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18 de junho de 2026

Sustentabilidade

Com maior interesse na ponta compradora de milho, novembro registra alta de preços no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho registrou preços mais altos ao longo de novembro em várias localidades. De acordo com a Safras Consultoria, o momento é de bastante especulação em torno da evolução do clima. Como o final do ano está próximo, a liberdade do mercado no que tange à disponibilidade ou não de ofertas deve cair um pouco, ajudando a sustentar as cotações.

Os consumidores, de modo geral, têm falado que dispõem de estoques de milho suficientes para atender a demanda até a virada de ano. Entretanto, os menores, ainda precisam do cereal e com isso estão participando mais do mercado. Diante dessa menor oferta, por conta da menor intenção de venda dos produtores, eles acabam tendo que comprar lotes de milho a preços um pouco mais altos.

No cenário internacional, o mercado ainda tenta se adequar aos reais números relacionados aos Estados Unidos. Os dados estão sendo gradativamente atualizados após o fim da paralisação do governo. Dependendo dos resultados das próximas atualizações de dados, o mercado pode vir a ficar mais volátil.

No que tange à paridade de exportação do milho brasileiro, houve uma melhora leve ao longo de novembro, embora o câmbio ainda esteja patinando. Ele vem  oscilando entre R$ 5,30 e R$ 5,40 por dólar. Já aso cotações do milho na Bolsa de Chicago permanecem andando um pouco de lado.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 65,91 no dia 28 de novembro, alta de 3,23% frente aos R$ 63,84 registrados no final de outubro. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 64,00, aumento de 4,92% ante os R$ 61,00 praticados no final do mês passado.

Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 73,00, avanço de 7,35% frente aos R$ 68,00 praticados no final de outubro. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal subiu 6,06% ao longo do mês, de R$ 66,00 para R$ 70,00.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 62,00, aumento de 1,64% ante os R$ 61,00 registrados na semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 71,00, baixa de 1,39% em relação aos R$ 72,00 praticados no final de outubro.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca subiu 3,17%, de R$ 63,00 para R$ 65,00 ao longo do mês. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 62,00, valorização de 3,33% em relação aos R$ 60,00 registrados no final do mês passado.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 846,083 milhões em novembro até o momento (14 dias úteis), com média diária de US$ 60,434 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 3,939 milhões de toneladas, com média de 281,358 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 214,80.

Em relação a novembro de 2024, houve alta de 17% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,1% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,4% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Arno Baasch / Safras News



 

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Agro Mato Grosso

Syngenta automatiza testes de compatibilidade de caldas

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A Syngenta passou a usar o robô proprietário ATLAS, sigla em inglês para Application Technology Laboratory Automation System, em testes de compatibilidade de misturas em tanque. O sistema automatizado acelera a avaliação de produtos, reduz a subjetividade das análises e ajuda a reproduzir condições de uso em campo.

A tecnologia foi desenvolvida e refinada pela empresa. O objetivo consiste em gerar resultados mais consistentes e precisos antes da chegada dos produtos ao mercado. O robô processa de 500 a 600 combinações por mês. Segundo a Syngenta, esse volume poderia exigir até seis meses em avaliação manual.

O ATLAS executa todo o processo de compatibilidade. A rotina inclui preparo de amostras, registro de imagens das misturas e análise completa das amostras. A automação reduz variações associadas à avaliação manual. Os dados ajudam no desenvolvimento de produtos, no manejo responsável e nas recomendações técnicas.

O sistema também auxilia o suporte técnico após o lançamento de produtos. Em casos de dificuldades inesperadas em misturas em tanque, o ATLAS pode usar fontes de água ou adjuvantes fornecidos por clientes. Com isso, a empresa recria condições específicas de aplicação em ambiente controlado.

A plataforma avalia problemas ligados a sedimentação, entupimento de pontas, ordem de mistura e outros fatores. As análises ajudam a compreender o comportamento dentro do tanque de pulverização. Os resultados também alimentam uma base histórica de testes para orientar diagnósticos mais rápidos e baseados em dados.

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Sustentabilidade

Soja é o ‘combustível invisível’ do mundo, mas perda de renda do produtor na safra 26/27 preocupa, aponta Buffon

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Foto: Junner Schmidt

A soja brasileira se consolidou como uma das principais engrenagens da economia mundial e exerce um papel fundamental tanto na segurança alimentar quanto na segurança energética do planeta. A avaliação é de Mauricio Buffon, presidente licenciado da Aprosoja Brasil, durante o painel “O papel estratégico da soja na balança comercial global”, realizado no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, em Campo Grande (MS).

