Sustentabilidade
Com maior interesse na ponta compradora de milho, novembro registra alta de preços no Brasil – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho registrou preços mais altos ao longo de novembro em várias localidades. De acordo com a Safras Consultoria, o momento é de bastante especulação em torno da evolução do clima. Como o final do ano está próximo, a liberdade do mercado no que tange à disponibilidade ou não de ofertas deve cair um pouco, ajudando a sustentar as cotações.
Os consumidores, de modo geral, têm falado que dispõem de estoques de milho suficientes para atender a demanda até a virada de ano. Entretanto, os menores, ainda precisam do cereal e com isso estão participando mais do mercado. Diante dessa menor oferta, por conta da menor intenção de venda dos produtores, eles acabam tendo que comprar lotes de milho a preços um pouco mais altos.
No cenário internacional, o mercado ainda tenta se adequar aos reais números relacionados aos Estados Unidos. Os dados estão sendo gradativamente atualizados após o fim da paralisação do governo. Dependendo dos resultados das próximas atualizações de dados, o mercado pode vir a ficar mais volátil.
No que tange à paridade de exportação do milho brasileiro, houve uma melhora leve ao longo de novembro, embora o câmbio ainda esteja patinando. Ele vem oscilando entre R$ 5,30 e R$ 5,40 por dólar. Já aso cotações do milho na Bolsa de Chicago permanecem andando um pouco de lado.
Preços internos
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 65,91 no dia 28 de novembro, alta de 3,23% frente aos R$ 63,84 registrados no final de outubro. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 64,00, aumento de 4,92% ante os R$ 61,00 praticados no final do mês passado.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 73,00, avanço de 7,35% frente aos R$ 68,00 praticados no final de outubro. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal subiu 6,06% ao longo do mês, de R$ 66,00 para R$ 70,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 62,00, aumento de 1,64% ante os R$ 61,00 registrados na semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 71,00, baixa de 1,39% em relação aos R$ 72,00 praticados no final de outubro.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca subiu 3,17%, de R$ 63,00 para R$ 65,00 ao longo do mês. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 62,00, valorização de 3,33% em relação aos R$ 60,00 registrados no final do mês passado.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 846,083 milhões em novembro até o momento (14 dias úteis), com média diária de US$ 60,434 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 3,939 milhões de toneladas, com média de 281,358 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 214,80.
Em relação a novembro de 2024, houve alta de 17% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,1% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,4% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fonte: Arno Baasch / Safras News
Sustentabilidade
Mercado do algodão: Alta do dólar favorece exportação enquanto preço do caroço recua em MT – MAIS SOJA

Em nov/26, a estimativa de safra do algodão 26/27 não apresentou alterações em seus indicadores. Dessa maneira, a área estimada para a próxima temporada ficou em 1,43 milhão de hectares, incremento de 3,84% em relação à safra 25/26, impulsionado pelos preços mais atrativos da pluma, que estimulam os cotonicultores a ampliar a área destinada à cultura.
O avanço da semeadura da soja indica que, até o momento, a janela de plantio do algodão não deve ser comprometida. No entanto, os possíveis impactos do El Niño e os volumes de precipitação durante o desenvolvimento das lavouras seguem como pontos de atenção. Nesse cenário, a produtividade média permaneceu estimada em 310,39 @/ha, recuo de 6,01% em relação ao recorde observado na última safra. Por fim, a produção está estimada em 6,65 milhões de toneladas de algodão em caroço. volume que representa uma redução de 2,41% em relação ao que foi observado na safra 25/26.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: na última semana, a paridade do contrato de dez/26 ficou na média de R$ 137,13/@, com aumento de 4,48%, reflexo da valorização do dólar no mesmo período.
- BAIXA: a queda do real, após a eleição presidencial do Brasil, ampliou a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, contribuindo para o recuo da pluma em NY.
- VALORIZAÇÃO: dólar encerrou com alta de 7,15% na semana passada, ficando cotado na média de R$ 5,39/US$ ]
O beneficiamento do algodão em MT da safra 2025/26 atingiu 65,62% até a última sexta-feira.
