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4 de maio de 2026

Business

Cultivar da Bayer promete reforçar controle de lagartas e daninhas na próxima safra

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A próxima geração de cultivares de soja deve entregar aos produtores uma combinação mais robusta de proteção contra lagartas, maior eficiência no controle de plantas daninhas e ganhos de produtividade. A proposta atende a um cenário em que insetos mais agressivos, invasoras resistentes e custos crescentes exigem decisões rápidas e manejo preciso.

No ritmo da lavoura, o produtor enfrenta pressões que pesam diretamente no bolso e na tomada de decisão. Márcio Santos, CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil e sojicultor, lembra que, na agricultura tropical, o manejo exige atenção simultânea a diferentes frentes. “A gente tem que lidar com planta daninha, com inseto e fungo, doenças de maneira geral”, diz. Ele reforça que o maior desafio hoje é “manejar planta daninha e uma proteção estendida para lagartas”.

Resistência crescente e perdas em escala

As plantas daninhas seguem entre as principais responsáveis pelo aumento da complexidade no campo. Gilmar Picoli, gerente de Regulamentação da Bayer, explica que a evolução das invasoras tem sido rápida e preocupante. “Cada vez mais as plantas se adaptam à dificuldades se tornando mais difíceis de se controlar”, afirma.

Ele cita a vassourinha-de-botão como um caso emblemático da pressão sobre a produtividade: “três plantas por metro quadrado pode causar aproximadamente 14 sacas de prejuízos para o agricultor”. Em grandes áreas, reforça, o cenário se torna ainda mais agressivo, já que, conforme relata, “eu não tenho só uma planta daninha na minha área, eu tenho duas, três… Dependendo da espécie o cenário vai ser mais agressivo e mais complexo”.

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As lagartas também continuam no centro das preocupações. O pesquisador entomologista da companhia Renato Horikoshi destaca que elas interferem desde o estabelecimento inicial da cultura até o enchimento de grãos. “Essas condições podem reduzir a produtividade em até 30%, 40% dependendo do nível de desfolha”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso. Ele ressalta que as lagartas são um fator “super importante dentro do manejo que o agricultor precisa ter no dia a dia”.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Nova fase da tecnologia Intacta

Na busca por soluções que ampliem a proteção da lavoura, produtores e técnicos conheceram, no centro de pesquisa da Bayer em Paulínia (SP), a próxima geração da plataforma Intacta. A tecnologia combina múltiplas proteínas Bt e chega com tolerância ampliada a herbicidas, oferecendo ao produtor um pacote mais completo de manejo.

Picoli detalha que se trata de “uma biotecnologia que é tolerante a cinco herbicidas: Glifosato, Glufosinato, 2-4D, Dicamba e mesotriona”. A proposta, segundo ele, facilita o controle de plantas que “só têm trazido complexidade”, permitindo um manejo “sob medida, customizado, racional e sustentável”.

Ele complementa que o processo de yield boost conecta a tecnologia ao germoplasma, possibilitando variedades “mais rápidas além de um alto potencial produtivo”.

Horikoshi acrescenta também que a nova geração oferecerá proteção contra “nove lagartas”, reforçando a segurança do produtor ao buscar altos tetos produtivos. A expectativa é de maior eficiência mesmo sob alta pressão de pragas.

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A avaliação positiva também veio de consultores. Jairo dos Santos, diretor técnico da Agrodinâmica, afirma que “a pesquisa ela é extremamente importante de nós para o produtor e do produtor para nós também”. Ele destaca que o que foi apresentado permitirá ser “muito mais efetivo, muito mais rentável”, reforçando o papel da troca de conhecimento como motor para avanços no campo.

Márcio Santos, CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil, ressalta que a evolução da plataforma reconhece o manejo adequado adotado pelos produtores, base que sustenta a chegada de novas ferramentas. “Então hoje na Intacta 5+ nós temos o que a gente vem trazendo lá de trás mais os benefícios da nova tecnologia”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.

Entrada gradual no campo

As estimativas apresentadas pelos pesquisadores indicam que a integração entre genética, biotecnologia e manejo integrado deve trazer ganhos mais consistentes já a partir da safra 2027/28.

O diretor comercial da Bayer, Fábio Passos, explica que, na safra 2026/27, áreas de produtores receberão plantios controlados. “Vão ser mais de 500 campos onde os produtores já vão ter acesso à tecnologia ainda com esse pré-portfólio”, afirma. Em 2027/28, será a primeira vez que variedades aptas ao uso comercial chegarão ao mercado. E a expectativa é ampliar o portfólio em 2028/29, incluindo “mais de 15 marcas comerciais”.


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Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.

A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.

No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.

Atacado

No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.

Exportações

O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

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Comparações

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

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Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital

A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Evolucao - trator BH e serie M5 plantando da Valtra

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

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A evolução da lenda

A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.

Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.

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O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Evolucao - trator BH e serie M5 subsolando o solo da Valtra

Tecnologia embarcada e foco no operador

A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.

O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.

No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.

Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.

DNA canavieiro preservado

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Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.

Tradição e futuro no mesmo equipamento

Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro

“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.

O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.

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Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços estáveis e baixo volume de negociações, refletindo um período de cautela por parte dos produtores. Ao longo do mês, as vendas foram pontuais, com foco no encerramento da colheita e na expectativa por condições mais favoráveis de comercialização.

Entre os principais fatores que influenciam a formação de preços, o cenário foi misto. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros apresentaram leve valorização, enquanto no Brasil o câmbio atuou de forma negativa, com a queda do dólar frente ao real pressionando os preços internos.

Preços no Brasil

No mercado físico, houve pequenas variações nas cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Cascavel (PR), o avanço foi de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços passaram de R$ 108,00 para R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação saiu de R$ 130,00 para R$ 131,00.

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros com vencimento em julho, os mais negociados em Chicago, acumularam alta de 0,75% no mês, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30. O suporte veio, principalmente, da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e de sinais de retomada na demanda norte-americana.

Soja em Chicago

No cenário internacional, o mercado acompanha expectativas envolvendo os Estados Unidos e a China, com possíveis acordos comerciais que possam impulsionar as exportações da oleaginosa. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela ampla oferta global, com destaque para a safra recorde brasileira, boa produção na Argentina e perspectivas positivas para o plantio americano.

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Câmbio

Internamente, o câmbio segue como fator limitante. O dólar operou abaixo de R$ 5,00 no fim de abril, sendo cotado a R$ 4,997 no dia 30, acumulando queda de 3,5% no mês. A entrada de capital estrangeiro, atraído pelos juros elevados no Brasil, contribuiu para a valorização do real e impactou negativamente a competitividade das exportações.

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