Segundo Buffon, o Brasil cultiva cerca de 48 milhões de hectares de soja e construiu uma cadeia baseada na produção de proteínas e de biocombustíveis. Nos últimos 20 anos, o consumo mundial da oleaginosa cresceu impulsionado pelo aumento da população e pela maior demanda por energia.

“A soja é muito mais do que alimento. O mundo passou a demandar mais biocombustíveis e isso impulsionou toda a indústria no campo. Hoje, ela é a principal commodity do planeta e um pilar estratégico da segurança alimentar”, afirmou.

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Buffon destacou que o complexo soja movimenta cerca de US$ 300 bilhões e responde por aproximadamente US$ 176 bilhões em grãos, sendo um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira.

Atualmente, cerca de 78% do farelo de soja é destinado à produção de ração animal, enquanto aproximadamente 19% do óleo é direcionado ao consumo humano e à fabricação de biodiesel. Do óleo produzido no Brasil, 60% segue para os biocombustíveis e os outros 40% permanecem na cadeia alimentar, principalmente no óleo de cozinha.

“A cada vez que ampliamos o uso dos biocombustíveis, aumentamos a sustentabilidade. Trata-se de um combustível altamente renovável e que ainda gera mais farelo de soja para a produção de alimentos”, ressaltou.

Ele lembrou ainda que o Brasil já utiliza uma mistura de 15% de biodiesel no diesel, tornando essa matriz uma importante alternativa para reduzir a dependência nacional do petróleo.

Soja como motor do mundo

Buffon classificou a soja como um “combustível invisível” para o mundo e destacou a evolução da produção brasileira nas últimas duas décadas. Há 20 anos, o país produzia cerca de 53 milhões de toneladas da oleaginosa. Atualmente, a produção gira em torno de 176 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior exportador mundial da commodity.

Na última safra, a produção brasileira alcançou 177,8 milhões de toneladas, das quais 111 milhões foram destinadas às exportações. A indústria nacional também teve papel importante, com exportações de 24,6 milhões de toneladas de farelo e consumo interno de aproximadamente 22 milhões de toneladas.

“O mercado chinês é extremamente importante para o Brasil. Apesar dos grandes números da produção e das exportações, acreditamos que teremos um ano mais desafiador para o setor”, disse.

O outro lado da lavoura: os desafios do sojicultor

Buffon alertou que, apesar dos recordes de produção e embarques, a renda do produtor vem sendo pressionada nos últimos quatro anos. Segundo ele, a combinação entre queda dos preços, aumento dos custos, pandemia e conflitos geopolíticos reduziu as margens no campo.

O dirigente chamou atenção para a forte dependência brasileira de fertilizantes importados e afirmou que esse é um dos principais desafios para a sustentabilidade da agricultura nacional.

“Hoje, o produtor brasileiro perdeu poder de investimento nas propriedades e enfrenta dificuldades para manter sua competitividade. O desafio para a safra 2026/27 será reduzir custos. Com menos poder de negociação e menor capacidade de investimento, a tendência é que muitos produtores utilizem menos recursos na próxima temporada”, concluiu.o produtor e para a sustentabilidade econômica da atividade. Precisamos nos atentar a isso que ”, concluiu.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

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Sustentabilidade

Milho sobe em Chicago com compras de fundos e preocupações climáticas na França – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado foi sustentado por um movimento de compras por parte de fundos especuladores, aproveitando a queda recente nas cotações do cereal. Preocupações com uma onda de calor na França, o que pode afetar a produção de milho no país, também ajudou a sustentar os preços.

Os sinais de uma menor demanda para o cereal norte-americano voltado a produção de etanol e as condições de clima favoráveis às lavouras nos Estados Unidos limitaram o movimento de alta nos preços.

A produção de etanol de milho dos Estados Unidos recuou 0,54% na semana encerrada em 12 de junho, atingindo 1,102 milhão de barris diários (*), ante 1,108 milhão de barris na semana anterior (5), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).

Já os estoques de etanol dos Estados Unidos permaneceram em 24,5 milhões de barris. O país exportou ainda 126 mil barris de etanol nessa última semana, ante 155 mil, recuo de 18,70%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,21, com avanço de 7,25 centavos, ou 1,75% em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,29 1/2 por bushel, com avanço de 7,00 centavos, ou 1,65% em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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