O avanço amplia a oferta de caroço de algodão no mercado e contribui para pressionar as cotações. Em out/26, o preço médio fechou em R$ 718,40/t, redução de 5,54% ante set/26. Além disso, em comparação com a média de out/25, o preço nominal ficou 23,76% menor.
Embora a produção seja inferior à da safra passada, a queda expressiva das cotações no comparativo anual está associada, principalmente, à demanda enfraquecida no estado ao longo de 2026, que tem limitado a sustentação dos preços mesmo diante da menor oferta do produto.
Para o curto prazo, na ausência de sinais de recuperação da demanda, a expectativa é que os preços permaneçam pressionados, sem valorizações expressivas. Por fim, esse cenário está alinhado à tendência sazonal observada em períodos com condições de demanda semelhantes às atuais no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Após estragos no Sul, previsão aponta chuvas de 100 mm e ‘friaca’ no fim de semana em vários estados; saiba mais

A previsão do tempo indica mais dias de instabilidade no Brasil, com risco de novos temporais após os estragos registrados no Sul. Entre esta quarta-feira (4) e o fim de semana, diferentes estados devem enfrentar chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo. Em algumas áreas, os acumulados podem chegar a 100 milímetros.
O alerta começa pelo Mato Grosso do Sul, onde os temporais já avançam nesta quarta-feira (4). Na quinta-feira (5), a instabilidade também ganha força em Goiás e Mato Grosso, com previsão de raios, ventos intensos e possibilidade de granizo, especialmente na porção leste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás.
Em Mato Grosso, as chuvas começam a avançar principalmente pelo norte do estado, mas ainda sem previsão de volumes muito expressivos. Já no sul de Mato Grosso do Sul, a precipitação pode ser maior.
Temporais de 100 mm colocam Sul e Sudeste em alerta
A situação exige atenção especial no Sul do país. Depois dos episódios de tornados em Chapecó (SC) e das microexplosões que provocaram estragos no Paraná, a previsão mantém o alerta para novos temporais no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
Um cavado meteorológico favorece a formação de áreas de instabilidade também no Sul e no Sudeste nesta quarta e quinta-feira. O tempo severo pode atingir ainda o norte do Paraná, São Paulo, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro.
Em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, os acumulados podem alcançar 100 milímetros nos próximos dias. Em Santa Catarina, há alerta para chuva intensa, principalmente durante a tarde, além de rajadas de vento. A instabilidade deve persistir durante o fim de semana, sem dar muita trégua aos moradores dessas regiões.
Frente fria provoca ‘friaca’ no fim de semana
Além da chuva, uma frente fria avança pelo país e provoca queda nas temperaturas. No fim de semana, as mínimas no sul de Mato Grosso do Sul podem ficar entre 15°C e 16°C.
No Sul, o frio será mais expressivo. Entre sábado e domingo, as temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul podem ficar abaixo dos 7°C em áreas de baixada. Apesar da queda nas mínimas, as máximas ainda podem alcançar 30°C em algumas localidades.
No Sudeste, a mudança também será sentida, com temperaturas mais amenas durante o fim de semana. Enquanto isso, o Nordeste continua com predomínio de tempo quente e seco, com temperaturas que podem chegar aos 40°C em Tocantins e Piauí. Há previsão de temporais isolados no sul do Maranhão e no norte do Tocantins.
Chuva volta a ganhar força na próxima semana
Na próxima semana, a tendência é de tempo mais firme no Sul e no Sudeste, abrindo uma janela para o produtor rural aproveitar as condições meteorológicas. A chuva, entretanto, deve voltar a ganhar força entre os dias 15 e 19 de novembro.
No Paraná e em Santa Catarina, os acumulados podem ficar entre 50 e 60 milímetros em cinco dias. Em São Paulo, também há previsão de volumes expressivos nesse período.
A instabilidade deve avançar ainda sobre áreas do Centro-Oeste e do Matopiba, contribuindo para a reposição da umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras de soja, especialmente em Goiás.
