez o estado ganhar espaço no mapa econômico nacional: hoje, responde por 2,5% de todo o PIB brasileiro, o maior salto de participação registrado entre os estados no período de 2002 a 2023.
🧑🌾A força do agronegócio também ajuda a explicar por que mantém uma trajetória de expansão. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do MAPA, seis das dez cidades mais ricas do agronegócio brasileiro estão em território mato-grossense, reflexo direto da liderança nacional na produção de soja, milho e algodão.

Os principais destaques foram:
- 🌽Milho: produção da segunda safra de milho atingiu um recorde de 55,1 milhões de toneladas, um aumento de 12,9% em relação à safra anterior; quase metade da produção nacional;
- 🌱Soja: em seguida aparece a soja, que viu a produção passar de 40,4 milhões de toneladas em 23/24 para 51,3 milhões em 24/25, crescimento de 26,9%;
- 💭e o caroço do algodão, que saiu de 3,7 milhões de toneladas produzidas em 23/24 para 4 milhões de toneladas, variação positiva de 8,3%, enquanto a pluma do algodão variou de 2,6 milhões de toneladas para 2,8 milhões de toneladas, aumento também de 8,3%.
O peso dessa produção é sustentado por uma logística que vem sendo ampliada ano após ano. O Ministério dos Transportes mostra que o estado concentra alguns dos principais corredores de exportação do país, fruto da pavimentação e duplicação de rodovias federais e estaduais, além das concessões que vêm modernizando trechos estratégicos.
Conforme a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), são 33 mil quilômetros de estradas, responsáveis por garantir as ligações entre os 142 municípios, e colocando Mato Grosso como o estado brasileiro com a maior malha rodoviária estadual do país.
Uma das principais obras transforma a BR-163, principal rota do agronegócio, em um corredor logístico mais seguro e eficiente. A estrada é a principal rota de escoamento para os portos do Arco Norte, como Miritituba, no Pará, e de Santos (SP). A duplicação reduz o tempo de viagem e os custos operacionais.
Também está em construção a primeira ferrovia de Mato Grosso. Atualmente, mais de cinco mil trabalhadores contratados pela Rumo Logística concluíram cerca de 70% do projeto. Entre os responsáveis por essa mão de obra está o casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) com os dois filhos após ele ser promovido para atuar na obra. Já no estado, Andriele também foi contratada pela empresa.
“Aqui conseguimos conciliar carreira, rotina familiar e qualidade de vida. A decisão mudou nossa vida, trouxe mais estabilidade para as crianças, ampliou nossas perspectivas profissionais e fortaleceu nossa visão de futuro”, ressaltou Andriele.
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Casal de engenheiros Andriele Rodrigues e David Prado Córdova, que deixou Curitiba (PR) para trabalhar e morar em Mato Grosso — Foto: Arquivo pessoal
São 743 quilômetros de linha férrea que ligará Rondonópolis a Cuiabá, e Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP), abrindo caminho para uma exportação ainda mais rápida.
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Projeto de implantação da 1ª ferrovia estadual de Mato Grosso — Foto: Secom-MT
Além do estado, o Ministério dos Transportes aplicou investimentos em Mato Grosso com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), já em construção entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT) — e a Ferrogrão, planejada para ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA) e ampliar o escoamento pelo Arco Norte.

Ministro Carlos Fávaro cita a importância dos investimentos em ferrovias em MT
Esse avanço da infraestrutura tem efeito direto na dinâmica populacional: municípios do norte e sul de Mato Grosso vêm atraindo mão de obra de outras regiões, impulsionando tanto a economia local quanto o crescimento urbano nessas áreas que antes eram menos ocupadas.
Onde tudo começa
Ao mesmo tempo em que o agronegócio impulsiona o PIB, Mato Grosso também aposta na base da produção: a agricultura familiar, responsável por boa parte do alimento que chega às mesas e pelo desenvolvimento local.
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Agricultores familiares serão beneficiados com contratação de técnicos para regularização fundiária e ambienta — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Em novembro, foi lançado o MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, programa que prevê US$ 100 milhões em investimentos até 2030, com financiamento do Banco Mundial, para fortalecer cooperativas, ampliar o acesso a mercados e regularizar áreas rurais. A expectativa é que o programa beneficie 15 mil famílias com práticas produtivas mais sustentáveis e geração de renda no campo.
Além de fortalecer quem produz no campo, foram direcionados investimentos para preparar a mão de obra que sustenta essa engrenagem econômica. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) anunciou a ampliação da política de educação profissional e tecnológica, que prevê 15 mil novas vagas para estudantes do ensino médio em cursos voltados justamente para áreas em expansão — da indústria ao agronegócio.
“Até o próximo ano, 22,2% das matrículas do Ensino Médio estarão vinculadas à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), beneficiando estudantes de 108 dos 142 municípios do estado. Para 2027, o objetivo é alcançar 29,7% de participação”, informou a Seduc.
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Estudantes de Mato Grosso se preparam para o mercado de trabalho — Foto: Seduc-MT
Na saúde, o avanço populacional e a formação de novos centros urbanos desencadearam outra prioridade. O IBGE ressaltou que, mesmo que o estado vai ‘envelhecer’ depois dos demais, precisa se preparar.
“O grande desafio, mais do que o volume populacional, é o desafio de uma sociedade envelhecendo. Em termos de políticas públicas, quando a população envelhece, precisa de atenção à saúde. Esse é um dos grandes desafios para o futuro”, alertou o pesquisador Marcio Minamiguchi.
Atualmente, o estado tem seis hospitais públicos em construção, sendo dois em Cuiabá e quatro regionais no interior do estado. O objetivo é descentralizar serviços e ampliar o acesso da população a atendimentos especializados em todas as regiões do estado. Confira na galeria abaixo o andamento de cada obra:
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🌄O paraíso está em MT
MT reúne paisagens da Amazônia, Cerrado e Pantanal — Foto: Reprodução
Para além das oportunidades econômicas e estruturais, Mato Grosso reserva belezas naturais que acolhem e aumentam ainda mais o desejo de ficar. O estado reúne três dos principais biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado e Pantanal — e oferece paisagens únicas que atraem turistas do país inteiro.
No Pantanal, considerado Patrimônio Natural da Humanidade, a observação da vida selvagem e os safáris fotográficos se tornaram experiências que colocam o estado na rota do turismo ecológico mundial. Em Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital, cachoeiras, paredões de arenito e trilhas de fácil acesso fazem do parque nacional um dos cartões-postais mais visitados da região Centro-Oeste. No norte, o Parque Estadual do Cristalino preserva uma das áreas mais ricas da Amazônia mato-grossense e se destaca como destino de pesquisadores e apaixonados por natureza.
Com rios de águas cristalinas, cavernas, mirantes e um clima que favorece o turismo durante todo o ano, Mato Grosso transforma quem chega para trabalhar em novos moradores — muitos deles seduzidos pela combinação entre qualidade de vida, oportunidades e um cenário natural que parece não ter fim.
Agro Mato Grosso
Governo quer barrar empresas que não cumprirem a tabela de frete mínimo; veja

