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5 de novembro de 2026

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Cultivar da Bayer promete reforçar controle de lagartas e daninhas na próxima safra

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A próxima geração de cultivares de soja deve entregar aos produtores uma combinação mais robusta de proteção contra lagartas, maior eficiência no controle de plantas daninhas e ganhos de produtividade. A proposta atende a um cenário em que insetos mais agressivos, invasoras resistentes e custos crescentes exigem decisões rápidas e manejo preciso.

No ritmo da lavoura, o produtor enfrenta pressões que pesam diretamente no bolso e na tomada de decisão. Márcio Santos, CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil e sojicultor, lembra que, na agricultura tropical, o manejo exige atenção simultânea a diferentes frentes. “A gente tem que lidar com planta daninha, com inseto e fungo, doenças de maneira geral”, diz. Ele reforça que o maior desafio hoje é “manejar planta daninha e uma proteção estendida para lagartas”.

Resistência crescente e perdas em escala

As plantas daninhas seguem entre as principais responsáveis pelo aumento da complexidade no campo. Gilmar Picoli, gerente de Regulamentação da Bayer, explica que a evolução das invasoras tem sido rápida e preocupante. “Cada vez mais as plantas se adaptam à dificuldades se tornando mais difíceis de se controlar”, afirma.

Ele cita a vassourinha-de-botão como um caso emblemático da pressão sobre a produtividade: “três plantas por metro quadrado pode causar aproximadamente 14 sacas de prejuízos para o agricultor”. Em grandes áreas, reforça, o cenário se torna ainda mais agressivo, já que, conforme relata, “eu não tenho só uma planta daninha na minha área, eu tenho duas, três… Dependendo da espécie o cenário vai ser mais agressivo e mais complexo”.

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As lagartas também continuam no centro das preocupações. O pesquisador entomologista da companhia Renato Horikoshi destaca que elas interferem desde o estabelecimento inicial da cultura até o enchimento de grãos. “Essas condições podem reduzir a produtividade em até 30%, 40% dependendo do nível de desfolha”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso. Ele ressalta que as lagartas são um fator “super importante dentro do manejo que o agricultor precisa ter no dia a dia”.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Nova fase da tecnologia Intacta

Na busca por soluções que ampliem a proteção da lavoura, produtores e técnicos conheceram, no centro de pesquisa da Bayer em Paulínia (SP), a próxima geração da plataforma Intacta. A tecnologia combina múltiplas proteínas Bt e chega com tolerância ampliada a herbicidas, oferecendo ao produtor um pacote mais completo de manejo.

Picoli detalha que se trata de “uma biotecnologia que é tolerante a cinco herbicidas: Glifosato, Glufosinato, 2-4D, Dicamba e mesotriona”. A proposta, segundo ele, facilita o controle de plantas que “só têm trazido complexidade”, permitindo um manejo “sob medida, customizado, racional e sustentável”.

Ele complementa que o processo de yield boost conecta a tecnologia ao germoplasma, possibilitando variedades “mais rápidas além de um alto potencial produtivo”.

Horikoshi acrescenta também que a nova geração oferecerá proteção contra “nove lagartas”, reforçando a segurança do produtor ao buscar altos tetos produtivos. A expectativa é de maior eficiência mesmo sob alta pressão de pragas.

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A avaliação positiva também veio de consultores. Jairo dos Santos, diretor técnico da Agrodinâmica, afirma que “a pesquisa ela é extremamente importante de nós para o produtor e do produtor para nós também”. Ele destaca que o que foi apresentado permitirá ser “muito mais efetivo, muito mais rentável”, reforçando o papel da troca de conhecimento como motor para avanços no campo.

Márcio Santos, CEO da divisão agrícola da Bayer no Brasil, ressalta que a evolução da plataforma reconhece o manejo adequado adotado pelos produtores, base que sustenta a chegada de novas ferramentas. “Então hoje na Intacta 5+ nós temos o que a gente vem trazendo lá de trás mais os benefícios da nova tecnologia”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.

Entrada gradual no campo

As estimativas apresentadas pelos pesquisadores indicam que a integração entre genética, biotecnologia e manejo integrado deve trazer ganhos mais consistentes já a partir da safra 2027/28.

O diretor comercial da Bayer, Fábio Passos, explica que, na safra 2026/27, áreas de produtores receberão plantios controlados. “Vão ser mais de 500 campos onde os produtores já vão ter acesso à tecnologia ainda com esse pré-portfólio”, afirma. Em 2027/28, será a primeira vez que variedades aptas ao uso comercial chegarão ao mercado. E a expectativa é ampliar o portfólio em 2028/29, incluindo “mais de 15 marcas comerciais”.


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Ventos de até 250 km/h e temporais destroem lavouras de soja, milho e tabaco no Sul

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Fortes temporais atingem com força o Sul do país desde a tarde desta terça-feira (3). No Rio Grande do Sul muitas lavouras foram destruídas pelo granizo. Em Santa Catarina, estragos em diversas regiões, enquanto no Paraná foi confirmada a passagem de um tornado.

Em território gaúcho, após dias de altas temperaturas, os temporais vieram com força. As cidades mais atingidas ficam no norte e noroeste, mas também há estragos na Fronteira e Vale do Taquari.

Entre os transtornos estão alagamentos com rompimento de estradas, galpões destelhados e muitos danos em lavouras, especialmente as de milho, que já estavam em estádios mais avançados, indo para floração.

Conforme a Defesa Civil, foram registradas ocorrências em 62 municípios gaúchos. Quatro pessoas ficaram feridas. Além do milho, também houve danos em plantações de soja e em culturas como uva, além de outros cereais de inverno que estavam em período de colheita.

Estragos em SC e tornado no Paraná

Chuvas fortes e granizo também alcançaram várias cidades de Santa Catarina. Produtores relataram muitos prejuízos nas lavouras de tabaco, algumas com 100% de perdas. Conforme a Defesa Civil catarinense, ventos acima de 90 km/hora derrubaram estruturas do Aeroporto de Chapecó, no oeste do estado.

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Já no Paraná, meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar), confirmaram que o fenômeno que atingiu Maringá, no norte paranaense, na última segunda-feira (2), foi um tornado.

O coordenador de Operações do órgão, Marco Jusevicius, ressaltou que as informações meteorológicas disponíveis sobre o evento levaram à definição do fenômeno como de categoria F2, cuja velocidade varia entre 180 km/h a 250 km/h.

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Produtor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade

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O Projeto de Lei (PL) 119/2023, que trata da classificação do tabaco produzido no Paraná, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do estado (Alep) nesta quarta-feira (4).

A proposta permite que a seleção das folhas seja realizada na própria propriedade rural ou na integradora. Na visão do setor, a mudança amplia as possibilidades de acompanhamento de uma etapa que influencia diretamente o preço pago ao fumicultor.

Para o Sistema Faep, a nova lei representa um avanço em uma discussão de anos. Em abril de 2025, por exemplo, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco.

A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação. Anteriormente, a concentração dessa etapa em poucas localidades limitava o acompanhamento da análise e dificultava a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas.

“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

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Classificação do tabaco

A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.

“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, diz a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Cibelle Tamiris de Oliveira.

Para o presidente da entidade, além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.

“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.

O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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O município paranaense de São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares em 2025.

Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.

Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.

No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:

• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50

• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50

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• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00

• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00

• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00

• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00

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• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.

O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.

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