No oeste de Mato Grosso, a chuva ainda apresenta comportamento bastante irregular. Entre os dias 15 e 19 de novembro, os volumes previstos ficam em torno de 20 milímetros em algumas áreas.
A frente fria também deve levar chuva para o interior do Nordeste, trazendo alívio para regiões que enfrentam calor e tempo seco. A tendência é de uma semana com distribuição irregular das precipitações, mas com novas oportunidades de recuperação da umidade do solo em importantes regiões produtoras.
Sustentabilidade
IMEA: Semeadura do milho acelera na Argentina, enquanto MT monitora clima para a safra 26/27 – MAIS SOJA

A semeadura do milho 26/27 na Argentina atingiu 47,30% da área projetada, com avanço de 12,30 p.p. em relação à safra passada. De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, na semana encerrada em 28/10, o progresso foi de 7,50 p.p., impulsionado pela boa disponibilidade hídrica na maior parte da área agrícola.
A maior participação do milho precoce nesta temporada também contribui para o ritmo mais acelerado frente ao ciclo passado. Entre as principais regiões produtoras, o Centro-Leste de Entre Ríos lidera com 90,00% da área semeada, seguido pelo Núcleo Norte (85,70%) e pelo Centro-Norte de Santa Fe (74,30%). Apesar do bom ritmo de implantação, as baixas temperaturas e a pouca radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento inicial das lavouras, com registros de emergência desuniforme e amarelecimento das plantas. Mesmo assim, as condições gerais da cultura permanecem predominantemente normais a boas, com áreas pontuais classificadas como excelentes.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: a moeda americana valorizou 7,15% frente ao real na semana, passando para R$ 5,39/US$, influenciado pelo cenário político doméstico.
- QUEDA: O milho corrente na CME caiu 2,35% ante a semana passada, para US$ 4,51/bu, refletindo a maior oferta do cereal devido ao avanço da colheita norte-americana.
- BAIXA: o prêmio de exportação do milho no porto de Santos registrou baixa de 8,41% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,81/bu.
Perspectivas climáticas para o milho 26/27 em MT indicam disponibilidade hídrica para a semeadura, mas exigem atenção à distribuição das chuvas.
O avanço da semeadura da soja 26/27, acima dos maiores índices dos últimos cinco anos para o período, pode antecipar a colheita e favorecer o calendário do milho. Segundo o CPTEC/INPE, para nov/26–jan/27, são previstas chuvas próximas da média em parte de MT, com desvios negativos no norte e positivos no centro-sul e leste. Já para dez/26–fev/27, a previsão indica ampliação das chuvas acima da média nessas últimas regiões, favorecendo a umidade do solo e a implantação dos 7,48 mi de ha de milho.
Contudo, a distribuição das precipitações será determinante para as operações, pois chuvas acima das médias podem interromper a colheita da soja e a semeadura do cereal. Além disso, possíveis restrições hídricas durante o florescimento e enchimento de grãos representam riscos ao rendimento das lavouras, exigindo atenção ao clima nos próximos meses. Diante dessas incertezas, o Imea mantém a produtividade projetada em 119,64 sc/ha e a produção em 53,68 mi de t.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade11 horas agoComplexo de fungos causadores de doenças de solo desafia produtividade do algodão – MAIS SOJA
Featured23 horas agoConsumidores de Mato Grosso devem gastar R$ 760 em compras da Black Friday
Featured24 horas agoSoja cai em Chicago, mas alta do dólar sustenta preços no Brasil; saiba o que movimentou o dia
Featured23 horas agoLula viaja a São Paulo nesta terça-feira para realizar exames médicos de rotina
Sustentabilidade8 horas agoMercado brasileiro de milho deve ter dia lento nos negócios – MAIS SOJA
Sustentabilidade9 horas agoSoja despenca ao menor preço em 11 semanas em Chicago
Featured22 horas agoPrefeitura de Cuiabá abre Mutirão Fiscal e concede prazo até 30 de novembro para renegociação de débitos
Featured21 horas agoFred Gahyva propõe que SUS de Cuiabá aceite exames feitos na rede particular para agilizar atendimento de pacientes

