As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.
Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.
“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.
Descumprimento
De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.
Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.
Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.
Fiscalização ampliada
O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.
A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.
As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.
O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.
Regra vigente
A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.
Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.
Agro Mato Grosso
Nortão de MT vive nova onda de crescimento e atrai mercado de capitais

Mato Grosso deve encerrar 2026 com crescimento de 6,6% no PIB, o triplo da média nacional, segundo projeções de mercado. Esse fôlego econômico tem transformado o Norte do estado: cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas polos agrícolas e passaram a se consolidar como centros de um mercado imobiliário e logístico em forte expansão.
Com investimentos em urbanização que já superam R$ 500 milhões, de acordo com balanços municipais, a região passou a atrair cada vez mais a atenção do mercado financeiro. É nesse cenário que o Semear Banco de Investimento (SBI) participa do Show Safra 2026, evento que será realizado entre os dias 23 e 27 de março em Lucas do Rio Verde. A presença no evento, viabilizada por meio de parceria com a Romancini Incorporadora, tem como objetivo apresentar o crédito estruturado como alternativa para um mercado que não para de crescer.
Para Raphael Coutinho, head comercia ldo SBI, a dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais abriu espaço para soluções financeiras que antes eram mais comuns no eixo Rio–São Paulo. Segundo ele, o empresário de Mato Grosso amadureceu e hoje busca maior independência financeira para garantir que projetos e expansões não sejam interrompidos.
“O investidor local percebeu que não precisa mais ficar refém das linhas de crédito tradicionais para tirar um loteamento ou um armazém do papel. No Show Safra, nosso foco é mostrar que instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) oferecem a flexibilidade que o caixa dessas empresas precisa, permitindo que os investimentos acompanhem o ritmo acelerado da região”, explica Coutinho.
A estratégia ganha força com a parceria da Romancini Incorporadora, referência em projetos imobiliários emLucas do Rio Verde. A união reúne quem conhece de perto aregião e o déficit habitacional da região com a engenharia financeira necessária para captar volumes de recursos no mercado de capitais.
Além do setor imobiliário, a participação no evento também busca originar oportunidades em áreas com o agro, logística, comércio e indústria. O banco ainda mira operações de fusões e aquisições (M&A) e a estruturação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ferramentas que contribuem para profissionalizar a gestão de capital das empresas locais.
Esse movimento reflete uma mudança na forma como o interior do estado financia seu desenvolvimento. Ao aproximar a sofisticação do mercado de capitais de quem projeta prédios, armazéns e indústrias, a instituição ajuda a sustentar o ritmo acelerado de crescimento regional. A presença no Show Safra reforça esse suporte financeiro, considerado essencial para acompanhar a nova etapa de urbanização e industrialização do Norte de Mato Grosso.
FIQUE SABENDO
O Semear Banco de Investimento (SBI) nasceu da união entre o Banco Semear e a RSA Capital. Depois de quase 10 anos de uma parceria de sucesso, houve a aquisição de 30% da RSA Capital oficializada em 2024 após a autorização do Banco Central.
A nova instituição combina o relacionamento do Banco Semear com a expertise da RSA Capital no mercado de capitais, atuando de forma especializada em operações estruturadas, crédito e investimentos, com foco nos setores agro e imobiliário. Entre as soluções oferecidas estão CRA, CRI e financiamentos estruturados sob medida para empresas de médio e grande porte.
Agro Mato Grosso
Tremor de magnitude 3,1 atinge região próxima de cidade com 6 mil habitantes em MT

O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse a imprensa que a população não sentiu nada, a princípio.
Um tremor de magnitude 3.1 foi registrado próximo ao município de Cocalinho, a 780 km de Cuiabá, no domingo (15). Ninguém ficou ferido.
O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (17) pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse que a população não sentiu nada, a princípio.
“No primeiro momento, ninguém sentiu nada, só se teve algo que alguém sentiu mais concreto. Nem na cidade não ouvi comentário”, afirmou.
Com base nas estações da rede, o tremor de terra ocorreu por volta de 22h16. O município tem 6.220 habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A última vez que houve um abalo sísmico no estado foi no dia 20 de janeiro, em Barão de Melgaço, com magnitude de 2.1, região do Pantanal.
A rede explica que os tremores de terra de baixa magnitude costuma ser relativamente comum e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população.
“Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, diz, no comunicado.
A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
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